Poesia eu sou Asim sim Serei

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Égua morena,
Tu coisou meu coração!
E não me admiro que pensem que é só pavulagem,
Que tu sejas minha inspiração!

Do por do sol,
Ao sereno daquele fim de tarde!
Do gosto bom que teu sorriso me deixa,
À sensação de doce felicidade.

Do tom de azul mais lembrado,
Ao manto tão bem vestido em ti, morena!
Da paz que sinto ao teu lado,
Ao teu jeito tão singelo e serena.

Mas, vibrante!
Como um gol de Iarley na La Bombonera!
Como uma barra brava que sentinela pulsante,
Contagia a torcida inteira!

Feito vocal de Corey,
Arranjos e canções do SOAD!
Um acústico do Scorpions revivido,
Não se compararia a emoção que vem de ti!

Morena,
Tu és intensidade e poesia!
Dona de um abraço que cala,
E que deixa em mim tamanha nostalgia!

Que sente e ressente,
Mas, que mesmo assim ainda sorri.
Porque deixar de assim ser,
Não mais se trataria de ti!

Morena,
Do tom de azul mais lindo do Norte!
Que me chama de Poeta de bom gosto,
Por também ter escolhido o lado mais forte!

Tu que és mais do que paráfrase de uma canção qualquer,
Um Rock que nas paradas não mais se toca,
Ou um poema esquecido num livro que ninguém ler!

Tu és poesia, morena!
Assim como o 7 é mais perfeição que o 33!
E só para ver teu sorriso estampado nessas cores,
Te dedicaria meus versos mais uma vez!

TENTATIVA

Se você encontrar a minha garrafa por ai
anexo, o meu pedido de socorro...
Venha até há mim!
Venha até há mim, enquanto há tempo!
Enquanto vivo,
enquanto respiro e estou vivo...
Venha pelo sul, pelo norte...
Venha antes da morte!

Se você encontrar uma garrafa por ai
com meus escritos, leia-os,
leia os meus ditos e sinta o que tenho
p'ra lhes dizer...
Você me abandonou, acabou com a
minha água, e destruiu meu verde
e toda vida que eu sonhei p'ra você.

Com os feitos que você me enfeitou...
Estou sem margens sem leitos,
Estou zonzo sem ozônio nem oxigênio,
assim, não serei pleno, não serei pleno,
com o termino do seu amor.

Se você encontrar os meus escritos por ai...
Corra, corra! Corra, não morra...
Volte a zelar-me enquanto é tempo
pois o meu tempo esta se transformando numa zorra.

Antonio Montes

" Nem todo ouro compra a tranquilidade
nem toda beleza conquista o amor
embora facilitem
existem coisas que nos são dadas por Deus
e essas não são conquistas, são bênçãos

" Ouço o coração bater
tão forte, cheio de vida, quero crer
houvesse luz, estaria ao teu lado
sou caminhante, clandestino
de um paraíso todo feito para nós
não há o que perder,
se perder fazia parte do plano
um engano que só o corpo sentiu
a alma alheia as esperanças.
apenas esperou
e sorriu...

Devaneios

E se o amor me perdesse
Toda vez que pudesse sair?
E se o amor me entendesse
Toda vez que pudesse me ouvir?
E se o amor me calasse
Toda vez que pudesse sorrir?
E se o amor me adentrasse?
De mim poderia fugir?

Saudade não é uma coisa que precisa ser explicada ou entendida. Saudade só deve ser sentida e respeitada.
Saudade é coisa bonita só no papel.

" Quando te descrevi
pensei que amei
mas o amor somente percebi
quando te fantasiei
agora sim, sem descrever,
mas com um belo traço de magia
entendi que és de todas
a mais bela poesia...

Sabia que amor tem vida?
Que paixão tem duração?
Sabia que amor tem sentimento?
Que paixão tem emoção?
Sabia que amor tem a verdade?
Que paixão tem ilusão?
Sabia que amor é como tudo?
Que paixão é excessão?
Sabia que nem tudo é relativo?
Mas te dou uma opção?
Só me diga se aquilo que eu sinto
É amor, ou é paixão.

" A fria camada de gelo
que no outono começou
me deu a certeza que o mesmo frio
é o ápice do amor que acabou
sucumbiram pardais e querubins
choraram bruxas e arlequins
em vão
um não acabou com a festa
o que resta é esquecer
permanecer sóbrio e calmo
quem sabe visitar o mar
e nele salgar o pranto
agora o encanto, virou triste canto
como o sábia que solitário pousa na laranjeira
pensando como pôde perder a companheira
que durante toda a primavera cortejou...

