Poesia eu sou Asim sim Serei
No fim da estrada,
estarei sozinho.
Os amores, os amigos,
os parentes, os saudosos inimigos
já terão me esquecido no caminho.
Terei os olhos vermelhos,
marca de letras nos joelhos
e as cicatrizes dos carinhos.
Os livros são borboletinhas,
em suas asinhas levam letras,
todas seguem seu caminho
levando conhecimentos,
estrelas, voos sem fim,
mudam nubladas visões
mostram valores, educam enfim...
Vida
Vida é algo engraçado
Algo que,por vez,tem graça e não se tem ao mesmo tempo que nos faz livrar do gosto amargo do passado
Seria isso mesmo a vida?
Um caminho sem volta aonde não há nem mesmo a ida?
Não,vida é o sabor de escalar as madeiras
Empilhadas,enfarpadas,mal cortadas
De que,a cada passo,alguém se perde e cai pelo pleno abismo escuro
Porém,sábio não será aquele que escalou montanhas,mas sim aquele cruzou as estradas
De vidas acentuadas de furos
Pondo remendos nos buracos para parar o vazamento de lágrimas
Título: Religião? Melhor não
De tudo que já li, reli e até ouvi
Nada que antes me trouxesse
Em algum momento, até aqui
Fora significante, perante a tudo que vivi
Burgess, Salinger, e nem Bukowski
Puderam dar significado, distante do errado,
De tudo que aprendi, forçado, até aqui
Sem nada questionar, desde quando nasci.
Se Nietzsche afirma, com fervor e paixão
Que não devemos acreditar, mas sim reprovar
Tudo que provenha da infame religião
Devo apenas concordar, e alegar, então
Que
Não há nada mais proibitivo, limitado e corrosivo
Do que a rede que cerca e degenera o indivíduo
Criada para o controle, desleal e invasivo
De todo povo pobre, carente e iludido.
Seria então a mais engenhosa criação,
De um conto de fadas ilusório, planejado de antemão
Para dar fim ao questionamento, de uma inteira nação
E jogá-los uns aos outros, chamando-os de irmãos
Diga que pequei, quando então percebi
Toda a mentira, que com convicção repeti
Compelido por decrépitos, que nem ao menos conheci
Entretanto acordei, e disso não me arrependi.
Sem ter medo do pecado,
Decidi o que era errado,
Penso agora por mim mesmo,
Finalmente elucidado.
Vi que existe vida, então
Sem privar-se da razão,
Basta apenas que ignore
Toda, e qualquer, religião.
UMA MEMÓRIA
Um dia as fotos envelheceram, mas todas as outras a se encontrarem na memória, essas tempo algum pode faze-las se perderem. Minha consciência apela aos pensamentos... E assim, sei o quanto as poesias resistiram.
Testamento
Nada deixarei ,
além desse rebanho de nuvens que urdiram meus sonhos
em tempos de poesia e pedra.
Que de tudo sei somente desses ossos da matéria
entregue ao desgaste , solo e ventania.
Agora entendo aquele fogo secreto,
de alguns caminhos , nunca podemos voltar.
"Ismo"
machismo, mais um "Ismo" na sociedade
que quer cada vez mais igualdade.
"o homem é superior"
julgam-nas sem pudor.
será um tipo de racismo?
outro "Ismo"
será que não haverá paz?
razão não mais!
O homem da ordem,
a mulher pega o uniforme.
A mulher é doméstica,
pertencente ao homem sem ética.
Porém esse é o começo,
começo do fim.
igualdade é o que elas querem.
querem para você e para mim
Mãe
Como é bom contar sempre com seu amor
Trazendo me constantemente e sorriso nos lábios
Sabendo que seus sentimentos são sempre sábios
Como o renascimento silencioso de uma flor.
Através do seu olhar a força conheci
Do contato das suas mãos o carinho
No seu abraço sentia me num ninho
Foi com seu amor imenso que eu cresci
Te amo!
As conchas que machucam,
As ondas que Ondulam,
e o Sol quente,
é um presente?
Talvez o Mar, para encantar
com suas ondas ao Luar
parece canção de ninar
que nunca irá acabar!
Areia em meus pés,
Ai conto até dez
e o mar vem...
Lava meus pés
Nas férias,
eu me lembro
que o melhor passatempo,
é ir à praia!
