Poesia sobre Cidade

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Eu gostaria de menos força no Brasil e mais em cada cidade brasileira.
Encontrar a mais justa da equação.
Tudo métrica e rima e sempre verdadeira.
Mas a vida é real e de viés.
E vê só que cilada é a liberdade inteira.
Sempre mudamos os políticos;
Mas a politica é sempre a mesma besteira.

ROMEU E JULIETA, SEM SHAKESPEARE




[à Crioula]



Vivemos na mesma cidade,

sob o arco da velha Roma.

Mas o espaço geográfico não comungou

Para que nossos caminhos se encontrassem.

Valha-me Deus, Santa Bárbara nossa!

Poema, conosco, o raio do amor não caiu no mesmo lugar.

E o desejo mora em nossos corpos, Crioula minha!

As ruas do querer, se alongaram.

Asfaltou o chão de terra que compunha o amar.

A paixão sempre ficou à espreita,

Nunca acaba!

Somos Romeu e Julieta

(o requeijão e o doce de goiaba)

No entanto, não nos degustamos!

A cada dia tomamos

uma dose do veneno “Se” (do Djavan)

O universo tenta nos afastar,

mas a cada passo dado, nos queremos mais como um ímã.

Minha fonte Luminosa, queria mergulhar meus lábios negros

nas águas que jorram do teu arco.

E ir confessar meus desejos carnais na tua catedral.

Meu soneto de 14 versos – de 4, 4 - 3 3.

Há quem diga que se nos rendermos ao desejo, seremos escravos dele.

Mas se somos prisioneiros do amor!?

... é de pessoas como a Crioula, que os poetas se debruçam a escrever poesia.

Abro um parênteses (talvez se consumíssemos esse tal desejo, poderíamos perder o gosto do querer)

Nossa Senhora das Dores, rogo-te que alivia as aflições desse caro Crioulo,

Que tua filha cuasarte!

Só em te pedir, me dói.

Crioula, aqui me despeço de ti, pois, não podemos ter tudo que queremos.

Em nós, cabe ainda a virtude da expectativa,

e com gosto de como ficou Pelé, do gol que não fez, como se o fizesse.

“Vive” – Desencana , nêgo, tudo nela gera tanta dor,

E não se sente!?

“Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu”

O amor platônico me mata!

Erromeu!!!

Apesar do implante de solidariedade
que a cidade às vezes emergencia,
isso é via de acesso pontual...
Um instante no todo que nada muda...
... Há um dane-se fixo em cada semblante.

⁠Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal, faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é o meu terreno e meu alarde

Legião Urbana

Nota: Trecho da música Os barcos.

"Hoje, eu, andando pelas ruas vazias, na madrugada silenciosa da cidade, percebi que alguém iria sofrer de amor, só fui descobrir quem, quando eu cheguei em casa e me olhei no espelho.
Amor é paixão, paixão é desejo.
Meus olhos, refletem a imagem do sofrimento, e é só você que eu vejo.
Minha boca, ainda guarda cada beijo.
Minha pele, ainda grita seu nome, implora seu toque, o vento ainda tem seu cheiro.
Cada lembrança, cada memória, ainda me acelera o peito.
Ainda acordo assustado, lembrando nossos momentos, me recobrando do pesadelo.
Ainda amo o seu jeito.
Ainda sou aquele sujeito.
Que uma vida a seu lado planejou, tudo, nós, por inteiro.
Quisera eu, que meus planos, sonhos, se materializassem, mas, para o meu desalento, meu viver é sofrimento e devaneio.
Tento te encontrar em outra voz, outro olhar, outro seio.
Aqui um beijo; acolá, outro aconchego.
Mas é impossível, você é única, e, lembrado demais de ti, que meu Gólgota está feito.
Hoje resolvi sair, para tentar afastar você da minha mente, já que é impossível, do peito.
O frio da madrugada já anunciava, que alguém sofreria de amor, mas não sabia quem, um arrepio veio.
Só pude descobrir quem fora destroçado pelo venenoso sentimento, ao chegar em casa e me deparar com a deplorável e sofrível figura, refletida no espelho..." - EDSON, Wikney

Referindo-se a cidade de Piratininga no interior de SP - BR.


" Piratininga, a cidade dos residenciais"




Paulo Roberto Neto Coimbra

O que fica por dizer


A cidade acordou sem notar
qualquer mudança.


