Poemas Sombrios
Senhor,
lança Tua luz sobre as sombras do mundo.
Que todo plano de maldade se desfaça diante da Tua presença.
Purifica os corações endurecidos,
derrama compaixão onde há frieza,
e amor onde há indiferença.
Faz de nós portadores da Tua paz.
Amém.
Em meio às sombras que dançam ao redor, o amor e o ódio travam uma batalha épica, como dois titãs colidindo em um campo de guerra. O amor, com sua aura radiante e gentil, tenta erguer-se acima das trevas, enquanto o ódio, com suas garras afiadas e olhos flamejantes, busca consumir tudo em seu caminho.
É uma luta que ecoa pelos recantos mais profundos da alma humana, onde as linhas entre o bem e o mal se tornam borradas e distorcidas. O amor clama por compaixão, perdão e redenção, enquanto o ódio sussurra palavras de vingança, crueldade e destruição.
Em cada coração humano, essas forças opostas se entrelaçam em uma dança perigosa, onde a linha que separa a paixão do desespero é tênue e frágil. Às vezes, o amor prevalece, iluminando o caminho com sua luz radiante e calor reconfortante. Mas outras vezes, é o ódio que triunfa, deixando para trás um rastro de ruína e desespero.
É uma batalha que se desenrola em silêncio, nas profundezas da mente e do coração, mas cujas consequências são profundamente sentidas em cada fibra do ser. Pois, onde há amor, também há ódio, e onde há ódio, também há amor, entrelaçados em uma dança eterna de dualidade e contraste.
E assim, a humanidade continua sua jornada através dos séculos, em busca do equilíbrio delicado entre o amor e o ódio, entre a luz e as trevas, sabendo que, no final, é a escolha entre essas forças que moldará o destino de todos.
SOMBRAS DO AMANHÃ
Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas
Em todo pensamento
Sobre o amanhã...
Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.
Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.
Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.
Nas sombras dos morros, histórias cruas,
De uma cidade que dança entre luzes e breus,
Violência oculta nas vielas, ruas,
Rio de Janeiro, onde o sonho perdeu.
No alto, palácios de zinco e saudade,
Onde a vida resiste, à margem do olhar,
Em becos estreitos, o grito da cidade,
Ecoa silencioso, difícil de calar.
As crianças brincam, sem medo do perigo,
Num mundo que esconde, um caos desmedido,
Entre balas perdidas e o amor bendito,
Semeiam esperança, num terreno erguido.
Nos olhos dos jovens, a revolta brota,
Uma guerra invisível, sem fim, sem derrota,
Onde cada esquina, guarda uma história rota,
De um futuro incerto, que a fé não adota.
O caos social, um monstro adormecido,
Desperta a cada aurora, faminto, destemido,
Na luta diária, um povo esquecido,
Busca na poesia, um refúgio perdido.
O Rio de Janeiro, ferido, encantado,
Contrastes que brilham, num cenário desenhado,
Onde o belo e o feio, num quadro mesclado,
Retratam a cidade, num verso apagado.
Os morros que cercam, são guardiões da verdade,
Espelhos de um Rio, que clama liberdade,
Entre becos e tiros, mora a realidade,
De uma cidade partida, em eterna dualidade.
Sombras da existência
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, já sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vãos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que já não clama,
Na noite que se alonga, só o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restará? Só a voz que chama.
Renascença
Nas sombras fundas do meu próprio ser,
encontrei dores que evitei viver.
Calei segredos, chorei sem som,
buscando abrigo em mim, onde não há tom.
O peito pesado, o passo arrastado,
coração em ruínas, quase calado.
Mas entre os cacos, brilhou uma luz —
não era o fim, era a própria cruz.
Aprendi que cair não é fraqueza,
é parte crua da natureza.
E que cada lágrima que escorreu,
foi chuva fértil que me renasceu.
Hoje ergo os olhos, vejo o clarão,
não sou o mesmo da escuridão.
Sou mais inteiro, mesmo ferido,
pois cada dor me fez sentido.
Aquela Noite
Era tarde, mas o mundo parecia calmo,
a rua deserta, só nossas sombras no asfalto.
Andávamos devagar, como quem não quer chegar,
e as palavras vinham soltas, sem pressa pra acabar.
Eu fumava, como sempre,
ele não — já tinha deixado.
Mas por uma noite, por mim,
ele pegou um cigarro calado.
Entre tragos e risos baixos,
falávamos de tudo e de nada.
O tempo parecia suspenso,
como a fumaça entre nós espalhada.
O cigarro tremia em seus dedos,
mas o olhar... ah, o olhar era firme.
Não era sobre nicotina ou vício,
era sobre estar, por inteiro, comigo naquele crime.
Talvez tenha sido um gesto bobo,
mas ali, eu entendi tanta coisa.
Tem amor em cada renúncia breve,
em cada entrega silenciosa e corajosa.
A brisa levava a fumaça,
mas a lembrança ficou no peito.
Naquela rua, naquela noite,
foi quando tudo pareceu perfeito.
"O povo que andava nas trevas , viu uma grande luz ! e aos que andavam detidos nas sombras da morte , a luz resplandeceu !"( Is 9,2)
E nasceu Jesus , o salvador !
