Poesia sobre Flores
A figura translúcida paira num mar remanescente.
Envolto nas flores da floresta do inconsciente...
Bem tal que dor flui nas profundezas da essência...
As lágrimas escorrem em palavras...
A fogueira do final de semana e as flores da cidade.
As luzes artificiais fazem mau a natureza mas na narrativa humanas a luz caminha no lado do conhecimento.
A luz calida abandona alma na escuridão.
Os pássaros não distingue dia da noite as plantas também... As consequências que natureza devastada pelo homem em busca de luz para conforto humano...
Pensais o humano e seu humanismo....
O mundo não gira em torno do ser humano...
Temos ser sensatos e termos amor ao planeta, pois humanidade passa e o planeta vai continuar mas sem seus algozes de destruição.
Flores da madrugada serenas faces
Petulância se tornou romance
Então a luz te deixou .
Num penhasco de emoções me torturei
Pois a cada monto que sonhei esperei estar ao seu lado...
Mais nada nem ninguém ousou ferir meu coração tão profundamente que mundo terminou...
As flores secaram o deserto do seus olhos buscam vida meus olhos.
Mas jas a origem de um sentimento puro para aonde foi embora nunca mais voltou...
Sendo sensatez ganha sombras num novo tempo de lucidez a tenho como novo amor que começou as flores antes mortas ganham vida resiste em mais um momento irônico do tempo se torna o temporal.
Na floresta negra tem flores atraentes navios navegantes num mundo ao longe...
Luas separte os ceus a luz atravessa os ceus num estante o momento ganha o irônico do puro silêncio ate doi ver nebulosa...
As nuvens destilam a energia vinda outros mundos...
Meteoros vivem numa harmonia do caos que predomina...
Mesmo o frio na barriga no meio do abismo comença ser dilatado pela gravidade. A luz caminham sobre nossos pés cristais de gelo se forma.
O medo da uma passagem para curiosidade... sendo matou o gato...
Quem seria esse gato?
Sereias das cordas da vida seres flamejantes, cantam a vitória da vida,
Vemos micro cosmo como a semente da vida e as estrelas trazem vida aos mundos mais longes que imaginamos...
No silêncio cruel a vida prospera as virtudes caem e mundos que ainda não conhecemos.
Seus maus dizeres sobre minha pessoa são flores no meu jardim.
Se me xinga eu ignoro pois que xinga nao tem argumentos!
O seu ego joga maus dizeres a minha pessoa que se tornam flores no meu jardim.
Meus sentimentos e pensamentos são uma vasta floresta o sois diante do ecossistema.
Nos valores da moral e a ética ganhamos uma divisão de valores.
O psicológico do ser humano está abalado pelo stress diário e alienação social é um triunfo da tecnologia...
Flores e Cosmos
Flores no jardim,
Sentimentos ao vento frio.
Meros atrozes artificiais...
Portais da imensidão.
Me vejo em teu nu, na vastidão.
Flores que morrem no inverno,
Flores mortas no vaso...
Tantas possibilidades no universo,
Sois a poeira que o vento levou,
Mas a saudade inflamou.
Nos níveis mais profundos estás viva,
Nas obras do destino te encontrei...
Aonde o espaço e o tempo dobram a realidade.
Rosas do galho seco voltam à vida.
Na luz cálida da lua, suas pétalas caem
Sobre o mar remanescente da vida.
No brilho das estrelas, vejo o fogo da sua paixão.
Espinhos da madrugada
Ecos do coração embriagado.
Flores que sangram
memórias tais lembranças.
Fogo arde queima a paixão...
Vultos na parede do quarto
Devido devido a fumaça do cigarro.
Delírio da bebida vangloriar
Os espinhos da madrugada...
Flores que sangram nas sombras dos quarto.
Vago meus pensamentos perdidos
No transe profundo torna navegante.
Flores da devastação
Metamorfia de laços profundos na desconexão com a realidade.
Beija flor do nexos ao florismo da alma.
Vastidão do eufemismo transgrede a humanidade.
Nas flores de inverno somos servos da dilaceração pois a paixão nos abandonou.
Tão simples quanto as chuvas de inverno.
No outono somos penas flutuam no mar perpétuo de um momento lindo.
Quando foi a última vez que você recebeu flores?
[.....]
Quando foi a última vez que você deu?
[.....]
A trilogia "Flores do Pântano", de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) que inclui o título Coleção de Gravetos, aprofunda exatamente a dualidade presente no poema: a beleza que nasce do que é lamoso, denso e doloroso.
Ao conectar o poema à trilogia, percebemos que:
1. A Estética do Lodo
Assim como a "Flor do Pântano" precisa da lama para florescer, o "Santo-Anjo-Maldito" precisa do autoinpacto e do "miocárdio dilacerado" para criar. Na trilogia, Michel F.M. sugere que a arte não vem da alegria pura, mas da capacidade de transmutar o "pântano" da existência em algo que faça o mundo continuar pulsando.