TÃO BELO SERIA

Tão belo seria
Se todos os dias abríssemos os olhos pensando em uma oração

Tão belo seria
Se todos os dias praticássemos os mais puros sentimentos
Por exemplo: o perdão

Tão belo seria
Se todos os dias expuséssemos a nossa verdadeira emoção

Tão belo seria
Se levantássemos da cama
Independente do esquerdo ou direito
Com qualquer pé

Tão belo seria
Se agradecêssemos por sentir o gosto do belíssimo café

Tão belo seria
Se cumprimentássemos uns aos outros com o verdadeiro amor
Esquecendo qualquer sentimento impuro
Por exemplo: o rancor

Tão belo seria
Se todos os dias vivêssemos em nossos mundos mágicos
Deixando tudo menos trágico
Menos nostálgico

Tão belo seria
Se todos os dias sorríssemos a verdadeira alegria
E por este motivo a nossa barriga doesse
O mal desaparecesse
E ninguém padecesse

Tão belo seria
Se todos os dias enfrentássemos a vida com euforia
De maneira leve
Sem grosseria

Tão belo seria
Se todos os dias escrevêssemos um verso
Ou uma simples poesia
Deixássemos a caneta escorregar
Em nosso papel
Esperássemos anoitecer
E antes de fechar os olhos
Agradecer

Por tudo o que recebemos
Com prazer
Todos os dias nos refazer
É assim que deveríamos
Viver
Não se deixe sofrer.

A vida é um mistério indecifrável
Difícil saber por que estamos aqui e qual o seu objetivo. Lutamos arduamente por conhecimento, prazer, e nos mantermos de pé. Aí vem o imprevisto e nos diz que temos ou não o direito de sermos felizes ou até mesmo que nosso tempo esgotou-se, que é hora de ir, de findar. Quando alguém é sobrepujado pela morte, ficamos ainda mais intrigados com nosso destino certo. Quando é alguém querido que é vencido, pensamos em desistir, pois ninguém nos responde o porquê da passagem. O que fazer diante do futuro certo? O máximo que podemos fazer é prorrogar nossa estadia aqui. Viver de forma responsável e ficar próximo de nossos entes. A vida, embora não tenha conceito exato, deve ser tratada como algo emprestado que não é nosso. Vivamos a vida prestando contas a quem nos emprestou, Deus.

(IN)VOCAÇÃO

Chamai-me, chamai-me, vertentes da serra!...
Cantai-me, cantai-me, num cais de luar!...
Levai-me, horas boas, na luz que não erra!...
Levai-me, levai-me!... Não posso parar!...

Chamai-me, chamai-me, meninos da terra!...
Cantai-me, cantai-me, sereias do mar!...
Levai-me, andorinhas, p’ra longe da guerra!...
Levai-me, levai-me!... Não quero matar!...

Chamai-me, chamai-me, vertentes da serra!...
Cantai-me, cantai-me, sereias do mar!...
Levai-me, horas boas, na luz que não erra!...
Levai-me, levai-me!... Não quero matar!...

Chamai-me, chamai-me, meninos da terra!...
Cantai-me, cantai-me, num cais de luar!...
Levai-me, andorinhas, p’ra longe da guerra!...
Levai-me, levai-me!... Não posso parar!...

29/08/2016

© Pedro Abreu Simões​ ✍

in "TERRA UBÍQUA"

(y) facebook.com/pedro.abreu.simoes

Finja-se de meu vermelho,
e viva comigo todo o azul.
Sonhe comigo lilás,
e acorde comigo doce branco.
Que nunca te esqueça rosa,
e nunca te toque forte roxo.
Que sinta comigo salmão,
e respire quente violeta.
Ande comigo turquesa,
e toque-me suave bege.
Deixe-me entrelaçar preto,
e sussurrar macio diamante.
Levar-te verde,
e amar-te transparente.

Oh morena!
Porque não te fazes ainda mais serena?
E minha vizinha vens se tornar?

Vem e traz seu colo,
Que todo fim de tarde sempre era sagrado,
Para eu lhe procurar!

Vem e traz seu riso,
Que provoca em mim todos os instintos,
Que rimam com te amar!

Vem e traz seu alento,
Morena minha!
Poesia dos melhores tempos,
Que eu sempre amei poetizar!

