Poesia os Dedos da minha Mao
Nessa minha janela eu sonho
E com a boca desses olhos castanhos
Vou devorando a fruta madura
Doce como os poemas da vida
Enquanto no céu alaranjado
Vejo avião branco sumindo
Riscando segredos esquecidos
Então olho pra baixo e sinto saudades
Dos ruídos inocentes de criança
Brincando aos últimos raios de sol
Os pássaros voltando ao ninho
E um trem apitando perto de casas
Enquanto luzes vão se acendendo
E os cenários se rendem
À noite onde as pessoas se recolhem
Essas aguas silentes
Caindo deliciosamente
Impregnando minha noite
Com chuvisco vertical
Na vidraça abstrata
Escondendo a rua mística
De terra molhada
Com cheiro noturno
Na quietude deslumbrante
Que paralisa a presa
E arrebata a alma
São borbulhas passageiras
São nuvens que não se veem
São aguas que não voltam
SEM RUMO
Sem rumo saio,
descompassado vou lentamente
Nem assim disfarço minha mente.
Mesmo sendo refém,
me solto de suas amarras!
Liberto meus pensamentos
e com eles também vou.
Nesta cadência
sou passo no chão batido
o coração sente cada pisar.
sou o sopro do vento no ar ,
o rosto agradecido...suspira.
sou letra da música no peito escondido,
que ouço sem compromisso.
Enfim corro sem pedir socorro
protegido chego até o fim
sem disputa
satisfeito volto e digo
não desista de mim.
“Se as pessoas à minha volta não me advertissem...
Se não houvesse leis, punições ou restrições...
Se eu desse ouvidos aos mais aliciadores pensamentos...
Ah, se eu fosse assim...
Certas coisas jamais seriam!”
"Ó Deus tantas dores existenciais
Minha alma sangra ao perceber que estou sozinho, talvez eu só precise de carinho, ou invés de água, vinho."
Ah o amor!
Quantas e quantas vezes em minha existência já o experimentei.
Ora desabrochando todos os sentimentos ternos que possuo em meu coração e nestes momentos ofertei o que gostaria de receber.
Ora recebendo sentimentos que os achava infinitos, querendo que o tempo parasse para nunca mais deixar de experimentar tamanha felicidade.
Ora me acovardei deixando de vivenciá-lo em sua plenitude, pensando que poderia ser eterno.
Ora chorei por ter percebido e deixado de lutar, fazendo a minha parte.
Ah, será um sentimento que nasce como dizem os poetas das profundezas do coração.
Ou será um exercício, um condicionamento e a vontade de querer amar?
O NATAL DE MINHA INFÂNCIA
Desde os tempos de infância, sempre fico na expectativa da chegada do NATAL.
Ainda criança, estudar era muito bom, mas, chegar as férias, aprovado, era muito melhor, pois, logo vinha a boa nova - o NATAL.
Período de ganhar presentes, roupas novas, brinquedos e viagens.
O NATAL é mágico, um colorido de luzes, a brilhar na cidade, nas ruas, nas casas.
Nos lares, as árvores de Natal, as guirlandas, os presépios, nos remontam ao nascimento do menino Jesus.
As orações pela paz, harmonia, prosperidade e saúde, tornam-se momentos de fé e esperança para um Ano Novo que se aproxima.
Relações carregam-se de afetos, sentimentos afloram e aquecem corações.
Fluem a humildade e a generosidade da partilha.
Senão a doação financeira para quem precisa, o desapego assume relevância fazendo com que o pouco que nos propomos a ofertar, seja muito para quem recebe.
As saudades doloridas pelas distâncias ou pelas lembranças daqueles com quem convivemos, nos fortalece na caminhada da vida.
Então é NATAL, festa da família, período de acreditar, período de encher os coraçõezinhos das crianças de sentimentos ternos e de relembrar como era lindo o NATAL DE MINHA INFÂNCIA.
Era um pôr do sol lindo.
Era minha alma na vanguarda,
Implorando para ser achada.
Então, eu respirei fundo
E o dia virou noite,
O Sol as estrelas
E a Lua.
Eu podia ouvir um som de tilintar,
Distante, apaziguado.
O som do sino de vento
Que balançava no ritmo da brisa.
A brisa da noite...
Tremulante, suave, fria.
Tão, tão calma...
Tocava essa melodia singela,
Guiando minha alma para fora da sua jaula...
Meus olhos lançam no teu
Como um labirinto sem saída
Minha alma grita por ti
A sua alma ouve
Mas você não reage.
Meu nível de educação e paciência depende do grau de tua abordagem à minha pessoa.
Poderá ser polida ou rústica, à altura do seu estilo preferido.
(teorilang)
Meus olhos enxergam na escuridão
Tudo nela é horrível
Minha alma sofre as consequências
E isso é inadmissível.
Você conhece a minha fé
E meu destino
Maré, jangada guiará
Não sei se um dia vou voltar
Estou aqui frente ao mar
Meu horizonte a Deus dará, confesso
Ritmo sincero
Cadê você que ia virar minha cabeça, jantar a 2 na mesa, pura beleza, gentileza gera safadeza.
