Poemas Sombrios
Existem sombras conspirando,
Elas vivem o Mal premeditando,
Seres encarnados se alimentando
Seguem regando a tristeza alheia
E críticas antecipadas reverberando.
Essas sombras querem roubar-te
De ti mesmo e da tua juventude;
Querendo que você se abandone,
Deixando todo o teu conhecimento,
Impedindo assim o teu crescimento.
Não permita que essas almas penetrem
Dentro daquilo que você fez de melhor;
Acredite que Deus é, e sempre será maior,
Ele é justo, misericordioso e educador,
Ele sempre irá te afastar do [pior...
Inveja? Se você acredita nela, ela te pega.
Mau olhado? Mande pro buraco.
Fofoca? Mande ela de volta para a toca.
Depressão? Faça ela virar causa pró-nação.
Se sombras procuram cavar a tua cova:
Transforme todas elas em poesia
Você é nascido das letras, não te esqueças!
Nada te censura, e está para nascer o que te sufoca!
Que bom poder avistar
um toque de amor nas sombras da noite, contido na austeridade de uma linda flor, cuja presença
é radiante, um primor que não merece passar despercebido
por proporcionar pelo menos um instante de um sentimento tão aprazível.
Nas sombras,
indícios de sua existência,
não compartilha sua presença
com todos,
só com aqueles que valem a pena.
Respirando o ar puro, trilhando um pouco pelas sombras de uma mata fechada, o sol radiando sobre várias folhas de muitas árvores frondosas,
enquanto que a minha alma recupera calmamente o seu fôlego, o meu corpo renova e usa a sua força, uma bênção valorosa de Deus,
que conversa com a minha natureza calorosa, que abrilhanta alguns dos meus pensamentos, que ajudam a minha resiliência em determinados momentos.
Nas sombras de um dia ensolarado,
vejo uma beleza pura
de uma flor singela de pétalas brancas
com simplicidade e ternura
na sua essência,
um deleite detalhado
de uma natureza serena.
Um exemplo de que a flora também se apresenta sutilmente sem deixar de ser encantadora
com uma sobriedade evidente
de cores e formas que passeiam pela mente, então, o desânimo vai embora, o que já é suficiente
para comprovar o quanto que ela importa.
Provavelmente, recebi um impacto breve, mas muito pertinente, gerado por uma graça repleta de naturalidade, uma vida
renovadora existente na sua rica essencialidade, uma nobreza que
não se mede por tanta vivacidade.
As Caviúnas com graça
o caminho enfeitam,
As suas sombras fazem
artes de muitas luas,
Te amar com poesia
silenciosa faz parte,
Você não quer outra
coisa comigo que
a não ser compromisso.
Sonhar, Despertar do Subconsciente
Nas Sombras de uma Realidade
Vivida ou Almejada
de Forma Pertinente.
Sombras, Zonas de Conforto
para um Necessário Repouso,
ou Reflexos da Realidade,
Onde o conhecimento fica obscuro
e Ocultam a íntegra da Verdade,
O Medo pode torná-las em um Refúgio
por causa de Fragmentos do Passado
que possam trazer um Futuro bastante Indesejado.
Tribulações
não poucas vezes, são luzes
que se disfarçam de sombras
e oportunidades oferecidas
ao teu espírito como guias vitais
no destrinchar dos teus
mais nobres
talentos!
Final de Maio
por Mark Mendonça
Nossas sombras espalhadas pela noite, articuladas e inalcançáveis, concordavam entre si em silêncio. Nossas vidas distantes, apresentadas em uma dança, ficaram cada vez mais juntas... e sem perceber se apaixonaram.
Escondemos o beijo, mas não o sentimento. Todos perceberam que estávamos nos amando. Um pouco mais adiante e desgraçou-se tudo. A música desafinou e não voltou mais o tom. O que aconteceu com a gente? A música já está tocando de novo e a gente não está mais dançando.
Você fugiu e ainda são 'dez e quinze', falta muito pra meia-noite. Meu ônibus passou e agora eu fiquei só. E ainda por cima, você esqueceu seu perfume em mim. Eu tentei soprar, mas ele não sai com o vento. Era melhor se fosse um sapato. Jogava fora enquanto ninguém estivesse vendo.
