Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Meu Mestre
Tudo que sei aprendi com Ele, tudo que sou veio Dele.Até meus pensamentos e a maneira de enxergar a vida aprendi com o Grande Mestre do Johrei dos poemas e do Sanguetsu.
Como é maravilhoso seguir os passos daquele que Deus enviou para salvar o mundo !
Lembra que houve um tempo
em que era tudo imaginação?
E agora é real.
Imagine.
Quantas coisas lindas
começamos a tornar reais
no momento em que as ousamos
imaginar.
Ser diferente é normal
Tenhas cabelos lisos e loiros,
Crespo ou algo igual,
Cacheado, negro ou ruivo
Rastafari, Black power é radical,
Seja careca ou cabeludo,
Com cachos bolinha ou parafuso
Ser diferente é normal.
Seja branco, índio ou negro,
Seja Cosplay ou real,
Goste de vermelho ou preto,
Seja anti-social.
Tenho sempre a consciência
Que não importa a crença
Ser diferente é normal
Não importa a religião
Ou seu costume matinal
Se pensa fora da casinha,
Se é recluso ou liberal.
O que importa é que só a gente
Sabe o que a gente sente
Ser diferente é normal.
Roubei-me de mim
Eu tinha um par de olhos azuis,
Os roubaram achando que eram diamantes.
Eu tinha dois fios de cabelo loiros,
Os roubaram achando que era ouro.
Eu tinha uma barba bem feita,
Também levaram e não disseram o porque.
Eu tinha duas noites de sono perdidas,
Me levaram por conta do sonho acumulado.
Descobri que eu era o ladrão
E só não tenho nada disso
Por que roubei-me de mim...
Às vezes é preciso fugir da onda
Seguir sem olhar pra trás
Ali, depois da marola
Tem areia fofa em terra firme
É preciso deixar a maré baixar
É preciso se sentir seguro
Para conseguir entrar e mergulhar de cabeça
Quase 02:30 da manhã e eu ainda acordado, nenhum sinal do sono
O silêncio toma conta desse velho quarto, até posso ouvir as batidas ecoadas no meu peito
Essa liberdade
é tão vazia
Inundação
Naquela noite todos os planetas densos estavam alinhados. Dia de muita oração pela natureza.
O clima estava revolto e quando seu temperamento espalhava carregava tudo em seu caminho.
A refeição foi minguada pelo medo e no calor do fogão despejou uma acalorada discussão.
Todos escolheram vestimentas de bicho para embarcar na Arca do Patriarca Noé.
Uns vieram voando nas asas, águias, corujas e beija-flores.
Dos mares desafogados das ondas, os polvos, as pérolas, as dançarinas águas-vivas, de peixes coloridos, golfinhos, baleias e, das profundezas abissais, os moluscos.
Sem brigas, os impertinentes os insetos vieram de carona.
Os mais domésticos e disciplinados apareceram nos gatos, cachorros e nos elegantes cavalos.
Selvagens, indomados e desconfiados os macacos, as onças e os
lobos embarcaram sorrateiramente.
Se ficar alguém, Deus perdoa ou opera aparição nos milagres.
Quarentena.
Dias e noites.
Tormenta nos mares. E chuva cessou.
A nau encalhou no destino certo.
Todos desembarcaram aflitos e desapareceram onde a terra flutuava.
E alguém reclamou.
– Não desembarquei, me deixaram!
– Em que bicho se vestiu?
– De bicho feio.
– Qual?
– Urubu
– Mas por quê?
– Ninguém caça ou persegue o urubu, voa solto e livre pelos céus. E ainda faz a limpeza da carniça que deixaram pelo caminho, do que foi imaginado. O mundo não vai acabar hoje. Vamos jantar em paz.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
"Reconhecer nossas limitações. Abre exponencialmente chances de aprendizado. Quando sei que a seu lado, os livros falam e as ideias vivem..engraçado que estes versos foram destinados a outro objetivo.
De repente o real motivo, se materializa conforme conforme as batidas do coração. Ondas cardíacas transmutam em ondas dos seus cabelos negros.
