Poesia eu sou Asim sim Serei
Diz que vai voltar pra mim quando a noite chegar
Eu sei, falei te odeio, mas cê veio ligar
E agora eu quero um tanto assim
Você e o mar aqui só pra mim
Eu sei, tô vivo, me viro, refaço, dou jeito pra tudo
Eu sei o que quero, por isso não espero pra mudar o mundo
Que nenhum problema, dificuldade ou medo me faça parar, que eu tenha sabedoria ao agir, força para continuar, paciência para esperar, coragem para recomeçar. Que a minha semana Deus possa abençoar.
Amém!
E foi ali que eu morri, e no submundo vi coisas que antes não queria ter visto, porém hoje agradeço por tê-las aprendido. Foi lá, no fundo do poço, sozinho, que eu aprendi o segredo da vida e vou te contar agora...
...Não não vou te contar. Me observe e entenderá o que eu aprendi.
"MEMORY”
Recorda-te de mim quando eu ausente
For do teu alcance, no poente e isolado
Sentimento, sem meu olhar ao teu lado
E a afeição pulsar o que não mais sente...
Quando não mais importar, e de repente
Tudo sem palavra, sem que hás sonhado
O sonho da gente, promessa no passado
Onde a sensação é um vazio inteiramente...
Chora eu, um choro calado, e choro dares
Ao falto, e lembrares de nós novamente!
Aí, deixe o pranto nos aflitivos pesares...
E se houver suspiros, no que não mais existe
Melhor esqueceres a poesia ali tão presente
Nos versos meus, que agora é memória triste!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 10, 2021, 13’37” – Araguari, MG
Eu soltei o fone;
Não dá mais pra ouvir aquelas músicas.
As lágrimas encurraladas dentro dos olhos;
Uma tremedeira sem igual.
Terei a capacidade de continuar o estudo?
Se tudo que eu penso é continuar escrevendo e escrevendo.
Não mais entendo
Quero que você saiba que sou eu
"Como me declarar pra ela sem ela saber que sou eu?"
Eu perguntei
A resposta.... se foi boa, não sei
Sobre ela, dividimos sentimentos
Argumentos
Apelos
Mas nenhum deles era recíproco
Sempre platônico
Nos dois sofremos
Você por ela, e eu por você
E agora cá estou eu;
escrevendo e escrevendo.
- maio, 2021
Mas não importa
Quantos emails eu envie pra você
Você morreu e se foi
E levou uma parte de mim com você.
Eu aprendi que mesmo quando preciso chegar mais rápido, a pressa só vai atrasar meus passos.
Ouvindo os pássaros aprendi que cantar encanta e que gritar só cala a minha razão.
Eu aprendi a dar o melhor de mim e que não preciso jogar tudo para o alto quando as coisas não saem como planejei.
Aprendi a perdoar, pois sei que sou errante e muitas vezes vou errar.
Eu, eu não brinco com sentimemtos, evito ferir, mas sem querer também posso machucar.
Sigo e vou seguindo, oferecendo flores, mesmo quando recebo espinhos e faço da vida brisa, um lugar bom, meu ninho.
Nildinha Freitas
Muitos, pura e veementemente, afirmam que a vida é um resumo de algo, eu digo, a vida é uma dádiva e, viver é, amar em todas suas formas e manifestações afetivas.
Viva!
Ame!
Garota, eu conto os dias, eu contas horas e os segundos pra te ver.
Moça, olha só, não é exagero mas meu maior desejo é o teu universo conhecer.
O tempo passa, a vida é um sopro, por isso a minha pressa.
Cada passo que dou vou a teu rumo, outras direções não me interessa.
Não, não vou parar, preciso te sentir, é uma necessidade.
Quando chegar a hora e você me ver, eu te olhar, todo tempo do mundo será pouco, pouco ainda será a eternidade.
