Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Poda:

Era uma roseira diferente:
Seus espinhos brotavam para dentro
Ninguém os via
Ninguém os tocava
Ninguém os sabia
E a roseira, na tentativa de gritar
Abria rosas indescritíveis
Em noites de lua, sonhava podas
Todas bem rente ao chão
Mas ninguém a podava
Abriram espaço em seu jardim
Para que todos a contemplassem
Conheceu a solidão
Seus espinhos cresciam
A dilaceravam por dentro
A cada nova estação
E ela gritava dezenas de rosas
Uma lágrima em cada botão
Quando afagavam seu caule liso
Ela se contorcia de dor
Sentia os espinhos cravando
Queixava-se abrindo outra flor
Um dia, os espinhos já grandes
Formaram nódulos pelo seu corpo
Uma espécie de tumor
Cansada, não abriu flores
Podaram-na rente ao chão
E ela conheceu um pouco
Daquilo que é não ter dor
Quis mostrar uma folha ao sol
Mas a coragem faltou
Recusou a água
Recusou o adubo
Rejeitou a terra
A mesma terra que a criou
Ali desapareceu
E todo o jardim se abriu em flor.

Inserida por bibliografo

Mundo Melhor

Passamos prum mundo melhor
nas aulas do Lyceo Pytanga
dod'os alunos estudam muito
e ninguém aprende nada

Inserida por bibliografo

País Órfão

Breve anseio
Pela igualdade e prosperidade
Nunca alcançaremos
Enquanto necessitarmos de regime paterno
Onde os filhos da pátria
Não aprendem a pensar.

Inserida por FabioRodriguez18

PENAS E GUERRAS

O homem em busca de paz
Escolhe armas para lutar
O poeta em busca de mais
Recolhe as penas que os escreve poemas
Transforma em asas
Para voar.

Inserida por elis_barroso

O arco-íris é um presente divino,
que, no horizonte, ao longe nos seduz,
traz nas cores o brilho da eternidade
e a muitos sonhos nos conduz

Ah... sonhar é coisa de poeta
que faz versinhos ao léu,
mas saibam que ele tem por meta,
tocar o arco-íris e o céu...

Inserida por neusamarilda

na esquina do cerrado
com a sequidão
me perdi calado
me vi na imensidão
me tornei alado
na abstração
na poesia
na imaginação
da noite vazia...
Virei um sobrevivente
me vesti de fantasia
a lua tornou-se confidente
enquanto ruminava ousadia
de uma solidão presente.

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Maio, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Divino

Que aprendas a alimentar tua alma
Com a certeza de evoluir
A cada final do dia.

A sabedoria é uma grandeza
Feita de pequenos grãos;
É preciso se ter humildade genuína
Lapidada no peito para saber reverenciar
O instante quântico com extrema gratidão;
Pois, se há algo divino, é o momento.

Inserida por eliane_sgaria

Quisera poder abrir tua alma
Folhear as páginas da tua essência
Desvendar cada capítulo teu
Decifrar tuas metáforas
Sublinhando versos inteiros...
...Então me deleitaria em ti
Na leitura dos teus dias
Nos mistérios ocultos em cada verso
Não acrescentaria nada!
És uma obra perfeita
Bem acabada
À qual eu recitaria vezes sem fim
Até que saberia de cor cada parágrafo
Deste livro de poemas que és para mim!

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

Inserida por elisasallesflor

SONHO

Danço
Me distraio do mundo
Me solto, presa aos teus braços
Consciente da tua respiração morna
Entrecortada
A música ao fundo
Cadenciada
Nem sinto meus pés
Deslizo pelo assoalho
Voo por teus universos
Teu cheiro de âmbar
Alucinante... Cantante... Dolente...
Em ti bailo
Desfaleço
Sonho flutuante
Esqueço do mundo
Das dores do mundo
Em ti desfaleço
És tudo
Nesta dança em que me enlaça perco o tempo
Perco o siso e o juízo
Chego ao meu fim
Enquanto te faço meu eterno,
breve, recomeço.

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

Inserida por elisasallesflor

Teu cheiro inebria meus sentidos
Narcótico alucinógeno
Me deixa quente
Carente
Dolente
Dengosa
... À mercê do teu querer
Isso,
é tudo o que desejo!

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

Inserida por elisasallesflor

FANTASIAS

Ah, se tu chegasses
nesse instante chamado agora,
sem nada dizer me calasse a boca
de uma forma muito louca
com sua boca a me beijar!

...E vestisse a minha pele
com tua nudez a me roçar...
Bem passiva eu ficaria
Escrava de um só dono
Sussurrante, latejante,
rouca...

Sem nada pedir
Tudo entregar, tudo aceitar!
Eis meu devaneio mais profundo,
pertencer-te neste mundo,
tirar-te das minhas fantasias.