Imagine só, cada pulsar mais nítido sua pessoa aparece na minha frente.. sem controle algum sobre as emoções, coração acelera buscando trazê la ao meu conciente "
PARA MINHA MÃE
Mulheres sejam bem vindas
Todas que são da batalha
Tem alma de guerreira
Principalmente as que não precisam de macho para escrever a carreira
Lutam desde de nova para fugir do machismo que assola
Merecem chocolate, flores e vitória
De sobra mudam toda história
É sua vez agora
Tirar todo preconceito e transformar em glória
Respeito, igualdade e oportunidade é o que elas precisam e mais nada, se liga nessa verdade
Contarei a história da mulher da minha vida
Nome dela é Rita
Correu contra o vento desde do meu nascimento
Foi mãe e pai, que talento
Lembro do seu sofrimento
Desde nova passou veneno
Me deu um lar, amor, educação
Ensinou a ser honesto em toda situação
Para me alimentar trabalhou na madrugada em um bar
Quando peguei uma maçã sem comprar
Ela que me ensinou o que era roubar
Educação aprendi no meu lar
Claro... As vezes tive que apanhar
Naquela casinha onde só tinha dois cômodos para morar
Aprendi a respeitar
Cair para levantar
Te juro mãe eu vou tentar nunca mais errar com o gênero que me fez caminhar
O PORQUÊ DO VOO
Vejo-me voando, teto alto
acima das nuvens pardas
e dos velhos sentimentos
mas percebo nos voos de meu ânimo
a degeneração, o peso das asas.
Ainda assim, sigo decolando
arremetendo-me no abismo
de meus intentos por quem
sempre arrebatou meus sonos.
Não obstante, sinto-me brando
no espaço vago, finjo-me quedo
a mente flutua em ar fresco
resfriando os frenesis inúteis.
Imagino-me planando, guiado
por uma águia, ave invejada
altiva que orienta-me o descortino
a alguém que tenho como fito.
Mesmo que não esteja por perto
ou no além do amanhã, no imponderável
que pode ser a plena existência ou o nada
o nada exterminador dos sentidos
que ainda me habitam, antes do fim.
São estes sentidos que me transmitem
a certeza, de que, diante do depois
nesta viajem paradoxal, nada dar-se-á
pois quem almejo, lá não estará
e se este for o destino que pressinto
estará longe de ser meu desiderato.
A PROCURA
Ensaiei muitas formas amorosas
Conspirei, feri meus sentimentos
Tramei, tentei quase tudo, sonhei
Amores, paixões, lamentos, não sei.
Mas a ânsia na busca só exaure
Arranha a alma, lanceta o corpo
Faz crispar as mãos e caleja a pele
Amalgamando na mente, dor e sabor.
Não obstante a índole, ela branda reage
E já sem tempo, maturo-me, aprendo
Que a paixão só instiga e a amizade é confidente
Só a alma amiga é o amor consequente.
O poeta pega palavras
E as vai entrelaçando...
Ele costura, alinhava,
Faz ajustes...
Nada além disso é o poeta,
Apenas um artesão.
O escolho dele é fazer
De algo tão fluido...
Um objeto quase matéria.
A ressalva do mascarado
Com o Covid 19 por aí, usar a máscara salva
Todo o mundo tá dizendo isso
e nisso não há ressalva:
- Usar máscara tornou-se compromisso!
Ao fazer analogia com o passado
a conotação disso tinha prejuízo.
Ninguém dizia bem do mascarado
agora, todo mundo dele faz juízo!
E se for avaliar bem o bendito
quem a máscara usa se protege...
Então, será que, já era este o requisto?
Se dizem que a tal do invisível salva
e o usuário da máscara ficava protegido,
pode - se ter mascarado aí com ressalva!
Maria Lu T. S. Nishimura
O blá, blá, blá da conversa
Blá, blá, blá conversa fiada
Larga esse papo
Cuida da sua vida
Tu tem a língua de trapo!
Fala mal de todo mundo
Inventa uns absurdo,
E tem gente tonta que acredita
nessa língua venenosa e maldita!
