Poemas Nordestinos

Cerca de 1642 poemas Nordestinos

⁠ROTINA DO SERTÃO

É tão bom viver a vida
Na rotina do sertão.
Bem cedo tomo o café,
Depois vou à plantação.
Levo o gado pra pastar,
Vendo a tarde só passar,
Com Rosa no coração.

Inserida por RomuloBourbon

⁠CASTELO ZÉ DOS MONTES

O castelo Zé dos Montes,
Situado em Sítio Novo,
Bem no sertão potiguar,
É obra que é do povo.
Faz um grande labirinto,
Acredite pois não minto,
Lá feliz eu me comovo.

Inserida por RomuloBourbon

⁠TRIUNFO

Encravada no sertão
Numa serra elevada
A cidade de Triunfo
Parece refrigerada
E pra não levar revés
Com a mínima de dez
Só saia agasalhada

Inserida por RomuloBourbon

O Nordeste é animado
Tem danças na região
O forró é do sertão
Piauí dança o reisado
Pernambuco tem xaxado
Ceará dança o torém
Fica de fora ninguém
Bahia, maculelê
Eu duvido que você
Vá querer ficar parado.

Inserida por RomuloBourbon

⁠LUIZ GONZAGA

Ele nasceu em Exu
No Nordeste, no sertão
Terra do mandacaru
Onde cantava o baião
O Brasil ele "ganhô"
Conquistou pobre e "dotô"
Viva o mestre Gonzagão

Inserida por RomuloBourbon

⁠SOU


Sou sede de rio, no

alto verão...

Sou lua de outono,

sou flor do sertão...

Sou estrela cadente,

no céu do oriente...

Sou riso,

sou verso,

sou norte de alguém...

Sou de alguns,

universo...

Sou de você, meu

bem!


Milla Northon.
22/12/2020

Inserida por MillaNorthon

⁠⁠A TARDE

O clarão se esvai, a sombra declina
por sobre o sertão sem um alinho
e o sertanejo vindo pelo caminho
se desata no horizonte, sua rotina

A boiada no curral, mugi, rumina
a lobeira com flor e com espinho
o vento plana em um remoinho
no breu que cai atrás da colina

Flutuam estrelas no amplo céu
O galo canta, triste, no cercado
E a luz da escuridão se faz réu

E passam, as saudades, ao lado
fantasmas de recordação ao léu
na languidez da tarde no cerrado

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/01/2021, 18”14” - Rio de Janeiro

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Do sertão ou da cidade
seja homem ou menino
não importa qual idade
sua vida ou seu destino
pois é na dificuldade
que brota a honestidade
da raiz do nordestino.

Inserida por GVM


DAQUI!

Sou filho desse sertão
que o lampião ilumina
sou do arado do chão
onde a semente germina
sou cria da região
sou da nação nordestina.

Inserida por GVM

O vaqueiro lá no sertão
Come muito macarrão
Com arroz e feijão,
Junto do seu alazão.

Inserida por Assisnetolibano

⁠EU SOU LÁ DO SERTÃO

Eu sou de uma terra
Que o povo padece
E por meio de prece
Consegue alcançar.
Filho do vaqueiro
Sem chão, sem dinheiro
Esse povo é guerreiro
Não para de lutar.

Não venha dizer
Que de onde eu sou
Só tem terra seca
Fome e solidão.
Pois na minha terra
Tem praia, tem serra
Tem verde, tem mato
Tem mar e sertão.

Não nego meu nome
Não nego meu sangue
E nem com a fome
Calo minha voz.
Da terra de Bráulio,
José de Alencar,
Iracema, beira mar
Rachel de Queiroz.

Terra estremecida
Terra sofrida
Mas terra querida
De se viver.
Sou a voz da Maria,
José, Antônio, Luzia
A voz dos grandes sábios
Que não sabem ler.

Minha terra sofrida
Terra de Patativa
De gente sabida
Como uma nação.
Se me perguntar
De onde eu sou,
Digo sim "sinhô"
Sou lá do sertão.