A dois, nós dois, eu e você mais um pra quê, se tenho você.
Cadê você afastadora de tristeza, que ia passar a noite comigo contando estrela.
Juro que desenhei você, que pedi pra existir, que um toque de realialidade, fiz você real pra mim.
Me entrelaço nesse compasso doido, de mil beijos e vários amassos, calma respira, eu sei que ler isso da agonia, vontade de me ligar...
Alô amor da minha vida está ?
( Anthony Sanches)
Minha viagem ao meu interior foi um sucesso
A tempestade que eu mesmo criei
esta se desfazendo aqui
Foi preciso todo esse temporal pra mover tudo aquilo que era um mal atemporal dentro de mim .
[ Resposta minha, à declaração de alguém muito infeliz, ao ter dito que orações de joelhos na rua, "é coisa de pobre" ].
Declaração preconceituosa. Um Sheik Árabe, devoto de Alá, Bilionário, orará de joelhos dobrados, onde estiver, quando der o horário de sua oração.
Provavelmente nunca ouviu falar da "Legio duodecima Fulminata", do Imperador Júlio César, na guerra contra os Sármatas! Na ocasião, a multidão dos inimigos superava o número de seu exército! Sabe como ele obtivera a vitória? Sabe o porquê desse dia em diante, ele chamou a duodécima Legião, de Legião Fulminante? Ou Fulminea? Sabe o que ele ordenou sua Legião a fazer, no dia dessa guerra?
Se soubesse, não falaria tanta BESTEIRA em rede social virtual!
Estude mais um pouquinho e saberás que joelhos dobrados, preces e orações, não são prerrogativas de "gente pobre", apenas. Também é coisa de reis, exércitos e IMPERADORES.
08.04.2020 às 19:47 h
Lirismo de um albino
Albino sou eu,
eu e mais aquela que está a minha frente,
na minha imaginação,
contente,
Será que alguém me compreendeu?
Albino,
aquele ser tão especial,
mas nada fora do normal,
onde teu sorriso é cativante.
Albino,
aquele que muitos gostam de falar,
ao teu lado caminhar,
e alguns têm vontade de abraçar.
Um manifesto de Deus,
na vida dos filhos teus.
Aquele que cativa a cada olhar,
sem te dar
o direito de pensar.
Albino,
pessoa de verdade,
o mais querido da cidade,
porque a todos sabes cativar.
Assim eu sou,
assim nós somos,
um ser carregador de amor,
da mais profunda emoção,
que trago no coração.
CÉU ENCANTADO 🌺
Neste céu encantado
Onde descansa a minha mente
Destruidora de sonhos
Sem choro, sem lamento, com sentimento
Seca os rios das lágrimas perdidas
Deitadas ao mar de alegria no momento
Fúria avassaladora água alimentada de esperanças
Renovadas em busca de calor
Voos nocturnos em forma de manifestações de amor
Caminhos que trazem o fulgor da manhã
Noites de esferas perdidas adormecidas
Campos de ilusões sem imaginação sem mistérios
Em busca da liberdade que fica prisioneira na mente
Ouve-se na rua a gaita de foles
Na dança dos pauliteiros meias de lã, saia florida
Carvalho nas fragas, cabra no monte
Auréola deste mundo estrelado céu
Morremos sozinhos sem nos podermos ouvir
Na raiz de ilusões por breves momentos
De sombra sem som aroma ou cor
Mas se o amor florisse como as rosas, seríamos um jardim
Encantado céu prisioneiro da mente no orvalho da manhã.
- Melhor que sonhar com um amor, é encontrar o seu olhar;
- Pois palavras se calam quando minha boca encontra a sua;
- Deixando meu coração se declarar pra ti e pra tudo que significa em minha vida.
Sei,
Bem sei,
Perfeição não mora em mim,
Eu calo demais,
Tenho minha paz,
Mesmo em meio o caos,
Nada tenho à oferecer,
Além do meu viver calmo,
Que te acalma,
Além da Alma,
Eu vim trazer-te um pouco de silêncio,
Ao seu grito de socorro,
Um jeito,
De mudar seu jeito,
Cheio,
Em meio ao vazio,
Do Universo do seu ser,
Onde eu admiro cada estrela,
No planeta do seu corpo,
Em forma de pintas,
Aprecio cada uma delas,
Cada toque,
Cada pedaço,
Todo seu cheiro,
Que me entorpece,
Enaltece,
Mergulhando-me,
Cada dia mais no teu Universo,
Universo de Alma,
Universo paralelo,
Psicodélicamente em cores,
Sabores,
Suspiros,
Entre gritos, silêncio, beijos, suspiros e defeitos,
A gente se embala,
Se orienta,
Se aguenta,
Até que tudo vira música,
Uma linda canção de Amor.
Ao me perceber refletido no espelho não me identifico.
Está ali apenas um eu matéria pois minha essência esbanja, derrama muito mais que uma mera aparência percebido por uns e por outros de maneira própria, jamais a que de fato me representa.
... e assim ilude-se a humanidade apequenada!
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