Não sente um pingo de remorso,
mas obeserva bem o seu dorso
Tem aí um peso da sua cruz,
mas você não crê em nada, nem em Jesus!
Mas, como Deus sabe de tudo...
Você só se faz de tão sabido,
contudo, tens muito que aprepender
e possa Nele crer e o bem fazer!
Maria Lu T. S. Nishimura
Primavera em cor
Primavera em cor...
Eu gosto da flor
Gosto de todas as pétalas
e as borboletas
me ensinam a voar!
Primavera em cor
Eu gosto do sol
Gosto do perfume das flores
e os amores
me ensinam sonhar!
Primavera em cor
Eu gosto do céu
Gosto de ver mil formas nas nuvens
e as paisagens
me ensinam a colorir meu dia!
Primavera em cor
Eu gosto da vida
Gosto de imaginar mil encantos
e todos os momentos
me ensinam, Deus alcançar!
Maria Lu T. S. Nishimura
NEOWISE
(Dedicatória ao cometa que passa nos céus)
Passei a noite vendo o cometa.
Sentado bem no topo do monte,
olhei para a linha do horizonte,
e vi o Neowise de minha luneta.
Aos dez anos, criança espoleta,
vi o Halley por alguns instantes.
Como eles, somos só visitantes
por tempo certo nesse planeta.
Como era linda a cauda brilhando!
Nem acredito que era só de poeira!
No alto do céu lembro dele voando!
Mas é triste e dói na alma inteira
sentir todo o mundo ir passando...
Tal qual cometa, vida é passageira!
Verso inverso
Reverso verso
Com verso
Converso
Sem nexo
Verso adverso
Universo
Unir verso
Verso a verso
Verso versus verso
ORAÇÃO DO DOMINGO
Toda semana é um recomeço
Momento para que cresça
Desejo que a evolução floresça
Antemão agradeço
Ao ar que vem de graça
Comida que muitos na África morrem por essa causa
Visão que muitos nascem sem ver as cores na imensidão
Ansiedade foi tirada com a mão
Desamarrei os nós do coração
Peço a Deus para abençoar sonhos que fogem do padrão
Essa é sempre a oração
Tudo que eu tenho e não reconheço
Tem coisas que eu nem mereço
Leio um Salmo quando estou angustiado
Olho esse céu lindo
Planto flores em um dia de domingo
Uma árvore para que meu sorriso nunca acabe
De brinde força de vontade, coragem e lealdade
O Décimo - Primeiro Dedo
Era uma vez, uma mulher que tinha guardado em si um segredo. Como a palavra indicava, era silencioso, deitava no mistério.
Mas quem guarda um segredo e não resgata o enigma
fica infeliz, doente.
E o imaginar veio como acalento e cirurgia para sua alma
...transformou-se em caneta, tenra, macia, perspicaz e mordaz, transformando tudo em verso.
Mas o verso é masculino e falou com a imaginação:
– Quem sou eu que visita esta página?
E a imaginação respondeu:
– Você é meu desejo, meu mundo e agora vou transformar-te em realidade.
E o segredo se escondeu, a realidade estampou, o tempo absorveu o perfume e a existência percorreu as ruas e labirintos desesperado como urgência.
E nesta briga a estação passou e o ser caneta não se
cansou, roncou tudo e virou o escritor, o artífice.
A fantasia é feminina.
Em paz com a realidade.
Quer ser verbo e decifrada como o décimo-primeiro dedo dominado pelo imaginar.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
Cercados
A idéia feita na ilusão em acreditar na capacidade de vivermos sempre em comboio, trombando uns com os outros...
...assim, feito barulho provocado pelo ranger do atrito nos trilhos, lustrando nossa carga de paciência cada vez mais longa, numa simetria infinita e solitária.
Vão ficando vagões cada vez maiores, se amontoando ao longo da penosa existência, deixando tudo de ser
paraíso para
morrer na fina linha que retorce nos trilhos.
Desgastadas e tortas.
Livro Pó de Anjo
Autora: Rosana Fleury
