Poemas sobre Relógio
Quase no Fim
Faltam 8 minutos.
O relógio da classe está adiantado 15 minutos.
Como quisera eu,
te adiantar e te ver indo,
sem sentir nada.
Você é problema, você me irrita.
Você não deveria ter existido,
ou se sim,
deveria ter ficado no passado.
Onde você ainda era lindo.
Mas foi minha culpa também.
Por que eu sou fraca.
Mas não por muito tempo.
E eu me prometo, essa é a última.
Última vez.
O tempo
Enquanto crianças o tempo não passa
Olhando o relógio e as horas de graça
Sem pensar em nada
Como uma fumaça.
Todos por um e um por ninguém.
Brinquedos e tudo
Sempre a favor
Das horas lentas
Que fazem bem.
E sem perceber
O tempo com jeito
Insere na vida coisas perfeitas.
Ao mover da vida
As horas disparam,
Como um redemoinho
Espalhando ventos.
Poeiras na vida
De quem não tem como
Perceber as horas
Em um ser humano.
Em quanto velho
A vida dispara,
Desesperada.
Sem perceber...
A saudade acalenta
As horas sombrias
De um ser que sustenta.
Depois da meia noite... esse é meu ritmo. Sou notívaga! Meu "relógio interno", isto é o meu metabolismo, ou a forma como meu corpo gerencia a minha energia, está regulado para uma atividade predominantemente noturna... Não que só funcione ou agite mais à noite, mas preferencialmente...
As madrugadas são maravilhosamente inspiradoras. Esse é meu ritmo. Ler, ver TV, ouvir música, escrever, trabalhar, limpar o apto, organizar o armário, refletir, colocar os pensamentos em ordem, fazer nada... é incrível mas se não durmo até a meia-noite meu corpo transborda energia e sei lá fico ativa querendo fazer mil coisas.
É justamente como a letra da Pitty - com exceção do te vejo brilhar, a não ser pela lua, essa sim brilha imponente quando tá escuro, adoro - é quando tá escuro que eu me sinto em casa. Esse é o meu ritmo, mas não é o ritmo do mundo. Assim as minhas crises notívagas antecedem dias de “ressaca' noturnas no ritmo em que mundo funciona. Não que isso estrague meus dias e me deixe ranzinza ou mau humorada, de forma alguma. O que acontece é que tenho só um pouco menos de energia.
Perfeito seria se fosse sempre assim, já são quase 4 horas estou por aqui ainda no meu ritmo notívago. Depois vou dormir e amanhã sem despertador para tocar. Só vou acordar quando meu corpo decidir que chega de dormir. Esse é meu ritmo!
Você e Eu
Que dia é hoje e de que mês?
O relógio nunca pareceu tão vivo
Eu não posso prosseguir
E eu não posso desistir
Tenho perdido tempo demais
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para perder
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Todas as coisas que quero dizer
Não estão saindo direito
Eu estou tropeçando nas palavras,
Você deixou minha mente girando
Eu não sei pra onde ir daqui
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para provar
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Existe algo sobre você agora
Que não consigo compreender completamente
Tudo o que ela faz é bonito
Tudo o que ela faz é certo
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para perder
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Porque somos você e eu e todas as pessoas
Com nada para fazer
Nada para provar
E somos você e eu e todas as pessoas
E eu não sei por quê
Não consigo tirar meus olhos de você
Que dia é
e em que mês
Este relógio nunca pareceu tão vivo
Eu vi muitas madrugadas entrarem
e junto com o ponteiro do relógio passarem lentamente
enquanto eu mudava os móveis de lugar.
Assisti muitos filmes e seriados me revirando no sofá,
e nos rápidos intervalos, que serviam para esvaziar a geladeira,
eu passei correndo pelo corredor e vi a nossa cama arrumada.
Escutei discografias completas caminhando sozinho pela casa,
e chorei diversas vezes vendo nossas fotos,
finais de filmes de comédia e escrevendo sobre como me sentia vazio.
Eu vi da janela da sala muitas vezes o Sol nascer
e o novo dia chegar sem trazer notícias suas,
e dormi muitas manhãs cansado de tanto pensar e esperar por você.
Estou aqui
Ainda estou aqui
O relógio continua a andar
Mas ainda estou aqui
Os meus passos estão presos
Presos pela condição
…
Já dei volta ao mundo
Mas ainda estou aqui
Já sei como será o fim
Mas ainda não la estive
Da mesma forma que aqui cheguei, ei de partir…
Horas soltas…
Relógio descontrolado…
No chão um porta retrato quebrado.
Sobre a mesa rabiscos amassados…
Versos soltos ao vento.
Sentimento soterrado.
Coração quebrado.
Um desiludido!
O relógio é um indivíduo atrasado, sempre em contradição
A criança tem sonhos de gente, só precisa de um empurrão
O frio que congela o sangue é o mesmo que queima o pulmão
As folhas que caem no outono, se perdem na outra estação.
Atravesso A Porta (bomba relógio)
Todos querem falar um pouco
que eu tenho que me acostumar
Que eu devo deixar pra lá
Aprender a lidar
Mas não,
Eu não sei aprender...
Mas não,
Eu não quero aprender...
