Poemas Vinicius de Moraes de Mar
ESSA SUJEIRA NOSSA
O mar não suja só expurga
A mata não suja somente expele
O deserto não suja talvez invada
O rio não suja às vezes inunda
O céu não suja apenas recobre
A terra que teimosa se renova
Na astuta ação do ímpio sujeira abunda
Onde o germe maledicente procria
A mente gera o que não deteriora
E a mão da gente inconsequente mela
A natureza do mau espalha delinquências
E nos põe constantemente à prova
Todo dia nos acovardamos calados
Ante a crueldade que destroça
Essa sujeira do mundo é unicamente nossa
O PODER DA SAUDADE - parte I
A saudade,
Feito Tsunami, feito mar revolto,
Feito ira de mulher traída,
Hoje invade-me, earranca de mim,
Sem anestesia, asangue frio,
Os amores sem raízes
As paixões incabíveis
Os encontros possíveis...
A natureza aqui investe
no verde da plantação
no mar de azul celeste
e nas belezas do sertão
quem fala mal do nordeste
só pode ser cafajeste
ou quem não vale um tostão.
Eu e o mar
Eu e o mar…
um caso de amor…
um caso de amar
Um mar e um sol
com seu calor
Meu maior caso de amor
(A)mar
...
Tudo que precisamos é amar
Com um beijo salgado
E com um pensamento tranquilo
Sem pensar quando aquilo
Irar acabar
Igual aquela noite estrelada
Quando eu estava sentada e calada
Apenas observando
O tempo passando
Areia voando
O vento se movimentando
Com o mar indo e voltando
Indicando que ele nunca irar secar
E o nosso amor nunca irar acabar.
...
Uma leve brisa ao entardecer,
ouvindo o som do mar,
curtindo te conhecer,
embalados por uma canção,
que será a lembrança
de nossa paixão.
Amar
A=Mar é um dom
M=ove montanhas
A=lma fica suave
R=isos que vem e não sabemos os motivos....
Amor é calor.
Calor que não é fogo e queima....
Queima até o que não vemos.
Amar tem um único significado...
É se doar e esquecer de si...
Entrega direta sem querer saber do endereço.
Para amar não precisa pagar.
O amor não se compra e não se troca.
Se dá....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
alei mar de minhas andadas
verdes lindas fui...
ao azul que se completa
nesses caros e longos sentidos que me leva
ao canto qual mas quisera...
me leva ares como de uma flecha
qual me entra de peito
e dentro me sopra
como o vento...
procurar me em paisagens
que me vejo perdido
por que sigo onde meu sentido faz estar
acolhido...
os abraços mas queridos
nada mas, é simples estar assim
sem desertos sinto-me...
em areias assim deslizo em grãos brancos
sobre o sol claro e um quente abraço
tremendo de calor qual nunca me faz frio...
mas com o frio é bem melhor
a natureza me fez querer o frio
qual descobri a não mas ficar sem...
um cair as chuvas molhou
e regando se formou
delicada ao proceder
sem saber as gotas a me molhar
admiro sim você...
e enxugo como lágrimas em meu rosto
de verdades sinto o gosto
de saber que é bom estar de novo
reencontrado sem notar
estou em qual quer lugar
que pensar.
Orla, areia, mar, o que me lembra ela, talvez me lembre que eu nunca mais volte a navegar
Pequena sereia, não quero que ela vá, só por um instante, me ataque como mar revolto, a nos inundar
Nela, quero me afogar e quem sabe morrer, morrer de amar...
Venha como o hoje
Viva onde há esperança
Tinteie novamente o pincel em que se desenhou o mar
Conte todos os mistérios das ondas
Solidão d'Abutre -
Minha voz traz um lamento
que hoje afundo em alto mar
e uma dor cresce no tempo
deixa a morte em seu lugar.
Que nem oiço a voz do vento
só já resta de mim pena
p'ra fugir deste tormento
vá a vida a morte venha.
No Tarot saiu a Torre
com um pássaro apeado
um Abutre que não morre
comendo outro depenado.
E quem fica que lhe ocorre?!
Nada vale o qu'inda tenha ...
Como a sorte é de quem morre
vá a vida a morte venha.
Olhando a imensidão do mar lhe sinto
Olhando a imensidão do mar lhe vejo
E desejo, que onde estiver sinta o meu amor.
Ouvindo as ondas do mar fico em paz
Sinto as letras me tocarem e componho
As minhas mais lindas canções para lhe ofertar.
