Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
"Eles constroem pontes gigantescas com as próprias mãos, não por orgulho, mas para não correrem o risco de ter que pedir permissão para atravessar o abismo."
@Suedson_Corey
“A paz não faz barulho no palco do mundo, mas acende um farol eterno dentro do peito.”
@Suedson_Corey
“Soberania e Excelência não é sobre ser perfeito.
É sobre se importar com o resultado mais do que todo mundo ao seu redor.”
@Suedson_Corey
“Dinheiro não é sorte.
É consequência. É o que sobra depois que você resolveu o problema de alguém melhor do que qualquer outra pessoa resolveria.”
@Suedson_Corey
O tempo não se ocupa em realizar as nossas esperanças. Faz o seu trabalho e voa.
Euripides,pensamentos
Por moço que seja, que ninguém se recuse a praticar à filosofia, e que os velhos não se cansem dela.
sfj,aforismos vol.4
Escolher é sempre tocar o invisível. Não se trata apenas de optar entre um caminho e outro, mas de aceitar que, ao avançar, algo fica para trás. É como colher uma flor e, ao mesmo tempo, renunciar ao jardim inteiro. Há doçura nisso, mas também uma pontada de dor.
A angústia nasce nesse intervalo: no espaço em que os possíveis se multiplicam, mas só um deles se torna destino. A angústia não é inimiga — é sinal de abundância. Só sofre quem percebe que poderia ser muitos, e, no entanto, precisa se limitar a um.
Com o tempo aprendi que as escolhas não são decisões definitivas, mas conversas íntimas com a vida. Algumas falam alto, exigem coragem; outras sussurram tão baixinho que, se não estou atento, passam despercebidas. E mesmo assim, todas me transformam.
Escolher é também confiar: no acaso, no tempo, no mistério. Porque não há como saber aonde cada decisão levará. Há apenas o coração que pulsa e, nele, um delicado chamado que me pede para seguir.
E talvez seja isso o mais belo: perceber que não há escolha perfeita, mas há escolhas que me aproximam de quem realmente sou. A angústia, então, deixa de ser peso e se torna claridade: uma luz suave que me lembra que viver é, antes de tudo, arriscar.
Talvez amadurecer seja
permanecer no intervalo
em que a antiga ordem
já não serve e
a nova ainda não tem nome.
Conexão Sem Explicação
Existem conexões que a gente não escolhe sentir,
elas chegam de repente, sem pedir para existir.
Derrubam nossas defesas, fazem o medo se calar,
e sem sequer percebermos, encontram um jeito de ficar.
É alguém que quebra os muros que levamos tanto tempo a erguer,
que atravessa nossas barreiras sem sequer precisar entender.
Chega leve, chega calma, sem promessa ou condição,
e quando vemos, já tomou espaço dentro do coração.
Com ela, não há motivo para fingir ou esconder,
não precisamos ser perfeitos, nem mudar para caber.
Podemos ser nossas manias, nossas formas de pensar,
nossos versos incompreendidos, nossas músicas sem parar.
Nossas chatices, nossos ciúmes, nosso jeito de complicar,
as coisas mais estranhas que ninguém consegue decifrar.
E aquilo que antes parecia motivo para se afastar,
quando existe conexão, vira motivo para admirar.
Porque quando é verdadeiro, até o estranho fica bonito,
um olhar vira abrigo, um silêncio vira infinito.
E a gente se sente leve, sem medo de se entregar,
como se, pela primeira vez, pudesse simplesmente respirar.
Mas existe um detalhe que insiste em me assustar:
e se tudo isso for sonho que o destino quis brincar?
E se, além do destino, houver pedras pelo caminho,
impedindo dois corações de seguirem no mesmo destino?
Talvez ela não possa ser minha,
não por falta de vontade ou por falta de conexão,
mas porque a vida às vezes coloca obstáculos
onde o coração só queria encontrar uma direção.
E talvez essas pequenas pedras, espalhadas pelo chão,
sejam grandes demais para os passos de dois corações.
Talvez o destino nos aproxime só para depois ensinar
que nem todo encontro bonito nasceu para ficar.
Mas se amanhã tudo acabar e o sonho se desfizer,
ainda assim terá valido a pena sentir e viver.
