Poesia sobre Cidade
Nova casa , Novo bairro Nova cidade Novo começo?
Onde estou que eu não reconheço?
Quem são os transeuntes a passar pela porta
Quem são os ouvintes atentos da nossa vida torta
Onde estão os amigos que com custo conquistei
Foram deixados para trás
Há umas duas ou três rodoviárias que parei
De cidades que eu realmente nunca visitei.
Puxa que vida legal!
Dizem aqueles a qual profundamente invejo
São as crianças que levam uma vida normal
Desde que nasceram vivem sobre o mesmo teto ...
"Visitando segredos pelo tempo
Escritos em versos pela cidade
Sendeiro testemunha o vento
Transforma ciclo, festejo e verdade."
Carmen Eugenio
SONETO
A PONTE DA SAUDADE
Havia uma ponte sobre um rio,
Um rio que cortava uma cidade
A carne que gemia, um calafrio
Na ânsia de sentir uma saudade.
A ponte de tão frágil, caiu na` água
Só mágoa, num suspiro se afogou
Agora se travessa o rio a nado
Corrente dos desejos se quebrou.
As almas traspassadas em dores cruciantes
o rio e a cidade afastados hoje choram
a sorte esquecida, da ponte e dos amantes.
Mas a ponte da esperança não tem chão
na mente dos amantes que se encontram
distante da cidade do desejo e da ilusão.
"Nasci numa cidade pequena do interior da paraíba. Monteiro, lá ainda não tem água encanada nem esgoto, mas disseram-me que em breve o rio são francisco será desviado para lá.
Acho que isso não é verdade, quem poderia fazer tal obra, cavar todo o sertão para levar água a meia dúzia de nordestinos famintos, pessoas sem muita importância na cadeia social?
Não será mais uma promessa de campanha de algum candidato desesperado?
Os senhores sabem, que em época de eleição os homens fazem mais milagres do que os santos!"
De algum livro que não escrevi...
CRÔNICA PARA BRASÍLIA
Brasília, cidade das belas formas, de sons e encantos diversos.
Não és a mais bonita, nem a mais importante por conta do congresso.
És bela sim, de forma arquiteta, como ninfa de apolo, de flores de concreto.
Teu lago doce e puro, sob um céu azul discreto. Tens a Água Mineral e um parque a céu aberto.
Brasília das cantigas, de bois de Teodoro, de tantos sons herméticos, do reggae de Renato Matos, ao jazz de Renato Vasconcelos.
Do samba ainda menino, do Rock do Porão aos blocos do asfalto. Brasília da política, dos donos do planalto, das CPIS, das pizzas, dos sábios Collors e tolos Jéfersons. É tua vocação, vencer as turbulências, cortar na própria carne os males-desafetos.
Assim serás madura, à custa dos teus braços. Quem vem da ditadura, por certo sabe bem, que a um povo pacífico a liberdade sempre vem. Diretas de Tancredo, o povo no poder, o teu dever de casa honraste ao fazer.
Contudo não é cedo pra quem sabe sonhar, quem sabe um filho teu irá governar.
Será de sobradinho, Ceilândia ou do Guará? Por certo um candango, virá da tua madre, dará exemplo ao mundo e ao resto da cidade, que espera do teu cerne um bem pra ser feliz.
Brasília da savana, do fogo no verão, Brasília dos pedestres que acenam com a mão, ao bom desconhecido que pára em prontidão.
Brasília mar sem praia, das noites no pontão. Um caminhar no parque, à torre, a diversão; lazer do homem simples, espaço aberto à mão.
Ao jovem vista plana, um salto à direção. Brasília mulher jovem, senhora da razão. Aqui tudo é perfeito aos olhos do cristão. Falar de ti enfuna qualquer poeta vão.
Evan do Carmo
BRASÍLIA
Brasília, cidade do futuro
Aqui não existe muro
Aqui não tem esquina
Só mora gente fina
Vinda de todo canto
Brasília, que encanto
Tua diversidade.
