Poemas sobre Relógio
Fazer planos para a semana é planejamento!
Colocar em prática quando o relógio desperta na segunda-feira é ATITUDE!
(Manu Marizy)
Relógio incomum
Tempo verdadeiro foram os que me marcaram, mesmo sendo em um relógio nada habitual. Meus ponteiros as param, e não é uma experiência ruim, descortino meu eixo em forma de fragrância. E a ampulheta da vida, talvez escapou das minhas mãos, perco o nexo das estações e só tenho entendimento que quente é ruim o morno é indiferente e o frio é psicológico.
E o relógio soou mais uma vez
E quando você olha para trás
E não tem mais ninguém
Você sabe que cair seria mais fácil
Mas o fácil quase nunca é a melhor escolha
Então você tem que se reerguer
E lutar sozinho
Porque o relógio não para
E enquanto seu coração pulsar
Sempre haverá uma oportunidade
De acreditar que dias melhores virão...
Outono
Pendurei roupas sujas no varal do tempo;
lavei a alma por esquecer por quanto o relógio girou...
A vida veio em tantas estações que já nem me lembro,
mas quando me dei conta
o calendário mudou,
meu olhos já viam
o que, no mundo, ocorria...
daí pude perceber
que o tempo pertence ao tempo...
os ventos varriam as folhas do chão...
traziam esperanças,
com novas cores, novos aromas...
como num leve sonho lembrei do varal,
porém, as roupas não existiam...
mas minhas lembranças do ontem
faziam crer na mudança;
foi assim o outono em mim...
O tempo que ele tem em mãos é pequeno,
Relógio de bolso dado por sua mãe e seu pai em seu nascimento,
Sempre sendo usado por ele a todo o momento,
O tempo sempre passa,
E sua hora de viagem está marcada,
Para seu lamento, os ponteiros não se movem no momento,
E talvez ele esteja indo se encontrar com o dono do próprio tempo.
REPOR/DO/SOL
Fim de tarde, beira a noite!
Junto com os segundos do relógio,
Em batidas, está meu coração.
Sem sair do meu peito ele abre as janelas que dão pra rua,
Abre a porta da rua...
Caminha em voltas, de um lado pro outro.
Chegam as seis, seis e meia, quase sete...
Tic, tac, tic, tac, seis e quarenta e mais um pouco,
Ouço passos, chega a porta,
É você, sim eu sei que é porque sinto seu cheiro.
Agora meu coração está disparado,
E, é ele, que corre ao teu encontro;
Que chega até você antes que meus pés...
Que te toma nos braços e te beija,
Que te aperta em meu corpo e te sente;
Que te olha nos olhos, e mesmo sem palavras te diz:
Bem vinda meu amor, estamos morrendo de saudades de você.
O RELÓGIO BATEU
o morto despertou
o homem tolo se ferrou
a mulher se despencou
a brincadeira começou
a criança se machucou
uma onda passou
um garoto se afogou
A geleira derreteu
Vinte seis homens morreu
Inteira família desapareceu
Dezesseis crimes ele cometeu
A menina, dele correu
Com coragem ele lutou
O fogo se espalhou
Numa tática o jogo virou
Trinta mil reais ele ganhou
Infelicidade prevaleceu
Numa nação que se apodreceu
Um milhão de coisas se passam
As coisas acontecem
iIndependentemente do que se situa
A VIDA CONTINUA
Não há nada mais cruel que o relógio da existência.
Ele dura pouco e quando ele para não tem jeito, tudo está acabado.
Sua mais cruel característica, é que seus ponteiros não voltam, o que passou já se foi e não há como retorna o tempo. Cabe aos que dele dependem aproveitar cada minuto em quando o seu ponteiro gira. Não se esquecendo de uma coisa, o que vale é o tempo presente, pois, a próximo bater do ponteiro pode não mais existir.
Mais cedo ou mais tarde,
Percebemos que naquele relógio velho
Estava na hora de ser feliz e vc não agarrou aquele momento.
Olha de novo , abraça com os dois braços,
E dessa vez , é dessa vez.
Enquanto o mundo se move,
e no relógio o tempo passa,
neste espaço sem você,
apenas a saudade me abraça.
...
Na parede da sala os ponteiros rasgando o relógio;
No quarto o escuro rasgava do teto ao chão;
- Na cama rasgavam-se os corpos.
Nas costas os rasgos suaves, marca de unhas cruzadas na pele. Na boca rasgam-se os beijos e no entrelaçar de pernas e braços rasga-se a distância e as leis físicas. Um ‘’Eu te amo’’ rasgou o silencio que embala as noites de quem dorme dentro.
