Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Ser diferente em um mundo que copia tem um custo que não aparece na etiqueta, mas pesa na rotina. A sociedade opera em modo reprodução automática: tendências são replicadas, opiniões são recicladas, personalidades viram moldes prontos para consumo rápido. Quem rompe esse script deixa de ser confortável. E tudo que desafia o padrão primeiro é questionado, depois criticado, às vezes isolado. A diferença incomoda porque expõe a fragilidade da cópia; ela revela que é possível pensar sem manual e agir sem plateia.
O preço começa na solidão estratégica. Nem todo mundo acompanha quem decide sair do piloto automático. Há olhares atravessados, comentários disfarçados de conselho e tentativas sutis de enquadramento. Ser original exige sustentar a própria identidade quando o algoritmo social empurra para a homogeneidade. É mais fácil repetir do que criar; repetir gera aprovação instantânea, criar gera resistência inicial. E é justamente nesse intervalo entre a estranheza e o reconhecimento que muitos desistem.
Mas há um outro lado desse custo: autonomia. Quem aceita pagar o preço da diferença conquista algo que a cópia nunca entrega; Autenticidade. Não é sobre rebeldia vazia, é sobre coerência interna. É alinhar discurso e prática, mesmo que isso reduza aplausos. No fim, o mundo que copia pode até rir primeiro, mas inevitavelmente observa depois. Porque toda transformação começa com alguém que suportou ser estranho antes de ser referência.

"A Flor que Esqueceu de Chorar"

Trabalhar tanto
que não dá tempo de sentir as próprias dores.


A rotina me mantém de pé,
mas talvez seja justamente ela
que não me deixa perceber
o quanto estou cansado de permanecer.


Dizem que água faz a flor crescer,
mas se uma flor recebe água demais,
ela não fica mais bonita.
Ela morre.


E talvez eu esteja assim:
recebendo demais,
fazendo demais,
carregando demais,
sem nunca ter tempo
de simplesmente ser.


Não sentir minhas dores
me tira a oportunidade de chorar,
de gritar,
de colocar para fora
tudo aquilo que ficou preso
no fundo de mim.


Porque a dor não desaparece
só porque tenho compromissos.


Ela continua aqui,
quieta,
me corroendo por dentro,
enquanto eu respondo mensagens,
cumpro horários,
trabalho,
sorrio
e digo que está tudo bem.


Mas não está.


E talvez tudo que eu precise
seja um momento sem obrigações,
sem pressa,
sem precisar ser forte.


Um momento para parar,
respirar,
chorar tudo aquilo
que eu não tive tempo de sentir.


Porque até uma flor precisa de tempo
sem receber água
para continuar viva.


E talvez eu também precise
de um pouco de silêncio
antes que todo esse excesso
me faça morrer por dentro.

⁠Eu não assisto mais. É uma perturbação a minha ordem cósmica!
O Brasil mergulhado no caos e essa senhora babilônica só incendiando.

(Comentário que fiz no Facebook sobre a rede globo).

⁠Eu não sou obrigada a nada.
Não sou obrigada a concordar.
Não sou obrigada a aceitar.
Não sou obrigada a conviver.
Não sou obrigada a desistir.
E também não sou obrigada a permitir que pessoas venham ditar normas sobre a minha vida. Sobre o que faço ou deixo de fazer.
Com quem gasto meu dinheiro ou meu tempo.
Sobre quem eu escolhi para amar ou desamar.
Não sou obrigada a ver com bons olhos ironias sobre se sirvo ou não para alguém.
Eu realmente, não sou obrigada!

⁠Bom diaaaa! Mesmo que a esperança pareça não esperar mais nada, um novo dia é sempre uma nova chance de fazer tudo diferente. Ter um novo recomeço. Não tem quer ser agora. Só tem que se permitir recomeçar. Shalom!
Emília Bôto

Deus, se não for para mim, tira de mim esse querer.
Se a minha vontade não estiver alinhada à Tua, por que permitir em mim um desejo em vão?


