Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Tudo o quê eu quero
sempre vira poesia,
você não me querer,
o Cedro Batata
e eu insistir sem
mais nem o porquê
Versos Intimistas no afã
de ser tudo para você.
Adê de Oxum
para cobrir o quê
a nossa poesia
não quer ocultar,
e ninguém adivinha
que eu e você
sem mais nem
menos e o porquê
viramos um.
Trago a poesia despreocupada
dos aplausos contemporâneos,
porque não a tenho para mim,
e sim para as linhas do futuro.
Desejo que este resgate tenha
igual espírito de outrora
das boas Folganças Populares
e se espalhe por todos os lugares.
Quando chegar o momento
você estará ao meu lado
se deixando levar pelo embalo.
Se cumprirá em nós tudo aquilo
que em secreto foi desejado
para ser profundo e tranquilo.
A minha poesia
é vela votiva
que não se apaga
pedindo proteção
para as tropas
da nossa sagrada
Nação pedindo
integral proteção
e paz aos Afuzilados
como manda a tradição,
para que nenhuma guerra
nunca finque os pés
na nossa Amada Terra.
Sisserou cruzando
a aurora matutina,
Uma amorosa poesia
que ainda não foi dita.
Trazer aos poucos
o seu amor para perto,
Construir o paraíso
é urgente no destino.
Esquecer mesmo de tudo,
das guerras que foram
e as que estão em curso.
Nem mesmo insistir falar
de como será o fim do mundo,
e deixar só o amor dominar.
A minha poesia
não está a venda,
É Atapu na mão
de Jangadeiro
para chamar só
quem leia e entenda,
Para quem sabe
virar poeta ou poema.
Oh, minha Bahia
feita de poesia plena,
Não sei o quê significa,
esta noite sonhei que
estava em Itapema
com o Mestre Valentin
vestido com a sua Burrinha de Ouro dançando todo faceiro para mim.
Victoria amazonica
florescida na bela Guiana
Inspira austral poesia
e tudo aquilo que não engana
De alvorada em alvorada
assim escrevo o meu sonetário
austral em nome de tudo
aquilo que sempre acredito
Porque viver em paz
colocando a História real
no lugar sempre é possível
Falar de paz e amor
buscando plenamente viver
sempre haverá de ser incrível.
A poesia não quer dia chuva e não quer dizer bom tempo
Mas que dizer suavidade para a alma, consciência do mesmo;
Não sou um herdeiro ilegítimo da minha própria filosofia
Sou um guerreiro aprendendo pela poesia da minha vida;
Temos o vínculo da poesia de enobrecer o coração
Não é pelo fato de ser poeta que falo sobre atenção;
E sim pela sabedoria que a vida me concede
Pois o idiota nunca muda de opinião...
Não sou perfeito, erro quantas vezes forem preciso...
Mas não cruzo os braços e não me faço indeciso
Confuso eu não sou sem bem o que quero
Não me julgue pela capa entenda que sou sincero;
Ainda acredito na poesia
que ainda não fora escrito
Eu ainda tenho muito esperança
naquilo que seja justo e genuíno...
Talvez, eu não seja como a poesia
Pois em toda inspiração, deixo rastros,
Pedaços e faço com que a vida fique vazia;
Nasci com um choro de não saber em qual poesia contornar
me via perdido buscando me conhecer e me encontrar
Minha beleza ou minha feiúra depende da minha postura de homem
se sou amado ou odiado, eu não sei, mas isso não fará o meu nome
Agradar nunca foi o meu contraponto, apenas busco o entendimento
Se sou herói ou sou vilão, isso dependerá especificamente do momento
Não me interessa ser complacente com todo o mundo...
O que me interessa é ser real e propagar a opinião dos justos;
Carrego a minha cruz doloridamente, mas não ajo com ingrtaidão
e nisso eu não sou também muito conivente...
Minhas raizes estarão sempre firmes, dentro do meu coração
de todas as minhas palavras... Eu não procuro perfeição!
Hoje não farei poesia, mas falarei da minha vida...
De tudo que superei, e em tudo que errei!
Mas ainda estou aqui! Vivendo e aprendendo e quem sabe vencendo!
E foi com alegria que cheguei onde estou acima de tudo pela vida eu tenho amor;
Não se importe com o meu drama só compreende quem ama...
Pois da minha vida sou superação e a dos meus amigos sou amor e paixão;
A não poesia da vida, é o que faz a vida e a morte perante as inconformidades
Porém os versos líricos que aquecem e iluminam os acontecimentos estáticos
Só intensificam os sentimentos vivia em um coração lutando para existir!
A frase lúdica que ele repetia,
Não era música, não era poesia,
Mas a enfática que ele pretendia,
Era sua voz rouca quem transmitia.
Sintoma
Ela não era poesia,
Isso era ordinário demais,
Era clichesco demais,
A Ela cabia mais que isso.
Ela era Alergia.
E a irritação
Vinha seguida de prazer.
Poesia Pandêmica
Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.
Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.
Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.
Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.
Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.
Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.
Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.
Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.
Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.
