Poemas sobre Cidadania
Vejo a arte e a cultura muito mais que substratos de identidade. As vejo como novas plataformas para a linguagem da filosofia publica edificante na diminuição das diferenças, na correção das distorções históricas sociais e mesmo um dos mais abrangentes meios e veículos na promoção da felicidade.
As Culturas Populares, sempre vão ser o lado mais forte de nossa verdadeira identidade, de nossa brasilidade e soberania cultural.
A criminalidade no Brasil ainda é mais forte, por que está de forma torpe mais próxima do dia a dia das populações de trabalhadores nas favelas e nas comunidades de baixa renda. A força de segurança cada vez mais fraca e longe por sucessivas politicas publicas equivocadas pela beligerância, afinal o único dialogo efetivo que poderia ser iniciado de forma eficaz, seria pela cultura resgatando nos lugares esquecidos uma nova oportunidade comunitária e cidadã. Enquanto incendiarem os lugares para matarem alguns mosquitos, todo mundo perde pois as queimadas só mais enfraquecem o solo que poderiam ser bem mais férteis.
Sem investimentos na educação, na arte e na cultura, mata se a verdadeira liberdade e a soberania das escolhas, ficando bem mais fácil a dominação por qualquer um para qualquer direção, sem incomodas resistências.
A verdadeira vida em cultura não é feita de cargos, de funções e muito menos projetos remunerativos. A verdadeira vida em cultura é uma atmosfera existencial e seu percurso um comprometido sacerdócio.
Infelizmente devido ao negligenciamento e sucateamento das politicas publicas brasileiras dos últimos governos pode se afirmar que hoje o estado cultural agoniza, o patrimônio artístico desfalece pois sem educação não há arte e cultura, no máximo uma perversa maquiagem pela industria mercadológica menor do entretenimento que favorece escolhidos.
As artes e a cultura contemporâneas são aquelas que pautam e estão ligadas a inclusão, ao diminuir a fome e a miséria e dialogar com todos igualitariamente por melhores dias por uma universal cidadania.
Politicas sociais, inclusivas e culturais me interessam mas politicagens demagógicas e sancionais de partidos políticos, não.
Toda medalha e condecoração, que não trás consigo o eterno compromisso moral de multiplicar exemplos, do bem e do bom, pelo qual foi outorgado, não vale nada, é em si mais um pedacinho de pano colorido e de metal enfeitado.
O ativismo cultural politico é a parte mais covarde de plataforma doutrinaria frente a uma população carente de oportunidades.
Se o sistema educacional dos CIEPs idealizado por Brizola, Darcy Ribeiro e Oscar Niemeyer tivesse prosperado, a juventude carioca teria tido uma grande e efetiva chance de ser hoje cidadãos livres com saudáveis opiniões.
A minha singela visão de mundo e de política sempre esteve e sempre estará voltada para a questão do bem-estar coletivo e dos princípios básicos da cidadania, doa a quem doer.
Acho que os cidadãos de bem e bom senso, não coniventes, mancomunados ou beneficiados pelo beneplácito gerencial deste país, haverão de fazer jus à um movimento consciente e não posicionar-se com cumplicidade nos desmandos e falcatruas, os quais temos presenciado todos os dias..
Políticos não são apenas homens guiados por convicções partidárias, são todos os que se preocupam com a sua comunidade, com a sua Nação e conservam no seu mais profundo indatimico o sentido honrado de cidadania e de Estado.
O verdadeiro cidadão é aquele que não apenas brada por mudanças, mas que também se envolve com coragem, de forma ativa e forte nas transformações.
O cidadão não deve ser um mero anônimo formador de multidão como se fosse um escravo da sociedade, deve ser um nobre contribuidor com justo reconhecimento por todos os seus feitos.
A verdadeira forma de caridade, é ajudar alguém lhe proporcionando, a autonomia social que o exercício da plena cidadania exige.
Não existe cidadão de bem! Esta distopia maniqueísta é uma visão reducionista da multifacetada ética e moralidade Humana.
Tal retórica só faz servir para privilegiar uma casta de cidadãos “de bens”, abastados, que na maioria das vezes não são referência de probidade, nem de altruísmo e nem de honradez na sociedade onde vivem, na busca de um “nobre status superior”, com isto segregando e marginalizando os demais cidadãos desfavorecidos.
É com a educação de casa que a gente aprende a respeitar o vizinho e consequentemente a si mesmo. Não adianta nada destruir a grama do vizinho, ela também será seu tapete.
A falta do entendimento histórico e da leitura com reflexão crítica está evidente na simplicidade da argumentação repetitiva e empobrecida daqueles que são facilmente convencidos pelos exploradores de mentes fracas e de mão de obra barata. Acredito que a leitura constante, qualitativa e crítica seria a salvação desses personagens.
