Poesia sobre Cidade

Cerca de 2776 poesia sobre Cidade

Tudo isso e mais a fome
da cidade e do sertão,
tudo isso e mais o gosto
da pimenta e do limão,
tudo isso, minha gente,
vai perdendo a tradição,
vai ficando na saudade,
na forma de algum refrão,

de algum discurso eficaz
que possa matar a fome
comendo apenas o nome
das comidas de Goiás.

Inserida por pensador

Apenas viva intensamente,
Para que na sua sagacidade,
Possa explorar cada cidade.
Ou apenas viver ignorantemente,
Te odiar para quê?
Se apenas vendo,
Sei que ao seu lado,
Amo você...

Inserida por DeadfelizorDeadtrist

Pandemia!
Deixando a cidade da uva e do vinho
feito uma pipa vazia
sem graça, ausente de harmonia
A cada dia...
um possível novo caso
alertando a sociedade
com o propósito de valorizar a vida
Nesse outono, que para todos seria
o motivo perfeito, para sair da já existente rotina
apreciar a paisagem, admirar as folhas ao vento caindo
a natureza agindo...
bem como deveria
Porém nossa situação é crítica
a voz da própria alma, num gesto de amor, abraçando a humanidade
... anuncia...
Em tempos dificeis
sejamos mais humildes
colaborando com o aumento positivo
da saudável expectativa
Ajudemos a quem realmente
precisa!

Inserida por fiorinjunior1979

Revinda

Vim morrer em Araguari
Cidade sorriso, eterna
Que a mocidade é daqui
E o meu berço governa

Em uma banda a revinda
Na outra a fonte fraterna
Entre ambas a falta ainda
De a história que hiberna

E sinto, sinto: ganas nuas
O sentimento na berlinda
A ternura vagar pelas ruas
E rir. Antes que tudo finda

Vim morrer, no aceitar vim
Cá para as bandas das gerais
Vim. Outrora chama por mim
E, e por fim, não chama mais...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03/04/2020, 08’01” – Cerrado mineiro

Inserida por LucianoSpagnol

a garça voou
sumiu nos telhados do antigo cinema
voou na cidade
às cinco da tarde
me trouxe um poema

Inserida por lasana_lukata

Nossa pequena cidade
Foi afetada com a pandemia
O silêncio dos palhaços
Estampou nossa Alegria
O vírus em cada Avenida
O aperto de mão agora
É um gesto de dor e agonia

Mortes em noticiários
Fome em casa de família
Falta do pão de todo dia
Lotações em hospitais públicos
Pais entrando em surto
Sociedade não respeita
O surdo e chama o
Cego de inútil
Nossa Bandeira manchada
De vergonha e dor
A escravidão terminou
Mas o preconceito só aumentou

Mais o tempo bom nascerá outra vez
Temos que acreditar em nossa nação
Existem pessoas boas
Com um bom coração

O amor tem uma porta aberta
O amor nascerá em plena primavera
O amor será arma contra pandemia
As crianças irão apertar nossa mão
Com harmônia e alegria

Espere por mim ainda
O dia não acabou apenas
É um recomeço vamos voltar
Em Janeiro e pensar Grande
Não briguem apenas ame.

Murilo Soares.

Inserida por Murilo_Soares

Voo

Em plena insanidade me pego a voar sobre celestial cidade, penso com pensamento apenso, meio atormentado e desatento:

Será um sonho da mais alta realidade?

Mentira ou verdade?

Neste momento também revejo meus pensamentos recheados de amores e tormentos, e concluo: A vida às vezes é sonho, às vezes pesadelo. Não devo nada questionar sobre o desenrolar deste mavioso novelo, tampouco, soprar a chama desta santa novela, pois, o grande lance é voar, velejando sobre doce brisa qual a mim me avise: Deixe de ser burro e aproveite esse vôo livre do qual devo tirar esse chapéu, para que haja um voo incrível, contemplando somente essa paz, deixe de questionar, fazendo guerra como a efêmera vida que em si se encerra quando se desfaz na terra.

Ao ouvir Beethoven não sei o que é que houve quando se ouve um estrondo rotundo advindo do mais profundo, além do fim do mundo, muito rápido quando me vejo sobre sagrado céu de anil.

Com abismal calma me pergunto:

Será que minha vida querida desfaleceu após morte batismal?

Enquanto, aqui ouço o glorioso Bolero de um cara chamado Ravel. Essa melodia noite e dia acompanha moribundos santos ou imundos à caminho dos céus quais cada um sua porta abre, sendo céu do amor ou céu das cabras.

Já com Piazzola e sua arte bandoniônica e irônica faz quebrar minhas molas ao dançarilhar um tango diferenciado ao olhar esbulhado de Gardel afrancesado, sentado bem aqui ao meu lado a bocejar seu resmungo afinado em total reclamação, mirando ao Cartola o qual num cantarolar se enrola. Com esse time me vejo morto e revolto apesar de sublimar sublime paz local.

Porém, vou além: Não me ache otário e redundante o bastante, pois, se essas palavras não existiam, agora é só botá-las no dicionário ou numa página de jornal.

O papo está muito bom, mas tenho de ouvir outro canto no meu velho recanto, pois, espero acordar vivo e solto e mais santo.