Quero seguir a Tua vontade e os Teus propósitos para a minha vida. Se estás a me preparar, não permitas que nada me desvie do Teu chamado nem do destino que me reservas.


Socorre-me, meu Senhor. Que a Tua graça, a Tua bondade e a Tua misericórdia me alcancem antes que eu me perca em meus próprios desejos.


Se for Teu, confirma.
Se não for, aquieta meu coração.
Mas, acima de tudo, não me deixes caminhar longe de Ti.

Eu não sei sentir sem sentir muito.
Não sei querer se não for por inteiro.
Não sei ser, se for para ser pela metade.


Carrego intensidade até no silêncio, verdade até no que calo, entrega até no que temo.


Por isso me pergunto: por que me invades?
Se sabes que, quando entras, nada em mim permanece raso.
Tudo transborda. Tudo ganha nome. Tudo pede permanência.


Porque em mim, o pouco nunca soube morar.

Enquanto existo só em mim, carrego duas vontades: a de morrer… e a de viver de verdade. Não apenas passar pelos dias, não apenas respirar por obrigação, não apenas sobreviver. Quero tudo o que a vida ainda me permite tocar, sentir, descobrir e construir.


Mas há também essa desistência silenciosa, que tantas vezes me faz abrir mão de tudo antes mesmo de tentar. Uma força escura que me convence a parar, a recuar, a aceitar menos do que minha alma deseja.


Que morra em mim essa desistência. Que cesse esse hábito de abandonar sonhos, caminhos e a mim mesma. Porque não nasci para apenas suportar os dias. Nasci para habitá-los.


Enquanto travo essa batalha invisível, sigo sobrevivendo um dia de cada vez. E às vezes isso já exige uma coragem imensa. Há dias em que levantar é vitória. Há dias em que continuar respirando já é resistência.


Mas no fundo de mim ainda pulsa algo que não se rendeu. Uma centelha que insiste em querer mais, em querer vida inteira, em querer verdade.


Talvez seja por ela que ainda sigo aqui.
E talvez seja ela que, no tempo certo, me ensine a viver — não só existir.

A bondade é a mais bela linguagem do universo.
Ela alcança lugares onde palavras não chegam, toca feridas invisíveis e devolve luz até aos dias mais escuros.

Deus é bom, todo o tempo.
E o tempo todo, Sua bondade continua encontrando formas de nos lembrar que ainda existe beleza, cuidado e propósito mesmo em meio ao caos.

Olha pra mim.


Olha para o que me tornei ao longo desses três anos. Não para alguma versão antiga de mim, nem para expectativas guardadas em alguma gaveta do passado. Olha pra mim, agora. Nos meus olhos. No que existe diante de você.


Percorre com calma a textura do que venho me tornando. Passa os olhos pelo meu corpo, pelo meu semblante… e não se assusta.


Quero que me decifre. E eu não tenho dificultado a tua leitura. Estou aqui, me revelando inteira, com falhas, cicatrizes, vulnerabilidades e verdades que nunca souberam mais se esconder.


Olha pra mim.


Entra pelos meus olhos e percebe o que a tua ausência causou em mim. Tenho queimado por ti em silêncio há tanto tempo… Me toca, não só com os olhos.


Olha pra mim e vê se consegue enxergar o tamanho do que te guardei, de tudo o que ficou aqui, apertado no peito, esperando um lugar para existir.


Estende as tuas mãos e me puxa pra junto de você. Me sacode. Baila comigo. Me faz sentir que ainda existe espaço para nós em algum canto do teu caos.


Olha pra mim e vê se consegue se enxergar, nem que seja um pouco, ao meu lado… nos teus sonhos, nas tuas vontades, nos teus dias distraídos.


Vê se eu caibo aí, nessa tua bagunça bonita. Me encaixa. Me ajeita. Ou simplesmente me permita encontrar abrigo em ti.


Mas, antes de tudo… olha pra mim.

