Poesia eu sou Asim sim Serei
TIROS DE POESIA
Engajamos versos na esperança de que um dia
Nenhum corpo seja atingido
Por balas de revólver
E sim por tiros de
Pô pô pô... Esia!
FLOR DO IPÊ (soneto)
Pra o Ipê florar tal uma poesia, não basta
A poética e encantos dos seus segundos
Sua beleza acesa, são cânticos profundos
Que invadem o olhar na amplidão vasta
Do cerrado. Flor igual em todo mundo
Não há; tua delicadeza tão bela e casta
Declama graça que pelo pasmo arrasta
Ornando o sertão, no seu chão sitibundo
Mais terna, e pura, frágil, fina e à mercê
Do matiz: rosa, amarelo e branco, airoso
São essências vibrantes das pétalas do ipê
Hei de exaltar está flor além da sedução
Porque o meu fascínio, ao vê-la, é ditoso
Onde o poeta inspira a emotiva emoção.
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
20/07/2020, 18’48” - Triângulo Mineiro
Poesia Concreta
Esta que se confunde.
Transcendental e surrealista.
A maioria é concreta.
Se espera que se desperta.
A sensível compreensão.
Ainda que se têm enigmas.
Não se foge a paradigmas.
A poesia está a delirar.
O devaneio que ama sozinho.
Capaz de varrer a guerra.
Trazer enamorados ao ninho.
A poesia assassina a ignorância.
Confessa por não ter vergonha.
Fica nua ao público.
Não se entende como não penetrar.
É um trem emocionante.
Palpitante.
Faz das mentes confusas.
Mais embaraçadas e intrusas.
É o próprio orgasmo da alma.
Há, que meu filho deite nessa jangada.
Águas turbulentas.
Letras e palavras sedentas.
Que o peito não lamenta.
Em conhecer.
Em se atrever.
Cotidiana ou rebelde.
Ilusória e repleta.
A vida é.
A poesia concreta.
Giovane Silva Santos
Poema não é poesia
O poema tem lá suas formas...
Algumas fixas, outras,
nem tanto...
O poema se enquadra,
Se encaixa...
A poesia não...
Porque o poema é a forma,
Mas não a essência...
O poema é o corpo...
Mas a alma não...
Ení Gonçalves
12/07/2020
A poesia da vida
é uma longa conversa
entre Deus e as criaturas...
Os bichos falam,
o vento canta, uiva ou chora
as melodias do amor...
A natureza toda é um poema!
Cada pétala, um verso...
Cada flor uma canção...
Se em silêncio a gente fica,
pode escutar a sinfonia,
nas pausas de cada dia...
brotando do coração.
REGRESSO INDESEJADO
Lá vem a poesia novamente.
Nas mãos, açoite, cabresto e rédeas.
Tanto tempo sem me importunar!
Temo não ser somente uma visita.
Vejo em seu olhar de carrasco
Que ela veio para se alojar
E me trazer à lembrança
Tanta dor e sofrimento.
Formas
Não decidirei
Em poesia
Não foi poético
Nosso fim
Foi na rua
Minha dor
Avançando desesperada
E você jogou
Seu beijo
No espaço
Como resposta
E com quantos
Beijos se arranja um amor
Da dor eu sei
Do amar é passado
E do resto
Escreverei amanhã
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Utopia com poesia
Somos solidário com o outro
Estamos a disposição para ajudar
Estendemos nossa mão amiga
Esperando que alguém possa aceitar
Por que é tão difícil entender?
Nos fechamos quando precisamos
Achamos que será incômodo
Com receio, não perguntamos
Mas aí vem aquela pergunta
Tudo bem com você?
Você diz, mas não fala
Utopicamente estou bem. E você?
Alguém diz que tudo vai dá certo
Sem saber em que momento
Acreditar é ter fé no amanhã
Aquietar esse pensamento
Por que falar disso tudo?
Não sei o que estou dizendo
O que significa isso tudo?
Estou apenas escrevendo
OUTONO EM POESIA (soneto)
Bailando no ar, gemia inquieta a folha caída
No azul do céu, do sertão, ao vento rodopia
Agitando, em uma certa alvoroçada melodia
Amarelada, vai-se ela, e pelo tempo abatida
Pudesse eu acalmar o seu fado, de partida
Que, dos galhos torcidos, assim desprendia
Num balé de fascínio, e de maga infantaria
Suspirosas, cumprindo a sua sina prometida
A vida em uso! Na rútila estação, obedecia
Um desbotado no horizonte, desenhado
E em romaria as folhas, em ritmo e magia
No chão embebido, o esgalho adormecido
Gótica sensação, de pesar e de melancolia
No cerrado, ocaso, do outono em poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/07/2020, 10’22” – Triangulo Mineiro
AQUI E AGORA
Eras em pleno inverno, que então
Da minha poesia, um dia, partiste
E ela, coitada! vazia, fria e triste
Vagueia pela poética com ilusão
Assim nos seus versos a emoção
Suspira, nubla e não mais existe
Quando resiste, como nunca viste
Chora, lamenta, cheia de paixão
Tão louca está, que não conheces
Mais, o rumo do tempo de outrora
Aqueles versos tais doces preces
E, tão ainda viva, a prosa implora
A saudade geme, e não esqueces
Como se fosse hoje, aqui e agora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/08/2023, 19’43” – Araguari, MG
A POESIA
Acaricia meu sono
Invade meus pensamentos
Companheira constante
Entende meus sentimentos
Ela está presa em mim
Em todos os momentos.