Nos outros olhos vejo acelerada
a vida que escapa
Todos fazem tão pouco por si
E quem lhes quer bem sente (chora)
Minha consciência vive
em constante batalha
De tanta guerra sangro por dentro
E quase nunca me permito chorar
Fazem de piadas os meus sonhos
Juntam-se para rir um dos outros
Tão pobres de vida
seguem tão cheios de vazios
Sobre meus ombros carrego suplicas
Atrás dos meus olhos ninguém vê
Mas a cada vez que atravesso a porta
sinto que morro mais um pouco
Meu coração levanta todo dia
a bandeira clamando por paz,
Mas minhas pernas marcham enfrente
e estão cada vez mais cansadas à resistência
Meu íntimo grita pela vida
Não nasci e cresci igual
Me sinto um deslocado
Um barco fora do curso
Queria ser como o cara do filme
Ou o garoto do livro
Mas atravesso a porta
como um carro bomba
O Relógio
Não há como se livrar
Não existe alforria
Quem poderá nos salvar
Das horas dos dias
Já nascemos escravos
Um único ser humano
Aprisionou todo o resto
Tornou o tempo “concreto”
Neste momento nos condenou
A prisão perpétua decretou
Com sua simples invenção
Aprisionou geração a geração
Agora vivemos a mercê desse instrumento
Dominados pela “máquina do tempo”
Será que conseguirei terminar estes versos
Antes que o “tic - tac” da meia noite se acabe?
Devagar anseia o tempo, o coração,
que pulsa sem parar,
como uma bomba relógio.
As mentes atormentadas,
sobre uma tela de um quadro em branco.
O sangue que se transforma em tinta
para as poesias malditas nascerem.
A loucura, a embriaguez lúcida.
A noite que nós convidam para dançar...
Os gritos de socorro,
as lágrimas contidas para dentro.
Os ruídos de baixo de suas mentes,
os passos no corredor.
A história se repete, não percebem?
Há mais nomes na lista do que de costume,
mas a casa ainda continua vázia.
Queria eu fugir deste inferno.
Acordar um dia e ver um céu azul lá fora...
Queria eu um dia ligar a TV
e não assistir a mais uma nova arma sendo criada.
Leve-me daqui, joguem -me na camara de gás,
isso não fará diferença alguma agora.
Pendurem me em uma cruz
como vocês fizeram com os outros,
como fizeram com seus medos.
Queimem suas mentiras com um livro,
isto nunca será esquecido.
Orem pelos pobres, ajoelhe se diante do seu rei,
enquanto ele os cegas com o brilho de seu trono de ouro.
Devagar anseia o tempo, o coração,
que hoje já não quer mais pulsar.
O tic tac do relógio
mostra-me que é hora de fazer acontecer
tenho que lutar com toda minha fé
e dar meu pequeno e primeiro passo
Não posso mais viver atrasada
nem tampouco querer passar adiantada
sento um pouco e começo a refletir
em como organizar o meu eu interior
É necessário paciência para esperar
força de vontade para conseguir
é necessário também se arriscar
com os pés no chão e objetivo á vista
Promessas e dívidas são um desperdício
não se conquista algo só falando
tentar de novo e agir é pois
a metade da fórmula do sucesso
A outra metade pergunta os curiosos
qual é e onde procurar
digo que ela sempre está lá
esperando que destranque a porta da confiança
[em sí mesmo
Cada segundo que passa
em cada minuto que muda
em todas as horas que vão e voltam
são de uma tal importância chamadas: Tempo de Ouro
Ter uma atitude e ir atrás
ou ter uma atitude e esperar o momento certo
mas não posso acomodar-me em minha desdém
não quero tornar-me um acúmulo de inutilidade em pessoa
O tempo não é paciente
ou serei uma vencedora que tenta e equivoca-se
ou serei uma arcaica perdida nos tempos de hoje
e é isso que o relógio diz ao fazer tic, tac, tic, tac
[tic, tac
Tantos caminhos para percorrer,
neste momento apenas um para escolher,
o tempo do relógio para,
o amor que eu sinto ao passar do tempo não.
Os ponteiros do relogio passaram passivamente todos os minutos...
tudo como deveria ser feito. Se acertando a cada virada dos ponteiros
e tambem morro quando tenho de matar minhas vontades!
E quando um pedacinho de mim que mostrei...
me desnudo fiz
e foi todo... inteiro.. que me entreguei!
Se o amor fosse um relógio,
A saudade seu pêndulo,
Os ponteiros jamais parariam
de marcar o tempo da felicidade.
A cada minuto vejo e sinto minha vida se esvaindo no relógio
Sem poder fazer nada
Sem viver nada
Desperdiçando o que e mais valioso
A vida.
Perdido no tempo espaço em um paradoxo infinito
A o som do relógio cuco
Procurando um amor
Ao ri-timo do coração
Em seus olhos
Descobri quem amo
(You).
Restaram as fotos na parede, o relógio de pulso marcando dez minutos atrasado e o copinho de pinga. Sentada, pensando, não sei se fiz a escolha certa. Nem quero saber também: já foi, já foi.
E agora dá um arrependimento daquilo que nem ao menos fiz. Por mais que eu finja ser não-sentimental, sinto o coração se fechando quando ninguém sussura ao meu ouvido, na hora de dormir:
"Durma bem, meu amor
