Poesia Completa e Prosa
Se o sol fosse à noite
o que a lua é ao dia
não seria necessário
esta estranha afasia
não seria nem prudente
pensar na estadia
não seria permitida
esta boba poesia!
Nem mesmo o sol
deixaria
a porta aberta do cais
o tempo tão logo
entraria
na solidão dos haicais
eu, em grande assombro,
diria
as rimas em nada falam
além das tais fantasias
além dos além do mais!
Se o sol fosse à noite
o que a lua é ao dia
não seria necessário
esta estranha afasia
não seria nem prudente
pensar na estadia
não seria permitida
esta louca poesia!
Sonhador Feliz
Em varios lugares hávia estado, mesmo sem ter me deslocado
Fiz da minha mente um portal para lugares que nenhum realista hávia estado,
De louco fui chamado por uma pitada de fantasia ter abrassado,
Sonhando mesmo quando estava acordado
Desfrutando de cada lugar por onde a minha mente tenha me levado,
Sonho em ter uma familia feliz
e em algum momento sonho que o mesmo sonho se tinha realisado,
DIFERENTE DELES" SONHADOR FELIZ EU TENHO ME CHAMADO
Raízes
Queria poder entender
O mundo e a maldade,
As pessoas estranhas,
A tamanha perversidade.
Queria poder aceitar
Que amar é sinônimo de sofrer,
Que alguns erros vem para somar
E o passado tem que se esquecer
Queria poder esquecer
O passado que não me cabe mais,
Porque a vida não irá voltar
Para buscar quem ficou para trás.
Queria poder mudar
A realidade injusta,
A criança desabrigada
Que dorme na chuva.
Queria poder reverter
A realidade feminina
Que apenas por serem mulheres,
São assediadas a cada esquina.
Queria poder suportar
A intolerância religiosa,
Que é o desrespeito com outras crenças,
Uma prática pavorosa.
Quero poder mudar a realidade mundial
A verdade do negro, do homossexual,
Ressaltar que todo mundo é igual,
Uma intervenção é fundamental.
Quero poder escrever
Sobre tudo o que sinto,
O papel é o melhor ouvido
Quando a mente se torna um labirinto
E quando nada mais fizer sentido,
E tudo eu desconhecer
Tu estará no papeldividida em vários versos,
Jamais esquecerei de você.
AO MESMO TEMPO
Concomitantemente
Assim de repente
Brotam choros e risos da mente.
Segue em frente,
Tendo à mão o que sente
Pulsando e com o sangue quente.
Persista, tente!
A vida por mais doída é coerente.
Lança teu pão, plante a semente.
Ela ao seu tempo brota e alimenta a gente.
Don Tiago da R. Sales Piauhy. Sampa, Sp, 29/01/2017
CURTA.
Escrevo coisa com coisa.
Não digo e repito.
Nessa sanha de por para fora,
Rumino. Insisto.
Palavras me concretizam,
Me imortalizam,
Até sensibilizam.
Mas são definições.
E o que se define?
O rio que vejo agora é outro.
O tempo, corre sempre solto.
De nada se tem controle.
De tudo se quer um pouco.
Mas o que se tem de fato, é cova.
Ainda assim vou sorrir.
Cantar agora neste instante.
Seja na chuva, no sol, na lama.
A ferro e fogo não!
Paciência.
Para se viver é preciso morrer, não é?
E se morre de repente.
Se vive, constantemente.
Na maestria da vida, tudo está certo.
Nada fora do lugar.
É no perfeito caos que se pode achar harmonia,
E na mais perfeita harmonia, dar de cara com o caos.
Então, vivamos quietos.
Quietos, mas não cegos, sem sensibilidade alguma.
Acreditando sempre,
Pois quando não se crê mais em nada,
Nada pode não mais ser.
E o que eu sei da vida?
Apenas que ela é curta.
Don Tiago da Rocha Sales Piauhy - São Carlos, Sp, Março/2014
SÃO APENAS VERSOS...
Não escrevo aos que se acham maior!
Sei que meus versos são pequenos.
Mas não me importo se são amenos,
se não brilham, se são bons ou pior,
porque sei que são livres...