Vivo no tempo
Borboletas sem cor
Vivo na mente de um sonhador
Borboletas da morte
Nunca tive a sorte
Vê o amarelo num céu azulado
Vivo e me mato na vida azarado
Cair em plena vida
Sou apenas um morto feliz
Seja bem vinda
Sou um aprendiz
Quem sabe a vida deixou de me guiar
A morte veio me buscar
Sou tudo que falei
Apenas tudo
E ainda nada serei.
Quem pensou em cinza
O preto lhe faz convite
O branco lhe visite
Quem pediu pizza?
Vermelho com raiva
Pois o azul se misturou
Roxo se transformou
O verde se enjoou
A pizza morou
Coitado do marrom acabou
Os outros saíram da mão.
Cores do arco íris
Perdidos estão.
O racismo é só ilusão
Muitos não sabem que é errado
Ferem um coração
Tolos, tornam-se fracassados
Racismo não é bom
Onde está a educação?
Por que esse tom?
Somos iguais ou não?
Para logo com esse preconceito
Preto, branco, amarelo, vermelho
Vamos agora pensar direito
Todos somos de Deus o espelho
Ame ao teu próximo, amigo!
Você pode precisar deles um dia
Podem livrá-lo do perigo
Essa é a maior alegria!
Escrevo como quem lê.
Descrevo, tento entender,
Se é dever ou sina,
Ou como funciona,
essa conexão que prevê
uma rima entre eu e você.
MICROFONE ABERTO
(21.08.2018).
Um dia, uma hora,
É pouco pra expressar
A alegria de ouvir,
A Massa FM em mim.
Desperto com o coração
Vivo em estar com vocês,
Com o Microfone Aberto,
A falar a alma e o tempo...
A LUZ DO SOL
(22.08.2018).
Encontro comigo mesmo,
Vejo minha vida caminhar...
Tendo os sentimentos
A buscar a luz do sol.
Este sol que entra intimamente,
Sempre querendo do sorriso
Resgatar a ternura e felicidade,
Para que eu não me perca.
Maldição
Se da má sorte, tive gosto da amargura,
Envelopado pelo asno e uma maldição,
Me vi chafurdado em uma lama escura,
Hoje, minha paixão abrirá em erupção.
Me deixei inerte sem cólera e loucura,
Os abraços sem laços e sem ter ação,
A solidão em atos vis e de vil tortura,
Agora sou grito, pronto pra explosão.
Maldito sejas o olhar por mim perdido!
O silêncio deixado no doce coração,
Dos amores o amor não será vencido.
Se calado antes mesmo de ter e ser,
A grata emoção não será mais em vão...
Minha compaixão é maçante no viver!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
22/08/2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
O tempo não traz alívio; mentiram-me todos
os que disseram que o tempo amenizaria a minha dor.
Sinto sua falta no choro da chuva;
Quero sua presença no recuar da maré.
A velha neve escorre pela encosta de cada montanha,
E as folhas de outono viram fumaça em cada caminho
Mas o triste amor do passado deve permanecer
o meu coração, e meus velhos pensamentos perduram.
Há centenas de lugares aos quais receio ir
- por estarem repletos de lembranças dele.
E ao entrar com alívio em algum lugar tranquilo
Onde seu pé nunca pisou, nem seu rosto brilhou.
Eu digo: "Aqui não há nenhuma recordação dele!"
E com isso paro, arrasada, e me lembro tanto dele.
Vinho tinto
"Ao cair da noite, descrevi a despedida
Safras e safras do puro vinho, tornaram-se meras taças vazias
Compreendi, enfim, o remédio para o vazio da vida
Com belas canções de poetas mortos, vinho tinto e poesia"
Slá, só mais um café.
Vida em versos
Transladando nos verbos
Gritando nos substantivos
Vivendo nas palavras.
Se escondendo
enquanto se revela
na poesia.
ENCANTO
Passarinhos pousam no pé de acerola
Vejo-os em frente à minha janela
Alforriados de grades de gaiolas
Cantam alegremente
Conversam entre si
Porque cantam eles?
Sobre o que gorjeiam tanto?
Possuem alguma percepção de mim?
Eu que paro para ouvir os seus cantos
Que me aquieto em meu canto
E do meu canto me encanto com tanto encanto!
... Ah, se não fosse tanto pranto
eu poderia ficar todo o dia
com os sabiás e as andorinhas,
brincando de viver e fazendo poesia.
Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)
