Poemas Noites Fria
"Foi em uma noite fria e escura que pensei ter escutado sua voz que fazia eu perder o ar toda vez que você abria a boca.
Pensei que você havia voltado, vindo com seu calor me aquecer do frio que se tornou minha alma.
Virei e vi que do meu lado na cama só existe o vazio que você deixou em minha vida.
Porque você foi embora? Me deixou sozinha.
Antes eramos eu e você contra o mundo.
Agora há apenas eu e a solidão, contra os meus demônios."
- QUINTA-FEIRA DA PAIXÃO -
Esta noite é mais longa do que as outras
É uma noite mais fria do que todas
Nunca uma noite foi tão estranha
Como esta de que falam nossas bocas!
Esta noite cheira a ódios sem destino
É a noite que mergulha o mundo em solidão
E há sombras a espreitar em cada esquina
Com vontade de prender um coração!
Esta noite tudo é podre nos olhares
Só há trevas nos gestos e nos corpos
É a noite que jamais terá retorno
Porque prende na tumba os seus mortos!
Esta é a noite em que o Senhor é manietado
Preso com grilhões de um pé à outra mão!
Que estranha noite é esta cheia de punhais?!
É a noite de Quinta-Feira da Paixão!!!
Como uma noite fria, vazia e boêmia;
Passando Rua em Rua sem nomes
Sem endereço de destino
Remoendo meus algozes
Discrente da vida, do mundo
Solitário em meio à imensidão.
À mera o nada
Tudo me faz de desdém.
Solidão pérfida
Inimiga
Árdua, êrmo!
Tem longevidade
E só resta ser ufano.
"Sol depois de uma tempestade "
Nesta noite fria pensamentos consomem minha mente por longas horas
Tento ver meus erros ao longo desses anos,e vibro com muita intensidade ao lembrar que também fiz algo que me deixou feliz por um momento
Lembro dos fins dos caminhos que cheguei por que esse fim já chegou e hoje só virou uma boa lembrança?Que tormento ao lembrar disso
Por que você é apenas uma boa lembrança?
Quando lembra de mim,me ver como um tormento em sua vida?
Por que já chegamos no final?Nem começei a viver as palavras que te disse,eu sou como sol depois de uma tempestade,ainda vou te fazer feliz,não me deixe ainda,porque eu errei contra você,deixa eu consertar esse erro,eu sou sol depois de uma tempestade
Cheguei no ápice do meu desespero,você ainda não é o fim,eu não sou ainda seu fim,vamos recomeçar um recomeço na hora certa pode ser um bom começo para não houver outro final
Por que já chegamos no final?Nem começei a viver as palavras que te disse,eu sou sol depois de uma tempestade
NATAL NA PERIFERIA
( de Madalena Ferrante Pizzatto )
Noite fria, na periferia de Belém,
na manjedoura de uma estrebaria,
Deus se fez humano e foi envolto em panos,
Divino menino nos braços de Maria
Na trajetória da sua humilde história,
apenas um berço de palha lhe foi dado
e por milhares de anjos foi homenageando,
rege o cosmos e nossas vidas cada dia.
Noite fria, em qualquer periferia,
tantas outras Marias vão parir também,
sem casa, sem berço, sem destino certo,
num abismo sombrio de palavras não ditas.
Neste mundo que maltrata e nos aflige,
o Natal traz a esperança perdida,
a paz se renova e a graça nos abriga.
nesta madrugada, você sentirar minha presença!
fria como uma noite de chuva forte
e sombria como a própria morte.
mas não tenha medo e sim esperança!
esperança que um dia nos encontraremos,
em um lugar que não exista dor!
e assim viveremos nosso eterno amor,
sem ter o medo que um dia morreremos...
viveremos eternamente!
sonhos que ninguém sonharar
e prazeres que nenhum deus possa imaginar...
nesta madrugada deprimente!
você comigo dormirar
e para nossa eternidade acordarar.
