Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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O que resguardar?
O tempo cuida de tudo
Esta é a maneira de preservar
O cargo à se ocupar
Por alguém tão digno.

Pois ele não tarda
Guarda memórias
Se ocupando de tristezas
E tantas histórias.

Mas não há de se preocupar
Mais cedo ou mais tarde
Ele irá lhe retornar
Suas respostas esclarecer
E seus gritos calar.

Inserida por Apolyti

Pássaro Preto

Logo cedo ouvia seu canto
uma triste melodia
parecia alguém em prantos
um sentimento de melancolia.
Pássaro preto, preso em uma gaiola
já nasceste na prisão
refém do capricho humano
não conheceu o voo livre
nem o balançar dos galhos de uma árvore.
Olhava o céu e os pássaros livres
e sonhava estar naquele espaço azul
dez anos se passaram
e o capricho humano
lhe arrancou de sua rotina
não podia mais ver o céu azul
nem os livres vizinhos de penas
que o visitava
Deprimiu-se
desistiu
sonhou
e agora voou
porque a morte o levou.

Inserida por juliana_rossi

Poema/Mentiras

Olhe para minha alma
Bem no fundo dos olhos
Vejo toda nossa história
Conta pra mim o que sente
Olhando bem para a história
A nossa história
Deixe-me ser o historiador disso
Não minta mais
Por favor
Eu não ligo para os erros
Vou fingir, só pra prosseguir

Lhe espero
Não por muito tempo

Eu te quero bem

Meu bem
A gente nem se fala
Isso me fere
A vida tem dessas
Ser um labirinto em caminhos
E nessas trilhas, cada um na sua

Não te vejo a tempo
Lembro do último beijo
Você estava nervosa
Corações batiam juntos
Um só abraço

Espero que não se esqueça
Tudo que fiz por nós
Tudo que lhe escrevi
Sempre foi de verdade

O nosso pra sempre ainda existe em mim...
Taylor José
@esgotopoetico

Inserida por taylor_jose

MINHA PRISÃO

Descobrir que minha prisão sempre foi meu corpo,
Sim, meu corpo era arma da luxúria,
Meu corpo era instrumento da promiscuidade,
Essa prisão sempre foi matéria feita Hades...

Minha prisão estava em minhas palavras,
Estava impregnada na minha mente,
Manchava com sangue minha existência
Essa prisão sempre foi matéria feita Seol...

Minha prisão era de segunda a segunda,
De noite a noite, de dia a dia
De horas a horas, de frames a frames
Essa prisão sempre foi matéria da eternidade...

Minha prisão era um templo profanado,
Uma dicotomia de sentidos,
Uma alegria transitória,
Essa prisão sempre foi matéria da morte...

Minha prisão era meu corpo,
Era minha alma,
Era meu espírito,
Essa prisão sempre foi matéria da minha ignorância!

Agora grito: Liberdade (JC)!

Inserida por marcelloamorim

Imolação

Dentro dos poemas
os espelhos rosnam
cães açulados
o sangue cintila na jugular

Sou devorada pelas imagens

Inserida por pensador

Teus vocábulos são lobos vociferando nos vãos de minha vigília.
Negros chacais riscando sílabas em minha cintura.
Percorrendo a cordilheira encarnada de meus cabelos.
O terraço afogueado de meu ventre.

Inserida por pensador

_Relatos de indícios_

Pessoas passaram e negaram à voltar
Em relação à isso acho justo
Nunca me fiz luar
Para em momentos genuínos
O foco se tornar
Entre outras memórias
A melhor à se lembrar.

Inserida por Apolyti

Cale-se mundo.
Deixe me a só com meu mundinho.
Um mundo mudo pra mudar.
Pois no silêncio somos capazes de escutar.
Em cada mundo um coração.
Em cada coração uma canção.
Em cada canção uma emoção.
Nesse silêncio, ainda podemos escutar.

Inserida por Felipealmaz

Evangelho livre


É que o evangelho me deu asas pra voar.
E quem é livre nunca busca engaiolar.
Responsabilidade me serviu pra liberdade.
E quem prova da vida , trilha junto da verdade.
É que meu peito não comporta divisão.
Sigo meu mestre , longe da religião.
Pulando a cerca da instituição, corro por campos tão floridos onde o vento é uma canção.
É graça toda imensidão , meu peito enche em gratidão.
E sobre o sólo dessa terra os frutos nascem em proporção.
Na pureza da simplicidade , em espírito e em verdade.
Hoje sou templo que aconchega os excluídos da cidade.


