Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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GRANDIOSO

Tirei aquela máscara negra da cara
Mostrei-me humano
Comum, debaixo das farsas
Abri as portas do meu mundo.

Acreditando estar destinado
Ao amargo da realidade
Me fiz “feliz”, calado
Tragado por um sorriso de “verdade”.

Brindado eu fui com alguns sentimentos
E hoje “vivo”
Livre da ilusão dos tempos
“Morto”, mas vivo.

Inserida por GabrieldeSantana

CRIA-ME

Cria-me como seu
Me alimente, banhe e dê carinho
Ensina-me sobre algum Deus
Mostrando qual o caminho.

Faça-me feliz
Junte meus pedaços
Se eu cair não foi porque eu quis
Acolha-me em seus braços.

Ajuda-me ser alguém
Honesto, calmo, tanto faz
Me faça ver além
De algo chamado amor e paz.

Apenas cria-me.

Inserida por GabrieldeSantana

SANTA INSPIRAÇÃO

Ela só grita
Ignorando meu silêncio sagrado
Grita e me contagia com essa voz bonita
Desviando minha atenção para o seu chamado.

Ela dá vida para folhas em branco
Purifica e ilumina com sua doce presença
É gritado, mas é belo o seu canto
E encanta aos que aceitam sua existência.

Tão bela, tão breve
Não recordo de sentir algo tão puro
Uma virgem, a virgem de alma leve
O motivo de um ato absurdo.

Uma santa chamada inspiração.

Inserida por GabrieldeSantana

PROCURO POR UM POETA

Fui, sou, ainda irei
Ser um bom poema
Uma rima atravessada no seu verso.

Eu fui
Eu sou
Eu serei.

Um bloco de notas cheio
Cheio de rascunhos esperando um leitor
Disposto a me aceitar em seu leito.

Leia-me
Sinta-me
Reescreva-me.

Seja a mão correta
Me transcreva com outras palavras
Seja meu poeta.

Inserida por GabrieldeSantana

SONETO SOLENE

Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez
somente para lembrar os suspiros de tua ida
do silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez

Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida
pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez.
Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês
ano a ano e outro ano a recordação parida

Da saudade filial, que dói numa dor doída
de renovação amarga e de vil insipidez
que renasce na gelada ausência sofrida

No continuar, o vazio, traz pra alma nudez
chorada na recordação jamais esquecida...
Neste soneto solene: - a bênção outra vez!

Luciano Spagnol
julho, 2016
Cerrado goiano
Um ano de morte de meu pai.

Inserida por LucianoSpagnol

Que insônia! O sino da igreja já badala
O galo da vizinha o canto já embala
E o sol pela janela a noite ameaça!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Porém, se perde, também se ganha
Nas dores, se bate, também apanha
O próprio tempo que doutrina a gente

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez
somente para lembrar os suspiros de tua ida
do silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Quisera eu o dissabor fosse menor
que os dias tivessem só harmonia
acalmando meu coração tão aflito
e na convicção ter dito: obrigado!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O carreiro segui, aqui eu vou permanecer
lamuriando a solidão na saudade sediada
na alma, qual carro de bois, no seu gemer

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Oh! Alma conturbada, assim desolada
É tão pouca a tua fé, oh filho ingrato
Prende-te à esperança, sejas sensato
E a confiança em Deus, onde guarda?

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Podem ser loucos
Punks
Metaleiros
Ou simplesmente normais
Ser roqueiro
É vibrar com o riff da guitarra
O grave do baixo
O ritmo da bateria
Que arrepia
Contagia
Aumenta o som!
Let's rock all night

Inserida por Crysgrer

O Quintal

Pegue as rédeas de seu destino
e dome o animal arisco.
Olhe o horizonte com valentia
e chame de casa a terna figura do amanhã.
Regue o jardim, abra as janelas
e escolha as melhores cores para as paredes,
já que o futuro é o quintal dos nossos sonhos.

Inserida por purapoesia

UM ANO SE PASSOU, naquela madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...
Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças nós acolhia.

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Saudade em silêncio

Hoje a celebração é em lembrança
Da tua lacuna, forte é sua presença
Que no peito enflora em dor, lança
Que atravessa o amor, em sentença
Sinto falta neste silêncio, da aliança
Interrompida. Que a saudade lamenta
Reza, medita, e na fé, firme é a fiança
Pois, afeto de mãe não morre, ausenta!

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Aquele que abandona os seus genitores, abandona, também, a si mesmo.

Luciano Spagnol
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO PRO SONETO

Caro soneto, de refúgio confortante
Que traz na trama a rama do agrado
À lágrima, que na face tenha deslizado
Em dor ou ventura, por algum instante

A minha reverência o meu obrigado
Por tua canção com emoção vibrante
Que canta e encanta a todo o instante
Aos olhos leitores, ao belo consagrado

És acordes de fascinação em harmonia
Nas rimas a estima duma tal sabedoria
Que acolhe, afaga e nunca és obsoleto

Pois, em tua imortalidade, imortalizam
Os sonhos, os devaneios, que deslizam
Da alma, desembocando em ti: SONETO

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETOS PERVERSOS

Enquanto escrevo meus silêncios, mastigo
as angústias que esmoam os meus versos
desnudando cada face dos meus anversos
em espavento diversos e um tanto ambíguo

Traz paz e inquietação, e alguns reversos
camuflando a escuridão num manto amigo
criando uma solidão que conversa comigo
dos penares e ledices no viver dispersos

A poesia enflora e a ela o prazer bendigo
no ermo do âmago, dos sonhos submersos
e assim, vou metamorfoseado num abrigo

E nesta tal plenitude dos meus universos
a quietude em constância como castigo
feri a lira do poeta em sonetos perversos

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CERRADO

cascalhado
de ser árido

ressequido
de pó diluído

diverso
de ser disperso

encantado
a ser cerrado

no seu multiforme
enorme a fulgência
num misticismo, ambiência...

Luciano Spagnol
Julho de 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A nossa amizade
tem existência, eficácia e validade.
Talvez seja decorrente
de um negócio jurídico
bem feito e permanente…
muito benfeito para a gente!
Pois a nossa amizade
representa um contrato de verdade:
tem cláusulas de afinidade
sob o princípio da lealdade.
Tem objeto lícito, agente capaz
e um super acordo de vontade!
E não importa a forma,
prevalece nossa cumplicidade!

Nossa liberdade de se ajudar
se dá de ofício, de imediato,
porque nós cumprimos
a função sentimental do contato…
e de tanto contato pessoal,
nosso simples contrato
se tornou direito fundamental.

A nossa amizade
não tem condição, termo ou encargo.
A nossa intimidade
está livre de qualquer embargo.

Seja familiar ou afetiva,
toda legítima amizade,
é um seguro de vida
e um passaporte para a eternidade.

E não há lei que ampare
a nossa amizade
em alguma definição.
E se ela for inconstitucional
que se altere a constituição!

Uma verdadeira amizade
não prevê nulidade
relativa e nem absoluta.
Uma verdadeira amizade
torna-se propriedade
não resolúvel, é pedra bruta!

Inserida por RafaelClodomiro