2. O Artista como Colecionador de "Gravetos"
O título de um dos livros, Coleção de Gravetos, dialoga com a ideia de que o poeta não é um ser iluminado e intocável, mas alguém que junta os restos (os gravetos, as sobras, os sustos do palhaço) para acender o fogo que incendeia o próprio coração. A poesia aqui é um trabalho de catador de entulhos emocionais.
3. Anatomia e Pulsação
A trilogia reforça a linguagem biológica do autor. Se no poema ele fala em "miocárdio", em seus livros ele explora a "anatomia do impulso". O artista de Michel F.M. é um ser visceral: ele não observa a vida de longe; ele a sente nas vísceras e a devolve como arte, pagando o preço com a própria exaustão vital.
4. A Condenação e a Salvação
O termo "maldito" no poema ecoa a tradição dos poetas baudelairianos (frequentemente referenciados indiretamente em obras que usam a metáfora das "Flores"). A trilogia apresenta o pântano (a dor, o isolamento, a incompreensão) não como um lugar de onde se foge, mas como o único solo fértil para a verdadeira poesia.
As flores
Ainda tenho flores de
Outros amores para regar,
as Rego porque torço por
Cada florescer de uma flor
Que um dia tive o prazer de
Conhecer.
Tremulam as flores
rosas do Ingá-anão,
Quando você vier
não vou dizer não,
Colherei os frutos
doces do amor
com todo o coração.
O rio que vem de longe
e abastece a minha fonte.
O Araribá-amarelo cobre
com flores a minha fronte.
Nós habitantes indeléveis
do amor e da paixão inoxidáveis.
Os pensamentos são iguais,
e estamos construindo a paz.
Não somos nuvens passageiras,
não tememos travessias inteiras.
À Shanti De Corte, Milou Verhoof e Noelia Castillo Ramos
Com a razão, o coração e as flores
da coerência e da eternidade em mãos,
ergo os meus tijolos de lamentos
pela absurda série de sofrimentos.
A Europa já não está sentada
no touro branco com guirlanda de flores —
e sequer foi notada.
Os sinos dobram por vós, herdeiras,
que não fostes protegidas nem cuidadas.
Há tempos a Europa foi sequestrada.
Não há sinal de vida dela, nem do touro.
Tudo indica que pelos algozes,
foi por suicídio assistido ou eutanasiada,
e o touro, torturado e sacrificado.
Não vai demorar muito para que vós, herdeiras,
sejais esquecidas pela elite depravada,
porque a direção da Europa
há muito já não se entende a si mesma.
Os princípios, a moralidade e os valores
foram enterrados na mesma cova rasa,
sob a indiferença coletiva e televisionada.
Da minha parte não existe desculpa
que me satisfaça da parte de quem vos abandonou nos braços da morte,
abertamente, na beira da estrada.
Sob a luz do dia que a Europa foi executada,
e a indiferença no território está acampada.
Depois disso, não será preciso
absolutamente ninguém dizer mais nada.
Lua das Flores
A Lua das Flores da estação
no Médio Vale do Itajaí
preludia os ipês rosa e o roxo,
Com certeza percebi
a tua curiosidade bonita
que maio me anuncia.
Se é amor ou não, não sei,
mas que já poesia, virou lei;
Sem precisar da aprovação
alheia constrói o legado
de manter o seu coração
todo em estado de maio.
Não preciso falar o que
sinto porque se me ama,
Saiba que também é amado,
do jeito que não tínhamos
sequer antes imaginado:
do lugar deste amor não
haverá outro para ser ocupado.
Como quem beija o céu
a Escumilha oriental
revela as suas flores
como quem beija o amado,
Igual à ela os dias
com poesia o tenho beijado.
A sua existência distante
no coração tenho embalado,
O desejo pelo romance
e o inevitável têm capturado
o quê era outrora impensado.
Ainda que de tudo talvez
esteja em algum lugar distraído,
e não tenha me reconhecido:
O tempo tem o próprio laço.
Não há nem sequer
algema de flores,
chave, cadeado ou senha,
não há gaiola no coração,
e coleira de veludo
é totalmente dispensável;
porque a intenção aprazível
é torná-lo meu e imparável,
e jamais vir a te deter.
O que tenho a oferecer
é a real liberdade pura
de escolher o que vai ser,
é perfume de chuva
após encontrar a mata,
é colheita de Jabuticabas,
é amar sem se perder,
é fazer do seu e do meu querer,
o nosso bem querer;
sem nada requerer - apenas viver.
(É você morar dentro de mim
e eu morar inteira dentro de você).
Sanhuda para ser o teu abismo
de flores nativas para que
se perca com indomável ímpeto
em plenitude em retribuição,
E me coloque em iniciação
no teu pomar selvagem de adoração
Evanescer por dentro e ser o ardor
crescente em transbordamento,
o prazer lúdico e elegante,
da cobiçança em chamamento
do desejo romântico e fúrio
intrincados ao mesmo tempo.
Para não dar chance de escolha,
tornar-me a rebeldia mais louca,
e querer ter nas mãos as rédeas
da sagrada intimidade perturbadora.
Assim para que meus beijos feitos
dos ingazeiros dos rincões distantes
da nossa América do Sul profunda
beije o teu corpo bonito e o cubra.
