Poemas Sombrios
Ora bem, uma agulha encalhada num viciante
arbusto no momento em que vai começar a cair
representa nada mais que psicológicas represálias
em guerra com as aveludadas lagoas coladas ao aço
de teus nervos alcoviteiros.
Tão transparente como morderes os ramos dos
arbustos e apaixonares-te p’lo seu interior
comovedor.
Num só gesto de gesso desordenado, tombo para a
negra chuva triunfal! Ela guarda-me em seu bolso de
adobe arminho. mansíssimo viro-me escancarado,
pisando grainhas das serranias que quase voam como
lástima inté banhar-me no ternurento silêncio em
flor...
Devo morrer indolor SILÊNCIO
Fiz do amor um gatilho em broquel ensopado
Fiz do amor um vulcão de rosas arrebanhadas
Fiz do amor uma náusea de escunas
Fiz do amor uma música de espumas
Aquela afligida atmosfera da loucura, sempre e sempre
me perseguiu quando engolfava, caprichosamente,
durante as destinadas descidas aos selados planetas
esboçados nos trémulos blocos de gelo como varandas
tribais no interior de uma jarra abençoada por flores
a arder penedos a cima. Era eu assomada vertigem
sibilante.
quis afligir minhas preces, minha cama, minhas ternuras-
nervuras, minha sobriedade, minhas imigradas
alvoradas, minha levedura.
Agradeci à desventura que me tenha inspeccionado,
imemoravelmente, possuindo minha síncope comoção,
alimentando-a com cambaleantes vielas e ondeantes
ruelas enriquecendo-me com orgias isentas de vozes.
Era eu assomado lascivo silêncio costurado a meus
querubins lábios.
vivo apenas hoje para beijar a loucura.
SORRIO no momento em que o sol-pôr cantante se encarcera
nos musicais tendões dum qualquer alçapão,
esprema profusamente chacais sobre vedação fractal,
e atravesso dulcíssima brisa numa gotícula em avesso!...
Nem
sequer
me
ocorre
a
ideia
de
cerrar
os
olhos
e
não
rodopiar
veemente
com
a
INFELICIDADE.
Talvez
depois
de
ontem
salude
a
bela
FELICIDADE.
quis Prudência.
dum álamo prescrevi lamacentas aberrações!
tive Prudência.
bailei misericórdias de defuntos, fragmentei ânimos definitivamente!
senti Prudência.
as promessas emboscadas nos eclécticos cortejos boiam indefinidas pelas remessas.
oh, palpitações e retóricas combinações! rumores empertigados no agreste solstício e paisagístico.
pego agora num pequeníssimo revólver detono espadachins de lembranças.
virei Prudência!
Aprenda a evocar
os seus demônios.
É melhor conhecê-los
e ficar frente a frente,
Do que passar a vida inteira
sem sabercom quem
está lidando.
Pandemia
Agosto chegando...
tenho viajado muito desde março.
Minha casa é a nave que me transporta.
Vou mudando de janela,
para aproveitar melhor a paisagem
e a dança das luzes com as sombras.
terei palavras para falar-Te?
E compreenderás Tu este,
não sei qual de nós, que procura
a Tua face entre as sombras
Poesia é o poema que morre apenas por existir.
A vida continua te fazer chorar pois a estrofe termina sem sentido.
Enquanto o soneto de teus lábios declaram a poesia que morreu...
Palavras jogadas num momento.
No que é soneto se torna roubado ?
Pois a pois é uma forma expressão.
Demonstra que reações flutuam nas sombras da alma.
No resquícios de lembranças boas amizades.
Nas profundezas desejos da sombra.
Animações.
Que tudo pode transgredir.
As regras da língua morta.
Pois o esquecimento é apenas um remédio.
Nas maiores virtudes da gramática.
Errado pois somos o produto da sua imaginação.
Não reze pro teu anjo,
Ele é só um e voa livremente,
Reze pros teus demônios,
São muitos presos em sua mente.
Flores para pisar...
Um caminho para seguir...
Um beijo do vento...
A vida para sentir...
Não passar...
E sempre existir...
Dores no lugar onde andei...
Lugar certo a ir...
Quando nossos gestos...
Forem de amor e paz...
Saber a diferença entre amor e preço...
Uma palavra generosa ...
Um abraço carinhoso...
O amor dado e ofertado...
Isso não tem preço...
