Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
sobre os cansaços
pousados entre as narinas
suspirei clareiras e vi
vestidas de cravos
as flores dos teus olhos
soprei levezas
acolhi em pétalas
meu campo conhecido
o teu jardim ...
Oh! ouvido este que se amplia,
infinitos tons em ti acolhes,
quando a Vida em si permites ...
... ouves o Todo, sinfonia!
Outra manhã dos dias meus,
em que apenas agradeço
esta imensa paz e alegria
pela chance do recomeço...
Entre estrofes e versos
Poemas e poetas
Encontro homens imersos
Nestas vidas inconcretas
E para todos aqueles
Que alcançaram ou não suas metas
Negam então,
Para seus netos e netas
Que seria isso tudo, senão
O abstratismo das coisas concretas
A noite é sempre mistério, sombra a passear,
estranha e silenciosa, seguindo pelas vielas,
onde a muitos quer atormentar sem pena,
mas que seja deixada lá fora,
vamos olhá-la apenas pela janela,
há uma lua, sentinela na amplidão,
nesgas de luz escoam,
tenha-a como boa companheira,
siga tua noite sempre sem receio
enquanto dormes o teu sono sem fronteiras
PATETANDO
Pata, patinhas patota,
p'ra todas patacoadas...
Quinze quilos n'uma arroba
tanto peso por medida!
Tanta medida por nada.
As patas com suas passadas
passou por aqui, saiu por ai
patetando, toda pesada...
Com as patas sob a calçada,
com o bico a sorrir.
Antonio Montes
E a luz se fez no coração dos homens
transbordando o que "é", calando os lábios,
sustentando os passos e orientando os gestos!
Sou o que teu sopro traduz
no silêncio que me cobre
E na segurança do que só eu sei
em mim sou o inalcansável
aos teus dedos tão longe de ti!
No crepúsculo de um sorriso
o brilho de um olhar se faz presente
quando presente está a segurança
confiança dos passos em Verdade
vestida além das letras
afinal, são estas apenas reflexos
das noites acolhidas pelas manhãs
orvalhadas sintetizam a fluidez
sentimentos que são poesias
contornadas pelas sombras de um poema!
A América viu impérios nascerem e caírem.
Viu homens tomarem o poder de suas nações.
Tantas nações dessa forma viveram.
A América viu guerras, grandes guerras.
Viu homens com arco e flecha, machado e até bomba atômica.
Tantos dessa forma pereceram.
A América viu portugueses, ingleses e espanhóis.
Viu homens desembarcando em suas praias.
Tantos países dessa forma nasceram.
A América viu a mistura de civilizações.
Viu ameríndios, negros, latinos e anglo-saxões.
Tantas pessoas dessa forma cresceram.
A América viu o futuro.
Em meio ao nada
do lado macio de quem olha
um sorriso entre lábios
confirma em confiança...
O que se sabe
a verdade se estabelece!
A noite vai esplêndida...
...ao longe a vista céu de estrelas...
Praia... Mar. nada se vê...
Apenas o cheiro de chuva brisa de jasmim...
Há dessa imagem... o silêncio de mim...somente o
marulhar das ondas..
Qual voz que faz estremecer e que apaixona...,
Absorta e saudosa na minha varanda...
Pergunto-me: "Por que sofres? O que é essa dor desconhecida?"
E eu melancolicamente suspiro!
Queria que pensasses em mim...No júbilo selvagem
De uma noite assim...ardente...
Gostaria de ter naquele momento teu sorriso
Embriagado de amor e desvairado....a falar-me palavras de amor...
Na madrugada...
AQUELA PEDRA
A pedra do caminho,
já foi topada, colossal, filosofal...
Foi tabua das leis proibitiva de Moises
Escultura de Rodin
diamantes dos seletos anéis.
Foi crack pelo mundo inteiro
nas mãos dos desgarrados...
Tarraxas de pandeiro
em noite dos mal amados!
A pedra do caminho...
Nunca esteve no fim!
Foi diamantes dentro dos vidros
foi vidros, e quedar-se nas audições
dos fuxicos...
Foi dor e, infortúnio sob rins,
cachoeiras em quedas de rios,
asneira jogadas em mim.
Pelas mãos do menino... Foi jogada
sobre lagoa, para pular, e assim chapear
pela flor d'água, como piaba saltitante!
Nas mãos dos homens...
Foi muros muralhas,
torres de castelos, e cais da beira mar.
