Poemas sobre Relógio
Dizem que os idosos dormem pouco,
acredito que seja porque
o nosso relógio biológico,
sabiamente, compreende
que o viver é uma dádiva
e por isso, quanto mais tempo
vivermos em cada dia,
mais seremos agraciado
pela esse maravilhoso presente
chamado de vida.
“Não é o relógio que te desperta todas as manhãs… é a misericórdia de Deus te dando mais uma chance de vencer, de recomeçar e de viver o propósito dEle.”
“O relógio desperta o corpo, mas é a misericórdia de Deus que desperta a vida.”
Às vezes me parece que nasci com um relógio adiantado. Eu corro para alcançar momentos
que já se foram. O que me resta é aprender a
dançar com o tempo errado. Há ritmo mesmo
na descompassada respiração. E a dança, por
mais torta, me mantém em pé.
RELÓGIO DE DEUS
Quarenta dias...
Tempo de chuva sobre a Terra, tempo de água sobre os erros, tempo de uma arca navegando entre o juízo e a esperança.
Quarenta dias...
O dilúvio cobriu montanhas, mas não afogou a promessa. Quando a pomba voltou com o ramo, a humanidade aprendeu que toda renovação nasce depois de uma tempestade.
Quarenta dias...
No deserto caminhou Moisés, entre o fogo da presença e o peso da missão. A pedra recebeu palavras, e o povo recebeu direção. A aprovação exige disciplina, e a liberdade cobra responsabilidade.
Quarenta dias...
Espias atravessaram Canaã, vendo cachos de abundância e muralhas de temor. Uns enxergaram gigantes, outros enxergaram futuro. A prova revelou o tamanho da fé de cada coração.
Quarenta dias...
Elias caminhou até Horebe, alimentado pela esperança quando a força já faltava. Aprendeu que Deus não mora apenas no trovão e no terremoto, mas também na voz silenciosa que resiste dentro da alma.
Quarenta dias...
No deserto esteve Cristo, entre a fome e a tentação, entre o poder e a renúncia. Ali não venceu pela espada, mas pela fidelidade. A aprovação tornou-se exemplo para todas as gerações.
Quarenta dias...
Após a ressurreição, o Mestre permaneceu entre os seus, ensinando que a morte não possui a última palavra. A renovação caminhava viva entre aqueles que ainda duvidavam.
Quarenta dias...
Punição para os soberbos. Salvação para os justos. Provação para os chamados. Renovação para os que perseveram.
Quarenta dias...
Não são apenas uma medida de tempo. São a forja da humanidade. São o intervalo entre o erro e o perdão, entre a queda e o recomeço, entre a travessia e a chegada.
Se hoje fossem dados quarenta dias à humanidade, não seriam para contar horas, mas para contar escolhas.
Pois quarenta dias, desde os tempos antigos, sempre foram o relógio de Deus marcando a oportunidade de um novo mundo nascer.
O lençol tem formato de dúvida
o teto conta piada sem graça,
e o relógio finge que não tá vendo
eu tentando domar a preguiça.
O sol bate na janela
pedindo pra entrar sem convite
eu digo "já vai"
e volto pro travesseiro, que tem teu cheiro.
Hoje o plano é simples:
respirar fundo três vezes
e deixar o dia chegar
no tempo dele, mesmo sem você aqui.
(Saul Beleza)
Aquela saudade de tudo.
Da juventude que corria sem relógio,
das namoradas que tinham gosto de verão,
das paixões que queimavam a mão.
Saudade das dores de corno,
que doíam, mas provavam que a gente amava.
Das quedas, das brigas, das reconciliações as três da manhã,
das dores do mundo que a gente achava que ia mudar.
Hoje a gente sorri mais calmo,
mas o peito às vezes aperta
lembrando do menino sem medo
que vivia em guerra e em festa.
E tá tudo bem sentir.
Porque sentir saudade
é prova que a gente viveu de verdade.
(Saul Beleza)
Sexta-feira
É sexta-feira
desde cedo
os ponteiros
do relógio
fazem gafieira
e acendem
a lareira
do meu coração.
O relógio e o tempo são invenções humanas,
criadas para o amor desafiar e subverter.
Amar de verdade é só para quem tem
coragem de sair de si para no outro viver.
Não existe erro e nem acerto na rota,
e sim alinhamento em uma só trajetória;
É só prestar um pouco mais de atenção:
estão abertas a porta e as janelas do coração.
O Ipê-amarelo-da-mata em floração agostina
em Santa Catarina dirá muito dessa confissão
que no embalo romântico têm sido escrita.
Somos livres. Não haverá nada que nos impeça
seja na água, no ar ou mesmo aqui na terra,
porque com pressa ou sem, só amar nos interessa.
Ah! Se eu pudesse apressar
Os ponteiros do meu relógio
- Só para te abraçar! -
Ah! Se eu pudesse correr,
Junto com o tempo
Para nunca mais te perder.
