Poemas Sombrios
Violáceas as piscadelas da lua.
Cheia, clara, insinuante.
Todos os lobos uivam enquanto
as sutilezas do seu olhar
perfuram o meu fígado.
Viscosidades que lambem o desejo.
Sorrateiros entumescem bicos
e vidraças inexpugnáveis.
Tão perto,
tão longe.
Geladas inutilidades.
Te abraçar salvaria algumas
das minhas almas.
Seus beijos me mandariam para
o inferno.
Resta nada,
quase nada.
Um último tubo de ar
na profundidade do oceano
ocre.
Um derradeiro olhar
de soslaio
nas sombras
agigantadas pela lua.
Um último querer
escondido entre meu copo
e o impossível.
Tristeza
Tu que tão sorrateiramente aparece,
De repente uma simples palavra
Daquele ou daquela que amamos
E o nosso coração se esmorece
Esvai-se em trevas
Fecha-se em sombras
Cai-nos o semblante
Acaba-se o apetite
A floresta canta tanta histórias e seus espíritos são ricos momentos nossas vidas...
Como a luz que vivida nas sombras dos mares ricos de uma natureza indomável e sonhadora....
Seria mais digna que muitos que desdenham o viver nas sobras do que foi a humanidade.
Entretanto o desmatamento se dá a essa tragédia de tantos que se acham provedores de conhecimento...
Dor todavia em barra mansa seja demanda por madeira nobre...
Lágrimas formam rios de sangue e as florestas chorando o desespero ao mesmo que se derrama gasolina para chamar atenção, o gado ouve o berrante...
Seja tristeza do aumento dos alimentos...
Ou falácia daqueles se acha na razão daqueles que choram com fome... E não só essa fome!
O saber se tornou mais pobre e aonde ficou a dignidade e humanidade...?
Exploramos a verdade e colocamos fogo na insanidade...
Aonde foi parar a razão.
Somos loucos apenas e quando acordarmos será tarde ou estaremos sonhando ainda...
O cataclismo é parte do ensino fundamental...
Os digam mestres são bandidos da salas de aulas pois educação não veio de casa...!
Somos cegos e mudos diante do poder insanos que se constitui na obras de um senhor que se diz líder de uma nação...
Defere a constituição e os direitos humanos.
Seria verdade nós faz calar... Somos culpados!
Podemos ainda mudar essa situação.
A liberdade de todos está aonde vivemos e como vivemos...
Nós somos chamados para iluminar a vida das pessoas, com nossa luz.
Nós somos chamados para fazer outros felizes, com nossa felicidade.
Nós somos chamados para levar paz, onde não há.
Nós somos chamados para levar luz, onde existe sombras.
Nós somos chamados para ensinar o perdão, para quem precisa perdoar.
Nós somos chamados para levar amor, para quem precisa ser amado(a).
Nós somos chamados para viver, e esse é o nosso destino.
Nós somos chamados para dar sentido à vida, e continuar a viver.
Nós somos chamados para sermos nós mesmos, essência de nossa alma.
Teus lábios doces e quentes
Mãos suaves como a pele da uva...
Vou gritar para que o vento leve
ecoe meu amor aos quatro cantos...
Me prendes em tua teia de versões, caleidoscópio!
Somos uma nação de sonhos, versões e filosofias
Nossa canção é doce, mas protesta...
Nosso externo de profundas sombras,
Ameaças a nossa liberdade...
Não, não queremos beber desse cálice!
Iremos além das brumas...
É o verso e a prosa contra o metal,
Contra a fúria triste...
Nosso grito ecoará livre
Na liberdade dos pássaros
Na dança das borboletas...
Ainda somos livres para amar...
Quero ser pra ti como o setembro para a primavera...
O sabiá que canta eufórico na presença das flores...
Distante sol próximo, ilumine minha vela
Padecida é, pois vagaroso veneno que apagou ela
Porque acesa diferença não faz
Se de mim sai a sombra nunca fugaz
Que planta na vela sua angústia exponente
Florescendo com o tempo, nessa interminávael dança da serpente
Império da Escuridão
Os bons tempos se foram
A escuridão domina
A maldade impera
E a humanidade extermina
Chegou um novo tempo
Tempo de escravidão
Tempo das sombras
E tempo de solidão
Chore o passado vivido
O mantenha vivo na memória
Por que os bons tempos se foram
Agora são só história
As trevas chegaram
O mal se alastrou
O mundo que você conheceu
Saiba amigo,ele acabou!