Brasília, uma cidade
Que acolhe todo mundo.
Candangos construtores
Braçais, nobres, doutores
Nos deram um país
Orgulho mundial
Razão pra ser feliz.
Brasília nos ensina
Que a sorte se destina
Aos que sabem vencer
Vencer os desafios
Cruzar mares e rios
Pra ter felicidade
Brasília uma cidade
Família e aconchego
Aqui não se tem medo
De usar a liberdade.
Oh Rio de Janeiro,
cidade maravilhosa,
sorriso aberto e sincero,
a tua beleza é espantosa.
Do Cristo Redentor aos Arcos da Lapa,
do Pão de Açúcar às praias douradas,
tua paisagem inspira a alma apaixonada
e enche nossos corações de emoção desmedida.
Na tua música, no teu samba,
na tua gastronomia, na tua cultura,
encontramos uma energia que nos acalma
e nos faz sentir parte desta grande aventura.
És um sonho de mil cores,
uma dança ritmada sem fim,
és o amor em forma de flores,
que encanta todo aquele que chega até ti.
Oh Rio de Janeiro,
sempre serás a minha casa,
do teu jeito caloroso e verdadeiro
nunca me cansarei de encontrar graça.
Nas sombras dos morros, histórias cruas,
De uma cidade que dança entre luzes e breus,
Violência oculta nas vielas, ruas,
Rio de Janeiro, onde o sonho perdeu.
No alto, palácios de zinco e saudade,
Onde a vida resiste, à margem do olhar,
Em becos estreitos, o grito da cidade,
Ecoa silencioso, difícil de calar.
As crianças brincam, sem medo do perigo,
Num mundo que esconde, um caos desmedido,
Entre balas perdidas e o amor bendito,
Semeiam esperança, num terreno erguido.
Nos olhos dos jovens, a revolta brota,
Uma guerra invisível, sem fim, sem derrota,
Onde cada esquina, guarda uma história rota,
De um futuro incerto, que a fé não adota.
O caos social, um monstro adormecido,
Desperta a cada aurora, faminto, destemido,
Na luta diária, um povo esquecido,
Busca na poesia, um refúgio perdido.
O Rio de Janeiro, ferido, encantado,
Contrastes que brilham, num cenário desenhado,
Onde o belo e o feio, num quadro mesclado,
Retratam a cidade, num verso apagado.
Os morros que cercam, são guardiões da verdade,
Espelhos de um Rio, que clama liberdade,
Entre becos e tiros, mora a realidade,
De uma cidade partida, em eterna dualidade.
Crepúsculo de Ouro
O sol despede-se em fogo e mel,
derramando luz sobre os ombros da cidade.
As montanhas, sombras líquidas,
respiram o último suspiro do dia.
Um raio tímido dança no vidro,
sussurra segredos ao vento morno.
O céu veste ouro, veste brasa,
desfaz-se em luz antes do adeus.
E a noite, lenta, estende os braços,
balsâmica promessa de silêncio.
Mas o sol, eterno, dorme apenas,
guardado nos olhos de quem o viu.
Evan do Carmo.
Era outubro, na cidade velha de pedra,
de areia e espanto.
Foi de propósito — que sem querer — eu te olhei.
Você também, sem disfarce, me encarou.
E eu pensei: o que é tudo isso?
Artifício do acaso, ou um descuido da dor?
O tempo parou.
O céu ficou suspenso.
A primavera se atrasou.
A luz dos teus olhos me iluminou —
quando dei por mim, era verão.
Como parece ao vento
eu sussurrei um monólogo
Sem melancolia, nem saudade.
Quando tudo terminou, como num sonho
Inefável, eu aprendi a soletrar
A palavra eternidade.
