Poesia sobre Cidade

Cerca de 2776 poesia sobre Cidade

e de repente o cerrado amanheceu
o sol está lá fora para o seu apogeu
a cidade acorda para mais um dia
os pássaros já estão em euforia
e a vida novamente num mais um
BOM DIA!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

SÃO PAULO

Engraçado...
Uma cidade tão grande,
Com ruas tão ocupadas,
Rotinas tão recheadas,
E ainda assim existe
Muita gente se sentindo sozinha.
Existe tantas peças nesse quebra-cabeças,
Tanta gente pra se completar,
Tanta gente pra ser completada,
Tanta história de amor que nem existe
Mas que um dia pode ser contada.

⁠Cantinho da Sol

Lá na cidade
Em frente ao farol
Vejo a mocidade
No bar da Sol

Clima de Tanquinho
Faça-me o favor
Uma cerveja
Tá muito calor

Cachaça da boa
Flor de girassol
Tô rindo à toa
Carne-de-sol

Mais um freguês
Chama um torresmo
Quem foi que fez?
Fui eu mesmo

A tarde tá linda
Tem pôr-do-sol
Música boa
Canta o rouxinol

Que vida boa
Doce igual mel
Prá matar fome
Sarapatel

Na TV futebol
Ouvi um grito
Gol do Bahia!
Era Marisol
Saiu o peixe frito

Sapé não é apenas cidade
é lembrança acesa.
É chão que guarda passos,
vozes, e feridas que ensinaram a resistir.

Entre engenhos e rios,
o tempo moldou o rosto do povo.
De mãos calejadas, eles escreveram história
com enxadas, com sonhos, com sangue.

Aqui tombou João Pedro Teixeira,
não como quem cai,
mas como quem planta.
Sua morte fez nascer o que o medo não podia deter.

Elizabeth, firme como a terra após a chuva,
carregou o nome, a causa,
e o peso de uma nação nas costas.
Ela não fugiu, floresceu na coragem.

E entre as ruas antigas,
ecoam versos de Augusto dos Anjos,
poeta que fez da dor sua morada,
e da palavra, uma cicatriz eterna.

Sapé é também vitória e renascimento.
No grito do torcedor do Confiança,
há algo do mesmo povo das ligas:
orgulho, suor, pertencimento.

Cem anos depois,
Sapé segue de pé.
Não como lembrança morta,
mas como coração pulsando
entre a fé, a luta e o futuro.

Porque Sapé é isso:
um nome que resiste,
um povo que não esquece,
uma história que sempre respira.

Meu cantinho favorito !


Vou falar pra vocês de um cantinho da cidade
confesso que de verdade
Gosto muito deste lugar.
Lá, tem uma pracinha linda
que fica mais linda ainda
quando anoitece
Pois é a noite que a magia acontece,
Famílias se divertem no parquinho
Pais e filhos trocam carinho,
Ah! Como gosto desse lugar
Não tem como não amar
tem dia que rola até um lanchinho.


Minha pracinha querida
Mora no meu coração
Lugar onde brinco e corro
Tem dias que quase morro
Correndo atrás do meu irmão.
Minha pracinha querida,
parceira da minha vida
que vou me lembrar pra sempre.


Mas a pracinha é só um detalhe
deste cantinho da cidade
Eu, queria é que todo mundo
tivesse a oportunidade
de conhecer esse cantinho.
Lá, tem uma igreja tão linda e plena
Não é grande nem pequena
Mas, cabe todo mundo que quiser entrar
Sempre estou lá à rezar
Sempre estou lá à pedir
Também sempre estou lá à chorar.


É meu lugarzinho preferido
O Padre já é meu amigo
E me ensina o caminho certo.
Por isso falo pra vocês
Aos que moram longe
E aos que moram perto
Venham conhecer meu cantinho,
serão recebidos com muito carinho
Jesus, está de braços abertos
a sua espera.

