Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Indolentes e preguiçosos, assim temos sido.
Mal acostumáveis à mornidão dos gestos,
Estafermos à paisagem multicolor.
Deixando-te prender ao chão por chumbo,
Não percebes que o tempo vanificado te oprime,
E experimentas o pior dos mundos?!
Quando abandonas a ti mesmo,
Pó e teia logo te amontoam.
Então quebra o teu pendor para a inércia e a letargia!
Interdita em ti a apatia da decisão própria.
Não sejas apenas homem ou mulher de gabinete.
Levanta-te e anda! Dá primazia em ti ao ser de ação.
Sim, eu sei: descansa, alimenta-te, contempla, planeja;
Mas de um pulo, põe-te de pé e afeiçoa-te à ação!
Homenageia enquanto pulsa a vida;
Não esperes o assalto da morte ou do impedimento.
Deve-se fazer, mesmo sem trilha ou ribalta.
Faça por Deus, pela família, pelos amigos,
Por um amor, por um bicho, por ti mesmo,
Mas faça!
Conjuga com o corpo o verbo fazer a qualquer tempo,
Ainda que simples e no singular.
Doravante, que tua divisa seja: fazer, fazer e fazer.
Quando defrontares com a eternidade,
Quando apresentares à contabilidade divina inarredável,
Quando te soar a hora final do teu balanço existencial,
E enfim, a ti for sonegado permanentemente qualquer possibilidade de ação,
Aí saberás, face a face contigo mesmo,
Por que tinhas de fazer algo ainda hoje, já!
posso estar com o ego altíssimo
ou só super errada
mas eu acho que ninguém vai me amar como eu me amo, como eu sinto q devo ser amada
parece que tudo que recebo dos outros é pouco, quase nada ou não suficiente
e eu na maioria das vezes quero cuidar, estar, amar muito a pessoa e na maioria das vezes também perceber que não recebi 70% de troca
Se o passado se fizer presente, temo
O rio corre ainda tão devagar
Como começar de novo, recomeçar?
Nascido para a explosão, para o estopim
Eu sei, oh, eu sei
Noites insones virão, mas ainda assim
Me encontre nos dias mais escuros
Quando o conheceste, tudo mudou
Outubro some e leva o medo embora
Mas quando a alma pede um novo começo
Como deixar as amarras e se libertar?
Respeite o tempo que passou, o que foi vivido
Honre o tempo, sem pressa ou corrida
O tempo é nosso, mas não podemos controlá-lo
Respeite o tempo que passou, que agora é memória.
Entre paredes humanas caminhamos
Desgastando lentamente como pedra na estrada
Faíscas iluminam os corredores
Do tempo de travessia
A cada esquina um perigo nos espreita
A chuva no para-brisa marca o ritmo do encontro
Nossas mentes perdidas na perimetral
Colidem como em um jogo de amor
O coração bate forte em um diálogo incessante
Suspiros cortam o ar como um sussurro de paixão
Entre o real e o imaginário, a emoção flui vermelha
Revelando a vida eterna da criação
Ali mesmo, a formosura do corpo é arte moderna
Que nos deixa sem fala diante de tanta beleza
Vivemos nosso paraíso entre o céu e o inferno
E no fim da travessia, encontramos nossa fantasia.
Na noite fria, tua voz me chamou
E pelas ruas eu fui em busca de sonhos perdidos
A lua mergulhando em minha direção
E eu me perdi em sentidos floridos
As luzes coloridas brilharam intensas
Clarões sustenidos tocaram em suas entranhas
Eu segui pela estrada, olhando capelas em ruínas
Mas só ouvi os tristes sinos das cafetinas
Encontrei amores, criaturas de brisa indecisa
E levantei fogo em devassa e vulcões em brasa
Um rosto meigo se insinuou na escuridão noturna
E você apareceu, minha musa taciturna
O afeto das estrelas testemunhou nosso encontro
Despertando os filhos da tempestade que semeiam sem piedade
O amor sem destino, a invisível ansiedade
Esperei o sol para te conhecer
Mas não quero pensar na luz do amanhecer
Apenas no resplandecer da paixão que nos fez renascer.
"...
Ambos, para ser reconhecido,
Primeiro tem que morrer.
Ainda assim, por mais que seja merecido,
O privilégio muitos não vão ter.
..."
Poema Santo e Poeta
"...
Minha herança parece pouca,
Mas é tudo que meu ser possui.
Desejo que toda essa herança louca,
Faça-os melhor do que eu fui."
Poema 'Minha herança'
"...
É fato que somos fragmentos
De tantos que nos moldaram,
Mas somos também nossos momentos
Que somente a nós marcaram.
