Poesia sobre Cidade
Quantas memórias...
essa cidade faz parte da minha história!
Eu deixei esse lugar quando eu era ainda muito jovem e demorei muito para voltar. Não porque eu não queria, mas porque a minha cidade natal, na qual passei minha infância e juventude, me traz muitas lembranças de pessoas que já se foram. Então, retornar significa encara todas essas emoções e sentimentos não resolvidos.
Mas, finalmente, estou aprendendo a lidar com isso. Voltar não me traz muita dor, pelo contrário, me traz um certo alívio e conforto. Agora, ao passar por essas ruas, consigo me lembrar com menos aflição de pessoas e momentos que fizeram parte da minha história.
Em breve vou embora novamente, porém, valorizando minhas raízes. Jamais vou esquecer de onde eu vim.
A cidade segue funcionando, as pessoas riem nos lugares errados, o tempo insiste em andar para frente.
Eu não acompanho.
Eu administro a falta. Em silêncio. Em turnos.
Não chamo de saudade porque saudade é doméstica demais para o que ficou.
Isso aqui é permanência forçada.
É carregar alguém mesmo quando a outra pessoa largou o peso.
TDAH ... É viver
com a mente parecendo cidade grande em horário de pico.
78 abas abertas.
Uma música aleatória tocando no fundo.
Memórias entrando sem bater.
Pensamentos tropeçando uns nos outros
feito gente desesperada correndo atrás de si mesma.
E no meio desse caos
você ainda tenta amar, ajudar, sobreviver, lembrar.
Mas sempre aparece alguém
transformando esquecimento em defeito de caráter,
como se tua mente cansada fosse ofensa pessoal.
Não entendem que existe diferença
entre não lembrar
e não se importar.
Aí vêm os gritos,
o esculacho,
a humilhação embrulhada em “sinceridade”.
Curioso como tanta gente exige compreensão
enquanto distribui crueldade com naturalidade.
Nossa espécie realmente acorda cedo
pra competir por medalha
de desgaste emocional.
E ainda assim,
mesmo perdida entre ruídos,
você continua tentando ser abrigo
pra quem nunca aprendeu
a não virar tempestade.
Pés machucados
Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
sem olhar o sinal,
sem sentir o tempo passar,
sem querer voltar...
Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
onde o silêncio embala meus pensamentos,
e a insônia a me rondar em passos lentos.
Cada estrela é um sussurro no escuro,
velando meus sonhos adormecidos,
na esperança de um novo amanhecer.
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
não sei mais quanto tempo faz...
O caminho de volta
encontrar não sou mais capaz...
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
A noite se estende,
silenciosa, fria,
onde o sono se esconde,
tecendo sonhos fugidios,
na dança lenta da insônia.
Andei... ando sempre andando,
sigo caminhando,
sem rumo, sem direção
vou continuar
até a dor dos meus pés
ser maior que a do meu coração.
Chovia como se o céu abrisse uma ferida antiga sobre a cidade, e cada gota trouxesse consigo um fragmento daquilo que ainda não aconteceu. Eu caminhava dentro desse rumor líquido com a sensação estranha de estar tocando a quarta dimensão, como se o tempo deixasse de ser linha e se tornasse um quarto secreto dentro do peito. Havia, na parede de uma casa esquecida, um relógio sem ponteiro. Ele não marcava horas; marcava ausências, retornos, aquilo que a memória inventa quando a saudade precisa sobreviver.
No bolso, eu carregava uma bússola de areia. Ela não apontava para o norte, mas para dentro, para esse lugar onde seguimos olhando o futuro reescrevendo o passado, sem perceber que ambos se misturam na mesma água escura. Talvez viver seja isso: atravessar a chuva sem querer secar demais, aceitar que o destino também hesita, e compreender que o amanhã nem sempre vem à frente. Às vezes, ele chega ontem tocando nossas cicatrizes, mudando o nome das antigas dores e devolvendo sentido ao que parecia perdido antes que a alma aprenda a chamá-lo casa.
Na cidade maravilhosa,
Conheci gente famosa.
Conheci a mulherada,
Mulheres lindas e formosas.
Bem arrumadas e maquiadas,
Comunicativas e educadas,
No mar, na terra e na areia,
Mulher sereia, mulher avião,
Mas,meu queixo caiu no chão,
Me apaixonei de alma e coração,
Me casei com a morena do sertão.
A cidade apagada,
a cidade alagada,
a cidade quebrada,
a história acabada,
e a população maltratada.
Esquinas da cidade
Nas esquinas da cidade, um ladrão de sonhos,
remexeu as gavetas do tempo, buscando em seus tronos sonhos adormecidos.
Espalhou o encanto pela vida desnuda,
como um poeta que em versos nunca se ajuda.
O céu, testemunha dos segredos perdidos,
sussurra histórias de amores e sentidos...
Os sorrisos se misturam ao pó das calçadas,
enquanto a brisa leva memórias entrelaçadas pela brisa que se espalha pelo ar.
Corações pulsantes guardam esperanças,
sorrateiros dançam nas instâncias...
Despertando encantos em cada canto da cidade tão cheios de dor,
transformando essa dor em arte, em puro amor.
Assim, a cidade respira o seu lamento,
onde sonhos se tornam eternos, se camuflam... no vento todo tempo.
