Poemas Sombrios
plagio de sombras
nas sobras da vontade,
sendo a beleza sombria,
bem se vendo a escuridão,
entre pujantes vultos,
momentos cinzentos,
no atos mais plenos,
noite escura e virtuosa,
para luz ser perder e renascer,
na linha do horizonte,
o olhar com frieza,
versão, em brumas,
show, se da por vendido,
refugio, que é rompido,
nos dias que se passara,
para tais instantes.
o abismo de nossos corações é vazio de nossas almas...
nas sombras a vida mesmo na solidão de nossos corações,
os gritos e uivos são declarações de amor...
sombras a meia noite,
denso sonso amor,
denoto vultos das cavas,
profundas na alma
surdidas noite a dentro...
meros na trova do amanhã
sombrios momentos,
neste paixão de musica.
o abraço tão vital
beijo morre num desejo frio.
que entardece numa opera sem fim...
carma acumulo na cálida atroz.
Sempre gostei do frescor e silêncio
da noite.
As ruas com poças
ainda da chuva.
Sombras coloridas nos olhos
um homem passa
um carro passa
um rato passa
não há ninguém além da noite
já começo de amanhã.
Adormecer?
Perante as sombras e a quietude,
Quando o Sol se afasta e a Lua surge,
Eu sinto-me completo nesta plenitude,
O silêncio abraça-me e o meu ser abrange,
À medida que todos adormecem, eu acordo,
Esta é minha fraqueza, eu concordo.
A de pensar uma vida, onde as paredes cobrem o futuro
Quando as sombras pintam as cenas
Onde os refletores costumam cair
E me fazem pensar, isso tudo vale a pena
A vida pode te jogar pra baixo
Quando você não estiver procurando uma saída
Você não pode escutar estes sons
de corações batendo bem forte
Embora os nomes mudem
No fundo nós somos todos o mesmo
Por que não podemos derrubar essas paredes,
e mostrar as cicatrizes que estamos cobrindo
Aparentes momentos
folgaz na sombras retalhos...
tudo tão severo...
meus pesares.
estes sejam desejos
profundos querer
num mundo frio...
diga foi por amor...
depois ainda...
nunca sob que foi amor
podemos ser amigos.
me deixe em paz...
noite cai na brutal natureza...
o sentimento termina no vulto das sombras.
absoluto as brumas se revoltam,
sensato momento que a aparição
retorna aos laços da escuridão.
Sombras na paredes...
pensamentos que se refletem sobre as paredes
essas sombras são desenhos e mesmo tempo são sombras sobre a paredes.
as vezes mente se distrai isso torna se funcional.
Sobre as nuvens exponho minhas verdades.
sob as as sombras a tenho luz,
num destino se ares dos morros
seres uivantes, que se comovem
ao vento seu destinho a verdade,
que tudo que temos é tesouro
chamado de vida, apenas vida,
o homem veem mais do que se pode sentir,
muito além dos sentidos amamos.
e único preludio é sentir...
o desejo de viver melhor.
esse melhor desdem o deslumbre
entre tantos atos frios...
vemos a verdade que move nossos sonhos.
o silencio da chuvas pairam sobre as brumas,
numa ordem celestial as estrelas brilham...
para cada dia que amanhece expõem a bondade...
HOUVE UM TEMPO
Houve um tempo em que não precisávamos andar por aí se escondendo nas sombras
Houve um tempo em que não precisávamos limpar nossas asas da poluição das grandes metrópoles, Houve um tempo onde homens se digladiavam sem escudos ou mísseis.
Houve um tempo em que os campos se revezavam em tons de verde oliva e prata, houve um tempo em que homens se orientavam por estrelas, mas agora as constelações parecem imperceptíveis
Assim como todas as coisas possíveis para mim
Assim como você.
Este dia que amanhece
Rasga-me como numa luta de morte
E as sombras que me cobrem
Abrem-se ao silêncio, ao esquecimento
Numa ferida em agonia neste medo de viver
Ilusão numa cova coberta de flores ciprestes
Nas emoções que geram o sal da vida
Da nossa própria dor flagelada que nos ceifa
Nossas Sombras
Nossas sombras permanecerão escondidas
na penumbra daquele quarto,
aconchegadas entre os lençóis
e sedentas de nós,
implorando para que o dia não amanheça
e para que nossa paixão nunca envelheça.
momento obscuro
detalhes das sombras
deixados em alguns momentos,
despedida pouco a pouco,
desdenho um sonho que terminou
pura morte que te amo de verdade,
ser eterno pura morte,
no veneno a perfeição,
no instante que a encontrei
desejo único transcende
a eternidade me espera,
num sono profundo e tardio
suas lagrimas derrama sangue,
entre esses instante tentei chora
tudo secou como um deserto.
TRIGÉSIMO HEXÁSTICO
há por certo ainda muitas sombras
a caverna no ser resiste
“eus” diversos acorrentados
vidas assim são condenadas
Guaraci há de resgatá-los
luz… calor… há de libertá-los
saindo das sombras,
o portador das chamas
ganha a linha fina da liberdade,
tendo a dor que prospera na alma,
viajante entre tempo
até ninguém compreenda a vida que passou.
TRIGÉSIMO QUARTO HEXÁSTICO
silencia o choro do espírito
todo lamento gera treva
tuas sombras não são realidades
são ilusões da mediocridade
geradas pelo te’universo
prenhe de tua sabedoria
Não te rendas!
Ainda está em tempo de alcançar e começar de novo.
Aceitar as tuas sombras;
Enterrar teus medos;
Largar o lastro;
Retomar o voo.
ares ardis nas sombras
dom sobre a morte
sempre tardio
senhoras bastardas
entre trevas absurdas
como vegetais
exclamam as mesmas virtudes
como operas de sonetos
abandonados em algum lugar
esquecido nos maiores sonhos
passados por aquelas belas canções
entre os trechos vertiginosos
no profundo da alma gótica.
... e tudo se acalma
a vida se aquieta
na dança das sombras
tal pássaros livres
que buscam seu ninho...
saudades desfeitas,
passado esquecido,
serena é a alma,
feliz é a vida!
Nos olhos já piscam
estrelas brilhantes
contando segredos
que a ninguém se diz...
e pouco se ouve
dos ecos da alma,
já foram-se as dores
e tudo se acalma...