Inserida por Odjalmaribeiro

⁠Nordeste de tudo tem
do sertão a beira mar
de fora o turista vem
se apaixona e quer ficar
se um não te quer bem
um milhão quer te amar.

Inserida por GVM




Quem ama este nordeste? É eu e tú.
Quem sabe um dia floresça a seca do meu sertão,
Onde apenas quem tem dinheiro, tem água pra plantação.

A beleza é feita por Eu e Tú, Que mesmo só tendo o verde que vem do mandacaru, transborda um a beleza Que ganha do Norte e Sul.

Sou caboclo esquecido, por governantes abandono, mas feliz eu sempre fui, coisa quem ninguém tem me tirado.

A felicidade vem do simples jeito de ser, de ser um nordestino arretado, jeito bom de viver.

Ainda tem quem crítica, tudo que á em mim, e ainda sinto saudades da minha princesa Mimi.

Não é a minha sobrinha, nem mesmo parente de Sangue, mas tenho saudades dela, isso em mim é constante.

Inserida por antonio_pedro_sdm

⁠Quero sair da cidade
Pro sertão vou viajar
O botão do paletó
Quero desabotoar
Calçar a minha chinela
Ver o campo da janela
No roçado descansar

Inserida por RomuloBourbon

⁠No sertão se abranda
o vento que se propaga
a natureza é a varanda
de onde escuto Gonzaga
a água São Pedro manda
e a luz Deus é quem paga!

Inserida por GVM

⁠Do campo ou da cidade
o sertão é vasto
Do coronel que é a autoridade
Ou da vaca que come no pasto


onde que o sol nasce
Do leste a oeste
O feijão que experimentasse
É coisa do nordeste

Esse é o lugar
Onde tudo começou
Mais não vou detalhar
De Quando o mar os portugueses atravessou

Quando a chuva começasse
A seca terminasse
A terra melhorasse
A Vitória conquistasse

O nordeste é desse jeito
Uma terra de respeito
Sem preconceito
Um lugar perfeito

Inserida por CML

⁠IPÊ AMARELO

Quem acha que no sertão
só vai ver planta morrendo,
tá muito mal informado
sobre a flora aqui crescendo.
Olhe o ipê amarelo,
mais parece caramelo,
é o Nordeste florescendo.

Inserida por RomuloBourbon

⁠⁠LUAR NO CERRADO

Nos confins do sertão eis que acontece
O níveo clarão de uma diáfana doçura
Que na imensidão do céu resplandece
Descorando a negrura da noite escura
Num entreabrir desvanece e aparece
As estrelas, ornando a ti, ó formosura
Em um balé de harmonia e de prece
Enchendo de poesia, graça e candura

O luar no cerrado, probo e tão divinal
Guia da noite, confidente e boa prosa
Sempre revelado no angelical castiço
O luar no cerrado, de fase temporal:
Nova, crescente, minguante, gibosa
E ao matuto: ilusão, sonho e feitiço!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 janeiro, 2022, 20’06” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

SÃO JOÃO NA PANDEMIA

⁠Esse ano no sertão
A sanfona não cantou
A fogueira não acendeu
Pra transformar frio em calor
Mais eu digo a você cabra
Meu amor pelo são João aumentou
Meu são João abençoado
Tem seu povo animado
Para um forrozinho dançar
Mas o triste do corona
Mizeráve fii da boba
Hoje quer atrapalhar
Acha ele que nordestino
Hoje vai se abalar
Mas esqueça logo isso
A gente vai é se ajeitar
Nem que seja com as lives
Mas um forró nós vai dançar
A Sanfona não cantou porem
Eu canto e conto, no são João
No ano que vem vou dançar
Meu forrozim com juros
E sem descontos e outra
Eu não danço sozinho
Ao som de Luiz Gonzaga
Fulo de mandacaru ou
Jorge de autinho
Vai ser uma festa só
Pra dançar o meu forró
Junto ao meus vizinhos

Inserida por lleandrogoncalves11

⁠Tem gente que é demais
quando deixa o sertão
vai pro Rio, Minas Gerais
pra São Paulo de busão
passa um mês nas capitais
quando volta chia mais
do que panela de pressão.

Inserida por GVM