Felipe Almaz

Inserida por Felipealmaz

Caminhando

Enquanto eles mordem, feito cães selvagens.
Eu busco ser o mais livre possível.
Uma mudança pessoal que me transporte a um novo nível.
Sendo a mudança que anseio pelo mundo enxergar.
Me diga onde se encaixa o sermão dessa montanha ?
Quais bem aventuranças ?
Toda mudança partirá da nossa base.
A boa nova me trás luz para essência enfim voar com transparência.
Ainda creio no olhar que envolva todos em amor.
Inexplicável, de uma fonte inesgotável. Onde o peito se aconchegue no suprir de um abraço.
Menos palavras mais ações, fazendo o bem, mas sem pressões, tudo puro e natural, fruto de quem renasceu.
No dia frio a humanidade se aqueceu, não de forma egoísta, inspirada pelo autor da vida.
Aprendendo a cada passo da humildade e mansidão, na pureza de um cordeiro trouxe a força de um leão.

Felipe Almaz

Inserida por Felipealmaz

O sabor

Quem tem pressa come cru.
Essa pressa lhe fez crudivoro.
Perdeu se o gosto por aquilo que era quente,fresco , prazeroso...
E nessa alteração perdeu se o sabor original.
A pressa para chegar ao destino lhe fez esquecer de apreciar a paisagem, não viu os rios, nem as cachoeiras, despercebido foi o ninho dos pássaros.
Correu cada vez mais rápido para com Deus encontrar, não percebeu que ele era o caminho por onde se percorria, não provou da verdade e vida.
Pois a pressa não lhe permitia experimentar.
Na corrida para Cristo, não percebeu que Cristo era o caminho, a vereda por onde se escutava o amor assobiar.
Mas quem percebeu viveu, nem frio nem morno, no presente foi quente.
Calmaria a desfrutar, somente a intimidade poderia revelar, viu os frutos brotar, até às árvores sem frutos serviram para abençoar nos deram sombras para descansar.
Cada passo fez sentido ao descobrir que Deus sempre esteve ali.
Hoje a eternidade experimentada, sem sofrer pelo amanhã.
Onde o gosto da presença veio como avelã.

Felipe Almaz

Inserida por Felipealmaz

Calmaria

Percebi que todo barulho em prol da causa, foi como palha queimada, intensa porém passageira.
Sinto uma necessidade de silenciar minhas falas e deixar minhas atitudes demonstrarem a testificação de tudo que anunciei.
Já não é tempo de com os lábios louvar e coração distanciar.
Enquanto potencializarmos o barulho produzido por nós, mais difícil será ouvir os pássaros cantar, as cigarras os grilos, o vento tocando a folhagem, a sinfonia da essência nos convida para um mergulho de intimidade, criatura e criador na mais doce reflexão, edificante pelo toque do espírito que nos retira das multidões e nos chama para um momento a sós, mesmo que seja no deserto ou no mais alto monte, silêncio que nos faz sensíveis a poderosa e inconfundível voz.
Tão impactante ao ponto de gerar em nós suas próprias virtudes, nos fazendo sua imagem e semelhança, não por palavras, rótulos, mas pela revelação através do nosso viver.

Felipe Almaz

Inserida por Felipealmaz

Discurso na seção de achados e perdidos

Perdi algumas deusas no caminho do sul ao norte,
e também muitos deuses no caminho do oriente ao ocidente.
Extinguiram-se para sempre umas estrelas, abra-se o céu.
Uma ilha, depois outra, mergulhou no mar.
Nem sei direito onde deixei minhas garras,
quem veste meu traje de pelo, quem habita minha casca.
Morreram meus irmãos quando rastejei para a terra,
e somente certo ossinho celebra em mim este aniversário.
Eu saía da minha pele, desbaratava vértebras e pernas,
perdia a cabeça muitas e muitas vezes.
Faz muito que fechei meu terceiro olho para isso tudo
Lavei as barbatanas, encolhi os galhos.

Dividiu-se, desapareceu, aos quatro ventos se espalhou.
Surpreende-me quão pouco de mim ficou:
uma pessoa singular, na espécie humana de passagem,
que ainda ontem perdeu somente a sombrinha no trem.

Inserida por pensador

A coroa sobreviveu à cabeça.
A mão perdeu para a uva.
A bota direita derrotou a perna.
Quanto a mim, vou vivendo, acreditem.
Minha competição com o vestido continua.
E que teimosia a dele!
Como ele adoraria sobreviver!