Ah! Se eu pudesse revelar
A cor dos teus lindos olhos,
E por eles me declarar...
Ah! Se eu pudesse me aproximar,
Para recuperar o tempo perdido,
- E resgatar o tempo de amar! -
Os teus olhos são tão lindos...,
Eu não vou contar como eles são,
Só sei que por eles, entreguei tudo;
Entreguei a minha vida e o coração.
Os teus lindos olhos tão íntimos,
Tão castos e repletos de cores,
Por eles morro sempre de amores;
Com direito a todos os mimos.
Ah! No pestanejar e no brilhar,
Os teus olhos me tocam inteira;
Como plumas a me acariciar...
Ah! Não conto o que sou capaz
De fazer por estes olhos;
Sim, darei a volta ao mundo,
E por eles sou capaz de ir atrás.
A mente consegue viajar para o passado, mas o relógio do universo continua sempre rodando para a frente.
Ou para trás... pois o que faz concluir que a medida do tempo é feita em números? ela pode ser feita em órbitas ou bilhões de outros elementos... a lógica dos números é humana não é? ela pode ser uma medida que veio de plano onde vive a matéria... e o que sabemos do plano da energia, da luz, da escuridão e outros?
Muitos que reclamam das horas que voam no relógio da cozinha, não caminham com as pantufas da empatia num corredor hospitalar.
É ali, nos silêncios ensurdecedores de verdade nua e crua, que o tempo quase sempre aprende a se arrastar.
Reclamam das horas que voam, impacientes com a demora do café, do almoço, da vida que parece não obedecer ao próprio ritmo.
Mas poucos são os que caminham, ainda que por instantes, pelos corredores hospitalares.
Ali, o tempo não corre — ele pesa.
Cada passo é um acordo silencioso com a incerteza, cada segundo se estica como se quisesse ensinar algo que não cabe em palavras.
O silêncio nunca é vazio: é denso, cru, carregado de verdades que dispensam explicações.
É nesses corredores que o relógio se dissolve e a experiência se materializa.
Onde minutos não se contam, se suportam.
E talvez seja ali que aprendamos que o problema nunca foi o tempo que voa, mas a leveza com que julgamos o peso do tempo do outro.
Quem sabe algum dia o relógio pegue um pouquinho mais leve com essas voltas malucas…
E a gente consiga ao menos sair para jantar.
A vida tem um jeitinho muito curioso de nos convencer de que sempre haverá uma próxima oportunidade.
Ledo engano!?!
O próximo fim de semana…
O próximo feriado…
O próximo aniversário…
O próximo jantar.
Vamos adiando os encontros, os abraços, as conversas e até as demonstrações de carinho porque acreditamos que o tempo continuará nos esperando.
Mas ele tem a estranha mania de não esperar ninguém.
Ele segue girando, indiferente aos nossos planos, às nossas promessas e até às nossas desculpas.
E, quando percebemos, pessoas que eram presença constante tornam-se saudade; vozes que preenchiam a casa transformam-se em lembranças; mesas que imaginávamos dividir permanecem vazias.
Talvez a maior riqueza da vida não seja ter muitos anos pela frente, mas enxergar que cada instante compartilhado é um enorme privilégio.
Um café sem pressa, um almoço ou jantar sem iguarias, uma caminhada de mãos dadas ou uma conversa qualquer podem se tornar as memórias mais preciosas que carregaremos para sempre.
Por isso, enquanto houver tempo, enquanto houver o privilégio do tique-taque, não adie o amor.
Não deixe para amanhã as palavras que podem aquecer o coração de alguém hoje, o abraço que pode confortar, o perdão que pode libertar ou o encontro que faz bem à alma.
Porque, no fim das contas, a vida não é feita apenas dos grandes acontecimentos…
E quem os espera para viver, deixa de viver o essencial.
A vida é construída nos pequenos momentos que tivemos a coragem de viver antes que o relógio completasse mais uma volta.
O Bom Dia Durante a Noite
O relógio insiste no escuro,
o silêncio ocupa o corredor,
e o mundo, sob o manto duro,
adormece o medo e o fervor.
Mas quando a tua voz me toca,
ou o brilho desse olhar me invade,
a luz que nasce na tua boca
desmente toda a brevidade.
Não importa o breu da hora,
nem o sol que ainda não vem;
quem traz a aurora do lado de fora
não sabe o sol que o peito tem.
É um despertar no meio do nada,
um café quente em plena solidão:
o bom dia é a mão dada,
enquanto a noite é só uma estação.
"Quando o relogio indicar meia-noite do dia 31 é hora de eu passar a limpo o ano que se foi, passar a planejar o ano que chega e, claro, passar a mão na taça de champã gelada que Jarbas há de me servir. Passagem de ano comigo é assim!"
