Poesia eu sou Asim sim Serei
Não sou rebelde de verdade. Minha paixão é mais magia elementar, como explosões. Mas as pessoas pagam mais para explodir coisas se for por algo em que acreditam, então…
O passado é muito maior que o futuro que me resta, por tanto vou pensar no que sou e não no que os outros pensam que sou, caráter é meu sobrenome oculto e mais valioso, sou extremamente chato no que tange ao que é certo e correto, o nosso egoísmo não pode prejudicar outrem e sentimentos, já não sigo mais os passos de ninguém, já passei da idade, mas procuro deixar rastros de honestidade e honra para aqueles que ainda acreditam; vamos continuar no caminho rumo ao derradeiro abrindo todas as portas pela frente e com a cabeça erguida, pois quem entra pela porta de trás não se merece e o resultado não é merecido e que o criador da centelha divina tenha piedade destas almas.
Sou construída por pontos, tantos que ficaram pra trás. Por infinitas exclamações, em todos os tempos verbais. As interrogações são tantas, que quase não cabem em mim, mas não pense que só isso me define, também sou feita pelas reticências, de tudo que ainda está por vir.
Incondicional amor que sinto advindo do além, onde não sou capaz de enxergar. Muitos presumem o amor apenas a pessoas, enquanto pode-se encontrá-lo no silêncio das noites estreladas, ou, na paz da natureza verdejante. Falar sobre amor como um todo não é fácil, dado que a beleza não está no falar, mas no sentir.
Não sou filósofo e nem alguém de grande valor , sou um homem que luta e sofre. Perdi muito com o tempo e a dor de perder me segue como aliada em momentos difíceis. Mas a dor é pouca comparado a resistência que eu fiz no caminho.
Dizer “sou cristão” é muito fácil. Exercer o cristianismo, eis a dificuldade. Você não é o resultado do que diz, e sim do que faz.
Sou sempre versões diferentes de mim quando encontro diferentes pessoas. Só quando estou sozinha sou completamente honesta comigo mesma.
Sou regimento por conselho de trindade. Não sou indivíduo, sou três. Sou principalmente tristeza, mas ela é de tratamento esquisito, é alívio. Sou feliz uma e outra vez, dessa pouco entendo, já tive por ela possessivo de sermos. Por fim, sou depressão, basicamente absolutista na aparição, com essa é sem perdão é sufoco de cordão.
Sou de interesse público, tudo que penso vem todo. Questões que tratei no passado, aqui agora tenho pensado, se a vida é esse instante, ele precisa ser sagrado. Se o passado é o que existe, escrevo páginas novas que trazem recados, peixe solto ou no cardume, tem que ser quem se alimente com estrume, fumo quando isso é necessário, dês de tempos, calendário após calendário Cronos tem se alimentado.
O SER não acaba nem se perde com o tempo, é atemporal, pois o que sou é Essência; já o TER é temporário e se o que tenho não serve para servir então não faz sentido ter.
Às três horas da tarde sou a mulher mais exigente do mundo. Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate.
Me deixa me embrenhar de incertezas enquanto houver dúvidas sobre a mesa, sou grato por cada acontecimento, de tudo extrai o tesouro da sabedoria do ser que vive sem buscando um porque.
Às vezes tenho dúvidas... será que sou um louco sem noção em um mundo normal, ou sou uma pessoa normal em um mundo louco sem noção?
Sou minha própria namorada, e isso não é egoísmo. Me cuido, fico feliz com minhas conquistas, dou bronca em mim mesma quando faço algo errado, me presenteio, reservo tempo e lugar para pensar, para organizar as ideias. Amar a si próprio...ah isso é essencial para a convivência social. Se priorize.
Sou um poeta nesse mundo estranho, desvendando segredos e desenhando imagens que o olhar comum não é capaz de perceber.
Se não gosto da opinião, a cerceio, mas se o que ocorreu foi crime de quem gosto da opinião, sou condencendente. Triste cidadania capenga!
Não sou adepta ao orgulho porque enxergo a vida pelo prisma da morte. Tanto a minha, quanto a daqueles pelos quais tenho apreço. Odeio a ideia de ter amado pouco. Meu tempo é agora! Não quero gratidão, amores e perdões de beira de caixão. Onde eu, ou o outro não poderemos escutar
Se um dia alguém me perguntar: por que você mudou? Direi: não mudei ainda sou o mesmo, apenas deixei de chorar com quem nunca vê as minhas lágrimas, de abraçar quem nunca me estende os braços, de ouvir quem nunca me ouve e de andar ao lado de quem só se aproxima quando precisa de mim.
Não sou oque acha que sou, sou além e um pouco mais, a vaidade é gritante, mas a ignorância é demais.
