Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Um bom poema
È aquele que nos fala,
Ou com os olhos,
Ou boca,
Ou ouvidos,
São sentidos,
Não importa,
Com ele
Queremos conversar,
Rimar.
Sem rima.
.
Ene Aguiar
Somos próximos... Ainda que a realidade pareça estar longe de ser plena e razoável a todos.
Somos... a integridade e a tessitura que soma todos nós... Eis a mistura, um caldeirão de etnias, tempera o que somos!
Vejo o Sabiá-laranjeira pousado em um Ipê-amarelo.
Num tronco resistente, levemente tortuoso, canta forte e assustada a tênue avezinha.
Mas que raro e singelo ver esse monumental e pátrio dueto!
Aquele que muito reza – é o que designa – o cordial vozear do sabiá.
O pé de ipê explana ideal firmeza – cascuda árvore nomeia que é.
No princípio era o Verbo... E o que fez a Arquivologia?
Ao surgir pensou-se que seria arquivística disciplina
Legítima tríada corrente, vicissitude raiz, englobante e integrada.
Com o tempo vestiu princípios e técnicas que lhe deram
Nova roupagem, escreveu no continuum gerúndio alguma terminologia
Perenal tesauro, assim gerando, criando, formando léxicos lastros
– eis o repositório arquivístico digital confiável, real e exato.
Uma edificação de transformação social...
Um espaço de sondagens, esperança, literatura, leitura e arte.
Um balneário de contação de histórias, narrativas éticas e fábulas.
Um lócus de transformação, reinvenção e inovação de projetos e ideais.
Um gostoso cantinho de relaxamento, terapia e lazer.
Meu pedaço (trans)oceânico e chão!
Um lugar de muita viagem... E embarques!
Uma ambiência de paz, ciência, cidadania e integridade.
Um prédio arquitetônico que agrega valor à vida em comunidade.
Um recinto de celeridade, tecnologias, patrimônio, memórias e identidade.
Um paraíso de convivência, acolhimento, aprendizagem e notabilidade.
Meu pedaço de vida e (trans)formação!
Almejo construir compostos que sanam as dores da alma e garantem as fontes de informação...
Eis a saga de obter o melhor remédio, elixir mágico, fórmula perfeita de proliferar a paz...
Essa é a absoluta garantia, com a popular sabedoria, encontra-se o ser criativo e humano.
Libertária, a biblioteca prisional, agente institucional e humano, provoca mudanças...
Empodera, encaminha, reduz a pena, converge novo planeais ao detento... Ousa transformar!
Ela é calada mas eu gosto dela;
se a conversa fluir você se surpreende,
Se for engraçado ela chora de tanto rir,
Quando esta brava, fala de quebrar a cara , faz cara feia e tudo o mais,
quem conhece, já vai tarde.
Mas é a mulher mais agradável e compreensível,
intuitiva que é super péssimo mas faz parte de uma personalidade que não chegou á perfeição.
Ela é amiga de um jeito descomprometedor ,considerável de um jeito incontável porque muitos só estão de passagem e ela também.
Como podes me perder tão facilmente
se eu estava aqui o tempo inteiro?
Se eu morri milhares de vezes
pra te ver sorrir?
Se troquei o mundo
pelo teu abraço?
Se segui todos os
seus conselhos?
Se confessei a ti todos
os meus erros?
Se foi você quem
me fez sorrir?
Se foi você quem
me fez existir?
Como podes me perder tão facilmente
se eu estava aqui o tempo inteiro?
- ex amor
No abismo da solidão
Fez-se a ponte da companhia
Atravessou a fase solitária do coração
E alcançou a alegria
Minha existência interna é multidimensional, maior que a caixa de Pandora.
Há camadas, infinitos e indisciplinados vetores, onde tudo se aflora.
Sou instantes além do relógio, sou sentidos confusos do primórdio e do outrora.
Componho-me e logo reformulo, vários eus numa mesma hora.
Isso é magia de antes, isso é o poder de agora.
Há dentro de mim um espaço muito maior do que o fora.
À Toa
a melhor maneira de começar é começando
o início é maravilhoso tudo é sonho pensar é gostoso
no início nada é definido com o decorrer tudo vai sendo decidido
é no meio que tudo se incorpora, sorrisos,choros,esperanças e aí começa a demora
é aí que a trama se decide que a diversidade reside
aí o texto se incorpa,aí se nasce ou se ve a idéia morta
aí a realidade e a ficção se juntam e se veem postas
onde tudo acontece ou tudo embota
depois do início e do meio o fim se aproxima com galanteio
um texto sem pretensão, escrito por escrever,
para ver como termina então
pode não ser o que no começo foi esperado
mas foi o suficiente para me sentir realizado
nada foi dito, nada foi escrito
tudo é nada quando não tem sentido
termino como comecei
nada falei nada comuniquei
sentei,escrevi,relaxei,me diverti
nada acrescentei,terminei
A vida
A vida é uma longa estrada
Que precisamos trilhar
Alguns caminham bem rápido
Mas outros tão devagar
Cada um faz o seu tempo
O importante é chegar
Chegar à adolescência
E depois à fase adulta
Um ser humano de bem
Talvez uma pessoa culta
E aproveitar a vida
Que para alguns é tão curta
Fazemos muitas escolhas
Construímos uma história
E são muitas as lembranças
Arquivadas na memória
Tantos erros cometidos
Durante esta trajetória
Mas os erros nos ensinam
A sermos resilientes
Nos dão oportunidades
E nos tornam experientes
Pois são erros e acertos
Que nos faz mais resistentes
Cada um leva a vida
Do jeito que acha correto
Mas enquanto aqui vivemos
Sigamos caminhos retos
Pois aquilo que plantarmos
Colheremos, isto é certo
Dos bens que possamos ter
Sejamos desapegados
Não importa quem sejamos
O patrão ou o empregado
Pois na vida o que importa
É a construção de um legado
Enquanto aqui estamos
Vivamos com equidade
Cultivemos sempre o amor
Busquemos felicidade
Pois infelizmente a morte
É uma dura realidade.
Logo então
Vem o tempo
As mudanças
E seus momentos
Nortes, cortes
Sentimentos,
Instantes secos
Bagunça ao relento
História levada
Pelo vento
Memórias, histórias
Nortes, cortes
Sentimentos,
Bagunças que ficam
História não vencida
Pelo tempo
"Deus ama sonhos!
São os sonhos que te fazem voar, e bem pertinho de Deus parecer estar!
Porque Deus se encanta por aqueles que se deixam levar, pelos sonhos da vida, pelos caminhos que escolheu trilhar!"
Libélula (O diário)
eu quero abandonar a guerra
estou ferida
é possível lutar sem ódio?
até quando a dor me buscará insone?
tenho preferido o corte a perdoar
minhas mágoas
luto porque não decupo bem
as memórias que me decompõe viva
não dissolvo o ódio
e penso que o faço pelas minhas iguais
mas a verdade é que estou presa a dor
difícil perdoar
o que nunca me deveria ter ocorrido
hoje me concedo o perdão
por não saber perdoar
Do leite como coalhada
Do porco, sarapatel
Cachaça, tomo um tonel
Do coco, uma cocada
Do bode, como buchada
Da mandioca, a farinha
Panelada de galinha
Não dispenso um pirão
Tapioca e um baião
Com a carne bem sequinha.
Seu beijo é doce e gostoso
Igual ao mel de uruçu,
Seu cheiro alucinante
Feito Papoula em baú.
Atiça nosso desejo
Pois, o sabor de seu beijo,
Tem o gosto do caju.