Volto a sonhar a vida de meros mortais.



jbcampos

Inserida por camposcampos

O Virus do Vazio -
(Covid-19)

Vou sozinho p'la cidade ...
Nao há nada!
As ruas estão vazias tal qual os corações
dos homens ...
Não sinto nada! Nada se ouve, nada se escuta,
só o vento que anuncia o vazio das ruas e
dos corações dos Homens ...
As janelas estão fechadas, as portas também!
Não se ouve nada! Só há gestos partidos
cheios de noite e escuridão!
Passa a solidão ... lenta e absorta.
Évora está deserta!
Deus fechou as Portas!
Os Homens estão despidos!
Não há nada! Não sinto nada! Não vejo nada!
Um só desejo me veste o corpo neste instante,
abraçar-te novamente, óh Évora Encantada!

(O Poeta, caminhando sozinho, por Évora vazia, na solidão das ruas desertas ...)

Inserida por Eliot

⁠O sol traz a claridade
o dia começa bem
no sertão ou na cidade
no nordeste sempre tem
um cuscuz de qualidade
que alimenta de verdade
e que não falte pra ninguém.

Inserida por GVM

⁠Mais um dia
cinzento começa
na cidade onde
as pessoas não
poupam fingimentos.
Conheci poucas pessoas,
a maioria destas,
era insuportável,
falavam demais,
vangloriavam-se demais.
Das poucas pessoas
suportáveis que restaram,
o mundo encarregou-se de
tomá-las de mim.
Desta forma sombria,
mais uma vez sobrou,
o que ainda restava de
mim.

Inserida por SamuPsycho

⁠No interior.

Eu nem conheço a cidade
dizem que lá tudo tem
mas não tem tranquilidade
e nem todos vivem bem
aqui não tem modernidade
mas amor e amizade
não se nega pra ninguém.

Inserida por GVM

⁠NOTA
-
Nasci numa cidade empresarial, desde pequena condicionada a trabalhar pra alguém. Entre tantas multinacional, quero ir mais longe, quero que a vida seja mais que produzir algo que seja consumível. Quero que a minha produção seja permanente, quero que fique, quero que saia, quero que liberte essa minha gente.

Inserida por renatacorrea

⁠O dia nasce
mais uma vez
nesta cidade.
Neste dia
me sinto bem,
o dia começa e
o sol já entra pela
janela.
Os pássaros cantam,
os motores roncam,
o sons dos passos
começam a movimentar.
A brisa gelada
da primavera
corre pelos braços,
o arrepio percorre
o corpo.
Neste dia,
me sinto mais vivo,
não está escuro,
está claro demais,
claro demais para
ver.

Inserida por SamuPsycho

⁠UM CUSCUZ.

No sertão ou na cidade
o cuscuz é uma raridade
que nasceu na natureza...
não conheço um nordestino
que no café matutino
não sirva um desse na mesa.

Inserida por GVM

⁠Vento bom.

É normal ter na cidade
festa e aglomeração
trânsito e velocidade
edifício em construção
sossego e tranquilidade
vento fresco e liberdade
a gente encontra no sertão.

Inserida por GVM

⁠Eu, tu e mar
Tu, eu e cidade
Eu, tu e paz
Tu, eu e guerra
Eu, tu e fé
Tu, eu e separação
Eu, tu e amor
Tu, eu e desencontro
Eu e tu
Tu, eu

Inserida por Ulfo

⁠Numa manhã de segunda-feira, Nasrudin chegou na cidade pela rua do mercado central montado em um burro, o qual ele teve dificuldades de encontrar local para amarar, pois, as duas margens da rua estavam cheias de animais deixados pelos comerciantes locais.
Nasrudin, entra num dos mercados e chega ao comerciante rico e diz: eu não consigo entender como vocês querem que chegue a freguesia, se vocês deixam as ruas sem quase espaço para nós fregueses deixarmos nossos animais, também?
O comerciante rico diz: essa é a nossa estratégia para que a freguesia compita entre si pelos lugares ainda vagos, para que façam as compras rapidamente, pois, a maioria das pessoas dão mais valor naquilo em que mais esforço necessitam colocar.
Na terça-feira bem de manhã, Nasrudin chegou com uma tropa de burros, ocupando as vagas dos comerciantes locais. ( Arcélio Alberto Preissler )

Inserida por ArcelioPreissler

⁠E aí?

E aí eu aqui nesta cidade
Cativo da liberdade
Sem legitimidade
Sem ninguém
Num horizonte além
Nos caminhos sem rumo
Desatando o prumo
Tentando o resumo
Do sumo que escorre na face
Há se ele falasse
Se ele chorasse
Eu também quereria chorar
Desapegar pra parar de sufocar
Me alegrar com o muito do pouco
O pouco do muito do eu louco
E eu aqui nesta cidade
Já com cumplicidade
Da secura do amanhecer
É o craquelado do entardecer
Que dorme e acorda
Acorda, dorme e borda
Cada fio da saudade
Aqui nesta cidade

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
10 de outubro, 22'48", 2015
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Questão de tempo, partidas das horas, ventos trazendo a briza do mar, longe está a minha cidade, e perto sinto nós, da nossa liberdade!
Não quero mais nada me indicando as horas! Voltar?
Ou partir para outra história.

BN1996
18/08/2020

Inserida por BN1996

⁠Pantanal -verde sem par.
Casario -que é um tesouro.
Cidade Branca -Luar!
Turismo - sua fonte de ouro!
Benedito C G Lima.

Inserida por poetadopantanal