De tantas idas e voltas,
Que fomos e sempre voltamos!
Porque eu sempre soube que em ti encontro reciprocidade,
Que tanto procurei nesses anos.

Que nunca foi segredo algum,
Que em teu peito me fiz felicidade!
Coisa boa que não se perde a toa,
Nem quando mil vezes se troca de cidade!

Oh morena!
Dos lábios cor de Açaí.
Do sorriso que só encontro em Tu,
Da saudade que só Tu me faz sentir!

Das conversas no relento,
Das noites que se passavam,
Juntos com as horas!
E ninguém estava nem aí!

Dos segredos que também guardamos,
E das promessas que já quebramos,
Só pro orgulho se perder.

Mas, não você!
Morena minha!
Que só poderia ser poesia,
Por tão inesquecível ser!

Enquanto houver um poeta no mundo a literatura estará salva,
Mesmo que seja somente a dele que exista.

MOMENTO AGORA

Nesse momento do agora
se fez o choro, de lagrimas
e de saudade, do adeus...
Se faz o choro do sorriso
que era antes de ser triste
mas, que hoje lacrimeja água,
pendula lábios meus.

Nesse momento do agora
quantas lagrimas trocadas
por aquela imensa alegria!
Aquelas tardes beijadas
noite em fim maldiçoada
por tomar o nosso dia.

Quantos soluços de prazer
gravados na eternidade
hoje não sinto você
seu cheiro não tem verdade
n'essa vil privacidade.

Nesse momento do agora
quantas lembranças que nos cabe...
aquele cais e cachoeira
até mesmo o verde da feira
ao nosso coração invade.

Os sonhos e as fantasia
feitas no auge d'aqueles dias
ficaram soltos aos ventos
hoje sem nem um contento
se perdeu nas ventanias.

Nesse momento do agora
nosso choro reluz a alma
e a recordação nos apavora,
lembranças entristece a calma...
A hora nos mostra a vala
e o futuro, nos evapora.
Antonio Montes

Último verso

Deixe as ilusões para os adormecidos,
Para os que se satisfazem com os rodapés da vida.
Suba em minhas costas e apague a luz da lua,
E então saboreie minha essência em um cálice, querida!

Toque levemente a taça
Com a qual te sirvo meu vinho,
Saboreie minha essência como um mapa
Que contornas em meu corpo, com carinho.

Saibas que cada luz desta cidade
É uma vela que ascendo pra ti,
E a cada vez que alguma delas piscar,
O fogo revelará o que és em mim...

Estarei em cada falta,
Em cada brinde, em cada valsa.
Pois nossos corpos são à prova da idade,
E nossas almas, a causa da eternidade.

Pois precisava ser criado o infinito,
Algo tão belo e indeciso,
Para que todos os mistérios da vida
Pudessem caber no teu sorriso...

DENTES DE LEÃO

São espalhados pelos quatro ventos,
Para não deixar cair no esquecimento
A esperança que, melhor, tudo vai ficar.
Como portadores de boas notícias
Vão às portas de lugares distantes divulgar.

Destemidos e corajosos como um leão,
O animal mais temido da savana.
Com fervor e muita dedicação,
Vão a uma casa, um casebre ou uma cabana,
Com a mensagem de salvação, amor e perdão.

Os pés de quem não se deixar vacilar
São tão admiráveis quanto um dente de leão,
Que, com um sopro, deixa levar
Suas sementes para germinar pelo chão.

FIM
Ivan F. Calori

(Desilusão)

Ser poeta é uma chatice
Incompreendido
Compreende a tudo em redor
Mas não consegue
Se compreender
Solidão de ideias
Quase sempre
vê a poesia sozinho
Vegeta em meio a utopias internalizadas
Caminha de costas
Sozinho
Na contramão
Ninguém quer saber o que senti o poeta
Ninguém quer saber de nada
Que flua do oceano das ideias
Esse papo de ser
Sentir
E blablablá ...
É tão distante
Tão obscuro
Tão platônico
O amor pela poesia.

Nossa história...

De mãos dadas com a força do amor
Seguimos
Juntos pelo caminho da persistência
Em acreditar que o amor pode sobreviver
Em meio à tempestades
Furacões emocionais
De mãos dadas
Seguimos.
Lado a lado
Sem olhar para trás.
Olhando para o mesmo alvo
À felicidade construída
Sólida
À dois
Corações
Em um único ser.