Um Menino nos foi dado ! Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade !
Que o Natal não seja apenas um dia, mas que permaneça no coração de todos concretizado em gestos e ações que gerem transformação . Que não cessem os gestos de solidariedade e projetos de partilha com os menos necessitados . Mas, sim , que estas ações sejam o fio condutor de próximos gestos de fraternidade , amor, paz e justiça.
Que continuemos a espalhar bondade e esperança sempre , apesar das notícias desanimadoras de tanta maldade e violências espalhados pelo mundo
Que apesar de sempre escutar notícias sobre tragédias anunciadas e não prevenidas , sobre corrupção sem solução ,doentes mal atendidos , e tantas outras injustiças praticadas pelo ser humano sedento de poder . Que apesar de ter conhecimento de tudo isso eu nunca deixe acreditar que o mundo pode ser transformado por nós mesmos , seres humanos que anseiam pela paz e sonhamos com um mundo mais humano e menos individualista.
Que nosso olhar consiga ir além de nossa vidinha cômoda , mas que consigamos olhar mais além e divisar necessidades que podem ser minimizadas se todos se unirem para o bem comum.
Assim seja! Abençoe , Menino Deus nossas famílias e que no dia de hoje nosso coração ainda esteja pleno de Ti e assim para sempre !
Um domingo abençoado a todos !
Sombras da tarde
Devagar, as primeiras sombras da tarde anunciam o dia a se despedir!
Ao longe, no horizonte tons mesclados sugerem pinceladas aleatórias
Raios de sol que traduzem energia e fogo que acalenta o coração, paz que silencia a alma.
Mais um dia que se vai! Mais um capítulo de nossa história!
No Alto do Mirante a padroeira a nos guardar...
"Mãe de Deus, Senhora nossa! Guardai as portas de nossa cidade!
Que povo esteja em paz sob a sua guarda e proteção! " Amém!
Edite , Janeiro/2016
Sonhar, Despertar do Subconsciente
Nas Sombras de uma Realidade
Vivida ou Almejada
de Forma Pertinente.
Sombras, Zonas de Conforto
para um Necessário Repouso,
ou Reflexos da Realidade,
Onde o conhecimento fica obscuro
e Ocultam a íntegra da Verdade,
O Medo pode torná-las em um Refúgio
por causa de Fragmentos do Passado
que possam trazer um Futuro bastante Indesejado.
Que bom poder avistar
um toque de amor nas sombras da noite, contido na austeridade de uma linda flor, cuja presença
é radiante, um primor que não merece passar despercebido
por proporcionar pelo menos um instante de um sentimento tão aprazível.
Nas sombras,
indícios de sua existência,
não compartilha sua presença
com todos,
só com aqueles que valem a pena.
Respirando o ar puro, trilhando um pouco pelas sombras de uma mata fechada, o sol radiando sobre várias folhas de muitas árvores frondosas,
enquanto que a minha alma recupera calmamente o seu fôlego, o meu corpo renova e usa a sua força, uma bênção valorosa de Deus,
que conversa com a minha natureza calorosa, que abrilhanta alguns dos meus pensamentos, que ajudam a minha resiliência em determinados momentos.
Nas sombras de um dia ensolarado,
vejo uma beleza pura
de uma flor singela de pétalas brancas
com simplicidade e ternura
na sua essência,
um deleite detalhado
de uma natureza serena.
Um exemplo de que a flora também se apresenta sutilmente sem deixar de ser encantadora
com uma sobriedade evidente
de cores e formas que passeiam pela mente, então, o desânimo vai embora, o que já é suficiente
para comprovar o quanto que ela importa.
Provavelmente, recebi um impacto breve, mas muito pertinente, gerado por uma graça repleta de naturalidade, uma vida
renovadora existente na sua rica essencialidade, uma nobreza que
não se mede por tanta vivacidade.
Negras linhas,
Corredores da memória
Teimando em revelar ...
Tão minhas
As sombras dessa estória
De uma noite de luar,
Que começou por adivinhas
De forma tão simplória
Para assim, me desenhar!
(Negras Linhas)
É pela fé que acredito na redenção, mesmo quando me vejo cercado pelas sombras do pecado.
(ver Hebreus 11:1, Romanos 10:10, 5:1-2 e Salmos 32:5)
Eis que eu aqui
Calado, esquecido
Perdido e desarvorado
Eis que eu
Escondido às sombras
Nas penumbras do passado
do qual eu me escondia
Sem nem saber
Que o presente também sabia
Brincar de pique-esconde
E mais do que todo mundo
Sabe onde procurar
Por certo
Apesar de distante
Diante dos resultados
Agora a gente também sabe
Que ele esteve sempre perto
Pois
Perante a rapidez da vida
Não havia como estar tão longe
ou se esconder
da hora de ir embora
quando a mãe chamar
Só agora a gente vê
A inútil futilidade
do lugar onde se esconde
Eis-me aqui.
Edson Ricardo Paiva.
Tribulações
não poucas vezes, são luzes
que se disfarçam de sombras
e oportunidades oferecidas
ao teu espírito como guias vitais
no destrinchar dos teus
mais nobres
talentos!