Vidas de monges
Indecisamente não me decido... não me defino... não delibero.
O que pensar?
Adormecer, não mais acordar.
Nos braços de Orfeu, eternamente me deixar ficar.
Fechar os olhos... cerrar a consciência... não ver o tempo passar.
O que pensar deste mundo louco...
Está se desfazendo pouco a pouco.
Estradas desregradas... não sinalizadas.
Ruas sem saída. Becos de escuridão.
Portões fechados.
Casas com muros altos totalmente cercadas.
Não sei o que pensar.
Tenho medo... um frio percorre minha espinha...
Quase me desespero.
Nem sei mais se está certo o que quero... meus sonhos almejo rapidamente deles me esquecer.
Tenho abrandado os meus quereres.
Pra diminuir ao máximo o meu sofrer.
Tenho sentido que não há mais muito sentido... na vida, nos sonhos, no acordar todo dia e no adormecer quando o sol acabou seu trabalho fazer.
Esta vida!? Por que se está a viver?
Afastamo-nos bruscamente.
Apartamo-nos completamente.
Nada de abraços... nem apertos de mãos...
Trancamo-nos em nós mesmos.
Construímos redomas de vidro.
Camuflamo-nos em lúgubres poesias.
Invejamos as sombras que esbarram em nós sem nenhuma ostentação.
Ignoramos as batidas aceleradas do nosso coração.
Sempre... e apenas...
Um aceno de longe.
Vivemos vidas de monges.
Somos muitos em um só dia.
Às vezes acordamos esperançosos, outras vezes calados por dentro. Podemos ser gentis pela manhã e, horas depois, impacientes. Somos luz em alguns encontros, sombra em outros. Não somos incoerentes — somos humanos, múltiplos, atravessados por memórias, sentimentos e vibrações que dançam conosco a cada instante.
Essas variações internas não são falhas; são convites. Convites para olhar com mais atenção o que sentimos, para perceber o que nos habita sem julgamento. Quando nos tornamos conscientes dessas mudanças, abrimos espaço para a alquimia interior. Podemos, então, transmutar medo em coragem, raiva em lucidez, tristeza em silêncio fértil.
Estar presente é o primeiro passo.
Reconhecer-se em cada versão é o caminho.
A consciência não nos impede de sentir — ela apenas nos liberta da prisão de reagir inconscientemente.
E é nessa presença que encontramos poder: o de sermos inteiros, mesmo sendo muitos.
Sonho de Mulher
Nestes teus olhos grandes e serenos
às vezes dentro deles escondo-me do
mundo,e vejo como tu me vês, e
confesso como perto de ti, sou tão pequeno.
Será que serei eu o teu amor?
Dúvida, que as vezes a mim assola o peito
porque quero ser o teu amor maior,
aquele que não pode ter nenhum defeito.
Sombras, que por vezes se fazem presente,
em meio a um céu sem nuvens.
És tudo que um ser vivente quer,
anjo perfeito, sonho de mulher.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Anjos caídos
Amor que sentimos...
Desejo nos define...
Amor perfeito...
Luz que evolui...
Desejo rasgar alma...
Sentido nos sonhos...
Virtude que amor seduz...
Vida continua nas linhas do infinito...
No momento mais profundo que vida lhe devorou...
Se buscou- me pela noite escura,
onde nem pirilampos vagavam, não sei...
nunca terei a certeza, andei perdida,
sem rumo, atrás de verdades
seu coração nem percebeu,
pegou outro caminho em trilhas de escuridão,
deixando nas sombras a certeza do amor
Deixou de lado tudo que foi bom,
deste sentimento que lhe dediquei ,
ocultarei, então a minha presença
onde olhar nenhum chegará,
como a lua, em fase nova serei,
e a minha luz esmaecida ,
nunca mais os seus olhos
conseguirão divisar !
O que move a humanidade é o amor. Tudo que fazemos todos os dias, tudo, nada mais é do que a busca pelo amor. A busca por dinheiro, para ter coisas e assim ser respeitado, a busca por conquistas, ser um vencedor… tudo leva ao mesmo final. Queremos que o outro nos ame.