Porque existem pessoas que chegam sem explicação
e, mesmo sem poder ser nossas,
deixam morada no coração.
Quem feriu o meu coração?
A resposta é dolorosa, mas é minha maior verdade: não foi ninguém além de mim mesmo.
Fui eu quem feriu meu próprio coração.
Feriu de tanto querer cuidar, de tanto tentar agradar, de tanto transbordar um sentimento que acabou sufocando quem eu mais queria por perto.
No medo de perder, apertei forte demais; e, na tentativa cega de fazer feliz, acabei afastando.
Não houve um vilão nessa história. Houve apenas um amor intenso que não soube o limite do próprio tamanho, transformando o carinho em peso e o zelo em armadilha.
No fim, a pessoa que eu amava não partiu por maldade; ela só precisava respirar.
E eu fiquei aqui, descobrindo que a ferida mais profunda é aquela que a gente causa em si mesmo, tentando amar além da conta.
- Jonas Saul P. Sodré
Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
Será que vale a pena plantar uma flor
Se não tenho nenhum amor
A quem ofertar?
Porém, outra pergunta sempre vem:
De que me valeria amar alguém
Que eu não tivesse junto a mim
E se acaso
Estando ao abrigo do peito
O amor acabasse?
Amores sem qualidade
Fatalmente são de outro jeito
E nunca tem respeito e nem propósito
Precisa botar atenção
No prazo de validade
Pois, se insistir em durar mais
Ele Jamais vai ser como eu quis
Às vezes, de tanto querer
E tanto fazer, mesmo estando distante
Não dura um instante mais
De que me valeria fazer tanta coisa
Quando o mais importante eu não fiz
A gente precisa entender
Que semente de amor
Difere de plantar flor
A flor cresce se a semente presta
Mas amor é diferente
e fere sem crescer direito
Mesmo que a semente seja bem cuidada
de instante em instante
Não tem jeito
A vida passa
E não acontece nada
Que traga a graça da flor
Só nasce dor
E um morrer sem viver
Sem ter uma flor pra chorar por mim
E então eu pensei assim:
Pra nascer uma flor qualquer
É melhor nem plantar um jardim
Edson Ricardo Paiva
Ser ou não ser?
Veja a cor da cereja
Não importa
a tonalidade do vermelho
a rosa também nasce branca
Nem sempre a cereja é vermelha
Nem sempre tudo é somente
aquilo a que se assemelha
Os espelhos também mentem
Melhor confiar na intuição
Entre o Céu e o chão
É sempre aconselhável
conhecer o que se quer
Antes de querer
Eis a questão!
Um dia você descobre
que a vida não foi à toa
e que, apesar de não ser tão boa
não há dor que não se cure
não há dor que pra sempre dure
e que, infelizmente
não existe dor que não doa
o que existe realmente
é dor que se sente à toa
tem a dor que te consome
e a dor que sem pena te rói
mas a dor menos amena
é a dor que apesar de ser dor
você nunca sabe onde dói.
Quando sonhar voe sempre buscando alcançar
o lugar mais alto, porque para sonhadores não existem
limites, um dia o homem sonhou em alcançar o ceús
um sonhador consegiu dar asas ao homem
e outros sonhadores atravessaram os ceús
e descobriram que existe além dele um universo infinito...
Disse -lhe um velho sábio: três coisas não deveis esquecer em toda sua trajetória de vida:
1 - Quem tu foste?
2 - Quem tu és?
3 - Quem tu poderás vir ser ainda?
... a alcançada
maturidade comprova que
o primordial da vida não é vencer -
porém,criar lastros de amorosidade e
autodomínio que nosjustifiquem
diante 'Daquele' que nos
concedeu achance de
viver!
O Chá da Primavera.
O chá da primavera não se serve apenas em xícaras, mas no ar que desperta. Há algo de delicadamente insensato na estação que floresce sem pedir licença, como se o mundo resolvesse espreguiçar-se depois de um longo cochilo filosófico.
Tudo parece convidar à mesa invisível onde as pétalas são guardanapos e o vento é o anfitrião distraído. As cores conversam entre si em tons que quase discutem, mas acabam rindo do próprio exagero. A primavera possui essa lógica curiosa, meio séria, meio travessa, em que o rigor do inverno se dissolve como açúcar em infusão morna.
