Poesia sobre Flores

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Com flores de Agoniada
brotando do coração
para as nossas mãos,
Nas trocas de cumprimentos
ou até em silenciação
pode ser sentida ou lida;
Escrita ou não pode ser
percebida pela carga
lírica por toda a eternidade,
Que a morte é a saudade
que sempre em nós fica;
E nunca haverá tradução
que a defina nesta vida.

A paz da flores da Sucuuba
é o quê desejo para que a fé
e nem mesmo a inspiração
se percam do teu coração;
E que toda a escuridão
proporcione enxergar
mais de uma constelação.

Estou nas flores de Jenipapo
desabrochadas em novembro,
Percebo que sem pedir licença
ainda ocupo o seu pensamento.


Passei a ser todo aysú na sua
mente, alma, corpo e coração,
Não conhece mais na vida
na visa nenhuma outra direção.

Como quem beija o céu
a Escumilha oriental
revela as suas flores
como quem beija o amado,
Igual à ela os dias
com poesia o tenho beijado.


A sua existência distante
no coração tenho embalado,
O desejo pelo romance
e o inevitável têm capturado
o quê era outrora impensado.


Ainda que de tudo talvez
esteja em algum lugar distraído,
e não tenha me reconhecido:
O tempo tem o próprio laço.

⁠E ele será amado, oh sim,
Nos caminhos do meu coração,
Entre flores e espinhos,
Enfrentamos a escuridão.

Não são só arco-íris e borboletas,
É mais que um simples querer,
É um acordo de almas serenas,
Que juntos querem viver.

Meu coração é casa aberta,
Para quando ele quiser chegar,
Seja noite ou seja dia,
Aqui ele pode descansar.

Juventude enfrenta mares,
Ondas fortes de emoção,
Mas com ele ao meu lado,
Navego sem hesitação.

Nosso amor é força e brisa,
É farol na imensidão,
Oferecemos um ao outro,
Amor e dedicação.

Desentendimentos vêm e vão,
Mas nosso laço é resistente,
A vontade de estar juntos,
Nos torna sempre presentes.

Sua beleza e seu sorriso,
São joias a brilhar,
E eu, amante dedicado,
Sempre hei de cuidar.

Amor verdadeiro é paciente,
Resiste às tempestades,
E ele será amado,
Além das adversidades.

Nos dias claros, nos dias turvos,
Estaremos sempre a caminhar,
Pois o amor, em sua essência,
Sempre há de triunfar.

⁠Com tantos incomodados com as flores que os mortos recebem, nota-se que a inveja não é pelo que se pode juntar — mas espalhar.


Talvez o que realmente doa em muitos que ainda respiram, de fato, não seja a homenagem tardia, mas a lembrança silenciosa de que algumas vidas, mesmo encerradas na terra, continuam semeando.


Há os que colecionam méritos, aplausos e conquistas como quem ergue as muralhas da vaidade; e há os que, sem sequer perceberem, deixam pétalas pelo caminho.


E é justamente aí que — quase sempre — nasce a inquietude: não na flor depositada sobre a ausência, mas na constatação de que há presenças que jamais se apagam.


Os vivos que não recebem flores — que lutem!


Ajuntem menos, espalhem mais!


Porque o verdadeiro legado não é aquilo que se acumula nos bolsos — é aquilo que, mesmo depois, insiste em perfumar o mundo.

Que os bons ventos de agosto nos tornem sensíveis o bastante, para merecermos as flores, com toda sorte de cores de setembro!
Amém!


Lá se vai Agosto…
Se despedindo com seus ventos discretos, carregando ensinamentos que, por vezes, passam despercebidos.


São esses ventos que nos convidam à introspecção, que nos lembram de cuidar da nossa sensibilidade e atenção ao mundo.


É nesse preparo silencioso que encontramos a capacidade de receber o novo, de perceber os detalhes que realmente importam.


Setembro, com suas flores e cores, não é apenas um mês; é um convite à recompensa daqueles que souberam Escutar, Reaprender e se transformar.


Merecer suas cores e fragrâncias não dependem de pressa ou força, mas de estarmos abertos, atentos e delicados o suficiente para reconhecer a beleza que nos cerca.


Que os ventos de agosto nos moldem com suavidade, que nos tornem atentos aos pequenos gestos e às sutilezas da vida, para que, quando setembro chegar, possamos acolher suas flores, ornados de gratidão e plenitude.
Amém!

Que os bons ventos de agosto nos tornem sensíveis o bastante, para merecermos as flores, com toda sorte de cores de setembro!
Amém!

