Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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⁠As estrelas estilhaçam o céu,
A lua quase cheia amanhece a escuridão,
E desce sobre a terra um denso véu,
O prazer ente o acaso e a razão.

E o céu encobre o universo,
espargindo luzes faceiras,
reluzindo os amores controversos,
por debaixo de um denso véu de estrelas.

Inserida por gnpoesia

⁠E o sol entardeceu de repente,
No céu amarelado de uma aurora que se vai.

As estrelas luzindo a noite docemente,
E o aceno de quem não volta mais.

A manhã se dilui no orvalho,
As flores caídas adornam causalidades.

As águas se vão lapidando o cascalho,
E a alma se nostalgia na sau-da-de.

Inserida por gnpoesia


E no cume do prazer,
Em sua espera - desesperadamente,
Os pedaços pude juntar,
Para formar você,
Eis, pois, o intervalo,
Entre a paixão e a razão de viver.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠Pelas mãos que arrancam legumes do chão
Na bravura de Maria queimando o carvão
No suor de meio dia esperançando o trovão
A vida é o hoje de um agora mais não

Inserida por gnpoesia

⁠à sombra do meio dia se espera a noite,
uma noite escandalizando-se em estrelas, luas e segredos.
sem o enredo de um teatro vulgarizado.

à saudade da partida se espera a chegada,
a volta ou o nunca mais de um nunca a mais infinito,
e coisas se guardam na mente de anônimos apaixonados.

Olhos se fecham, corpos se entortam e um único gemido dilacera,
em cada um - uma espera.

Inserida por gnpoesia

⁠O sol vai nascer,
em noite estrelada.

Mas por que o sol vai nascer,
se ainda é madrugada?

Amanhece de uma vez,
não tenho sereno para você.

É? O meu cigarro ainda tem chama.
poxa, aqui não tem fósforo!

E aquela lua espreitando?
espreitando não sei o que.

Ainda é noite?
olha o vermelho, não vês o sol?

Sol?, é apenas o que você queria ver, reluzindo.

A noite é ensolarada com você.

acabou o cigarro, e já se vou.

e o eterno se vai?

Se vai, dormindo.

Inserida por gnpoesia

⁠me canso dias e dias,
e no sereno da noite,
o sol vem logo cedo clarear,
o que era escuro, frio, feito açoite.

Mas tudo é vazio,
sem você,
cadê ao menos o amor vadio,
que enlouqueceu e logo esqueceu.

Não sento ao lado da fidelidade
pois nada é de verdade
e escorre pelas idades
e nada nasceu.

Não sou e nem fui,
não ando e nem cheguei,
tudo é um nada que flui,
até o sombrio desejei,

algo desprezado ao léu morreu.

Inserida por gnpoesia

⁠Há uma flor no horizonte -
despetalando-se - para adornar a terra vazia,
exalando o odor dos ventos a perfumar o universo,
sombreando os caminhos do sol escaldante,
A flor das ventanias, a flor dos amantes.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠Perdi-me pelo esquecimento,⁠
Dos teus quereres fadonhos,
Mais nada há de iluminar,
Nem o sol, nem a lua e seu luar.

Pois teus quereres irônicos,
Nada mais há de clarear,
- nem as fiadas vezes do divertimento,
Nem a loucura tentada de te amar.

Serás escuridão quando fores luz,
E dia quando fores lua,
uma esmola sem nada pra deixar.

esperarei pelo fogo da quimera
e se perdendo pelo esquecimento
Pra nunca mais te encontrar.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠Fazer-se-á caminhos, de nuvens cinzentas e sinuosas, aos ventos que sopram o mar, no feitio à goela dos ofendidos.

Fazer-se-ei infinitos, assobiados por aves impetuosas, que gorgeiam as primeiras horas de manhãs mal nascidas, louquejando as desnudas noites indormidas, ao sereno lacrimejante do universo,

em volúpias despedidas.

Inserida por gnpoesia

⁠⁠⁠Ah! as ruas, são ladrilhadas de passos, caminhos que se cruzam, vidas, passados e mais passados de desconhecidos mas que se veem por acaso e não se conhecem, que fatalidade! Mas são passos de gentes, de alguéns, de caminhos e de passado.

De minha janela vejo o sol, estrelas, luzes no céu, confundíveis, clarões e noites vadias, um pouco de sereno que passa por mim e se esvazia, quem sou eu, se por acaso não existo? Se há beleza nas coisas estranhas, tudo se encontra pois somos coniventes.

A vida se revida no tempo!

Inserida por gnpoesia

⁠coisas inventadas são requintes intermináveis,
o tempo idealiza intervalos de eras,
e de eras e mais eras, os segundos são horas,
as horas mais belas dos verões desejáveis.
Os sóis do cotidiano dissimula o sangue da terra,
o céu estralado também esconde luas,
poetas desesperados escondem seu amor,
as fúrias humanas, outrossim, dilaceram.
os caminhos são longos e esquecidos,
vagam almas boas que disfarçam alguma espera,
o sangue escorre da colina dos enternecidos,
e o céu lacrimeja e chora sobre a terra.

Inserida por gnpoesia

⁠E o sabor de café da manhã é um estupefaciente de coisas indormidas e mal nascidas.