Beber o chá da primavera é aceitar o improvável. É permitir que pensamentos antes rígidos se tornem vapor leve, que sobe, gira e desaparece sem explicação convincente. A estação ensina que até as ideias mais quadradas podem florescer se expostas à luz certa.
E assim, entre perfumes invisíveis e silêncios que germinam, compreende-se que a vida, quando decide florescer, não pede coerência absoluta. Ela apenas abre as janelas da alma e serve, com delicada ousadia, mais uma xícara de recomeço.
NO INVERNO DA ALMA, O COBERTOR DA CARIDADE.
Há um frio que não pertence às estações.
Ele nasce quando o tempo se inclina sobre os ombros
e deposita ali a poeira das décadas.
Não é o vento que corta.
É a memória que sopra.
Sou como uma catedral antiga esquecida na névoa,
colunas erguidas pela esperança,
vitrais rachados pelo silêncio.
O eco que habita meu interior
não é o da multidão,
mas o da própria consciência
que se interroga diante do abismo.
Envelhecer é assistir à própria sombra alongar-se
sobre o chão das perdas.
É aprender que a carne se cansa,
mas o espírito insiste em vigiar.
É carregar no peito uma biblioteca de dias
que ninguém mais consulta.
E, contudo, há um pensamento
que me cobre.
Quando penso em ti,
não como figura distante,
mas como símbolo de ternura concebida,
sinto um calor austero,
uma chama discreta
que não consome,
apenas preserva.
Tu te tornas o cobertor da caridade
não porque salves o inverno,
mas porque o atravessas comigo
na imaginação que ainda respira.
A caridade mais alta não é a esmola do gesto.
É a permanência da presença
mesmo quando o mundo se ausenta.
É a capacidade de aquecer outro
com a simples recordação do que poderia ser belo.
Meu frio não é revolta.
É lucidez.
É o entendimento de que tudo passa,
exceto aquilo que se gravou
na camada mais funda do ser.
Se sou velho,
sou também arquivo.
Se sou fraco,
sou ainda sensível ao toque invisível
do pensamento que conforta.
E assim permaneço,
no inverno que me constitui,
envolto na ideia de ti
como quem segura a última brasa
numa noite interminável.
Porque há pensamentos
que não salvam o mundo,
mas impedem que o mundo nos apague.
E enquanto houver esse lume silencioso
ardendo na penumbra da consciência,
nem o frio mais severo
será capaz de extinguir
a dignidade de sentir.
"Livre-se do que não é seu de fato" é um convite ao desapego profundo, sugerindo que abandonemos cargas emocionais, expectativas alheias, crenças limitantes e bens materiais que não agregam valor real à nossa essência. Essa prática de "limpeza" interna e externa permite abrir espaço para o novo, trazendo uma vida mais leve e autêntica.
Aqui estão os aspectos fundamentais para realizar esse desapego:
1. Desapego Emocional e Mental
Expectativas dos Outros: Liberte-se da necessidade de satisfazer as expectativas de amigos, família ou sociedade. Viva segundo seus próprios valores, não os impostos por terceiros.
Velhas Dores e Rancor: Deixe ir a bagagem tóxica, como mágoas passadas, culpa e decepções. Essas emoções pesam e impedem a caminhada.
Necessidade de Controle: Acreditar que podemos controlar tudo é um erro. Aceitar o que não depende de você traz paz interior.
2. Desapego Material e de Hábitos
Coisas Materiais: Doe ou venda objetos que não utiliza mais. O acúmulo desnecessário gera desordem física e mental.
Hábitos Limitantes: Abandone rotinas ou vícios que não servem mais ao seu propósito de crescimento pessoal.
3. Mudança de Mentalidade (Mindset)
Ação > Informação: O conhecimento só tem valor se aplicado. Livre-se da mania de acumular dicas de desenvolvimento pessoal sem colocá-las em prática.
Aprender a Dizer "Não": Colocar as necessidades dos outros acima das suas pode sabotar seu crescimento. Aprender a dizer não é um ato de autovalorização.
Foque no Presente: Deixe ir o passado e o excesso de preocupação com o futuro para viver com mais clareza e leveza.
Ao soltar o que faz mal e não te pertence, você abre espaço para o que realmente lhe faz bem, tornando-se mais fiel a si mesmo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