O rio manteve sua largura exata,
as pontes não rangiam mais que o costume,
e os sinos tocaram
no mesmo tom de sempre.


Havia, no entanto,
uma leve alteração no ar,
como se o mundo tivesse esquecido
uma palavra importante
e decidido continuar mesmo assim.


Nada faltava.
Nada sobrava.


O dia cumpriu suas horas,
a noite fez seu trabalho,
e o tempo seguiu
como se tudo estivesse exatamente no lugar,e ainda assim,
alguma coisa pairava
no silêncio.

O Espinho que Sustenta o Luxo
William Contraponto


O lixo na cidade se acumula,
O luxo segue o mesmo caminho.
A bandeira de poucos trêmula,
Enquanto a maioria pisa espinho.


O grito da fome é contido,
abafado por telas brilhantes.
Um povo cansado e esquecido,
som perdido em ruas distantes.


As praças se tornam vitrines,
com passos de pressa e descaso.
Erguem-se muros e confins,
derruba-se o humano no atraso.


O poder se veste de ouro,
mas seus pés tropeçam na lama.
Promete futuro sonoro,
entrega cinza e mais trama.


Enquanto se erguem palácios,
ergue-se também a miséria.
Nos becos, os corpos cansados
carregam a dor que não cessa.


E o tempo que passa impassível
não limpa a ferida exposta.
A cidade, em ciclo terrível,
repete a mesma resposta.

Hoje a cidade amanheceu sorrindo...
Os passaros cantam...
As flores perfumam...
Os raios iluminam...
e Deus te deu de presente
um novo dia, novinho em folha..
Então? O que esta esperando para
dsembrulhar a jornada que te espera?
A cada manha ganhamos um novo dia, o
ontem nao pode ser igual a hoje, porque
cada dia é unico e impar!
Feliz Terça-feira!

A felicidade não é a cidade ao fim do mapa, é o próprio vento pela janela, o ritmo das rodas nos trilhos, o horizonte que se desdobra enquanto se vai.

Pois lembre: o pássaro não entoa seu canto por ter a alegria; é no ato de cantar — no ar que vibra na garganta, na nota que se desprende e preenche o arvoredo — que a alegria, plena, nasce e se aconchega em suas penas.

A felicidade não é um porto à espera. É a própria maré dentro de você, o movimento que faz o navio navegar.

Parabéns, São Paulo altaneira,
Cidade-mãe de todos os povos,
Onde o mundo inteiro se encontra
E constrói seus próprios novos.


Paulista, artéria do tempo,
Beleza que pulsa e ensina;
Entre concreto e esperança,
Ali o futuro caminha.


Ibirapuera, verde abraço,
Respiro vivo da metrópole;
Exuberante, livre e eterno,
Santuário da alma paulistana.


Augusta, rua da diversidade,
Expressão plena da liberdade;
Bela em seus contrastes humanos,
Espelho fiel da pluralidade.


Ipiranga e São João, memórias,
Avenidas de história e paixão;
Ecos de um Brasil que cresce
No ritmo do próprio coração.


São Silvestre, passos centenários,
Corrida de fé e emoção;
Onde o mundo corre contigo
Pelas veias da mesma canção.


São Paulo, grandeza que inspira,
Orgulho eterno do Brasil;
Explode em amor esta cidade
Que nunca dorme — apenas sorri.

Na esquina que a cidade não vê
Onde o negrume da noite reside,
Acende o letreiro: "É por você!"
Mas o brilho do ouro é quem decide.
​O pastor, de terno e voz aveludada,
No púlpito, a Bíblia aberta e o olhar sereno,
Condena a luxúria, a carne profanada,
Com o carro importado, o luxo obsceno.
​E o fiel, pobre e de alma tão sedenta,
Deposita a sobra, a última moeda,
Ouve que a benção só é opulenta
Se a fé for medida por nota na gaveta.
​A moral na boca é de pedra fria,
Julgando o vizinho que erra no passo,
Apontando o cisco com tamanha ousadia,
Enquanto esconde a trave sob o braço.
​Falam de Cristo, humilde e despojado,
Que andava na poeira, sem teto nem coroa,
Mas fazem do templo um trono dourado,
Onde a caridade é só uma loa.
​Alegam o amor que tudo perdoa,
Mas fecham a porta para o diferente,
Só aceitam quem reza, quem se ajoelha e entoa
A canção padronizada e conveniente.
​A hipocrisia veste a roupa santa,
É o dízimo da boca, mas não do coração.
A verdade é que a fé, por vezes, se levanta
Não em Deus, mas em pura ostentação