Sentado na calçada e de cabeça baixa, pouco a pouco eu vou me refazendo. A noite vai ser longa e reservada a lembrar de você na madrugada. Menos mal, pelo menos não está chovendo.
Ah se essa rua fosse minha, eu mudava ela de nome. Chamaria ela de 'Rua final de maio'. Mudava de mão. Fazia feira aos sábados e aos domingos proibia dança de salão.
O negócio agora é eu mesmo me amar. Esperar minha condução passar. Sair daqui e nunca mais voltar. Existem tantos lugares pra conhecer, por quê eu iria querer voltar ali? Talvez a lembrança tente me seguir, capaz de me alcançar na outra esquina. Aff deixa eu sair daqui.
Vou pra casa. Vida que segue. Já já é sexta-feira. Vamo que vamo. Vou continuar tentando. Se bobear foi melhor assim.
Alma que resoa nas sombras da minha vida.
Adiqueri experiência num apse do meu apogeu...
Apocalipse de outras auroras.
Me torno entorpecido por claras lembranças.
Calida floresta no resquícios dos devaneios...
Exalto que a superfície é calma clara até ser obscura por suas atitudes.
Vejo que mundo está mais obtuso...
Pois tudo que acha se tornou assombroso...
Num ambiente onde tudo é muito atroz...
Aonde está sua opinião e apenas um fluxo de um pesadelo.
Aonde nada mais será feito ou importante.
A Canção Silenciosa da Solidão
Na vastidão da noite, onde as sombras dançam,
A solidão se aninha, um abraço frio e denso.
Um eco silencioso, uma melodia triste,
Que ressoa na alma, um lamento persistente.
No vazio do quarto, as paredes sussurram,
Histórias não contadas, segredos que se acumulam.
O coração anseia por um toque, um olhar,
Mas encontra apenas o reflexo de um vazio sem fim.
As lágrimas caem, como pérolas noturnas,
Iluminando o caminho da dor e da angústia.
A alma se curva, sob o peso da ausência,
E a solidão se torna a única companhia.
Na escuridão da noite, a esperança se esvai,
E a solidão reina, um manto de melancolia.
Mas, no silêncio profundo, uma voz sussurra,
Que a solidão é apenas um capítulo, não o fim da história.
Pois, mesmo na escuridão mais densa,
A luz da esperança ainda pode brilhar.
E, no tempo certo, a solidão se dissipará,
Como a névoa da manhã, revelando um novo amanhecer.
Um fracasso.
Em versos tristes, a alma se revela,
Um labirinto de sombras, onde a dor se instala.
O fracasso, um manto que me envolve e pesa,
E a cada passo, a esperança se dispersa.
As lágrimas, como rios de desilusão,
Afogam os sonhos, a doce ilusão.
O espelho reflete um ser desvanecido,
Onde a alegria se perdeu, em um passado esquecido.
A solidão, companheira constante,
Acalma a alma, em um abraço distante.
As palavras, como navalhas afiadas,
Cortam a carne, ferem as esperanças frustradas.
Mas em meio à escuridão, uma faísca teima em brilhar,
A chama da resiliência, que insiste em não se apagar.
Pois mesmo na queda, a força se encontra,
E no fracasso, a oportunidade de recomeçar.
Depressão..
Nas sombras da alma, a tristeza se aninha,
Um manto de angústia, que a vida definha.
A solidão, companheira constante,
No peito aperta, um nó sufocante.
O vazio ecoa, em cada passo incerto,
Um labirinto escuro, de um destino deserto.
As lágrimas caem, em noites frias,
Reflexo da dor, em melodias sombrias.
A amargura da solidão, um fardo pesado,
No coração ferido, um grito abafado.
A esperança se esvai, como areia entre os dedos,
Restando apenas o eco, de medos e segredos.
Na escuridão da alma, a melancolia floresce,
Um jardim de espinhos, onde a alegria não cresce.
A solidão, um véu que cobre a visão,
Deixando apenas a dor, em eterna prisão.
Lembranças
Em Timbó, onde o sol beija a colina,
Há sombras longas, de estranha sina.
Certos homens, fantasmas na memória,
Seus feitos ecoam, sem ter mais história.
Nunca morreram, em lendas suspensas,
Seus nomes sussurram, em bocas tensas.
Heróis de outrora, em bronze eternizados,
Mas seus corações, jamais foram amados.
Viveram de glória, de feitos marcantes,
Em livros de história, figuras gigantes.