"Ela tinha jeito de atear fogo
numa cidade inteira e depois
reconstruí-la com um simples
bom dia"

⁠⁠Que cidade pálida!
As ruas chorando tão tristes. E os males: corrupção, ignorância, medo, egoísmo... Ainda imperando sob o véu da hipocrisia e do silêncio à submissão do seu povo.

⁠Amizade não tem idade
Seja no campo ou na cidade
Ela não faz questão de presença
Mas não anula a convivência
Sem este convívio ela não floresce
Nem as almas resplandecem
No respeito e na reciprocidade
Envolvidos pela cumplicidade
Dentro do peito e do coração
Pela simplicidade e pela compaixão
Na arte dos pensamentos
Registradas pelo tempo

Sem titulo
A cidade vazia
Tudo fechado
As coisas estão frias
Cuidado!
Preste bastante atenção.
Algo pode lhe acontecer.
Controle as batidas do coração
Alguém pode lhe perceber.
Se esconda muito bem.
Ele pode chegar.
Não sei o que ele tem
Não deixe ele nos apanhar.
Não somos fortes.
Não podemos derrota-lo
Talvez tenhamos sorte
Talvez apareça o claro.
Mas todos sabemos
Não adianta fugir.
Ele sabe o que queremos
Vai sempre persistir.
Não há como escapar
É o destino.
Um dia ele vai nos pegar
E cada vez mais está progredindo.

A cidade enlouquece em sonhos tortos
Na verdade nada é o que parece ser
As pessoas enlouquecem calmamente
Viciosamente, sem prazer...

⁠Necessidade, Vontade e Desejo
Numa esquina movimentada da cidade, durante o sinal vermelho, um menino vendia bombons aos motoristas. Ao ver um entregador parado numa moto, suspirou:
— Ah, se eu tivesse uma moto como essa... ia ganhar dinheiro mais rápido e ainda andar com o vento no rosto.
O entregador, suado e cansado do dia de trabalho, olhou para o lado e viu um jipe moderno, com tração nas quatro rodas. Pensou alto:
— Num jipe desses, agora eu estaria era nas dunas, curtindo a praia, não nesse trânsito maluco.
No jipe, uma jovem bem-vestida, aflita com o relógio, olhava para o carro à sua frente — um luxuoso Mercedes. Sussurrou, irritada:

— Se eu estivesse naquele Mercedes, com motorista, já teria chegado ao meu exame. Assim, vou perder a consulta.
No banco de trás do Mercedes, sentada em silêncio, estava uma menina. Ela tinha um motorista à disposição, conforto de sobra, mas não podia mover os braços nem as pernas.
Com o olhar perdido no menino da calçada, que vendia bombons e corria entre os carros, ela pensou:
— Se ao menos eu pudesse andar como ele… Não precisaria de nada mais.

⁠Eu atravesso o mar
Pelas ruas da cidade
Sob os raios desse Sol
Curto minha mocidade
E quando entardecer
E a velhice acontecer
Ganharei longevidade

⁠Propaganda volante.


Boa tarde distinta freguesia!
Acabamos de chegar em sua cidade,
Aproximem-se,.
É o caminhão da amizade que tem frutas em promoções e doces de verdade,
Venham ver,
Venham conhecer,
Pois venham,
Venha a dona Maria e o senhor João,
Venha a dona Tereza e as senhoras da nobreza,
Venha o compadre e as criancinhas,
Venha provar as doces frutas do caminhão de Varginha,
Aqui!
Somente aqui,
Você encontrará o preço baixo,
Não tentem buscar imitações,
É o ambulante do bem,
Que bonitoooooo!
É esse trem,
Melancias e laranjas,
Uvas saborozissimas,
Tangerinas adocicadas com o verde da selva pintada,
É promoção!
É o sacolão da laranja ou da tangerina que são amarelinhas como uma loira menina,
Pague apenas 5,00 reais,
A propaganda que narro,
É original
E não é assim tão caro,
Melancias vindo diretamente do cerrado,
Não adianta olhar e não comprar,
Comprem para vocês,
Comprem para a família,
Comprem para os parentes,
Tudo é genial aqui com o baita narrador de Frutal,
É prata, é ouro,
O tesouro está na uva dona viúva,
Uma caixa,
Um caixotão de uvas,
Compre hoje e não perca a liquidação,
Compre agora sem demora,
Pague 10 contos de réis,
Antes que acabem e aqui não volto mais...
Venham!