Olhando o reflexo da Lua, em suas águas
Vejo o seu olhar e lembro de você a cantar
Me dando a Lua e jurando ficar
para somente amar, a (mar).
Um Grito -
Os meus versos são um grito
no rumor do sofrimento
como as ondas mar revolto
são um grito, um grito solto
para lá do pensamento!
Os meus versos são o resto
o que fica desse grito
quando vejo que perdi
um amor que não vivi
para lá do infinito!
Os meus versos são o berço
da saudade em que me agito
do que fui e já não sou
do que dei e já não dou
os meus versos são um grito!
Amar
Amplitude do navegar
O fascínio do mar
Mostra a vastidão da profundeza
Refaz caminhos antes não sentidos.
Obra Perfeita
Milhares de tão pequenino cristais
Espalhado na areia do mar...
Onde nosso silêncio
cobre o nosso caminhar...
Sol da manhã cheio de energias
para o mar a terra e nós...
Nunca pensei que a fonte
Era o sol dos seus olhos.
E o céu da tua boca
Como libélula livre no ar...
Que balança com ternura e elegância,
és mulher que dança no universo sideral
Da alma minha agora!
Que mistério é esse que dança...
como lobos em bandos na mente.
E a gente tentando apenas se fortalecer.
Procurando reter do amor,
Sem saber do poder e a dor...
Temos medo do apagão da lua?
Somos o medo do escuro do Mar?
É o medo da própria sombra da memória?
Qual seria o pecado inventado por kairós?
Então, qual história?
E quais pensamentos
que nos mantém de pé agora?
Eu sei que a vida é uma senhora
E canta e lava suas roupas
no rio de pedras após a aurora...
Por isso o horizonte é logo ali
Onde mora Deus...
Esse poder superior
cuidando de tudo com louvor...
O amor sem presa e com prosa.
A vida ė como o cristal, se não quebrar...
A sua beleza só é vista e tocada
Se acaso tiver no céu uma faísca de sol.
Uma luz de fė natural
Para realça em nós o brilho
da obra perfeita e original.
Fruta no quintal de todo sabor.
Você é minha dor o amor.
Que tenho a sorte o calor de ter...
E saber que em você me completo.
Eu e tu, tu e nós...
E o resto é só metamorfose...
“A beira do mar”
— Impetuosa é minha mente, ouvindo as ondas a balançar
— A saudade me transporta para bem longe, a navegar,
— Ás vezes sorrio, noutras, deixo uma lágrima rolar.
— Fito o infinito, que bonito.
— Olho a maré cheia.
— Meus pensamentos viajam em liberdade, cobertos de amor,
— Como ondas que suavemente chegam para beijar àreia.
— O meu Senhor, criou o mundo, escolhendo a melhor cor.
— Na imensidão de todos os horizontes
— Enxergamos a grandiosidade da criação
— Onde todos os muros, onde todas as pontes
— Cabem na palma da Sua mão
— Minhas memórias mergulham em alto mar
— Me trazendo momentos, doutros tempos
— Igual gaivotas pairando no ar
— Olhando as ondas quebrando no mar,
— Vejo que Deus trabalhou a natureza
— Na grandeza da Sua pureza
— Para nos mostrar, que tudo o que importa, é nos amar.
Amor
É o pulsar ardente do toque
Abraço de rostos em suas linhas cativantes
O Navegar do mar de emoções
Vastidão de maresias em sua essência
Somos olhares reluzente de um Porto seguro.
Oque é a vida?
mar de rosas,
ou mar de sangue
Clichê ou romântico
choro de mágoa,
ou felicidade arrastada.
Talvez por quem ama,
ou outrem sem importância
Essas coisas
Superficiais e insanas
completamente instantânea
como uma sensação
momentânea.
Violão ou viola,
choro da gaita ou da sanfona.
É assim que vivo,
e assim que me assombra.
Talvez o aflorecer mude minha rosa
talvez as pragas sejam
a melhor ESCOLHA.
Os rios correm e desaguam no mar,
mesmo se mostrando diferentes acabam por ser iguais
por simplesmente correrem para onde todos os outros vão.
Porém, tem um...
Ah, aquele rio...
Aquele rio que insiste em sair do mar,
fazer diferente e desaguar na nascente.
Tem aquele que acredita que na nascente
existe mais felicidade e paz,
mesmo que esse processo seja doloroso e traumático,
no final, tudo servirá para seu renascimento,
onde tudo será mais leve.