Envolta em densa neblina
eis a pequena Echaporã
cidade rica em amor
acolhedora e hospitaleira
descansa sob o olhar vigilante
do bondoso Cristo Redentor
Cidade de todas as raças
Todas as cores e profissões
tabernáculo da fé cristã
que flui firme e estuante
orgulho dos moradores
dessa terra do Mirante
Ei-la envolta na neblina
Octogenaria, altaneira
não há quem não se encante
com a gentil e pequenina
De beleza louçã estonteante
princesinha da Serra do Mirante
Edite lima Novembro/2016
passarinho da Amazônia, eu conto ou tu conta?
Na moda da cidade você não existe, morra na queimada.
De longe não vejo o indio, nem a sua cenzala.
Coração Angustiado
Após entender a angustia de um coração, sai pela cidade em busca de entretenimento, caminhei por uma praça entre várias pessoas, cada uma com um semblante diferente, uma alegre a outra triste, uma chorando, a outra sorridente, mas pude perceber claramente, aquela que realmente estava contente, pois caminhava de forma suave, parecia estar flutuando, quase não se ouvia o som de suas passadas, era como se fosse uma pluma a si deslocar de um lado para outro no suave soprar do vento.
Oh coração triste e fatigado, por que está nesta ansiedade?
Sei que sofre como um aloprado, simplesmente pela confusão fatídica e insuportável de amar sem ser amado.
Sei que agora está procurando respostas, mas são tantas as perguntas, que não consegue se quer sincronizar com elas, infelizmente é assim, sentimento é algo difícil de ser interpretado, muitos falam de amor, mas com certeza nunca tenha usado, outros falam de paixão, mas se quer conhece o próprio coração, muitos não enxergam a realidade e falam de ilusão, enquanto outros estão próximos da felicidade, e tomam erradamente uma louca decisão.
Du’Art 08/ 01/ 2016
Passeio pela cidade
Hoje bem cedo ao acordar,
Saí a passear pela cidade,
Somente para recordar,
Momentos de felicidade.
Que sentia ao caminhar,
Pela orla da Riviera,
Vendo os pássaros a cantar,
Nas manhãs de primavera.
Sentia naquele instante,
O gostoso frescor da natureza,
No clarão de um sol radiante
Entre as flores e sua beleza.
Com o pensamento aflorado,
Podendo mirar o horizonte,
Enxergando algo inesperado,
Como o lindo maciço rosa do monte.
Utilizando os olhos como lente,
Captando imagens e gravando,
Numa parte reservada da mente,
Que aos poucos irão se revelando.
Du’Art 31 / 01 / 2015
Natal
Cidade noiva do Sol
Que hoje se deteriora
Pela falta de memória
Que nos deixa esquecer até da história.
Faz com que nossa cidade Ainda continue numa realidade
Que de forma poética
É até bonita de verdade...
Provinciana em tudo
Não se tem futuro
E se desenvolve sem um ordenamento maduro
Que se pense em cidade
E se pense em futuro!
Natal tem vivido um absurdo
Esquecido os jovens, o meio ambiente e a nossa gente Que segue em uma cidade
Gerida de soluço e vaidade.
Anos se passaram e o PPA não efetivaram
De que vale ter juntos pensado
Em um momento participativo
Mas que hoje demonstra que serviu só de circo
E para o povo pagar mico...
Não sei se sigo
Pois a cada palavra ainda mais me inspira
A falar não só de tristeza, Mas também de alegria
Pois Natal mesmo com essa demasia
Ainda continua bonita e viva...
Então conclamo
Em nome de todos os sonhos
Dos que a amam
Que não deixem a cidade ir Para o sentido de manter vaidades ou sigilos
Temos que lutar e nossa cidade retomar
Desse povo que, de nós, nossa cidade querem roubar Deixando a cidade
Como disse na primeira parte
Se deteriorar
Natal precisa é avançar
E para isso
O povo tem que voltar a enxergar!
Despedida
Ainda que na mesma cidade
sendo iluminada pela mesma lua
a distância se instalou e sem rumo
existe um abismo entre nos duas.