Mesmo as maldades, crimes, foi um caminho torto que a pessoa encontrou para obter respeito… e ser amado.
Porém, enquanto buscamos o amor de outras pessoas, jamais conheceremos um amor verdadeiro. Queremos que outra pessoas nos ame porque não nos amamos e precisamos que outro nos diga que temos qualidades que muitas vezes duvidamos.
Quando nos amamos não precisamos que outra pessoa diga que estamos bonito, que somos inteligentes… sabemos o que somos e isso basta. E nesse momento sim podemos encontrar um amor verdadeiro, porque não buscamos preencher o vazio interior, estamos tão plenos de amor que compartilhamos naturalmente.
Mas não é simples se amar todo o tempo, por vezes, precisamos plantar.
Eu não tenho religião, mas respeito todas, creio que a finalidade de todas é o amor.
Mesmo Cristo, que só pregou amor, precisou ir para o deserto encontrar o demônio. Algo que muitos temem, mas é o único caminho para a felicidade verdadeira: conhecer os próprios demônios.
É possível fugir do sofrimento buscando consolo no amor alheio, mas é um paliativo. Somente o amor próprio gera luz.
Não estou num momento de sofrimento, mas quero cruzar esse deserto novamente. Porque uma vez que conhecemos a luz, nunca mais queremos sombras!
Noite que se aprofunda em escuridão,
ferida pela lua que a abandonou,
traz nas vísceras, escondidos gritos de aflição
que ecoam sombras na paisagem que pintou
Aquieta a alma, cumpre seu destino,
acarinha o coração do que ama ou amou,
vozes serenas em noturno canto,
espantam saudades de algo que ficou
Noite que se perfuma com a brisa
e que eternamente por ela é amada,
é um cofre que no âmago traz segredos
de almas insones - perdidas na madrugada
Sutil
Meu brilho é sutil. Algo que não se pode ver facilmente. Minha força é na escuridão, longe dos olhares, que me são indesejáveis. Meu trabalho e na surdina, na calada. Minha glória é no silêncio, na entropia. Assim como o raio, que só após ter surgido, pode ser notado pôr sua resplandescente luz e seu rugido implacável. Apenas após não estar mais entre nós.
Nas profundezas clamo seu nome...
Sinto o sabor da sua alma...
Seu coração sangra em lembranças vivas...
Invoco os mortos seres que esperam o sono perpétuo...
Sua alma sabe que nós unimos num ritual pagão...
Seus olhos queimam como os livros dos mortos...
Reis voltam a vida para serem levados ao seus destinos e o poder me pertence...
Canto para que volte a vida e sinta meu coração...
Milhares de anos se passaram para que encontrei...
Os cães do sub mundo clamam por sangue.
#PERDAS #ESQUECIDAS
Obcecado por anjos...
Um derradeiro desejo...
Em sonhos, na imaginação...
Aflige-se como humano...
Em seu coração...
Ardendo em pureza...
Sem nenhum descanso...
O peso é deveras demasiado...
Em solidão angustiante...
Bem ali adiante...
No sonho em que perdeu...
Quer subir ao céu...
Quer descer ao mar…
Anseia ir à procura...
Em todo lugar...
Não se dá pelas mudanças...
Que o espelho reflete...
Nas histórias de muitas loucuras...
Então se perde...
Perde algo a cada dia...
Muito já perdeu...
Os amigos...
Familiares...
Os gostos...
Desejos tão comuns...
Fantasias...
Perdeu a graça...
Mas não perdeu a agonia...
Da última estrela a réstia...
E na esperança de vê-Ia também se perde...
Mas numa volta, súbito, à estrada...
Cujas sombras lhe seguem...
Onde não esquece...
Retorna à sua casa...
Desafiando o tempo...
Sem nada mais de seu a dar...
De si mesmo...
Já se perdeu...
E não sabe mais onde encontrar.
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
O sol ainda não tinha despontado e eu já estava caminhando na praia, comigo estavam todos os meus pensamentos e também as minhas dúvidas. Mas num instante a luz do dia dissipou aquelas sombras, anunciando que as lágrimas e as dores da noite passada haviam terminado.
