Poemas Sombrios
Emerge-se das sombras
e presentei a atmosfera
com a sua dança.
Profanos são seus lábios,
e sua carne..
seu corpo que balança,
seus olhos de relicário.
Existem pessoas sombras. São aquelas que vivem à margem da vida dos outros por medo de aparecer, medo de se expor, covardia de enfrentar a existência Tete à Tete. Esses vampiros fracassados perambulam por nossas vidas e não sabem que a única coisa que de fato vale a pena nesta Terra é experimentar estar vivo, com seus inesperados problemas a serem solucionados, sem a proteção dos ansioliticos de tarja preta ou a saia da mãe e assemelhados.
Vale lembrar que desta vida só levamos aquilo que não podemos riscar e as energias que aqui emitimos, sejam elas Boas ou más.
Se o céu existe ou não tenho dúvidas, mas que o inferno há é fato pois é este o palco e destino dos ansiosos e sempre omissos.
Boa viagem.
Lágrimas Escondidas
Estava presa a um labirinto, andava em meio às sombras, escondendo-me na escuridão, camuflando-me entre as paredes. Sentia-me invisível, mas mesmo assim ele me via.
Seu olhar sombrio encontrava o meu, o sorriso sarcástico surgia em seu rosto pálido sujo de carvão. A maldade morava ali.
Eu era um ser tão indefeso, como um passado fora do ninho, aos poucos ia morrendo por dentro, apenas suplicando pela infância perdida.
Minha inocência fora tirada, minhas bonecas jogadas ao chão, encurralada pelo desespero e tomada pela agonia, busquei socorro em meio à multidão
Ajoelhada no chão, me afogando em súplicas e lágrimas, lágrimas sem fim. Todos ao meu redor me olhavam, porém não me viam, eu gritava, mas minha voz era muda, minhas verdades eram mentiras e minhas queixas apenas desculpas.
Ah como eu o temia. Meus cabelos encobriam meu rosto triste, as roupas de inverno escondiam meu corpo em pleno verão e a solidão escondia minha aflição.
Eu me afundava em um buraco, em meus punhos serrados escondia meu único trunfo, o qual me livrou da maldade. Aquele olhar sombrio nuca mais me encontrou, nunca mais me tocou, mas sua marca deixou.
Mesmo em um passado distante as cicatrizes ainda pulsam, minha inocência jamais fora devolvida, o medo nunca desapareceu e ainda posso sentir o frio na espinha e a angustia da mesma menininha que nas sombras se escondia.
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Sem você
Fecho os olhos para me sentir sozinho,
Vejo seu rosto nas sombras dos meus pensamentos;
Concentro-me no silêncio da minha alma,
Ouço sua doce voz aos meus ouvidos;
Tranco-me na solidão do meu ser,
Sinto sua presença em meu coração.
Já não consigo me ver sem ver você.
Sonhos apenas as sombras desta vida
que abandonei no momento que te perdi...
Para o tempo que o nada se reflete num som...
Que vaga nas profundezas da minha alma... Calo me passivamente até que solidão me consome...
Vou te amar para sempre...
Se o para sempre for uma gota
num oceano quero navegar,
nas sombras do luar meu amor.
Embora soa como laços da eternidade...
Somos fruto do pecado que desejo a cada momento e segundo respiro o seu amor.
Trilhos,
É nestes caminhos,
Olhando as sombras que ficam para trás,
Que a minha alma encontra a paz !
-- josecerejeirafontes
abraçamos a noite com gosto da morte,
as sombras recaem nas ondas do luar,
abito suas frases com doce amor...
Sofrimento.
Sombras e névoas, que atravessam o caminho,
Bloqueando a luz e deixando na escuridão sozinho.
Solidão maldita que dilacera o coração.
Impõe a tristeza, dissipando o brilho no olhar.
Sucumbiu o sorriso e dá espaço as lágrimas a alguém que não sabe chorar .
NAS SOMBRAS DA MINHA ALMA
AS FRONTEIRAS BRANCAS COISA EXPRESSIVAS DA SOLITUDE SÃO MARCANTES.
ORIGENS SOBRE TREVAS QUE DEIXEI AS LONGAS MEMBRANAS DO TERROR,
DOS QUAIS FORAM SUBMETIDA NAS SOMBRAS DA TUA BOCA...
Nas reais intensões
me atrevi a deixar que
tudo é jogo de complexidade,
Nos altares de sacrifícios involuntários abrem coisas que compreendo,
Nos profundos da solidão clamo cada momento, trevosos sonhos,
Nas amplitudes do caos que meu coração,
Tudo que deixou muito claro,
Tudo muito patético,
Tempo passou o coração morreu e alma se perdeu,
Amor meu glamour sobre tudo meu amor
Desastre pois tudo foi um sonho
Numa tempestade do qual fui levado por um imenso vendável
Por Celso Roberto Nadilo
A NOITE DA DOR
Nem as sombras estavam lá
Os raios esconderam o clarão
E os trovões se calaram
Diante daquele clamor
Era a noite da dor
E todos que um dia amaram
Ouviram com o coração
Aquele homem chorar
Na infinidade das sofridas horas
Provou do pão da indiferença
E no fervor da sua dor imensa
Embebedou-se em suas próprias lagrimas
Todos os medos da infância acordaram
O fracasso de todos os amores
Tomou-lhe o corpo como trepadeira
E todas as frustrações lhe estrangularam
E enquanto a lamina afiada de desesperança
Partia em dois a graça de uma vida inteira
Desbotaram-se todas as cores
E todos os sons semitonaram
Na aparência do infindável momento
Trazia o sol tamanha claridade
Que alheio a todo sofrimento
Afugentava toda escuridão
E a benevolência do tempo
Trazia consigo a conformidade
E foi a vida maior que o momento
E foi-se a noite como os amores se vão
Vladimir Wingler
As sombras negras da noite escura
me cercaram num momento inesperado,
me prenderam a um caos com seus grilhões.
