Poesia Identidade
Você se desacredita demais,
e acho uma perda terrível.
Se eu pudesse falar-te mais,
ouvirias o quanto és incrível.
Consigo ver tantas, mais de uma qualidade,
e imaginar toda uma história.
Mas na tua busca pela verdade,
Te perdeste, e nem foi na vanglória.
Pois teu coração é humilde.
Exagerou mesmo ao se expor.
Mas não para pois um dia coincide,
tua busca com o real amor.
E esse amor vai te revelar,
que você é mais do que tenta mostrar.
Filho de um rei que reina pra amar,
e sozinho nunca vai te deixar.
Incrível, como as palavras se somam.
Como as letras se cruzam.
Como os olhares se vêem.
Incrivel mais seria, se em mim pudesse ler você.
Se em teu diário pudesse escrever.
Se em teus olhos pudesse eu me ver.
Dualidade Unida
Nasci na Alemanha, num pedaço de terra que acolhe e cuida. Filho de pais portugueses, trago comigo as raízes profundas de uma pátria distante. Sim, amo dois países. Um foi mãe, outro é pai. E assim, cresci entre dois mundos, onde o patriotismo não se anula, mas se completa, como as estações que se sucedem, cada uma com a sua beleza.
O melhor de ambas as culturas marcou a minha educação, tal como o sol e a lua marcam o dia e a noite. Da Alemanha, aprendi a ordem e a disciplina, o respeito pelo tempo e pelo espaço. De Portugal, recebi a alma poética, a saudade que me abraça e a simplicidade das coisas.
Guardo ambos no meu coração, sem conflito, sem divisão. São como duas árvores que crescem lado a lado, as suas raízes entrelaçadas, as suas folhas tocando-se ao vento. E assim, sou inteiro, sou completo, porque levo comigo a essência de dois lugares que me formaram e me fazem ser quem sou.
Em um mundo de cópias e padrões, O que você tem, outros podem possuir, Mas o que você é, ninguém pode clonar, é a sua essência que faz você reluzir.
Seja autêntico, sem medo de errar, pois cada passo que você der, com sua verdade, seu jeito singular, terá significado e sucesso a colher. O mundo comparativo, com suas métricas e padrões, pode se tornar o maior equívoco da jornada humana. É na singularidade que reside a verdade, e quando você for fiel à sua identidade, Cada conquista será uma obra de arte em liberdade.
Às vezes eu não sei quem eu sou
Mas sei que os outros me notam
Tentam me decifrar
E jugam-me ao ler
Ler sobre mim em outras bocas
Ler sobre mim em outras visões
Mas de mim mesmo... Não compreendem
Eu sei que sou uma pessoa difícil de conviver
Mas porque facilmente já me entreguei a pessoas rasas demais
Nas quais eu achava ter profundidade
E então me curar de tudo isso nunca foi fácil e por tanto me tornaram difícil
Sou assim sem máscaras
Sem disfarces
Não consigo agradar só porque deve ser o convencional
Não consigo ser
Só porque tenho que ser normal
Eu sou o oposto doque dizem ser falso
Eu sou real.
Na sociedade do desejo, tudo se torna possível. Posso reinventar-me a cada dia, transformando-me em uma pessoa distinta da que almejo ser.
Contudo, essa constante transformação também acarreta problemas, como a perda de uma identidade estável e coerente, a dificuldade de estabelecer vínculos profundos e autênticos, e a sensação de estar sempre em busca de algo inalcançável, perpetuamente insatisfeito.
Essa dinâmica pode gerar ansiedade e uma sensação de vazio, pois a busca incessante por novas versões de si mesmo pode levar à desvalorização do presente e ao esquecimento das raízes e do autoconhecimento profundo.
O modelo americano do politicamente correto, do identitarismo, das disputas de nichos, das correntes identitárias, da purificação da linguagem, da proibição de termos e da eleição de outros, tem sido adotado no Brasil, apesar das críticas ao imperialismo americano de onde esse modelo se origina.
Essa adoção, muitas vezes imposta, gera ressentimentos, pois exige que todos sigam esses princípios.
São pautas que frequentemente se distanciam das necessidades básicas da população brasileira, revelando um descompasso entre as demandas identitárias e as urgências cotidianas do país.
Imagine ou desenho um triângulo do “relacionamento” onde na base inferior está sua relação com seu CORPO, no segundo nível ou do meio estão as relações com as PESSOAS, e no superior está a relação CONSIGO MESMO.
Na base principal o CORPO. Esta é a relação com sua parte física o qual é seu edifício ou seja o que te sustenta, aqui você precisa fazer com que funcione melhor e isso está ligado a sua dieta e alimentação; exercícios; e um sono restaurador.
No segundo nível, se trata do seu relacionamento com os OUTROS. Apoiar em pessoas positivas, queridas e amadas é o fato de poder seguir em frente sem que dependa das opniões que te faz sentir importante para seguir em frente. Pense em um alpinista, ele precisa de ferramentas ganchos de apoio para poder escalar para chegar ao topo. Esse é o nível intermediário.
No nível superior é o relacionamento CONSIGO MESMO. A melhor forma de se fazer isto é entrar em contato com seu inconsciente. Você pode orar, escrever um diário ou meditar. Essas são às principais ferramentas que vai te ajudar a ativar seus sonhos, desejos e anseios.
EM AGOSTO
Um pé de jacarandá para o outro:
-- Não aguento esse povo me chamando de ipê!
-- Não liga! Faz pose para a foto. O importante é aparecer.