O quarto de Elisa.
E agora, Elisa?
Seu quarto nu, na noite fria
Sua pele doce, de inocência macia
Seus lábios machucados, que agonia
E agora, Elisa?
Todos lhe deixaram, moça doída
Ausências imensuráveis, dores doídas
Elisa?
Era uma vez, Elisa...
Sempre ao teu lado
Noite escura, madrugada fria
Abraçando meu travesseiro
Rezando pra chegar um dia
Dormir no teu braço e acorda com teu cheiro
A saudade é um desatino
Solidão o meu desespero
Agora mudei meu destino
Sei que vivi o amor verdadeiro
Amor nunca estará sozinho
Vou andar sempre ao teu lado
Seguindo no mesmo caminho
Estaremos juntos mesmo separados
Sentir-se submersa no oceano em uma noite fria e como uma gigantesca tempestade
Ver corpos e gritos na superfície e a melhor escolhar é ir mais fundo para onde é mais frio e não tem luz mas protegida e cheia de ar nos pulmões
Mais viva, mais fria, mais amada e mesmo assim angustiada
Essa proteção Poseidon não está funcionando
Meu corpo vive gritando e são apenas bolhas
Sabes que estou aqui para me proteger
Te ter e mesmo assim amar o Hades
Lembra dos corpos na superfície ? Não eram desconhecidos
Só partes de mim que tive que matar e agora tenho sangue nas mãos
Tive que tiralo e agora meu coração não bate mais Poseidon entenda!
Seu beijo e bom e até mágico
Mas pra mim frio e não paro de lembra dos beijos quentes do Hades
Te faço um pedido
Não suporto ser Perséfone me torne Medusa
Para transformar em pedra o coração de quem ousar me amar
E assim me sentir realmente protegida
Dia após dia
Noite após noite
Aquele teu abraço era tudo que eu queria
Naquela noite fria
Era você quem eu queria
Mas sem aquela malícia
Só com seu olhar e aquela risadinha
Já é tarde e o sono bate
Mas nada que atrapalhe minha atividade
Porém aumenta a ansiedade e a minha saudade
Mas amanhã é um novo dia
Haverá uma nova noite fria
E novamente eu irei pensar em ti
TORTURA FRIA
Vivo assim, um tanto desesperado.
Busco a sombra do sol na noite fria...
Por queimar-me a pele a luz do dia
Onde me pus o coração desprezado!
Vivo, assim, sob o mantéu enfeitado.
A devorar a minha vultosa nostalgia...
Vê-me a lua: sou a estrela fugidia
Que o deste o clarão tetro sufocado!
Sim, eu sou o Poeta que te enfeitas,
Que não quer no mundo a tua dor.
Sou quem tu vês, no leito que deitas!
Sim, que seja em mim o teu langor...
Por devorar-te a noite que rejeitas,
Por queimar-me a pele o teu amor!
O MEU CONFORTO
Sol poente... noite fria! Cá estou! Sou eu.
Eleva-me à fragrância da flor morta...
Que do dia, me restou a vossa porta
Por voltar à luz bendita que morreu!
Sou do teu conforto de saudade
O teu grito erguido em trevas de infinito...
Prega-me à cruz da insanidade
Que sou de ti a história curta de um mito!
Sou eu! Cá estou! Abra-me seus espaços,
Minha cruz, onde morre a minha dor,
Que já breve volta à luz os meus cansaços...
Noite fria... solidão! Oh, meu amor!
Dá-me o conforto dos teus braços...
A ilusão dos meus instantes de primor...
DESEJO
Fiquei ali
naquela noite fria
pensando em ti...
O vinho,
(talvez o culpado)
despertava em mim
um desejo imenso
de tua presença,
de teu sorriso,
de teus abraços,
enquanto na lareira
o fogo crepitava
e uma lágrima furtiva
de meus olhos deslizava.