Texto Meu No.1163 (Ano 2022)
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO
CITE A FONTE E O AUTOR
O relógio, me enloquece(...)
É como um trem sem saída.
É como a luz que não encontro.
É como se eu sumisse na vida.
É como se eu apredesse viver, minha vida.
É como se descobrisse a mim mesma.
É como a chegada do crepúsculo.
É como se define, assim(...)
O meu relógio parou! é como se eu fosse um fantasma vagando no tempo, não passa, e como fantasma não sinto fome, nao sinto cede. Dentro de mim a sensação é de uma engrenagem sendo comprimida.
Exposto ao sol, a água, poeira e a tempestade. Tudo favorecendo a depreciação desta peça.
Quando alguem me perguntar a hora, vou tentar disfarçar com um sorriso e dizer que meu relogio esta com defeito.
Hoje acordei olhando para um relógio antigo de ponteiros... mas o que isso tem haver?
É como se eu tivesse sentido a sensação que é um tempo cronometrado de 24h que a vida está me dando e eu tenho que usá-lo da melhor forma para que nessas 24h eu tenha o máximo de alegria que eu puder.
Acordei com uma vontade enorme de ser ainda mais feliz. Essa é uma busca insaciável, que eu não posso deixar nada nem ninguém me deter, pois eu tenho somente 24h por dia para apenas em uma vida ter o máximo de felicidade que eu puder.
O tempo é único para cada um, e essa é uma busca individual que temos.
O tempo está correndo sem que percebamos, quero que cada minuto seja um minuto meu, um minuto que eu lute contra as coisas que não me fazem mais bem; Que a cada minuto eu pare de perguntar o pq, e sim entender o pra que; Que cada minuto eu possa ter a sabedoria em escolher o que me faz bem e jogar fora o que não me faz mais bem; Que a cada minuto eu aprenda que meus problemas existem pois algo melhor está batendo na porta pra entrar e vai partir de mim permitir que o problema saia ou não para que o melhor pra mim possa entrar.
Acordei com mais certeza que para ser feliz, depende apenas de uma pessoa. Eu mesma.
Então vamos nessa!
O Relógio
Relógio, por favor
Não marque as horas
Pois quando anoitecer
Ele se irá para sempre
Permaneça em silêncio
Pois seu TIC TAC
Apenas me faz lembrar
Minha grande dor
Relógio, por favor
Não marque as horas
Para que nunca anoiteça
E com a noite se vá o meu amor
Quero viver uma manhã eterna
E uma tarde sem fim
Então por favor, permaneça parado
Para que eu nunca precise dizer "Adeus"
Relógio, por favor
Não marque as horas
Pois não posso imaginar
Quando naquele trem, ele partir
Eu não posso viver para sempre
Lembrando do Trem da meia Noite
Então relógio, por favor
Não marque as horas
Para que nunca anoiteça.
Depois de algumas doses de conhaque, percebo que o relógio fica mais lento
Mas o culpa não é do álcool, e sim do tempo, que não volta
A garrafa quase vazia, mais uma dose de conhaque pra esquentar na madrugada fria
40% de teor alcoólico pra me fazer pensar, então outra dose de conhaque pra ajudar
E se os versos que não escrevi, eu esquecer, tanto faz
Dormir só depois que amanhecer, vou é beber um pouco mais
Boa noite
ohhh tristeza...mais um fim de domingo. Amanhã é mais uma segunda, vamos por o relógio pra despertar, acordar cedo pra trabalhar...preciso de um motivo pra me
alegrar. Ja que não tenho nenhum grande motivo, vamos aos pequenos mesmo, aqueles que a gente acaba esquecendo. Apesar de ter que ir trabalhar, eu ainda
tenho um trabalho; apesar de acordar cedo e querer quebrar o despertador, tenho que agradecer por não perder a hora e conseguir ouvir aquela coisa irritante
e ainda levantar com minhas próprias pernas; apesar de ser segunda, tenho que agradecer por acordar vendo o sol dando uns tapas na minha cara; apesar de não ter o carro dos sonhos, eu ainda tenho um carro que me leva pra trabalhar, ele vai reclamando mas ele chega, afinal de contas ele é um idoso, ta cumprindo sua parte. E tem mais, eu ainda tenho ciiiiiiiiiinco pedaços de pizza na geladeira o/ o/ o/...tem gente que não tem nem a geladeira. Será que eu devo ficar alegre ???
Não quero ser hipócrita, ninguém deve se contentar com o básico, nem eu me contento...afinal todos temos sonhos, ninguém trabalha apenas pra sobreviver, e nem deve...mas as vezes a gente reclama tanto e se esquece do essencial.
Tem gente que ta melhor que eu, tem gente que ta pior...é justo ? é injusto ? Siga seu caminho, não os dos outros, espere sua vez (tô esperando...)...