..."
Poema 'Sobre ser'
"...
Hoje celebro a minha verdade,
Que, nem sempre, vivi com maestria.
Tudo o que eu recebi de maldade,
Retribuo com poesia."
Poema 'Poetizando'
ALMA ADENTRO
Atravessamos todos esses rios
E nos encontramos ancorados às fronteiras
Mantendo um desejo distante, tocamos ilusões
Petrificados na dor, esquecemos de nos reinventar
Carruagens solitárias entre as estrelas
Caravanas perdidas dentro desse profundo azul
Misteriosos momentos que nos transcorrem
Ao ponto de coexistirmos sozinhos no que era amor
Mercenários de sentimentos, fadados a obscuridades
Não são perigosos, apenas não nos deram as mãos
Ninguém pode nos dizer quantas vezes choraram
Mas podemos, quando desejarem, deixá-los partir
Mantidos sempre nas mesmas células
Nos incluímos no sol de cada manhã
Indagamos no mar todas as verdades esquecidas
Vivendo nas paisagens que passam
Eliminamos nossos medos ao existir
"...
Cada um tem a sua verdade,
Cada um tem voz em seus corações,
Cada um de nós temos sonhos, desejos,
Cada um de nós tem cicatrizes, feridas.
Então, pegue essa sua soberba
E enfie onde quiser!
Pois não se mede o valor de um ser humano
Se não houver joia rara, chamada de empatia."
Poema 'Não se mede'
"...
Ledo engano foi acreditar
Que você nunca iria passar
Quando, na verdade,
Nunca fui sua real metade.
..."
Poema 'Ledo Engano'
"...
Hoje, sigo trilhando entre obstáculos
Sorrindo em meus espetáculos,
Levando sem nada prever,
Protagonizando o meu viver."
Poema 'Ledo engano'
OUTRO CAMINHO
Sou apenas mais um homem
Que observa a estrada
Que percorre o caminho
Se tu ainda não viste a estrada
E nem encontraste o caminho
Dá-me tua mão
Pois esta vida que segue
Não há destino perdido
Ninguém caminha sozinho
"...
Hoje, sou eu mesma a minha inspiração.
Pode até ser orgulho, mas é minha maior satisfação.
Estou em primeiro lugar no meu coração,
Melhor que tê-lo é ter minha libertação.
..."
Poema 'Felicidade maior'
"...
Quanta ousadia
Explorar este lugar inabitável.
Chegar assim e trazendo alegria
Para este coração miserável."
Poema 'Lugar inabitável'
"...
Tantos destruíram essa menina,
Tanta trapaça nessa sina,
Por vezes, apagaram sua lamparina,
Mesmo assim, ela sempre ilumina."
Poema 'Mesmo assim'
As pessoas passam por gotas de chuva
Pelas notas a subir o saber de sabor a pó
Embaladas em nublado dia
A sal e sol do sul e melodia a d6
Às vezes com paladar a Ruby uva
Na queda de um salto alto de um ato só
Ao som de uma decidida descida em nó
Com a mão aberta, à cinza esquiva
Com a mão liberta, da prata à deriva
Que se calenta
e ao sopro deambula lenta
De manhã em manhã
Nem sempre azul
Nem sempre cinzenta
É uma gota
Observa atenta
Sou uma simples caneta, que se deixa manusear pelo poeta maior: O Senhor do universo.
Sou poeta de Deus! joanarodrigues.com.br
Caminhos Sombrios
Deabulando pelos fragmentos das minhas lembranças, eu retorno "mentalmente" ao lugar que o deixei.
Revejo-o sentado a beira de um caminho, um caminho sem fim e sem curvas, e o princípio da história se faz presente.
Quantos sonhos se perderam ao longo desta caminhada, quando a ideia inicial era seguir em frente. Nunca entendi o porquê ele entulhou tantos nós no coração, que nem as próprias mãos souberam ou se dispuseram a desatar. Erroneamente pensei ter poder para desatar esses nós, em quase todas as tentativas neste sentido, falhei.
Tentando transformar a utopia em realidade, por um momento sentei-me ao seu lado, minha alma inquieta, não me permitiu esperar.
O crepúsculo e o prenúncio da chegada da noite e o caminho já envolto em sombras, me convida a continuar.
Estendo-lhe a mão para seguirmos em frente, diante da sua indecisão eu lhe digo;
As cartas estão na mesa, não há mais nada a dizer, nenhum ás a mais a jogar. Não quero mais viver no seu mundo e não o quero passeando no meu.
Segui sozinha...
Não lamento o que perdi, não se perde o que nunca se teve.
Mas isso é uma outra história...
