Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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DE MODO ALGUM

As imperfeições, disfarço-as

Os enganos, desfaço-os

Os nós, desato-os

A morte é um desacato!

Inserida por demervalmoreno

VIVENDO E DESAPRENDENDO

É quando a gente cresce que percebe o que perdeu

A inocência cheia de tintas

A juventude impregnada de cores

A crença despedaçada

A criança desperdiçada

Culpa dos absurdos

Inserida por demervalmoreno

Sou Tiago Suil estou aki pra te ver a sorrir,
então junta-te a este Coletico e vais conseguir,
alcançares aquela porta e poderes abrir.

Inserida por TiagoSuil

Em meio a sentimentos inexplicáveis
Sonhos, realidades...
No compasso do tempo
Na sinfonia dos pensamentos
Nos acordes da vida...
No odor dos humores
Na alegria, nas dores
Calados rumores
Como o perfume das flores
Exalados em poesias...

Inserida por JulianaGuedesSilva

Estou adormecido
Mas meu sonho n é eterno
Qq hr eu acordo
E saio desse inferno
Prq estou aqui?
Quem criou isso p mim?
N vejo a luz do dia
Aqui é sempre inverno.
Na vrdd eu já sei
Foi aquele homem de terno
Q come o bolo inteiro
Pra mim só o farelo.

Oh gigante adormecido
Até quando ficarás deitado
No berço esplêndido inanimado?
É td o q ele almeja
Tua inércia é a sua fortaleza!
Mas um dia irás perceber
Que de ti emana o poder
E mudaras tua conduta
Homem de terno agr escuta:
Verás q um filho teu n foge à luta!

Inserida por Phsarcanjo

Chega!

Preciso voltar ao mundo,
que pertenço, que existo, que respiro.
Preciso andar descalço nas sendas
sem perigos do sitio da avó.

Preciso dos sons, poemas, lágrimas
que a solidão moldou.
Transforma o coração de um homem em barca grande.

Preciso sumir de tais sombras,
levar minha face a um canto oriundo.
Tirar o choro profundo que afoga meus sorrisos.

Inserida por nelmarques

Acabou...

Acabou.
A luz, a vela, o arroz.
Ainda existe fome.
A roupa suja está.
A doença abraça o corpo do cachorro pobre e magro.
O meu também.
A vontade de vencer até a pia.
O copo d’água já não sai do cano.
Na dor de não ter planos, metas, sonhos...
Quando aparece o choro,
mato a sede com agua de mar.
A ausência do pai é o inferno.
O excesso de Deus é loucura.
De tão sábio, pirar não demora,
pela hora, pela hora.
Acabou o gás, a água o lençol.
Só a fé persiste.
Ela queima em minha fonte.
As palavras que possuo são presentes,
de almas que precisam ser ouvidas.
Sou apenas a caneta que vai e vem no papel.
Mataram o poeta, ficou a tinta,
com marcas de um choro incompreendido.

03/04/07

Inserida por nelmarques

Com você ao meu lado.


Talvez devêssemos rever,
Nossos sonhos que adormecem sós.
Procurar nos sinais do dia,
chances onde só exista lembranças.

Precisamos olhar nos olhos
e não cair nada de dentro.
Lutar com a luta branca da paz,
de ganhar o troféu ao seu lado.

As montanhas nos deram seu ar puro,
o mar, braças de caminhos e ondas.
Nos ventos, armamos nossas asas
e nas cavernas, fogueiras e calor.

Venha fazer parte de mim.
Novamente sorrir ao sol.
De dia e de noite tudo igual,
amor, mais que natural.

Sozinho, sempre acompanhado,
de sua lembrança boa,
violão com vinho e amigos,
destino traçado com carinho.

Pessoas vem e vão
Procurando ávidas o que encontrei.
Na manhã lhe preparo o café
e tudo novamente recomeça bem,

com você ao meu lado.

Inserida por nelmarques

DESATINO (soneto)

Ó melancolia do cerrado, a paz me tragas
Solidão em convulsão, aflição em rebeldia
Dum silêncio em desespero, e irosa agonia
Ressecando o coração de incautas pragas

Incrédula convicção, escareadas chagas
De ocasos destinos, e emoção tão fria
Do horizonte de colossal tristura sombria
Que rasga o choro em lacrimosas sagas

Ó amargor do peito engasgado na tirania
Duma má sorte, e fatiadas pelas adagas
D'alma ao léu, tal seca folha na ventania

Pra onde vou, nestas brutas azinhagas
Onde caminha a saudade na periferia
Do fatal desatino em pícaras pressagas?