Nunca foi sobre oferecer flores.
No Dia Internacional das Mulheres, sempre foi sobre não oferecer espinhos nos outros 364 dias do ano.

Carrego-te como quem leva pedras e flores no mesmo fôlego.


No peso que me curva, há um rumor teu, uma memória que se acende entre as rochas, como se cada grão de pólen soubesse o teu aroma.


As flores presas à minha mochila interna respiram contigo, frágeis e obstinadas, lembrando que até o que pesa pode ser ternura.


Caminho, e o vento toca o que não ouso dizer, esse quase‑toque que vive entre o ombro e o mundo.


E no silêncio da marcha, o desejo é só isto:a beleza que insiste, mesmo quando dói, e o caminho que se torna pele quando penso em ti.

"Nem toda mulher gosta...
De receber flores arrancadas,
mas gosta... quando forem entregues com afeto"

As flores dão sensação (...)
Dentro das emoções tem sentimentos(...)
Para os quaisquer resquícios se foi...⁠

“Soneto das Estações do Ser”

Quando te encontrei, nasceu primavera,
Brotaram flores no deserto da alma,
E o verão chegou com luz sincera,
Trazendo ao peito a mais perfeita calma.
És tu a lua que nas noites impera,
Guia celeste que meu caos acalma,
Farol que brilha quando a noite era
O vazio onde morria qualquer balma.
Sem ti, não há ciclicidade ou fluxo,
Nem o tempo cumpre seu ofício eterno,
Perco outono, inverno, até o luxo
De sentir renascer no que governo.
És tu a roda que ao meu ser conduzo,
As quatro faces do meu próprio inverno.

Quando foi a última vez que você recebeu flores?
[.....]
Quando foi a última vez que você deu?
[.....]

Oraçao do dia

Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.

Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.

Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.

Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.

Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.

Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração;

Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.

Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.

E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.

Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!!!
Que assim seja!!!

Muitas bênçãos e vitórias pra nossa vida!!!
Amém...
(Saul Beleza)

*Fora de Época*

Não te ofereço flores por ser primavera,
te ofereço flores por te querer bem.
Não é o mês, não é o costume,
é a vontade que floresce em mim.

Se fosse inverno, eu acharia jeito
de te esquentar com pétala e cor.
Se fosse outono, eu juntaria as folhas
só pra te lembrar que cair também é uma estação.

Te quero bem sem motivo marcado,
sem feriado pra justificar.
Meu calendário tem teu nome
e todo dia nele é dia de te lembrar.
(Saul Beleza)

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.

⁠Tremulam as flores
rosas do Ingá-anão,
Quando você vier
não vou dizer não,
Colherei os frutos
doces do amor
com todo o coração.

À Shanti De Corte, Milou Verhoof e Noelia Castillo Ramos


Com a razão, o coração e as flores
da coerência e da eternidade em mãos,
ergo os meus tijolos de lamentos
pela absurda série de sofrimentos.


A Europa já não está sentada
no touro branco com guirlanda de flores —
e sequer foi notada.
Os sinos dobram por vós, herdeiras,
que não fostes protegidas nem cuidadas.


Há tempos a Europa foi sequestrada.
Não há sinal de vida dela, nem do touro.
Tudo indica que pelos algozes,
foi por suicídio assistido ou eutanasiada,
e o touro, torturado e sacrificado.


Não vai demorar muito para que vós, herdeiras,
sejais esquecidas pela elite depravada,
porque a direção da Europa
há muito já não se entende a si mesma.


Os princípios, a moralidade e os valores
foram enterrados na mesma cova rasa,
sob a indiferença coletiva e televisionada.


Da minha parte não existe desculpa
que me satisfaça da parte de quem vos abandonou nos braços da morte,
abertamente, na beira da estrada.


Sob a luz do dia que a Europa foi executada,
e a indiferença no território está acampada.
Depois disso, não será preciso
absolutamente ninguém dizer mais nada.

Lua das Flores


A Lua das Flores da estação
no Médio Vale do Itajaí
preludia os ipês rosa e o roxo,
Com certeza percebi
a tua curiosidade bonita
que maio me anuncia.


Se é amor ou não, não sei,
mas que já poesia, virou lei;
Sem precisar da aprovação
alheia constrói o legado
de manter o seu coração
todo em estado de maio.


Não preciso falar o que
sinto porque se me ama,
Saiba que também é amado,
do jeito que não tínhamos
sequer antes imaginado:
do lugar deste amor não
haverá outro para ser ocupado.