"Fortaleça a sua autoridade interna.
Defina, com clareza, quais valores são inegociáveis para você.
Enquanto sua identidade não estiver firmada, qualquer eco da ignorância coletiva soará como verdade.
Conheça-se profundamente, para que nenhuma força externa conduza seus passos como se fosse um fantoche."
Nem todo escuro é abrigo
Já estive lá também, sabe...
Onde o escuro se disfarça de acolhimento
e sussurra verdades com voz de promessa.
Mas nem toda sombra é momento.
Nem toda venda liberta.
Às vezes, ela apenas esconde.
Querer o desejo da entrega como voo...
Mas e se for só vertigem?
Vontade de cair?
E se deixar ir for só se perder de si mesma?
Silêncios nem sempre sussurram uma voz.
Às vezes, ensurdecem.
E o toque que busca... pode também ferir.
Tremores não são bússolas para sentimentos.
Desejo e medo dançam juntos no mesmo compasso.
E o que parece casa... pode ser só saudade do que você já foi.
Não, ninguém te leu.
Ninguém sequer te imaginou.
E você calou mais do que consentiu.
Tem quem se ache especial por descobrir alguém.
Mas você teve que aprender a seguir
sem precisar de olhos que te adivinhem,
sem depender de respirações alheias para lembrar quem é.
Nem toda noite guarda epifanias.
Algumas só passam.
E tudo bem.
Porque às vezes,
ver é mais seguro que sentir.
E seguir inteira,
é incendiar-se por dentro
e deixar as cinzas se tornarem solo fértil
para crescer, de novo, em si mesma.
Augusto Silva.
DAS ALMAS DIVERGENTES SEM CRIATIVIDADE E EGOÍSTAS
Há quem pense e declare que criar é copiar com capricho.
Mas só o espelho
repete sem alma e identidade a imagem do egoísta.
O criador verdadeiro tem intimidade com as estrelas e inventa constelações no escuro.
Já o copiador pega o céu roubado e assina com letra bonita, achando que o brilho alheio se replica no vazio das aparências.
O autêntico perde a voz e se torna uma lenda póstuma em um mundo de mentirosos, que vendem espelhos quebrados para refletir mentiras para os que não conseguem fugir do falso reflexo.
Ah, os que copiam…
querem ser outros
sem sequer saber
quem são.
Das tristezas do mentiroso a maior é nunca saber o prazer de ser ponte do que deslembra o tempo e a materialidade.
Religiosidade não protege, ao contrário, ela adormece.
E o preço de viver dormindo é acordar no meio da crise…
sem estrutura, sem direção, sem identidade.
...nunca fui indivíduo, sempre fui coletivo_
Zé: quilombo;
Dr. Ayo Navrro: Aldeia;
Eu mesmo: o tudo, o todo e o povo.
Belo caminho, serás tu a resposta?
Ou trágico, serás tu a causa?
És a dualidade do destino,
Que sob um manto, esconde a hipocrisia do porquê.
Mas o caminho é mais que dúvida,
É jornada, lutas, amizades forjadas.
A verdadeira causa do que nos tornamos.
E antes que me questione,
És o caminho que se abre,
E eu, a chave que o percorre.
O que acontece?
Quando o mundo dos sonhos se mistura com o real?
Mas, o que seria natural?
Talvez o mundo dos sonhos não seja assim tão desconexo,
Alelo,
Um paralelo,
Um paradoxo do Multiverso chamado subconsciente,
Nossa Intrínseca caixa de pandora,
Que aflora,
Vem pra fora,
De maneira exuberante,
Irritante,
Complexa demais,
Sem mais,
Na bagunça do ser um Ser.
Amor e Dor
"O amor une as pessoas, assim como a dor.
Não somente o amor pode unir todos em um, como também a dor faz o mesmo movimento. Só quem passa pelo mesmo tipo de dor entende o que há no outro. E com isso se formam diferentes grupos e identidades sociais, pois a dor cria identidade.
O desejo de ser um só no ser humano é tão forte que existem jaulas para colocarem outros lá. Se passando pela identidade do amor.
Por que esta guerra entre amor e dor, em um mundo que tem tantas espécies de flor e cor?
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A flor exala aromas e o vento expande a informação da sua essência e existência. E o que faz a dor?
Na jaula há tanta descolorida dor... Mas quem sente essa dor: os seres de amor ou os seres de dor?
Qual força existe, sobrevive e nos dá vida desde os primeiros humanos do universo? Não seria o amor? Essa força muda de característica? E a prática da dor?
Por que há tantos caminhos e versões de amor? Será que é amor? Ou é dor?"
28.aug.2022; 04:22 am.
Temos o dever moral de resgatar o africano de si mesmo, pois, foi-lhe incutido na mente o ódio contra si mesmo, contra o outro africano e contra a sua história.
É imperioso redescobrir e desenterrar a sua identidade cultural.
Às vezes eu sou o avesso,
de tudo que acredito e sonho.
Outras vezes enlouqueço
e diminuo o meu tamanho.
Mas depois, permito e cresço.
Realinho os "emaranhos".
Logo então eu me aqueço,
vivo em seus olhos castanhos.
Sou aquele sujeito, ora simples ora composto; e às vezes, não por regra, um indefinido suposto.
Sou de fácil escrita, rimas de um poeta enobrecido. Quase sempre um belo resumo para qualquer novo conhecido.
No sigilo das entrelinhas estão meus incansáveis infinitivos. Tenho muitos verbos, mas só torno-me próprio nos adjetivos.