INDAGAÇÃO
Pus-me a recordar os amores venturosos
Que eu, poeta, em alguns poemas cantava
E em cada trova, à poética, acrescentava
O nome, a emoção, os agrados generosos
E no fado aqueles momentos portentosos
Anos de minha vida, assim, os comparava
Com doce sabor, a cortesia, que lembrava
Dando aquele amargor de dias saudosos
Sorrindo, eu percebi que o versar sentia
A mesma sensação do coração, a alegria
E, a poesia em tons de espanto e clamor
questionava: então adivinha quem sou?
Uma paixão, argumentei. E a voz tornou
numa prosa clara: Paixão, não. O Amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 11, 2021, 18’43” – Araguari, MG
Lugar...
O melhor lugar do mundo é estar ao eu lado sempre. Ali é o meu paraíso. Principalmente, se você está triste".
Pense nisso...
O amigo Valdemar Fontoura
Eu me desfaço, recaio em teus braços
Por não achar abrigo em outro lugar
Me precipito ao buscar outros mundos
Quando na verdade o tudo já estava bem aqui
Fantasiado por outros caminhos
Aparentemente certos, mas não dão em lugar algum
Volto eu ao início, tal como uma criança
Apontando ao eterno e verdadeiro amor
Hoje eu vou sem pressa
E aceito o que me vem de ilusão
Uso um texto ensaiado
Com quem não faz revolução
Só por educação
Mas não tem tempo ruim ou lamento
Se tem praga pra cima de mim eu enfrento
Tou comigo e não abro mão
E tenho a sensação que não é coisa de momento
O que eu prezo é maior
Do que eu tenho de pior
Tenho quem a mim perdoa
Em balanço, credo e cor
Dói, não dói?
Eu me avisei
Eu disse "não vá", "não faça", "não ame"
Amei
Foi bom amar
Ainda amo
E agora dói, me machuca, me corrói, me destrói
Isso me mata todos os dias
Mas ainda amo amar
Mesmo que o rancor por mim
Se multiplique
Cada vez mais
Por te amar
Esboço.
C'est La Vie.
Pois é!.
Essa é nossa vida,
Uns amam e outros odeiam,
Mas eu decidi amar,
E clamo a Deus que seja pela vida inteira,
Sinônimosde um amor,
Um significado pra mim que vai arrebentando barreiras,
Comecei um esboço,
Com cautela e com carinho seus olhos eu desenhei,
Cometi borrões,
Troquei as tintas e os pincéis,
Tracei várias linhas e recomecei,
Essa é minha vida de sempre,
Esboçar teu olhar já é um vício,
Uma rotina que não consigo dela me afastar,
E tudo isso me faz viver,
Cada arte é uma vitória,
Cada arte ficará na memória,
Entre todas que eu fiz,
Essa é pra você,
E também foi a primeira....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meus pensamentos me devoram, a cada instante, eu sinto isso. Porém dentre inúmeras escolhas por fazer, se me põem a escolher entre eles, e outras coisas, consideravelmente os escolho sem sequer abraçar a dúvida.
In, A devoradora de livros
DE MINHA MANEIRA
De que maneira eu poeto? Singular eu dizer
Eu poeto em graus de emoção e de atitude
Onde a alma alcança o amor em plenitude
No limite da inspiração, que o ocaso prover
Eu poeto na tensa solidão, na nímia quietude
Desde a lágrima na dor ou na alegria do viver
Eu poeto livremente, sem leis e sem o poder
Eu poeto com sensação, e uma ímpar virtude
Eu poeto com o olhar dos vários encantos
Com o sonho pueril, que está na alma forte
Tingindo a palidez dos desmaiados recantos
Eu poeto com paixão, suspiros, aquele porte
E se “Brágui” o quiser, inspirando nos tantos
Poetar-me-ei, também, após minha morte!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 12, 2021, 14’36” – Araguari, MG
Todo dia ela me salva
Diz pra eu manter a calma
Mesmo em meio aos meus demônios
Ela faz sonhar o sonho
