Poesia sobre Flores

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"Amo flores,
e dizem que Maio é o mês delas,
e fico encantada com a variedades
das cores..."


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(Francisca Lucas)

Levei-te flores.


Não por esperança,
mas porque o amor,
às vezes,
não aprende a partir.


Cada pétala
carregava um "eu te amo"
que nunca encontrei coragem
de deixar morrer.


Mas, ao pensar em ti,
senti pena delas.


Flores não nasceram
para conhecer o ódio.
Não merecem murchar
diante de alguém
que já não consegue
olhar para mim
sem desprezo.


Talvez eu devesse
tê-las deixado no jardim.


Lá, ao menos,
morreriam pelo tempo...
e não por um amor
que só sobrevive
em mim.

"O maior gesto de amor não é levar flores a um túmulo. É levar esperança a um coração enquanto ele ainda pode florescer."
— Fabinho Martins

Da lua, de lua.
Feita de sol, sal, mar e ondas.
Sobre avencas, ervas daninhas, e flores silvestres. ⁠

Tristeza é a época mais difícil do ano.

Na primavera, não permite sentir o perfume das flores.

No verão, faz estremecer o coração.

No outono, deixa um gosto de desgosto na boca.

No, inverno, me deixa tão cansada,

é tanta neve na estrada,

mal consigo esperar a próxima estação

pra tirar dos pés as meias,

pra neve sumir e descongelar meu coração,

que, descongelado, consegue estremecer

e fazer o sangue correr pelas veias.

De estação em estação vou tentando

um pouquinho de tristeza abandonando...

Um dia eu pego o trem certo

e você nunca mais vai sair de perto.

⁠Caminho
.
Colho flores no caminho
Que me é o teu carinho
E não me deixa andar sozinho,
O teu perfume
É a flagrância desse amor
Que me entrega a ti
Pra ir contigo por onde for...
.
Que seja longo esse caminho
Onde eu não ande mais sozinho
E não me perca desse amo...
O teu perfume enlaçou o meu destino
Pra nos dar um só caminho
E caminhar pra um só lugar, o amor.
.
Edney Valentim Araújo
1994...

Em teus braços

Desejei dividir meus dias com você,
Caminharmos juntos em meio às flores
Para que eu pudesse adorná-la de rosas.

Sonhei andarmos juntos descalços
E deixar nossos passos na areia molhada,
E se eu pudesse, pararia o tempo na magia deste momento.

Eu quis cunhar a madeira rígida e fria,
Nela, desenhar nossos corações entrelaçados,
E na intercessão desse encontro, entalhar seu nome junto ao meu.

Desejei me prender em teus braços,
E num abraço apertado
Nunca mais sair do teu lado.

Primavera é quando a natureza se despe do cinza e se exibe em seu vestido verde bordado de flores.


Benê Morais
⁠

As flores tem vida


Na primavera abençoada,
Letras de amor foram ditas,
As rosas se emocionaram com a voz soltando sinfonias,


O sol deu sua luz, mas a importância está em como se recebe tal energia,
As margaridas dançam de acordo com o sabor dos ventos,
As violetas choram ao perceber a euforia do destino,


Um caminhão de flores é derrubado na estrada e formam um belo tapete colorido apenas para ela passar,
A tua pele se mistura e exala o cheiro das rosas,
Os teus sorrisos e o teu charme ao caminhar na minha direção mudam completamente o meu jeito de respirar, de enxergar o mundo a minha volta, eu sinto que já nasci com o DNA de te amar.

No tom certo


O tom de azul, lembra o céu perfeito,
Os tons de rosa, lembram as flores e tem até cheiro,
A cor amarelo lembra alegria, empolgação, divertimento,
A cor branca nos trás paz, unidade, recomeços,
Mas a cor vermelha lembra fome, lembra calor, lembra charme, é a que mais se identifica com você.

Sentidos

As flores e as folhas estão balançando la fora suavemente ao frescor do vento da manhã, o Sol liberou mais uma vez sua energia sobre elas alimentando a magia da fotossíntese; o campo está vibrante, as borboletas com suas diversas tonalidades de cores e os pássaros com sua beleza e seus variados cantos dão vida a esse cenário lúdico; o barulho do rio é ouvido a distancia, são percebidos também pegadas de mamíferos grandes, calma! São de quatros belos cachorros que vivem se divertindo no paraíso. O tempo fechou, uma chuva bem vinda está chegando para lavar a alma da natureza. Passados pouco mais de uma hora de queda livre de aguá divina, o Sol reaparece com o seu poder de renovar, de da um brilho novo a cada movimento de sua breve passagem em direção ao oeste.
A vida, ganha vida em cada verso escrito com base no que é visto, sentido, ouvido, tocado e ao mesmo tempo aproveitado pela natureza.