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

O RANCHO

Uma casa bem pequena
com janelas p'ro terreiro
orações sem ter novena
notas simples de um poema
banho de sol ventos inteiro.

A fumaça do seu café
cheiro do fogão de lenha
radio de mesa antena
interior da casa pequena
simplicidade ali é plena.

Uma casa, sim, pequena
calma chuva no oitão
reina a calma serena
poça d'água, vento pena
molhando o coração.

É lá no vale da serra
bem no centro do sertão
o natural por lá impera
o cheiro é como fera
espantando a solidão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

VELHOS SAPATOS

Meus sapatos velhos
de couro secado
aperta meus pés
por todos os lados.

Já não tenho careta
nem rugas na testa
até tento andar certo
mas o couro infesta.

Meus sapatos velhos
contem certo cheiro
me dá uns apertos
me doendo inteiro.

Causa dores no cravo
e frieiras nos dedos
arranca-me sorriso
pra manter o segredo.

Antonio montes

Inserida por Amontesfnunes

MINHA MEDIDA

Você...
É a minha medida sem peso
estou vesgo, fico teso
com peso do meu querer.

Te tenho em alto estima
minha jarda, minha rima
gravitacional da minha sina.

Instrumento, que me eleva pra riba
fada repleta de beleza,
tu és a flor da minha medida.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

EVENTO CHATO

O João do pato
já muito fraco...
Caiu no buraco.

Foi grande o sopapo...
As penas do pato,
n'aquele evento chato
ficaram no saco.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A vida e tão breve
Quanto a um dia
A noite tão tardia
Quanto à morte
A morte tão curta
Quanto a um sonho
Mas vem o amanhecer
Para o despertar
Repleto de luz
Pleno em vida
...eterno...

Inserida por Wellingtonr

Em Que pensamento estou eu
Entre o mar das infinitas percepções
Entre o pensamento em que estou à procura
Mais não consigo encontrar o pensamento que esta a deriva
Perdido no mar das ilusões entre a morte e a vida
Carrega em si a solidão pronta para ser encontrado
Entretanto descontrolado nas ondas do mar encantado
Que só em mim pode ser achado
Na escolha do ser ou não ser pode ser eu a questão?

Inserida por Wellingtonr

SENTIMENTO PRESO

Como passarinho...
Me prende na gaiola, só para ouvir
o meu cantar, e eu canto.
Em troca, você...
Prende-se em mim,
me dá: Comida, água,
vontade de ser livre, e voar,
e você, quando vai se soltar?

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CIDADES

A mim restou falar das cidades que vivenciei
As cidades que estão vivas dentro de mim
Cantarei lembranças de Campina Grande
Voltarei à São Luiz do Maranhão
Subirei montanhas em Belo Horizonte
Andarei pelas ruas de Carolina
Viajarei mais a Palmas, e
Escreverei daqui da Araguaína.

Espaços soltos na memória
O redemoinho do tempo vai liquidificando-as

E o Gomes, de Palmas
Agora sobe montanhas em Belô

Augusto dos Anjos faz versos escatológicos
Nas ARNES de Niemeyer
Otávio Barros dança um reggae
Na ilha do amor
Drummond dorme próximo ao Lago Azul

As cidades dançam
Os nomes seguem o ritmo
Confundem-se
Eu modifico as cidades
E permaneço...

A mim,
restou-me falar das cidades
..Das cidades

Inserida por edsongallo

POEMA PREGUIÇA


Huumm! ... Ufa! ... ufa! ... ufa ...
Puf! ... Puf! ... Puf ... Huumm! ...
Uuuuaahh! Ufa! ... Puf! ... Huumm!
Boa Noite !

Inserida por edsongallo

FLOR

É preciso mais que uma flor
Para expressar a solidão que o
Teu silêncio causou em mim

Por instantes alguma coisa floresceu
No chão agreste de minha vida
Um inverno de lágrimas inunda meus olhos

O que restou do meu jardim eu recolhi
Num vaso
Uma rosa
Sem espinhos
Sem sépalas
Uma rosa vermelha de pétalas frias
Como a chuva que você fez chover em mim

Nem essa flor consegue expressar
A solidão que teu silêncio deixou em mim.

Inserida por edsongallo

SUFIXO LETAL

AR ÁGUA COCA
INA AR ÁGUA
INA NA DROGA
A R A G U A I A!
UAI! NA ÁGUA
GUARANÁ INA
ÁGUA AR ÁGUA
AR AGUA INA
A R A G U A Í N A

(Homenagem à Haroldo de Campos,
Augusto de Campos
Décio Pignatari “Poetas de Campos e espaços”)

Inserida por edsongallo