Sou poeta menor, bem sei disso...
E minha Poesia estreita, indouta
sem métrica, tosca, vazia, solta,
- maculadora do brio que não cobiço -
são apenas versos. Mas são livres!
Sou um mero pintor de aquarelas...
E, meus poemas desgastados, mudos,
rudes e descoloridos, entremeados
a corações amiúdes de flores amarelas,
são apenas versos. Mas são livres!
Escrevo aos que têm alma liberta!
As Estrelas esquecidas que já partiram.
Ao genial Pintor, cujas cerdas coloriram
as arirambas de minha terra esbelta.
Escrevo, porque sou livre...
PRIMAZIA DA ESPERANÇA
Para Tenório Telles
... Neste mundo louco
onde o caos prospera,
e nada mais faz sentido
no coração mesquinho
da rude pedra de carne,
o que fazer, senão oferecer
das estações, a primavera!
Neste mundo acinzentado
onde flores são pisadas
por mentes empobrecidas
e vidas são destroçadas
por medos e emboscadas,
o que fazer, senão oferecer
luzes de estrelas e sonhos!
Neste mundo desatinado
onde o belo é esfacelado,
valores são desconstruídos
e pesadelos são cultivados
em cinzas desilusões,
o que fazer? Senão oferecer
balsamos de esperanças!
Neste mundo insano
- de girassóis desfolhados -
em que se desdenham da flor
e exaltam a medíocre dor
da ignorância e miséria,
o que fazer? Senão oferecer
ao mundo, a canção dos poetas!
Eylan Lins
In: Autobiografia: Antologia Poética do Clube Literário do Amazonas - CLAM. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.
Não adianta falar dos problemas meus,
estes resolvo-os
entregando-os nas mãos de Deus.
Tenho que falar é da alegria,
em forma de versos
em alegres poesias,
agradecer o amanhecer
de um novo dia,
e ao anoitecer orar
para Deus, me guardar
e meus sonhos abençoar.
aferi
Um Sábio bastante tolo
Eu conheci muitos Sábios nessa vida
e de longe você foi o mais intrigante,
mesmo com tanta merda que você falava e fazia
eu sentia sabedoria no seu semblante
E com o tempo eu percebi que você
não era um sábio comum...
Era um sábio que tinha defeitos e qualidades
mas não se comparava a nenhum
Um sábio que não se importava de estar ao lado dos tolos
porque você era apenas mais um,
um sábio que compartilhava conhecimento e benevolência,
um sábio que mesmo estando no topo...
Nunca esqueceu de sua essência
É um sábio que descobriu o amor recentemente
e faz de tudo para que ninguém quebre essa corrente
Durante todos esses anos
nunca mais me atingiram desse jeito,
eu tentei forçar algumas vezes, mas nunca mais
reconheci esse sentimento
As vezes eu acho isso ótimo
mas a verdade é que isso pode ser péssimo,
de algo que parecia simples e inocente
surgiu algo difícil e complexo
Lembro que durante essa relação eu percebi que era
só mais um homem qualquer,
que se apaixonava, se divertia, se machucava
mas foi transformado e revigorado por uma mulher
Quando acabou, eu achei que era o fim do mundo...
o que me trazia paz e harmonia
virou um vazio grande, cruel e profundo
Por mais que eu tenha me sentido mal na época e
querer logo esquecer tudo isso
hoje eu agradeço por tudo ter acontecido
Aquele amor que eu sentia me fazia vivo
eu me sentia especial...
Espero que algum dia eu sinta isso de novo,
minha alma sendo atingida de uma forma
fora do normal
TRAUMAS DE AMAR
De repente a vista fica embaçada
A voz falha e o pulmão para de trabalhar
Vai acontecer sempre a mesma coisa
Toda vez que eu te avistar?