Procurei aliviar a carga e soltar a atadura
Em um grito solitário e desesperado
Na esperança que fosse ouvido a milhões
porém o medo e desesperança assolaram
quando percebi que não estavas ao meu lado.
Restou apenas as lágrimas que rolaram.
A tristeza fez para sempre, esse coração calado
Não, Natureza, essa, não!
Eu não precisava disso, agora...
Você fechar-se nas sombras e ensaiar seu pranto de solidão!
Não, Natureza, por favor, não!
Eu não precisava entristecer tanto, agora..
tudo e nada
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mansa flor, de atitudes pálidas, sombras altivas, medrosas pétalas…
mansa flor, de caule magro, folhas grossas, perfume de maça…
mansa flor, de cálice longo, cores mortas, nenhum pólen.
mansa flor, escondida, dentro da sua mão.
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Passado em juras
Aquelas sombras do passado me desviaram,
do teu ilustre brilho qual alegrava,
nessas noites em térreas,
luzias o findar dos tempos,
aqueles lindos momentos,
semear-me-ão tuas rosas,
em teu jardim,
destes meu peito entre rasgos,
farei de mim teu solo,
triste, sedento, porém permeável,
justo é aquele louvor que me rodeias,
levas momentos tristezas,
dum florir injusto,
és meu sangue que em meu existir reside,
duras frases por viveres em mim sedento amor.
Perdido
Estou perdido nas lembranças dos bons momentos;
Nas sombras dos diferentes hábitos que aflige me.
Voo a procura do aconchego, sossego e paciência;
Como um grande pássaro nas graças dos ventos.
Carente dolente e só no esplendor da aurora;
Perdido Voo na calma das asas da saudade.
Ó cruz áspera do martírio, das amargas nostalgias;
Já não sei mais o que neste meu jardim chora.
Pela saudade que aflige e cega minha alma?
As tramas vivas dos teus espinhos, que enfeitavam
Com teus,os doces beijos a minha ossada?
Ou os loucos desejos, que fez meu corpo ser devorado?
Que dor. ó cruz que atrás de mim encravada encontra se
Hoje meu cadáver de braços abertos sobre ti deito;
Estremece a brisa, as pálpebras cessam se para sempre;
Por fim adormecem meus castanhos olhos na escuridão.
Já não sei mais quem sou eu ou o quem já fui;
Debruço minha alma sobre o jardim dos moribundos;
Enquanto seu amor sob a mansidão da delicadeza;
Cortinada vejo sobre um coração paladino repousar.
Então nós dançamos como sombras na noite [...]
E quando você olhou para longe ...
Eu me lembro de todos os tons; me lembro de todas as cores.
IGUALDADE
Somos todos iguais
Sombras de um passado
Vivemos o ontem no hoje
O amanhã tentamos construir
Sempre a mesma história
Sempre a mesma vida
Solidão, emoção, sofrer, devoção...
Coração, coragem, união..
Desperdiçando o prazer
Somos os mesmos a viver
Mesmo assim há quem diga
Que o novo é agora
Somos todos iguais
Sombras de um passado
Mais uma noite
Nas sombras da noite
Refaço o dia passado
Revejo todos meus atos
E imagino o que poderia ter sido
Me deixo levar pela imaginação
Sonho com o que não tive (ou não fiz)
Aperta uma dor no coração
Enquanto o dia se aproxima
No quadrado do meu quarto escuro
Uma canção fala com tristeza
De um amor não concretizado
Feito o meu que já foi o seu
Escuto com atenção e me pergunto
Onde foi que te perdi
E vem em meus ouvidos a tua voz fria
Me perguntando se um dia eu te tive
Fecho os olhos, tentando adormecer
Mas tua imagem teima em aparecer
Feito um fantasma me assombrando
Em plena madrugada
Rezo à Deus para tirar você de mim
E o meu martírio ter um fim
A droga é que não sei rezar
E ele parece não me escutar
Posso ouvir tua respiração
Escutar tua gargalhada
Tudo isso dentro de mim
Quimeras...ilusão
Os primeiros raios do sol
Apontam em minha janela
O cansaço vence minha resistência
Vou dormir e sonhar... com você
"TECER AS PALAVRAS"
As sombras das casas senhoriais frias
De pedras escuras
Sobreviventes aos séculos em estado de destruição
Hoje queria tecer as lágrimas
Da chuva que cai lá fora
Pérolas que enlaçam o fio da tua
Da minha sorte
Ser agulha nas malhas de lá do nosso esquecimento
Tecer todas as mágoas no linho
Dos lençóis ao vento no estendal.
Nas horas difíceis
Morremos de tédio acendemos a televisão
Navegamos na corrente
Barco sem remos, velas erguidas ao tempo
Atiramos pedras ao rio sem as ver cair
Gememos de fúrias esmagadas.
Fragmentos de memórias que tombam desamparadas
Como folhas soltas
Ao sabor do vento, no tempo
Gaivotas que levam as letras ilegíveis
De palavras irônicas.!