Hoje não estou muito bem.


Há um barulho dentro de mim que ninguém ouve. Por fora, tudo parece seguir seu curso. Por dentro, os pensamentos se atropelam, as lembranças se misturam e o coração tenta organizar um caos que não cabe em palavras.


Carrego o peso de tudo o que precisei esconder. Das emoções que foram empurradas para as gavetas da alma porque não havia tempo para senti-las. Das sombras que aprenderam a morar em silêncio, atrás de portas que eu mesma fechei para conseguir continuar.


A noite sempre parece saber onde essas portas estão.


O frio toca o que passei o dia tentando aquecer. E, enquanto o mundo desacelera, minha mente percorre corredores que eu gostaria de evitar. Luto para manter tudo em equilíbrio, porque hoje não posso me permitir cair. Há responsabilidades, há caminhos que ainda precisam ser percorridos.


Mas sentir não pede licença.


Mesmo tentando seguir, eu sinto. Sinto o peso, o vazio, a exaustão de quem passou tanto tempo sustentando o próprio mundo que já nem sabe mais como descansar.


Talvez amanhã tudo pareça um pouco mais leve. Hoje, porém, só consigo admitir que existe uma batalha silenciosa acontecendo dentro de mim.


E, mesmo cansada, continuo caminhando.

E nesse dia descobri que não me faltava nada.
Compreendi que Deus, desde sempre, havia me dado tudo que eu precisava na vida...
Ele me deu um coração totalmente disposto a aprender a Amar.

⁠Não sou perfeita, mas sou autêntica. Aceito minhas fases, versões, imperfeições e celebro minhas peculiaridades.
Afinal, são elas que me tornam única.
Não sou nenhuma cópia, mas uma obra-prima original, que nem sempre agrada a todos e, tudo bem!

Se você chegou num ponto da sua vida que não confia em ninguém, que acha que não existe amizade, que não tem com quem contar ...Pare e pense ...Será que o problema está no mundo?! Tem gente que passa a vida olhando o próprio umbigo e um belo dia se descobre sozinho.
Bondade se faz diariamente, amizade se cultiva com o tempo, para contarmos com os outros precisamos nos doar e para ser lembrado por alguém precisamos lembrar dos outros ...Pare de reclamar do mundo faça sua parte !!!
Assuma sua responsabilidade assim não terá quem culpar...

A CRIANÇA INTERIOR

Ah, que criança atrevida!
Essa que mora dentro de mim.
Não se convida, ela vem...
Pelo menos uma vez no dia.

Ah, que criança mimada!
Essa que mora dentro de mim...
As vezes, prega-me peça bestas.
Fazendo-me chorar, mesmo sem querer.

Ah, que criança sapeca!
Essa que mora dentro de mim...
Apaixona-se, diz que ama.
E a culpa e minha?

Criança? Que onça!
Uma desculpa, por culpa?
De quem não cresceu...
Então, que brinque a criança!

Nós realmente somos bons nisso, pensou Teppic.
Simples animais não conseguiriam agir assim. É preciso ser um humano para ser realmente burro.

O que define sua essência nesta existência ?


Relacionamentos são pequenos momentos, não grandes eventos.

Se não houver ninguém para segurar em suas mãos, coloque-as no bolso e siga a sua caminhada.


Existe momentos na vida que será só você e Deus.

As pessoas não precisam ser do jeito que a gente quer. E a gente também não precisa ser do jeito que elas querem.
A gente precisa se sentir bem sozinho. Quando escolhemos estar com alguém, tem que ser porque gostamos da companhia, porque queremos e porque nos faz bem. Nunca por obrigação ou carência.
As pessoas não se precisam uma da outra. Elas se completam, mas não como duas metades. E sim como duas pessoas inteiras que resolvem dividir sonhos, alegrias e a vida juntas.

As maiores e mais belas, e mais delicadas pérolas que possuo,
Essas não exponho em holofotes, e outdoors, essas simplesmente guardo para mim