Uma cena de amor escrita em folha qualquer, cujo vento vem e leva, e na primeira poça molha e rasga-se com todo o resto. Rasgam-se os beijos, os braços e pernas, Rasga-se o ‘’te’’ o ‘’e’’ e o ‘’amo’’.
Rasga-se a voz.
E no calar entediante dos agora ex amantes a boca que já nem sabe falar cospe;
A palavra ‘silêncio’ permanece intacta no papel.
EPA!
silêncio não é paz à beça
anjo da guarda tira asa
trabalho (doze) - relógio que pesa
vento que abre a porta
tiro que não se ouve
conversa-trem que descarrila
saudade que sempre urge
ligação que não se completa
Mercúrio: dono dos sopros
Oxalá retrógrado
meu afeto não tem
pressa
O nosso mundo é um relógio que engrena
A nós, que somos engrenagens pequenas.
E não é de se estranhar, que com tantas engrenagens ruins,
O mundo esteja como está, indo a caminho do fim.
Ser amigo não é ser vidente ou psicólogo,
não é ser relógio ou o tempo,
não é ser espada ou escudo,
é simplesmente ser, no mais simples e literal sentido da palavra.
Tempo
Olhei para o relógio
E vi a hora passar
Para mim não importava
Pois não iria para nenhum lugar
Mais a hora foi passando
E não pude aproveitar
Não aproveitei nenhum momento desse dia
Mais amanhã o mudo poderia acabar
E minha última lembrança
Seria aquele ponteiro sempre a rodar.
A vida é cronometrada! Não pelos ponteiros do relógio, mas pelos batimentos cardíacos que são mantidos pelo fluxo sanguíneo que corre nas suas veias. Esse “tic tac” tem a função de nutrir as células do corpo garantindo a manutenção da vida e nos lembrar de quanto o tempo é precioso...
Assim, use seu tempo conservando seu “tic tac” como se fosse pedras preciosas.
Espera
Como o tempo demora
Pra quem tanto espera
Os ponteiros do relógio param
As imaginações do tempo separam
Enquanto espera sonha
Na doce vontade medonha
Para que acabe a demora
Do tempo que separa
E quando acaba a espera?
Como fazer o tempo para
Já não controlo o tempo
E viver intensamente o momento
E no tempo que não para
Vai viver no futuro as lembranças
De um momento único na esperança
A primeira taça de vinho que não mais separa
Passei quase toda minha vida escrava do relógio,
escrava dos compromissos
e escrava das vontades das pessoas...
Hoje sou senhora do meu tempo,
livre dos grilhões que eu mesma me impunha...
Faço dos meus horários e das minhas atividades
algo prazeroso... como, durmo, leio, escrevo, passeio...
tudo de acordo com o que me for mais agradável.
Se isso parecer demasiado egoísta...lamento...
Já cumpri a minha parte de colaboração e trabalho. Cika Parolin
Feliz 2018
Quantas giros deu um relógio, quantas voltas? Será que alguém parou pra contar? Tantos sons de tic tac que é impossível numerar, um ano parece passar tão rápido, mas na realidade é muito lento e devagar é agente que na correria da vida não consegue enxergar.
Mais um ano se aproxima, muitas coisas pra conquistar, cuidado pra não perder os detalhes e novamente não vê esse ano passar, do que adianta as conquistas sem história pra contar, pois quem não percebe a vida acaba morrendo sem saber o valor de respirar.
Que 2018 não passe rápido, mas que demore passar, pois assim é sinal que vivemos cada dia como se fosse o último dia e isso ninguém pode pagar.
30/12/17
Acostuma
Eu tinha o hábito de utilizar relógio todos os dias, era um objeto e acessório indispensável, se tornou involuntário ficar checando o horário a todo momento. Com o tempo o bendito relógio foi ficando mais fraco e acabando dando a hora imprecisamente, o que me prejudicava para eventuais compromissos. Posteriormente após uma queda, o vidro do relógio se quebrou.
A solução tomada por mim foi acabar aposentando o uso daquele relógio, talvez arruma-lo traria mais dores de cabeça relacionado a um possível mau concerto.
No fim acabei me *acostumando* a andar sem relógio, e aquela indispensabilidade, só passava de um sentimento efêmero.
Muitas vezes na vida temos por hábito certas ações e por companhia certas pessoas, e despercebidamente ficamos dependente, como se para nos sentirmos verdadeiramente completos, necessitaríamos estar com eles, ainda que muitas vezes isso acabe sendo prejudicial a nós e trazendo situações e sentimentos desagradávei. Começamos a pensar que algumas companhias são insubstituíveis, e quer saber? Realmente são. Não haverá outro relojo igual, e nem outras pessoas iguais, mas o importante não é substituí-los, e sim, se familiarizar com suas ausências porque nós por medo muitas vezes negligenciarmos que:
Acostuma