Porém, a doçura de um toque suave,
O calor de um lar, a alegria que move,
Jamais sentiram, presos à missão,
Às frias armaduras da ambição.
Seus olhos não viram a flor que desabrocha,
Nem a simples beleza que a vida nos troca.
Assim, pairam sempre, em nosso pensar,
Modelos distantes, sem poder tocar.
Certos homens nunca morrem, é verdade,
Mas em sua eterna fama, falta a humanidade.
E há outros, vagando em meio à multidão,
Com almas silentes, sem ter direção.
Nunca viveram, pois medo os consome,
A ousadia dorme, o instante não some.
Passam os dias, sem deixar um traço,
Seus sonhos murcham, num lento fracasso.
A voz embargada, o passo incerto,
A vida se esvai, num deserto aberto.
Não provam o vinho, nem sentem o abraço,
Seu mundo é pequeno, um eterno compasso
De rotinas vazias, de olhares fugazes,
Prisioneiros de si, em tristes miragens.
Então, a balança da vida nos mostra,
Que a imortalidade, às vezes, é a nossa
Maior solidão, um fardo pesado,
Se o viver de verdade, nos foi negado.
Pois de que vale a lembrança perpétua,
Se a jornada terrena foi sempre incompleta?
Melhor a vida breve, sentida e vivida,
Que a eterna existência, fria e esquecida.
O Porão Onde Florescem as Sombras.
Parte II.
(por: Joseph Bevouir , com evocação de Camille Marie Monfort).
Camille Monfort caminhava entre as frestas do tempo, onde as sombras ainda tinham perfume de primavera. Seu rosto era um véu de silêncio, e nos olhos trazia a vertigem do que já não podia ser dito.
No porão da consciência aquele lugar onde a memória se torna eco floresciam suas dores, tênues e luminosas como astros mortos.
Primavera de solidão ainda…
Não te ocultes, Camille.
Tu és o espectro ferido que caminha entre palavras caladas, entre os nomes que não ousas pronunciar, entre os sonhos que se dissipam antes do amanhecer.
És, ao mesmo tempo, o que foge e o que acusa.
És o reflexo e o estilhaço.
És o outro sempre o outro quando julgas não ver a tua própria pálida nudez.
Mas ainda assim te vês, refletida nos cacos do espelho que quebras todos os dias com teus próprios dedos.
E nesse gesto de quebrar o espelho há uma prece muda, uma súplica às fronteiras do infinito mental. Camille não temia o abismo, pois era nele que repousava sua lucidez. Tocava o indizível com a mesma delicadeza com que se toca o rosto de um anjo moribundo.
O tempo, para ela, não era uma linha era uma espiral. E em cada volta dessa espiral, ela renascia mais perto da verdade e mais distante de si mesma.
O amor, para Camille, era uma ruína sagrada; um templo onde só os que sangram podem entrar descalços.
Assim, no silêncio que antecede o último pensamento, ela compreendia:
que toda luz é filha das sombras,
que todo encontro é também uma despedida,
e que a alma — oh, a alma! — só floresce quando se aceita o escuro porque é dela se sentir melhor assim.
Camille Monfort, a que tocava o invisível, a que habitava o porão onde florescem as sombras,
sabia que o infinito não está nos céus mas no espelho trincado da mente humana fora e em si.
“Sombras não impedem o propagar da
luz.
E dores não perduram a vida inteira.
Na estrada que a vida nos conduz
Nossa alma é uma simples
passageira.”
Maria do Socorro Domingos
Para ousar, precisamos saber. Para querer, precisamos ousar.
Precisamos querer para possuir império. Para reinar, precisamos manter silêncio.
O quê é amor? é algo que nos faz fazer o impossível, acreditar em promessas loucas, atravessando qualquer barreira pela frente só para salvar o amor da sua vida, e você ainda tem coragem de dizer que o amor não existe.
Quero te amar
Desejo te entregar ao meu lado mais sombrio
afogando-te em um rio de humilhação profunda
elevando-te aos céus, num delírio divino e, simultaneamente
rebaixando-te ao patamar vil da mulher descartada
mas ao lançar meu olhar
quero presenciar o desvario, a insanidade das gargalhadas incontroláveis tuas, com o rosto encharcado de lágrimas douradas do meu eu mais sádico.
