Poesia sobre Cidade
SALVADOR
Salvador é uma cidade
com muitas
riquezas, belezas.
É divina por natureza.
Cidade de mares,
alegrias e cantorias.
Salvador, cidade
das artes, do
sorriso fácil,
do abraço amigo,
de gente que afaga
sem pedir nada.
Salvador rima com calor.
Daí nasceu o sol mais lindo
que chegou até mim,
fez minh'alma
se iluminar.
Salvador rima com amor.
Daí nasceu o amor
mais lindo,
que me inspira
à rabiscar
o pouco que sei.
Por causa de ti,
meu jardim floresceu!
Salvador rima com amor.
Rima com o brilho do
seu olhar que fez meu
coração enfim lhe
encontrar....
Cratera Marginal
Das profundezas da grande e exausta cidade, retalhada pelo descaso, pelos maus tratos e pelos desvios de caminhos, a vergonha re-rompe-se a cada instante. Essa vergonha co-rompe e figura como os baldios terrenos, ruas, avenidas e estradas viscinais ou arteriais de uma pulsante e safenada metrópole.
Enquanto isso, paradas, desvios e rodopios são executados diariamente para escapar das rasteiras e dos tropicões que todos estão sujeitos, seja no início, meio, do trajeto ou no seu final. Um final que nunca cessa a paranóia de estar prestes a cair em uma nova ou qualquer outra velha cratera marginal.
Quando eu morava em uma grande cidade, eu costumava viver em silêncio. Costumava aumentar a tempestade dentro do coração.
Para decorar a parede da casa eu costumava escrever o seu nome.
Hoje lembrei quando vi sua foto, era uma vez, a gente costumava amar.
Eu irei contigo ó meu amado rei
Eu irei contigo pra cidade de Sião
Contemplar tua face e rever
os meus irmãos.
Eu irei contigo pra Nova Jerusalém
Contigo eu quero está,
e comprir as tuas leis
Seja a feita a tua vontade
Ó meu amado rei.
Na cidade, sou abençoada,
No campo, a Tua graça é derramada.
Em cada canto onde eu estiver,
Teu favor, Senhor, irá me acolher.
Bendita serei na cidade e além,
Bendito será o que as mãos contêm.
A terra dará o seu fruto fiel,
E o céu derramará maná como mel.
Senhor,
prepara-me para Tua cidade.
Faz-me andar em vestes limpas,
em caminhos retos, em esperança viva.
Escreve meu nome no Teu livro,
e sustenta minha fé até o fim.
Desejo mais do que ouro e rua de cristal —
quero estar onde Tu estás.
Jesus chorou sobre a cidade dura,
Que rejeitou a visita da cura.
Disse: “Quantas vezes quis te ajuntar…”
Mas o coração do homem quis se afastar.
o tempo passou por mim
semelhante ao trem
que serpenteava
a cidade de Alexandria.
Fazia barulho
e levava um pedaço do que eu era.
Mesmo assim continuo,
não sei se por esperança
ou por pura teimosia.
Com você,
Até uma tarde nublada de sábado.
Em uma praça humilde,
No centro da cidade.
Se torna o lugar mais romanesco.
O capital, na capital
É tanta especulação imobiliária na cidade fechada, que sinto no ar o vento frio da esperança, sem vírus e na quebradeira.
Preferi, na falta de opção com nova guerra na faixa de Gaza, lembrar da Revolução Francesa.
Na padaria de nome francês, onde não se tem pão jacó, mas tem francês,observei um bom pão crocante e até aquele brioche de Maria Antonieta, a rainha que mandava comer na falta do outro, mas só sobrou sua cabeça na sesta da guilhotina na praça da Bastilha.Tudo árabe fechado, mas tem Jacó que não havia na francesa, mas que no centro tem dança do ventre,não por causa da guerra de Beirute e nem pela guerra em Beirute,porém existe uma porta que só atende delivírus.
O campo
A adaptação humana para ser gregário em uma cidade e sofrer segregação no campo. Se está na roça quer cidade e sequer tem dores, se quer cidade tem dores e sequer quer roça!
Fogo no Horizonte Trêmulo
Nesta madrugada fria e congelante, com temperatura à menos e cidade amena, só posso pensar em frio e fogo. O fogo ilumina por algum tempo, a alma é uma coisa que a espada não pode ferir, um fogo devora um outro fogo e uma dor de angústia cura-se com outra. Em muito pouco tempo este fogo se apaga e o dia virá e raiá à luz, as juras mais fortes consomem-se no fogo da paixão como a mais simples na palha ao cheiro de lata queimada. Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo. A mente é um fogo a ser aceso, não um vaso a preencher e quando a casa do vizinho está pegando fogo, a minha casa está em perigo. Volto a Voltaire, e penso o mesmo: "o homem nasceu para a ação, tal como o fogo tende para cima e a pedra para baixo".
Combata fogo com fogo e tudo que restará são cinzas.
Cúpula e Cópula
Da base
À cúpula
Da pequena
Cidade
Ao plano
Mundial
Volúpia
Pelo poder
Arrogância
Ganância
Intolerância
Insanidade
Generalizada...
A humanidade
Claudica
Tempos
Bicudos
"Não adianta trocar de casa, de bairro, de cidade,
de país, de amor...
Se você não trocar de você!"
☆Haredita Angel
Os seus inimigos não são meus,
Não julgo os religiosos nem ateus.
O que há de mais nocivo na cidade?
Falta de amor e liberdade!
Muitos anos de descaso ou fracionando de quatro em quatro.
Nas ruas vazias e esquinas me vejo;
Nos olhares indecifráveis me perco.
No Rio de ontem na minha infância; Perde - se nos dias de hoje por ganância.
O que há de mais belo na cidade?
Foi a gaatinga que agora queima;
E o seu algoz que o permeia?
É o plástico o orgânico e o papel de toda maneira.
Sério, O que há de mais belo na cidade?
Seria a certeza da verdade.
Pois é escondida nas gavetas da impunidade.
Saindo por sair
Marca meia-noite no relógio de um integrante
Do bar da Cidade Alta, local nada adequado
É irônico que a chuva apareça só no sábado
Após toda a semana com um clima radiante
O caminho que eu faço para voltar para casa
Nunca pareceu tão longo, tenso e perigoso
Ainda que mude a rota, dificilmente escondo
O quanto essa indefinição deixa-me nervoso
Saindo por sair, eu lhe visto em outras almas
Torcendo para que alguém toque no seu nome
Entendo que há meses mantemos toda a calma
No papel, visto que anseio que tu me chames!
Se eu consigo chegar, enfim, às seis da manhã
E visualizo a mensagem que deixaste para mim
Visivelmente emocionado, posso deitar em paz
Nós dois, um mais um, tem tudo para ser assim.