Me entregar sem reticências
( Inocente indecência)
Ao meu homem
Ao meu amante
Ao meu senhor.

Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)

Inserida por elisasallesflor

Vento... carinho
que despenteia os cabelos,
mal sabe ele que
da vida tentamos
desfazer os nós de novelos
que ela faz sem receio
sob fortes ventos emocionais
que muitas vezes...
nos deixam de joelhos !

Inserida por neusamarilda

CONSTRUÇÃO

Quero ser assim
Tal qual passarinho que constrói seu ninho
Um graveto por vez
Cada qual com seu tamanho
Uns fortes
Outros delicados
Pedacinhos de galhos que pareciam perdidos
Juntos viram ninho

Quero ser assim
Tal qual colcha de retalhos
Com tantos pedaços
Remendos
Que cresce aos pouquinhos

E sua beleza é trazer em si
Pedaços que não eram seus.

Inserida por elis_barroso

ITINERÁRIO

Hoje eu escolhi o caminho mais longo.
e deixei ser apenas um cisco
o objeto da minha distância.

Hoje eu quis ter asas e romper setembro.
como icaro querendo morada no sol .

Mas como fugir daquilo que levo por dentro?
se sempre me perco entre prédios famintos ,
engolidores de gente.

Com suas sombras gigantes
e suas solidões geométricas.

Inserida por moisesjdecarvalho

Abóbada celeste,
infinito tapete de estrelas
forrando a imensidão,
nela cintilam as luzes
que nos iluminam na estrada noturna
dos sonhos...

Inserida por neusamarilda

Nos cacos
do espelho
quebrado
você se
multiplica
há um de
você
em cada
canto
repetido
em cada
caco

Por que
quebrá-
-lo
seria
azar?

Inserida por pensador

Vento suave e frio que me embala, relento.
Esse escuro céu do momento, nubla-me,
traz-me ao que recordo seu alento...

Invade em mim uma nostalgia,
arregalo os olhos, olhos sem euforia
Vejo um passado que voou cinzento,
voou nas asas desse tempo.

Pra nunca mais voltar,
o que já foi por vir enganchou-se
lá em meus pensamentos, em papéis.
Pra ficar, alojou-se lá.

Vento que me embala, com suavidade,
faz em meu sangue
Pulsar saudade.

Inserida por lucas_santos_19

PARTIR P'RA EXISTIR

Eu vou sair por ai...
Vou daqui, e vou sumir!
eu , vou, partir...
Vou existir! Vou existir!
sem mim, sem ti.
Em fim... Antes que,
chegue a minha hora,
vou embora...
Vou embora desse mundo,
vou-me ir disso aqui!
Vou viver sem apavora,
de tudo que me faz ouvir.
Eu vou partir,
mesmo sem rir
Eu vou partir, p'ra existir.
Vou lhes tirar da tomada,
desequilibrada
desligar-te dos volts dos choques
e se a bússola não dê norte,
então pego o meu capote
e vou existir, longe daqui.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ACABADO

Sem dinheiro, estou solteiro
absolvido do meio...
Vou marchando,
sob o peso do meu arreio.
Sem dinheiro... Sou um jogo,
um jogo desprovido dos ouvidos,
entre sopapo, e sinal destecido.
Sem dinheiro...
Sou um tiro p'ra escanteio
passos descalços,
sentimentos baixos
imprensados, sob peso de saco.
Sem dinheiro, sou...
Barriga colada nas costas
fome comandando um tic-tac
de uma fraca horta.
Sem dinheiro...
Vou pelo caminho em passos fracos
ventos espanando minhas lagrimas
galgando a minha sombra,
que a tarde se distancia de mim...
Levando meu saco de esperança
me aproximando do fim.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Rotina
“Bom dia,
Mais uma manhã se inicia,

O sol no céu e a polícia na periferia.

Helicópteros sobrevoando e as crianças pra escola caminhando.

Seis da manhã vocês não querem nem saber

O que pode acontecer? Só Deus pode saber.

Na prece de cada um “que eu não seja mais uma vítima, amém”,

A culpa é do governo que não enxerga o que há além,

Há amor e luta, sobreviver aqui é maior loucura.

O bandido vende seus bagulhos pelas de cem, mas os políticos lá do Plenário lucram também.

A TV ensina que somos maus: as pessoas de cor, os gays, os favelados etc e tal.

Não nos querem nas praias, não nos querem na Zona Sul,

Mas se eu der calote, chego até em Istambul.

Polícia, pare de nos matar porque é moda! Na hora cês não pensam, mas tudo que vai, volta.

Polícia do Estado é o veneno. Por que fazem isso com a gente? Não compreendo.

Tô cansado, tô exausto de ser tratado desigual por ser favelado.

As pessoas daqui não merecem seu respeito? Tô cansado de ignorarem nossos direitos.

Parem de nos matar, eu imploro, só queremos respirar!”

Inserida por brunodacham