Sinto o teu beijo,
Vejo o balançar das flores empurradas pelos ventos,
Sinto o teu beijo,
Escuto o barulho da correnteza de um rio descendo em meio as curvas de uma floresta,
Sinto o teu beijo,
Observo o Sol nascendo mais uma vez espalhando fotossíntese e transformando a paisagem,
Eu sinto.

⁠"Aos quatorze anos eu coloquei um chapéu de flores na cabeça e nunca mais tirei!
Lembro até hoje: era branco com rosinhas cor de rosa. Fiquei muito feliz quando o comprei, me senti o máximo porque aquele chapéu estava super na moda na minha cidade, rs
O tempo levou o chapéu físico embora mas ele prossegue na minha cabeça, enfeitando meus dias de branco e rosa e muita felicidade!
O que os outros pensam? Ah, não sei, isso é problema e direito deles, de pensar o que quiserem. Respeito. Mas meu chapéu da alegria não tiro da cabeça de jeito nenhum.
A vida é minha, a vida é bela e eu a saúdo com o meu melhor sorriso todos os dias.
Por isso prossigo com quatorze anos. E você?"

"Flores sempre serão flores
nascidas num campo
cultivadas num jardim
bordadas com capricho
em toalhas cor marfim... "

Ciclo
Uma após a outra
num balé de veste e despe
lá se foram as flores dos ipês
que venham as águas
as folhas verdes
e as flores da primavera
em outras árvores
os ipês já cumpriram o seu papel...

E depois de uma longa espera e muito cuidado, minha Rosa do Deserto floriu.
Flores são poemas coloridos.
É poético saber que uma rosa “decidiu” morar no deserto, local que carrega uma simbologia de tempos difíceis, escassez e luta.
No deserto ela cresce livre.
Presa em pequenos vasos ela se adapta e o poema vira haikai.

⁠Amor, flores e perdão são presentes para se dar em vida.


Há sentimentos que precisam ser ditos, gestos que precisam ser feitos e abraços que não deveriam esperar pelo amanhã.

⁠E ele será amado, oh sim,
Nos caminhos do meu coração,
Entre flores e espinhos,
Enfrentamos a escuridão.

Não são só arco-íris e borboletas,
É mais que um simples querer,
É um acordo de almas serenas,
Que juntos querem viver.

Meu coração é casa aberta,
Para quando ele quiser chegar,
Seja noite ou seja dia,
Aqui ele pode descansar.

Juventude enfrenta mares,
Ondas fortes de emoção,
Mas com ele ao meu lado,
Navego sem hesitação.

Nosso amor é força e brisa,
É farol na imensidão,
Oferecemos um ao outro,
Amor e dedicação.

Desentendimentos vêm e vão,
Mas nosso laço é resistente,
A vontade de estar juntos,
Nos torna sempre presentes.

Sua beleza e seu sorriso,
São joias a brilhar,
E eu, amante dedicado,
Sempre hei de cuidar.

Amor verdadeiro é paciente,
Resiste às tempestades,
E ele será amado,
Além das adversidades.

Nos dias claros, nos dias turvos,
Estaremos sempre a caminhar,
Pois o amor, em sua essência,
Sempre há de triunfar.

Ontem invadiram meus canteiros,
Espezinharam minhas flores,
Partiram todos os vasos
Do meu jardim
Rasgaram minhas vestes
Ultrajaram meu nome,
Alagaram de sangue
Os meus olhos.
Apedrejaram meu rosto
Ainda de menina
Onde resplandeciam quimeras
Numa rua com nome de poeta
Defronte a tanta gente…
E gritaram urros de vitória,
Zombaram,
Rebolando álcool, chapinhando
No sangue da imbecilidade,
Ocos estes crânios de gente.


Hoje bem tentam devastar
No absurdo da existência
As sementes que guardei
Daquele anoitecer
Parido de Primavera.


Mas eles não sonham,
Nunca o fizeram
Eles não podem pensar,
Foi-lhes vedada a lucidez.


Agora tenho tulipas, cravos,
Roseirais, girassóis
E até ervas do campo a crescer
Num coração que continua a bombear
O mesmo sangue outrora profanado
Numa rua com nome de poeta.


Célia Moura, in "Terra de Lavra"

Nascendo


Os pássaros começaram a cantar alto,
As flores estão sorrindo demasiadamente,
As grandes árvores já avistaram,
As lebres estão saltitantes,
A floresta e a fauna aplaudem de pé,
Sim, o sol está nascendo mais uma vez com a beleza de nunca ter nascido antes.