Eu perco meu pé do mundo
Eu viajo no encanto do teu encarar
E de repente o nada vira tudo
Quando vejo você se aproximar
Meu corpo começa a estremecer
Sinto minha rigidez fraquejar
A cada passo, pouco a pouco
Nossa distância você cortar
Prometi nunca mais deixar acontecer
Não deixar o amor, de novo, me afetar
Mas no negro daqueles olhos posso ver
Não tenho mais para onde correr
Se esconder ou me refugiar
Calafrios percorrem todo o meu ser
Mesmo sabendo que não há o que fazer
Eu não queria ceder e simplesmente aceitar
Mas espero que eu não tenha o que temer
E que esse novo amor me faça esquecer
Aqueles meus antigos traumas de amar
TODOS OS ADEMAIS
Refugiando-se em um recinto
Recito o que mais sinto
Ademais, há de mais
O que por ti sinto
Aí o medo se refaz
O amor é como um labirinto
Apavora-me, quase por instinto
E por demasiado temor, minto
Porque quando há demais
A dor, eu logo pressinto
Além do mais, consinto
Quão mais, minto a mim
Temendo todos os ademais
Que um dia sentiria por ti
Que Vacilo
Vacilei várias vezes
Nessa história de amar
E em quase todas as vezes
Não me arrependi por vacilar
Veja bem, não que a dor me convenha
Ou que eu ficasse feliz em me machucar
É que… apenas os tolos da dor desdenha
Quando com a mesma é incapaz de criar
Muita arte veio de um coração partido
Arte demais para poder contar
A dor disto pode ter sua parte bela
Se com ela você conseguir lidar
Eu cochilei nessa questão mais de uma vez
Mas aprendi, finalmente, depois de tanto apanhar
E eu não fujo mais, porque talvez seria estupidez
Temer algo que sei ter mais versões que a de lesionar
Então, não deixarei os vacilos me amedrontar
Por eles, encontrei a mais forte versão de mim
Até vacilei esses dias no verde de um olhar
E nossa… que vacilo, enfim...
Recomeço com uma dose de Esperança
Eu sempre tive cuidado com que eu ando
e estar nesse ambiente novo
acabou me atormentando
Me trouxe desconfiança e bastante inseguranças
mas mesmo com todos esses problemas
eu ainda tinha esperança
Esperança de que tudo podia ser diferente,
esperança de que minha vida no passado
não afetaria minha vida no presente,
esperança de eu não ter que voltar a ser como era antes
aquela pessoa fria, debochada e arrogante
CORGUINHO
O pobre corguinho que canta na serra,
Que corre, que corre, sem nunca cansar,
Pobre Corguinho, é tão pequeninho,
Mas, para mim, é “mais maior” que o mar.
Ele, para mim, é bem maior que tudo,
É grande,grande, como um coração,
É o coração feliz e bom da serra,
Da minha terra, do meu grande chão.
Pobre Corguinho, é bem maior que o mar,
Porque é bom, porque é cantor dolente,
Não ruge como o mar e não se zanga,
É humilde e pobre como a minha gente.
Corguinho bom que Deus criou na serra,
Que Deus criou cantando uma toada
Naquele dia, Deus estava alegre,
Criou o mundo e não criou mais nada
E foi dormir, contente deste mundo
Tinha criado a serra benfazeja,
Tinha criado a mata, os passarinhos,
Tinha criado a toada sertaneja.
Corguinho bom, que vai descendo a serra
Sem ambição, sem orgulho e sem nada
Tudo o que tem vai entregar ao mar
E morre feliz, cumprida a sua jornada
Quando eu encontro alguém falando grosso,
Quando um grande despreza um pequenino,
Eu me lembro do mar, que ronca e bufa,
E tudo o que ele tem deve ao corguinho...
(in “Canção pro Sol Voltar “ Editora do Escritor Ltda” )
SUSPIRO FINAL
Se sentindo inútil
Ao ponto de perder a vida
Sem ter mais sonhos
Sem ver uma saída
Desejando um grande amor
Mesmo sabendo que não chegará
Deixando ser iludido
Por aquilo que apenas me prejudicará
Sem esperanças para o amanhã
Vivendo sem brilho no olhar
Com medo de algo ruim acontecer
E não saber se tudo vai melhorar
Atravesso a rua e um carro
Acaba batendo em mim
Nos segundos finais sorrio
Meu sofrimento chegou ao fim
A vida é como uma rosa
O dia começa com o despertar do sol, é revigorante senti-lo sobre minhas pétalas. Dizem que minha beleza se exauta, em especial durante o amanhecer. As pétalas se desenvolvem e ressaltam para além do que é belo, doce e vivo.