Inserida por pensador

Prometeu

O sonho de liberdade tornou-se a cadeia
que me liga já para sempre ao meu canto doloroso.
Compadeci-me dos homens, da fria tristeza
do estranho tempo dos homens enterrados na morte,
e lhes trazia cristal e ardor de palavras,
luminoso nome que dizem os velhos lábios do fogo.
Águia, vinda do nascimento da luz,
de onde vês como é concebida a brancura da neve,
busca, para a luz, a mais secreta vida:
pelo sol, palpitante, toda a nua vida.
Abrirás com o bico eternamente caminhos
ao sangue que ofereço como a prova deste dom.

Inserida por pensador

Às vezes é necessário e forçoso
que um homem morra por um povo,
mas nunca há-de morrer todo um povo
por um só homem: recorda isto sempre, Sepharad.

Faz que sejam seguras as pontes do diálogo
e tenta compreender e estimar
as razões e as falas várias dos teus filhos.

Que a chuva caia a pouco e pouco nas semeadas
e o ar passe como uma mão estendida
suave e mui benigna sobre os vastos campos.

Que Sepharad viva eternamente
na ordem e na paz, no trabalho,
na difícil e merecida
liberdade.

Inserida por pensador

À beira do mar. Tinha
uma casa, o meu sono
à beira do mar.

Alta proa. Por livres
caminhos de água, a esbelta
barca que eu governava.

Os olhos sabiam
todo o repouso e a ordem
de uma pequena pátria.

Como necessito
contar-te o espanto
que produz a chuva nos vidros!
Hoje cai fechada a noite
sobre a minha casa.

As rochas negras
atraem-me ao naufrágio.
Cativo do cântico,
o meu esforço, inútil,
quem pode guiar-me à alva?

Ao pé do mar tinha
uma casa, um lento sono.

Inserida por pensador

MORTAL VIVER MORTAL MORTE

Conta-me dos mortos, que dos vivos eu já sei
De enxada na mão, da alma que sofre
Chuva que bate forte nos ramos da pobre videira
Nas parras do nevoeiro na serra
De viciosos caminhos de lama
Pois as nossas almas belas assemelham-se
Ao luto negro do amanhã
Por entre os palcos do velho circo
Conta-me dos mortos, pois dos vivos nada sei
Onde perco o trilho do nosso refúgio
Papoilas que voam na tempestade sombria
Deixadas no chão já secas, molhadas
Molhadas de tinta do velho tinteiro
Que sobrevive com pena ou dor
Conta-me dos mortos, que dos vivos pouco sei
No padecer de um vírus que ataca
Em cada abraço, cada beijo, cada aperto de mão
Que tortura o corpo já sem falar na mente
A morte espreita em cada canto do mundo
Em cada esquina na escarpa que me fere os pés
Conta-me dos mortos que dos vivos pouco me lembro
Nesta aflição que enregela o meu canto ou o meu trabalho
Deste vírus mortal que ataca toda a humanidade
Conta-me dos vivos, que dos mortos esses não ficarão esquecidos
Na saudade que já deixam de tantas lágrimas perdidas
De um adeus feito a distância que sufoca a alma
Pois a esperança nasce todos os dias e a fé a todas as horas.

Inserida por Sentimentos-Poeticos

E se eu soubesse
Que era o último encontro
O último abraço
O último beijo
Nunca te deixaria partir
Dentro de mim

Inserida por Sentimentos-Poeticos

999

Invertido estão os valores humanos,
os meus continuam intactos,
“Dê a César o que é de César!”
mas o que é teu, continua mascarado.

Vejo profetas semeando o ódio,
regando cega obediência,
se rebelando corvos.
Florescendo falsas esperanças,
tons de verde em cores,
pobres frutos doentes,
que já nascem podres.

Talvez não compreendido,
mas nunca conformado.
É sempre tantas guerras,
falta de diálogo.
Pregam paz pelo caos,
que os mesmos criam.
Ceifando cada um,
que entre no meu rastro.

1999, 1 eu, 999 versões,
escolha difícil, “querubins ou cães?” .
Cânticos celestiais, belas orações.
Ego insaciável, não basta um,
deseja multidões.

Quem sou?
O quinto não relatado,
o selo não aberto.
Não sou Peste, Guerra,
Fome e nem Morte.
Sou àquele chamado,
arrematador dos incrédulos.

Nessa fábula ingênua,
não perco e nem ganho.
Acredita no que lê?
prazer, sou eu, seu arcanjo.

Inserida por DiMatheu