Verluci Almeida
020611
Bohemia
Enquanto meu coração partia, sorria...
Eu lembrava da noite quase fria...da bebida quente que ardente descia goela abaixo...
Meu olhos maliciosos olhavam para tantos outros olhares, meninos, porém meninos...
Eu não entendia porque a Bohemia me fazia tão bem...
Nem lembrei de dar um trago no cigarro da Guria que do meu lado estava..
A idade me fazia pesar em pensar que aos poucos ela iria chegar...
Gostava da Lua tão crua e cruel, porém bela, ouvia sons..era misturado com vozes e musicas, também ouvia sorrizos reprimidos...ás vezes desengonçados, mas tinha uma boca que me fazia querer descer, talvez subir, quem derá que subissímos juntos..
quem me trouxe até aqui?...e me fez gostar tanto...acho que está nesse sangue azul, outrora tão bom, outrora tão ruim, amava tudo, tinha medo, pois não estava com medo..
queria tudo de uma só vez ...engolir com casca...
ah meu mundo de perdição..porém vida bela...o belo está no pensamento de quem lê e tenta entender a loucura das cores, entre fumaças e desamores, pensa um segundo..tic-tac..tic-tac...já foi...ja era..nem meu...nem seu.
By Waal.
DE CARINHO E TERNURA
Deixa-me sentir o calor de tuas mãos
dentro da noite fria
sem estrelas, sem lua.
Abraça-me
com ternura,
como se fosse para sempre.
Cuida de mim
carinhosamente
como se eu fosse tua!
®Verluci Almeida
021006
Nesta noite fria, sigo vagando pelas ruas como se foce cego,
fugindo da verdade que me persegue
da tristeza que me consome,
do ar que me polui
com medo da vida, tento seguir o caminho das estrelas
para achar alguma razão, para voltar a viver com a tua ausência.
O brilho de seu olhar, perto da lua !!
faz de uma lua,uma estrela .
Na noite mais fria , do dia mais escuro !!
seus olhos me guiaram ha felicidade.
Porque o primeiro passo e o mais longo
dolorido e pertubador?
Sendo que e com ele que se chega ,
ha onde se que ir .
O corpo inerte sem movimento.
Soterrada pelos cobertores.
A noite está fria, escura e silenciosa.
Pelo vidro da janela vejo a neblina.
As sombras agitam a minha alma.
Ouço os gritos desconexos do pensamento.
Onde dormita a minha poesia.
Os versos calam, as letras congelam.
A saudade das tuas flores do canto, muda das minhas preces!
A todo instante
Seja noite, dia
Quente, fria
Em algum lugar
Uma dor há.
Deseje bem
Sem saber quem
Para que? por que?
Poderia ser você!
Noite de inverno.....
numa aldeia lá para trás das serras e montes
A rua está escura e fria, a água corria devagar
por debaixo da ponte velha, gasta e sentida
as fragas da rua estão escorregadias da geada.
Vaguei por caminhos sombrios e vazios das
ruas desertas, geladas e frias,
aldeia serrana deserta
fria sem gente, ouve-se ao longe o uivar do lobo
do latir dos cães presos em casa,
currais e cortiças.
Ando pelo adro da igreja onde já foi um cemitério
sinto arrepios das almas em dor, corre a água da fonte
onde eu já bebi esta água gelada e fresca no verão e
fico a olhar, hoje com sede e já não consigo beber
desta água que passa e passou pelos mortos do cemitério.
Rua da aldeia fria gelada,
sombras à solta marcadas de dor
casas caídas de barro, de lama, de fragas e caminhos
amores perdidos, esquecidas por caminhantes Del Rei
afinal foi uma aldeia importante em tempos, em tempos.
Hoje vazia, deserta, sem alma, sem gente, sem escola
sem comboio, onde os velhos ficam à lareira sozinhos
esquecidos a recordar os tempos de juventude já perdida.!!