Perdemos as rimas
Rabiscando em papel
A beleza da poesia
É como pote de mel
Adoçando minha vida.
Aqui não paga aluguel.
Meu coração é seu ninho
Companheira do meu dia
Travesseiro do meu sono
Deseje que acaricia
Essência que perfuma
Versos da minha poesia.
Autoria Irá Rodrigues.
A Paixão que Chora em Poesia
Na pena do poeta, a maldição se aninha,
Um laço de doçura e dor que nunca termina,
É a sina de sentir a paixão como lume ardente,
Pois só assim sua alma encontra a rima envolvente.
Cada verso que nasce traz lágrimas consigo,
Como pérolas salgadas do mar do seu abrigo,
A maldição que o aflige é também sua chama,
É a fonte da inspiração que lhe dá renome e fama.
Paixões não correspondidas, amores não partilhados,
São os espinhos que ele encontra nas estradas,
Mas a cada dor, uma joia ele extrai,
E em versos imortais, suas lágrimas desfaz.
Nos olhos do poeta, o mundo se reflete,
As alegrias e tristezas que o coração afeta,
A maldição é um fardo, um fio que o tece,
Ligando a dor profunda à beleza que floresce.
Sem a paixão que dilacera, não haveria versos,
Pois a maldição é também o vento que os dispersa,
Cada palavra, uma lágrima transformada em tinta,
Cada rima, uma melodia que sua alma instiga.
Ele chora em palavras, sua dor se faz poesia,
A maldição e bênção, em constante harmonia,
Nos traços das rimas, ele encontra redenção,
Transmutando tristeza em um eterno refrão.
E assim, o poeta segue nessa sina infinda,
Criando obras que tocam, que a alma comovem,
A maldição da paixão, que o faz sofrer e sonhar,
É a chama que ilumina seu caminho a trilhar.
Pois na teia de emoções que a paixão teceu,
Ele encontra a inspiração que jamais esmoreceu,
E suas lágrimas, como rios, fluem serenas,
Alimentando as palavras que ecoam em suas arenas.
Amor, amigo do ardo
Ardor, colega do tempo
Habitantes da complexidade
Visitam a poesia,
Minha cidade
O mundo calado,
É uma bela poesia para os meus ouvidos,
Mas não tão belo quanto a você,
Se você não se aceitar por isso,
Prefiro ser cego para não ver a sua beleza,
E prefiro ser surdo para não me encantar com suas palavras.
poesia livre: livro Antologias
(Ser poeta és)
Ser poeta não brincadeira é uma maneira de ser
É escrever sobre as delícias do amor e as maravilhas do mundo
É contar as tristezas humanas e num pedaço de papel emparelha-las em versos
É descrever um romance proibido e através de cada palavra um pedacinho da vida
Inspirado pelo momento
Poeta é realeza
Poeta é proeza
Poeta é violeta
Poeta é cantar e encarar a vida numa expressão escrita.
Ser poeta és.
Tudo é fé e ação
Mesmo em meios as dificuldades , faça da sua vida uma poesia e dos problemas escreva uma comédia , ria a toa
Porque chorar só alivia o coração mas não adianta de nada, movimente-se, não espere que outros façam o que você tem que fazer.
Na real tudo é fé e ação.
Minha Vida... Meu Lar
Meu campo é minha poesia
Ao som dos pássaros posso rimar
O verde da mata me inspira
Para nas sombras das árvores poetar
Em cada planta brota um verso
O campo vira cordel
Na Minha Vida... Meu Lar.
Poeta.... poesia.
Poeta também
Ora e chora
Explica e complica
Silencia e grita
Insiste e desiste, mas
Ama e não finge...
A poesia é o que dá sentido a nossas vidas
A poesia vive em uma linha tênue
Entre a alegria
Entre a dor
As maiores alegrias são narradas em poesias
As Maiores desgraçadas são narradas em poesias
A eterna linha tênue que divide a poesia
Talvez seja isso que a torne tão incrível
Tão perfeita
Tão única.
O que seria a vida sem suas eternas desgraças
O que seria sem suas eternas alegrias
A vida é um peça, e nós seus eternos atores.