Estou observando, à espreita, insetos pequenos conversando e rindo, parecem felizes. É tranquilizante vê-los tão vivos. No campo existem variadas espécies de flores, animais e seres.
Obsevo o céu imaginando que há algo ou alguém maior do que apenas a maneira sensitiva que interpretamos o mundo. Enquanto penso e reflito sinto dores agudas, insetos monstruosos rasgam e comem pedaços de mim, não porque sentem fome, mas porque precisam arrancar e estraçalhar a vida de alguém para viverem.
Dia após dia vou perdendo meu ser, eles veem, levam partes de mim, e se vão. Estou fraca demais para sorrir, fingir, ou sentir. Fecho os olhos e me permito sentir algo diferente à aquela sensação real e complexa. Então olho para a rosa ao lado, a que acompanhou toda minha dor e nada fez, pois também é frágil, porém forte.
Portanto, não aguentando mais a dor, pela última vez fecho os olhos e então me entrego.
Assim é a vida de uma rosa, mesmo com os espinhos ela não é capaz de se defender de tudo sozinha.
Antes de ser um inseto na vida alheia, seja a pessoa que rega e zela pela vida dos outros sempre com amor e compreensão.
A inveja era a protagonista
de um furor que só!
Era proibido tê-la.
fazê-la.
ao menos pensá-la.
Dizia-se nunca
terem...
Aquela que tivesse,
sobre ti,
estava feita a intriga.
Eram todas de índoles
incoercíveis.
Almas imaculadas.
bem-apessoadas.
Nos corredores,
nenhum cochicho.
No almoço,
boas conversas.
Nos grupos,
juras de amizade.
Mas era sábado,
após o escritório.
nos pagodes espetaculares.
o certame estava na arrumação,
no batom,
na bolsa,
no trejeito.
Na mesa
eram três,
a do meio se ausenta.
iria ao banheiro,
retocar a maquiagem.
Ficou sobre a mesa,
3 taças de dry martini,
meio maço de cigarro,
e 3 bolsas da melhor grife.
E claro...
Um murmúrio.
Sobre o que era,
talvez,
o vestido azul
mais tosco,
ultrapassado
e ralé
que as duas já viram.
De cara retocada,
a do meio retorna a mesa.
Olhos revirantes,
sorrisos que doem até os dentes.
Elogios insidiosos.
Uma cortesia divina.
Ficou tão alegre,
agradeceu pelo afago.
Ficou feliz,
por terem gostado...
do seu vestido azul...
Vejo o céu bem carregado,
e a flor observa também ,
uma chuvinha seria um agrado,
mas será que ela vem ?
Tarde quente, primaveril,
no vale o vento assobia
um melancólico assobio
de um vento que até arrepia
Lembro passagem do tempo
de uma gostosa e feliz meninice,
onde brigava com esse vento
que pelo campo fazia traquinices
Apesar da briga, éramos amigos,
onde eu ia, ele logo ia também,
uivando e às vezes mais comedido,
não fazia nenhum mal a ninguém
Era um vento que sabia cantar
as composições de seu Criador
e comigo chegou a melodiar
as canções que eu fazia ao amor
Boa sorte com seus amores de cada, Estações!
Será que este gostar
E um desgosto de estar
Enquanto bate, arde
Por gostar de você!
Ou e meu ego em desgosto
De sentir o desconforto
De você simplesmente nunca ter me amado?
Apenas me fez acreditar
Mas na verdade foi temporário!
Assim como outros relacionamentos
Foi de momento!
O incrível que sendo seu passatempo
Eu aprendi amar Você.
Agora você atravessa a rua como fez com outras.
Me evitando como se fosse, pouca!
O ruim deste ciclo vicioso
E que você faz sua própria coleção!
Uma hora vai chegar em um momento
Que vai ter tantas !
Em cada lado da esquina
Que ou você enfrenta !
Ou passa no meio da rua
Sem encarar suas decisões
Ou decepções!
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