Nascimento do poema.
Deixo a cidade e seu tumulto lá fora,
E o silêncio sussurra os versos,


As palavras dançam ao vento,
E o mundo some , se afasta,agora compondo parindo!!!
Só restam as emoções,
E o poema nasce, lentamente sem pressa. Leila Boás 13/12/2025

"" A cidade geme
pressão e calafrios ao amanhecer
pássaros cantam e voam alvoroçados.
a cidade é criança.
brinca de esconde esconde em cada esquina
é moça bonita que encanta
às vezes é o caos
mas se levanta
tem o mágico, a menina
que são capazes de torná-la feminina
quando sem medida
a abraçarem com amor...

O Dono da Estufa

Na cidade de vidro havia uma estufa
onde cresciam homens em fileiras retas —
raízes presas a crachás,
folhas presas ao relógio.

O jardineiro vestia linho claro
e falava sobre produtividade
como quem fala do clima:
sem jamais olhar o céu.

Regava apenas a própria varanda.
Nos corredores, o ar era contado
em parcelas invisíveis —
cada respiração descontada do salário.

As plantas amarelavam
não por falta de água,
mas pelo excesso de sede alheia.

Ele bebia a empresa em taças largas,
degustando relatórios como vinhos raros,
e confundia lucro com eternidade.

Um dia mandou vir um sino —
um leiloeiro de voz firme,
treinado para anunciar destinos
e dar preço ao silêncio das coisas.

O homem do martelo
aprendeu o eco das paredes,
mediu o peso do tempo,
deu valor até ao pó suspenso.

Mas o jardineiro, entediado,
trocou o sino por outro qualquer,
não por falha,
não por custo,
não por razão —

apenas pelo prazer
de provar que até a palavra
lhe pertencia.

E assim ficou a estufa:

homens podados antes de florescer,
cadeiras polidas como lápides,
e um dono sentado ao sol artificial
num trono feito de folhas arrancadas.

No livro-caixa
não constava o vento.
No balanço
não cabia o cansaço.

Mas à noite,
quando as lâmpadas cessavam de mentir,
as raízes conversavam sob o chão
e sabiam —

nenhuma planta sobrevive
ao jardineiro
que se alimenta do jardim.

Música: Brasil, meu Brasil
Verso 1
Do norte ao sul, um só pulsar,
rio, sertão, cidade a brilhar.
Na luta diária, fé que não diminuí,
o povo sonha alto e sempre reluz.
Refrão (2x)
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Verso 2
Tem dor, tem riso, tem sol e suor,
tem mão calejada plantando o melhor.
Entre dificuldades e vitórias, seguimos em pé,
Brasil é coragem, trabalho e fé.
Refrão
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.

Cícero Romão Batista, há 182 anos, permanece como chama viva; fundou uma cidade que, há 115 anos, vem semeando trabalho e esperança ao povo do Nordeste. Apenas a minha Igreja Católica parece não enxergar o milagre que se ergue diante de nós.


Benê Morais⁠

Os donos de cachorros da cidade de Chiavari, no norte da Itália, terão que agora carregar uma garrafa de água para limpar o xixi do seu amigo de quatro patas durante os passeios.
As pessoas que não limparem o xixi de seus cães sofrerão multas de até 50 euros (cerca de R$ 202).
PS: Aqui na minha calçada por dia urinam uns 10 cachorros, minha cozinha fica perto do muro, nos dia de sol e calor temos que fechar a porta e janela devido ao MAU CHEIRO!!!!

Naquela noite silenciosa, enquanto o sorvete derretia devagar e as luzes da cidade se perdiam desfocadas atrás de mim, entendi que a solidão não era vazio, mas um eco de tudo que já fui — e que, mesmo se dissolvendo como aquele instante, ainda havia beleza em simplesmente existir entre o que passa e o que fica.

— ian vioto

Caminhando sozinho na noite, com um sorvete derretendo entre os dedos e as luzes da cidade se desfazendo em cores ao fundo, percebi que, assim como aquela fotografia imperfeita, minha própria história também carrega beleza no caos, na solidão e em tudo que o tempo insiste em dissolver — e talvez seja exatamente aí que ela se torna real.

— fallen