Sonhei que o garoto que eu gostava na adolescência, estava morando na cidade novamente, mas em outro bairro
Julho de 2023
Sonhos de abril de 2023
Sonhei que a minha ex patroa, estava na minha cidade e eu estava em frente a uma lotérica, sentada e distraída, quando ela passou e me viu e me deu um grande abraço, e eu estava elegante no sonho e ela me elogiava, falando que eu estava muito bonita.
Sonhei com a minha mãe me dando uma toalhinha bordada, com meu nome escrito todo errado, porque ela não sabe escrever e nem ler. A toalhinha era um cardápio do meu negócio e havia bordados bem bonitos, ela me deu e eu fiquei toda feliz.
Sonhei com o ex da minha ex amiga, me ajudando a montar um negócio e eu seria sua sócia, ele me chamou para mostrar onde seria e depois disso, meu marido ficou trabalhando pra ele em um outro local, na área de marketing, depois eu trabalhava em um mercado onde os funcionários de lá, comiam coisas gostosas e começaram a compartilhar comigo também, eu recebi bolo, brigadeiro e outras coisas e o brigadeiro a garota estava comendo e me deu um pedaço, estava uma delícia
Depois eu já estava em outra cena, onde eu estava sozinha esperando meu marido sair do trabalho, porque ele saia às 6 e apareceu dois rapazes com uma aparência de gente ruim, me pedindo um pincel, para fazer um nome na perna, eu só saí correndo e depois disso, lembro que acordei...
29 de outubro de 2025
Não escrevi, mais sonhei com o 'C' chegando na cidade, passando em frente a minha casa e me procurando...
Sonhei com ele conversando comigo e com meu marido, em outro sonho, ele ria, mas não me olhava e dizia que eu era engraçada...
Sonhei com a minha mãe abandonada em uma feira e eu não queria falar com ela, porque já não tinha psicólogico para isso...
Sonhei com meu irmão Awkaerck perdido e eu procurando por ele...
Sonhei abraçando a Mayla novamente e dizendo que a amava, ela ficou surpresa e me abraçou de volta... Refizemos a amizade.
4 sonhos seguidos, que loucura!!
Não queria ser mãe, mas fui
Não queria casar, mas casei
Não queria estar nessa cidade, mas estou
Não queria viver assim, mas vivo
Não queria nada disso, mas, mas, mas...
Já se questionou hoje?
Deus se revela...
Terminei de crescer perto de uma cidade rica...
Logo aprendi sobre as diferenças sociais...
Não entendia por que alguns tinham tanto, enquanto outros tinham tão pouco...
Hoje vivo exatamente desse jeito...
Se acredito em Deus?
Sim...
Plenamente...
Mas, pelas inconstâncias da vida, às vezes duvidei e acreditei que
Ele não morava aqui na Terra...
Que Ele morava em outro lugar,
lá na cidade rica...
Que estávamos sozinhos aqui...
Que, na verdade, já estávamos no inferno e não sabíamos...
Mas Ele veio e me mostrou os Seus passos na areia,
enquanto, tantas vezes, me carregou no colo,
lá na cidade pobre.
Cícero Romão Batista, há 182 anos, permanece como chama viva; fundou uma cidade que, há 115 anos, vem semeando trabalho e esperança ao povo do Nordeste. Apenas a minha Igreja Católica parece não enxergar o milagre que se ergue diante de nós.
Benê Morais
Senhor candidato, não é justo realizar obras pessoais em sua cidade em ano eleitoral utilizando dinheiro dos outros, fruto da famosa vaquinha, somente para angariar votos. Tenha dó, né?
Benê Morais
Não importa se é rua, vila ou cidade: quem abandona o próprio lugar paga caro, As eleições estão batendo à porta e o povo não esquece, voto não se compra, se conquista. Negligência vira castigo nas urnas.
Benê Morais
Metrópoles
Cidade formigante,
Céu alimentado por fumaça,
Arranha-céu rasgando a natureza,
Mentes sufocadas pelo caos,
Tempo encolhido,
Desejos espremidos,
Sonhos engolidos,
Os gritos da cidade assustam os pombos,
A cegueira da correria na cidade esconde os que mais precisam,
Os dias são férteis para uns, enquanto as noites são frenéticas para outros,
Entre sirenes e ônibus, elevadores e geradores, bares, baladas e shoppings, escolas e pátios de empresas a dança tem várias notas mas o ritmo é um só,
Ao olhar para a cúpula da igreja, lágrimas de desespero, um pedido de socorro e muitos apelos.
Na caminhada
O rio e o sol se pondo de um lado,
do outro lado a cidade e a lua cheia com todo sua beleza,
no meio a estrada, os caminhos a seguir, um horizonte a desbravar.
Vamos?
É noite,do teu castelo em meio aos arranha- céus da cidade, lá no alto vejo a luz acesa da janela e a sua sombra está lá,
O frio tá batendo na veia, mas a vontade de ir embora com você me aquece,
Uma mensagem chegou:
_ Minha bagagem está pronta, tô descendo, vamos fugir do mundo e nos encontrar para sempre?
Por um período pensei em morar na cidade escondida de Atlântida para que os meus gritos fossem submersos e as minhas lágrimas se perdessem no oceano,
Mas, fiquei temeroso de abrir a caixa de pandora lá embaixo, assim todos os segredos e mistérios desse lugar seriam descobertos apenas por um orgulho pessoal e intransponível.