Que meu amanhã...
Seja melhor que hoje...
O meu mundo...
Não é desse reino...
Aqui apenas sobrevivo...
Desse jeito...
Qual legado que você vai deixar?
Alguma boa lembrança...
Para alguém lembrar?
Ainda preciso aprender muito...
Ver a luz brilhar em minha escuridão...
Ter paz em meu coração...
Compreender que essa vida que tenho...
Existe outra mais além...
Morrer não é o fim...
Mas renascer sim...
Tudo que aqui eu deixar...
Serão apenas sombras...
Quando a pureza encontrar...
Não mais olharei para trás...
Para frente enfim...
Seguirei em paz...
" Diferentes "
"As pessoas são realmente muito diferentes ...
Por mais que você conviva estará longe de entender o verdadeiro sentimento ...
Por alguns moveras montanhas , atravessarás mares , dará sua própria vida e não significaras de nada ...
Por outro lado , outras tu darás apenas um sorriso ...
E verás uma super nova se formar ao seu redor sendo , tão intenso seu brilho que iluminará a todos ao seu redor ..."
Destino do Escravo
És um sonho? verde e anil,
uma cor a qual ninguém nunca viu
Porque és assim?
Porque desejas isso para mim?
Tu nunca foi assim....
Tem medos, eu sei
Tu treme, eu río
seria esse o seu medo?
seria esse o seu sonho?
Submeta-se a meus caprichos
Eu lhe dou o prazer,
E você se entrega a mim,
Sua vida agora é minha, simples assim
Ajoelhe-se!
Não olhe para mim!
Peça perdão!
Implore pelo fim!
Se te amo ou não
Não é essa a questão!
Grite!
Peça-me perdão!
Carregue-me pelas sombras
Leve-me a escuridão,
Eu lhe mostro o caminho
e você entrega-me seu coração.
Alguns temem o que não vê...
E quem vê...se acostumam ou fica indignado...
Tudo é só apenas mais uma habitação, nesta super população...
Violáceas as piscadelas da lua.
Cheia, clara, insinuante.
Todos os lobos uivam enquanto
as sutilezas do seu olhar
perfuram o meu fígado.
Viscosidades que lambem o desejo.
Sorrateiros entumescem bicos
e vidraças inexpugnáveis.
Tão perto,
tão longe.
Geladas inutilidades.
Te abraçar salvaria algumas
das minhas almas.
Seus beijos me mandariam para
o inferno.
Resta nada,
quase nada.
Um último tubo de ar
na profundidade do oceano
ocre.
Um derradeiro olhar
de soslaio
nas sombras
agigantadas pela lua.
Um último querer
escondido entre meu copo
e o impossível.
Tristeza
Tu que tão sorrateiramente aparece,
De repente uma simples palavra
Daquele ou daquela que amamos
E o nosso coração se esmorece
Esvai-se em trevas
Fecha-se em sombras
Cai-nos o semblante
Acaba-se o apetite
A floresta canta tanta histórias e seus espíritos são ricos momentos nossas vidas...
Como a luz que vivida nas sombras dos mares ricos de uma natureza indomável e sonhadora....
Seria mais digna que muitos que desdenham o viver nas sobras do que foi a humanidade.
Entretanto o desmatamento se dá a essa tragédia de tantos que se acham provedores de conhecimento...
Dor todavia em barra mansa seja demanda por madeira nobre...
Lágrimas formam rios de sangue e as florestas chorando o desespero ao mesmo que se derrama gasolina para chamar atenção, o gado ouve o berrante...
Seja tristeza do aumento dos alimentos...
Ou falácia daqueles se acha na razão daqueles que choram com fome... E não só essa fome!
O saber se tornou mais pobre e aonde ficou a dignidade e humanidade...?
Exploramos a verdade e colocamos fogo na insanidade...
Aonde foi parar a razão.
Somos loucos apenas e quando acordarmos será tarde ou estaremos sonhando ainda...
O cataclismo é parte do ensino fundamental...
Os digam mestres são bandidos da salas de aulas pois educação não veio de casa...!
Somos cegos e mudos diante do poder insanos que se constitui na obras de um senhor que se diz líder de uma nação...
Defere a constituição e os direitos humanos.
Seria verdade nós faz calar... Somos culpados!
Podemos ainda mudar essa situação.
A liberdade de todos está aonde vivemos e como vivemos...