A pedra do caminho...
Já foi totens sobre a ilha dos Rapanui...
Paginas em muros de cavernas,
iceberg sob oceanos,
plano do crânio ingênuo
brincos nas orelhas dos esnobe
marcos no meridiano.
E sonhos de muitos ciganos!
foi bancos pelas praças do mundo
angolas como roupas do cavalo zaino.
A pedra no caminho...
Foi alerta do poeta
para mentes de ray ban escuro
foi o muro do roqueiro
para o mundo cheio de furo.
Antonio Montes
"Quem se mede em leito frio
morre à sede ao pé do rio!..."
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📜© Pedro Abreu Simões✍
facebook.com/pedro.abreu.simoes
Conjugue seus verbos na primeira pessoa do singular e siga suas ações. Ame, sorria, trabalhe, divirta-se etc...
A vida é isso : sempre em movimento é que a podemos sentir.
CÁLCULOS FARTOS
Lá vai os sentimentos fartos
com passos largos, aos ventos...
Assoviando um apito pelos trilhos,
e pelas margens enfeitadas de lírios!
E uns cris, cris... Desprovidos dos
atrevidos grilos.
Lá vão os sentimentos fartos...
Embalados pelos tics-tacs dos saltos
vão gastando sola, entortando costas
resecando os couros dos velhos sapatos.
Os ventos, dissipam-se pelas golas
sentimentos absoltos em sua dorsal
cálculos fartos, plano hospital
tudo tem ponto e fim, um dia...
A sua esperança,
n'outro , o amanhã de mim.
Lá vem os sentimentos inatos
trazendo cardápio, com seu preço,
gosto e gastos, todos fartos...
Assim como palavras rascunhadas
em seus frágeis guardanapos.
Antonio Montes
VERA
Em teu nome VERA, tem saber e muito mais...
Ser franca e sincera são sinônimos que seu nome traz.
A literatura já dizia:
Que entre russos na homilia, tu és filha de Sofia.
Vera que é fé, nascida da sabedoria...
Poema
Céu estrelado,
Estrela guia.
Coração enamorado
Revela sua magia.
Luz incandescente,
Clarão de luar.
Coração ardente
Pulsa sem parar.
Astro luminoso
No horizonte a brilhar.
Coração amoroso
No peito a vibrar.
Universo em sinfonia
Ecoa melodia.
Coração apaixonado
Sintonizado em poesia.
Espera
Oh! Estrela solitária
Na noite de solidão
Por que o teu silêncio fala
Se silente está o coração...
A poesia na inação se cala
Vazia está na inspiração
Não brada nada!
Deixe quieta a emoção
Vou deitar a saudade
No colo da afeição
Sem nenhum alarde
Sem noção e razão
Irei sonhar banalidade
Assim, na espera, nada em vão!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12/07/2015
Cerrado goiano
RECORDAÇÃO DRAGÃO
Quando a tarde cai e a distante saudade
entra em sena... A tristeza com suas
palmas, aborda o escuro denso da solidão
fazendo da noite... Um dragão voraz...
Com sua bocarra escancarada dragando
as migalhas do auto astral, articulando
o medo dorsal e expelindo as lagrimas frias
projetadas, ao ladrilho de um universo de...
Lamuria cálida e gemidos surdos.
Ali... Conselhos atirados ao ventos, ficou
perambulando em passado jovial...
Conselho esse, que se perdeu no tempo,
burlando a mistura de uma felicidade ilícita
e deteriorando a integridade de uma
vida integra. Ali... As hora passam com apatia
e a noite é a infinidade de sonhos com
reflexões de ensino antigos. Ensinos que,
agora perdido, voltam como flechas do
mal agouro despedaçando a coerência de um
coração traído pela intempestividade
sentimental. Agora... Ecoa pela noite
o cantar nítido do galo, cutucando os
sonhos com suas esporas pontiagudas.
A ansiedade avança pela ampulheta
da aurora, e o tempo navega para mais
um alvorecer. Renasce o dia, trazendo
com ele, um quadro com o reflexo
do sol, emoldurado a ferro, e mais uma vez
as muralhas farão parte de um horizonte
a sete chaves onde o tic-tac passa a ser
o maior sonhos do olho mágico.
Pela janela intercalada de sonhos e paixão...
a luz se faz consciente e medo acolhe o presente
... E mais uma recordação se faz dragão.
Antonio Montes