Meus cadernos envelheceram nos meus arquivos que param o tempo ao acaso, com informações estúpidas nascidas de minha caligrafia torta.

E os dias se abreviam em opióides para aliviar dores não lembradas mas conhecidas, comprados na farmácia de velho comerciante que me vende medicamentos sem receitas coloridas enquanto o resto são cinzas.

E tudo fica normal ou é normal - o sol nasce, as estrelas brilham - e a noite, a noite chega à revelia de meu relógio descomunal.

E mais uma vez o sol me ilumina todo dia e o dia todo, silenciosamente, e tudo se embranquece e todos são vistos como não são e a igreja toca mais uma vez o repicar de sinos anunciando mais uma morte de um senhor gentil que preferiu para de respirar e esquecer os próprios pulmões congestionado.

Pobres pulmões, o ajudou a respirar profundamente a cada passo rumo ao não sei pra onde.

E tudo isso é normal, e enfurece o que inconscientemente nos conserva por igual em um conjunto de normais que não mais choram.

Nada muda, é tudo parado, mas, estamos andando, correndo, atrás do ônibus que se vai e de amores que não existe e que se desfaz.

Ainda dá pra sentir saudades, de meu avô, de meu pai, de Dona Vera, onde estão? onde estão? e dos dias já idos, adormecidos.

Sinto saudade de minha mãe mesmo estando ao meu lado, saudade do nunca mais querendo ser futuro e do por vir serenando o presente em um sábado a tarde.

Existimos e ainda estamos vivos, sonhamos e ainda desistimos, e chegamos em casa e dormimos, e se houver outro dia? se houver outro dia? Não sei, talvez pra nunca mais.

Inserida por gnpoesia

Vai o vento de meio dia,
soprando os restos de gentes,
jogados ao sol a fio.

E cada qual o seu lamento
vai soprando lentamente
a vida de lá pra cá.

Apanho as estrelas entre as mãos,
e apago o meu sol no meu olhar.

É tudo vil e distante,
mas tua alma são diamantes,
que ainda não brilhou.

Se deitas assim tão levemente,
feito o sol, feito o vento,
que do horizonte se esquivou.

E assim, tão pouco e livremente,
voastes para o céu sem ver-te voar.

Mas sei que para longe já voou,
pois em minhas mãos o ocaso chorou,

As lágrimas pequenas de dor.

Inserida por gnpoesia

⁠Há o dia, a retina fita a luz,
Mas os raios solares são transparentes,
O calor de meio dia é o alvorecer,
De horas irreguladas e descrentes.
Há noites estreladas e de lua,
Mas nada alumeia os becos escurecidos,
As pessoas nas ruas estão nuas,
E nenhum rumor serve de lenitivo.
Há amor sob corações insanos,
Sem o torpor dos sonhos esquecidos,
Mas em tudo há vigor e acalantado,
Mas o "eu" queda-se, adormecido!

Inserida por gnpoesia

⁠Todos nós vamos morrer,
É a única luz que ocultamos da vista,
Pois morrer-nos-emos, tão de repentemente.

Pensei por muito tempo que as estrelas invejava a lua,
Mesmo com tanto brilho demasiado,
Pois a lua tão solitariamente, é vista na terra dentre luzes,
Luzes exuberantes.

O sol haveria de tomar todo os instantes,
Mas aceitou a noite tão silenciosamente,
Mas tão modestamente, que o poente virou seu funeral,
Mesmo todos sabendo que poucos instantes depois,
o sol viria a brilhar novamente.

Ás vezes olhamos para quem amamos,
E dentro de nós o coração é pela primeira vez sentido,
Pois não sabemos até quando contemplaremos,
As pessoas que perguntávamos se estavámos bem.

E os nossos sonhos, até os amores, voam ao léu.

Mas em um dia qualquer,
Arrumaremos a mesa com apenas pão e café,
E as fíascas de luzes a nossa volta nos cobrirão,

Em um dendo véu...

Inserida por gnpoesia

⁠E no horizonte os pássaros açambarcavam o infinito,
Como no beijo dos enamorados em plena lua de mel,
Nas delicadezas que se jogam ao léu,
No beijo enterno sonhado em um manuscrito.

Inserida por gnpoesia

Terra, minha terra pecadora,
Matéria - prima da criação,
Do criador foi idealizadora,
Do ser humano tornou-se respiração.

Inserida por gnpoesia

Luz do sol que irradia o dia, do dia resplendia a vida, do caos o fim que anoitecia a madrugada com estrelas que nada iluminaria.

O amor morria como nunca tivesse nascido, como o sol que beija o mar e é engolido no horizonte no esplendor fenômeno dos olhos que se escrevia.

à lua que lacrimeja a noite no sereno de sua tristeza, ao sol que traz uma esperança morta, ao amor que se desistia, trago a luz do dia e a poesia de uma noite gótica

Inserida por gnpoesia



alcanço os pensamentos impossíveis,
o êxtase vem das coisas a sós,
das solidões dos momentos de lida,
sozinho somos infalíveis,
como um bicho louco e acanhado
como o silêncio do ocaso anoitecendo a vida,
estamos só e acompanhado.

Inserida por gnpoesia