Sei o seu percurso de volta a casa
somos separadas por uma janela
de longe vejo os carros passar
no horário marcado sei que vai está lá.
sinto falta mas quando resolvemos desistir não foi algo que de fato veio para nos unir, pensando agora, você saiu da prisão e eu continuo aqui por mais um tempo até que você desapareça por completo.
A lua está tão linda
os aviões parecem estrelas no céu.
" Nesta cidade desvairada...
Pessoas indo...voltando…
Rindo... chorando…
Atrasados para o seus compromissos…
Cada uma em seu mundo particular…
Perdidas em seus próprios pensamentos…
Cegas por suas tecnologias...
Nesse mundo tão caótico do dia a dia…
Nessa velocidade frenética…
A cidade não para…
Alguns invisíveis…
Alguns se reencontram...
Outros se perdem…
Ou perde alguma coisa…
Num piscar de olhos…
As horas passam…
O dia acaba…
A semana se foi…
O mês se perdeu…
O ano ninguém viu…
Ninguém viu ou sentiu...
Nesta cidade desvairada…
A inocência no sorriso da criança…
A delicadeza do beija-flor bebendo seu néctar…
Os malabaristas dos faróis…
O aquecer do sol em sua melanina…
O ar que enche seus pulmões que lhe dão vida…
As batidas do coração...
O casal de idosos andando de mãos dadas…
O outono se despedindo…
Para dar passagem à primavera…
O encontro do sol com a lua todo fim de tarde…
As chuvas umedecendo as terras férteis…
Ou sentiu o cheiro de terra molhada…
A brisa do vento que lhe tocou o rosto…
Os irmãos que acolheram os invisíveis...
Às estátuas humanas pelas ruas agitadas…
O silêncio que paira no ar...
Porque "todos" estavam desvairados…
E não!!!
A cidade está atilado no seu modo de ser…"
O lugar, a rua, a cidade pouco importa.
Desde que seja ainda nesta vida.
O nosso encontro.
Dois corações.
Que se buscam.
E perseguem com coragem, através do tempo, e de outras vidas.
Escrever uma linda história.
Para que o sentir não fique no "e se".
Mas que se torne real.
Como o amor, que é imenso.
E que muito em breve, nossas chaves abram a mesma porta.
Pois ali será o novo endereço da felicidade.
.
Terça-Feira, Madrugada
Noite enjaulada
A Cidade parece escondida
Paisagem parada
Não vejo sinal de vida
Trancaram todos os portões
Estou sozinho comigo
Chego a ter medo dessa paz
Que se abriga em todos os quintais
Todo Mundo foi dormir mais cedo
A cor da luz da noite
É daquelas que se vê raramente
E eu ouço aquele característico
Som que sempre emana do silêncio
Seu tímbre tem algo de místico
Abafando os ruídos da noite
Estalidos e crepitares
Imagino ouvir distantes
Quebrares de ondas que vêm de algum Mar
A Lua tem ar suspeito
Daqueles de quem sabe algum segredo
Mas não conta pra ninguém
De jeito algum
Há anjos em pé, por sobre as nuvens
Fachos de luz, quase que imperceptíveis
Cruzam os Céus em movimentos lentos
Modorrentos
Parece que a qualquer momento
Virão pairar pertinho da janela
E anunciar que é hora de partir
Pra algum lugar
Onde eu não quero ir
Desejo boa noite
Apago a vela
Vou dormir
Assim como as pedras
Não podem ser chamadas
de cidade
Minhas palavras eu sei
Que não dizem nada
Meus pés não fazem a estrada
Minha alma
há muito desenganada
já sabe que asas
Não significam liberdade
Palavras no alto da montanha
Ecoam
Há muito eu estou lá
gritando à toa
Saber escrever
Em linha reta
Não faz, nunca fez
e nem fará jamais
de mim um poeta
Silêncio e nem dinheiro
trazem paz
A luz do Sol
não faz o dia
Tentar achar a paz perdida
Não traz mais
Harmonia
em minha vida.