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠⁠...
Em tempos de inverdades, tenho saudades da minha liberdade. De andar pela cidade com pessoas da minha idade. Sinto que privo a minha verdade com certa ambiguidade. E que a calamidade uniformiza a diversidade.
Creio que a cumplicidade reapareceu sem sazonalidade e que o mundo está repleto de reciprocidade. Será que a majestade está sentindo um pouco de vulnerabilidade?

Em tempos de sororidade e equidade, a unicidade é uma temeridade. E a promiscuidade da invisibilidade aflorou a nossa humildade. Que as desigualdades repletas de maldade cedam espaço para a benignidade. E que o renascer da nossa longanimidade nunca mais permita nenhuma iniquidade.

⁠O FORAGIDO

Seu nome está em todos os cantos da cidade, Milhares de pessoas se perguntando quem tu eres?!
seu nome tá na boca do povo e acaba por ficar em minha cabeça,todo mundo procurando um sujeito, foragido. Fugiu de sua cidade para fazer conquistas em meu pais.
Já vejo cartazes com seu rosto pra todos os cantos , E ninguém te encontra.
Engraçado pensar, que você já tinha sido encontrado

Moramos na cidade, também o presidente
E todos vão fingindo viver decentemente
Só que eu não pretendo ser tão decadente, não

Legião Urbana

Nota: Trecho da canção Tédio (Com Um T Bem Grande Pra Você).

⁠O último poema do último príncipe

Era capaz de atravessar a cidade em bicicleta para te ver dançar.
E isso
diz muito sobre minha caixa torácica.

⁠Na escuridão da noite
O crime suspira
A cidade não dorme
A vida que se retira
Nas ruas frias
A sombra se agiganta
Crime e castigo
A dor que nunca se espanta

Na esquina escura
O destino se revela
Corações partidos
A alma que se revela
O vício seduz
Uma vida em pecado
Crime e castigo
O preço do passado

Nas favelas
A violência se perpetua
O sangue que escorre
A dor que continua
A lei não enxerga essa realidade crua
Crime e castigo
Uma vida sem lua

⁠Évora (Cidade onde Nasci)

Évora! Cidade onde nasci
e onde minh'Alma pereceu.
Terra de palavras agudas
e olhos que culpam
onde meu Coração se perdeu.

Évora! Ruas negras, escuras, escusas
sem nada ... de calçadas incertas
e vozes caladas que tanto sentiram
o penar dos meus passos.
Terra de pedras e punhais,
de farpas e de foices
onde sinto ainda o peso da solidão!

E só à noite, quando os Credos recolhem
e os Ecos se calam...aí Sim!... Évora...
posso ver o teu olhar, o teu encanto,
o teu perfil!

Não era tua a voz que gritava,
eram as vozes das gentes,
empedernidas, austeras!

Ah Évora, como é bom ter-te na noite,
no silêncio do teu olhar, no sussurro das tuas águas,
no calor das tuas ruas, nas Brumas da tua Alma!

Oh Évora, encanto dos meus olhos
que embala os meus sentidos...caminho-te...
meu berço de Paz na quietude criança...
e se um dia partir, sei!

Levarei em meu regaço tua Alma,
teu jeito de Flôr Bela,
teu olhar de menina e moça
num mês de Abril!

⁠A única coisa que eu poderia imaginar quando atravessei a cidade
Era uma vida com você
Mas eu estou invisível pra você⁠.