Poemas Noites Fria
A brasa acesa consome a noite fria, enquanto o teu silêncio me devora por inteiro. O amor que ontem nos aquecia hoje é apenas fumaça no cinzeiro.
Resta o filtro marcado pelo teu beijo, o gosto amargo que ficou na minha boca. Sufoco em tragos o que ainda desejo, nesta moldura de solidão tão louca.
A fumaça desenha o teu contorno no ar, mas se desfaz antes que eu possa tocar. És o vício que insiste em me queimar, a ferida aberta que não quer fechar.
Viro a cinza da nossa história no chão, enlatado no peito um adeus que não consolo. Apago o cigarro com a palma da mão, e no escuro do quarto, sozinho, desabo.
' DOR DE SAUDADE '
Sem você a noite é fria
A saudade é uma dor que dilacera
No meu peito arde e espera
Quem sabe, um dia você voltará.
Só conhece a dor da saudade
O coração que chora em silêncio
De tanto tanto amar !
Contemplo a lua, as estrelas...
E cada vez tenho mais certeza
Desse grande amor sem fim
O tanto que te desejo,
Aqui pertinho de mim.
É Então que minh'alma voa
Voa longe pensando em ti.
Seja noite, seja dia
Estás sempre em minha mente
Mesmo que não esteja presente
Logo meus lábios sente
O gosto de seus beijos
Impregnando-me de amor
Como uma abelha que beija a flor !
Então me dou conta de como a
Saudade doi sem você aqui,
Nesse anseio chego a sentir seu calor,
Mas nada é tão difícil
ou impossível
Que não possa viver novamente
Contigo esse nosso amor!
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
Uma Sexta-feira
Triste dia
tarde vazia
noite tão fria...
Tempo avança
deixando fatos
tristes lembranças.
Era apenas um bilhete.
Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.
Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.
Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.
Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.
Eis que o despertar cativante da manhã sombria e fria....paira sobre meu desejo!
Da noite quente em ternura de sua pele, ósculo ardente em brasa incandescente sobre duas almas fundidas no calor da paixão.....
.... ao mais intenso frio estelar da galáxia distante que separa nossos corações e almas.
Almas perdidadas no espaço tempo da paixão buscando entender a dor dilacerante que aflige os corações partidos....
Alma apaixonada da razão irracional que busca métricas inexistentes para explicar o inparável e mais profundo sentimento do desejo !!!!!!
A flor que chora
Numa noite fria e intensa os ventos golpeavam a floresta impiedosamente,
De tom vermelho forte e característica aveludada uma rosa se fazia presente ,
Amada pelas abelhas, borboletas e os pequenos pássaros a rosa de charme único era aplaudida todas as noites pela lua e tinha no seu manto vibrante o carisma do sol durante os dias,
É duro pensar que o outono chegou e a deixou quase sem vida, sua cor agora é ofuscada pela estação dura, mas ela é insistente e luta para se manter viva,
Folhas vão, pétalas caem, o dia ainda azul revela uma floresta quase cinzenta, a flor apesar de suas mudanças ainda brilha e se destaca no ambiente,
A estação sombria chegou, o inverno é implacável, não perdoa nem os aplausos, a rosa resiste bravamente derramando suas lágrimas pelo vasto vale,
Em uma certa noite congelante, a rosa fechou seus olhos, então a lua caiu em prantos, logo um corredor foi formado até a correnteza de um rio e ela foi carregada por aqueles que a visitavam constantemente, foram tantos pássaros de pequeno porte, foram tantas borboletas e abelhas que resolveram prestar está ultima homenagem deixando-a partir nos braços do rio sendo iluminado nos seus dois lados por diversos vagalumes,
e a partir daquele dia, o sol resolveu entrar em luto temporário e demorou a se reerguer,
Agora é primavera, novos recomeços, doces lembranças, o momento é de renovação.
Dentro de mim
Dentro de mim guardo teu abraço,
como segredo que aquece a noite fria, como perfume que insiste em ficar, mesmo quando o vento tenta levar.
Dentro de mim ecoa tua voz,
melodia suave que acalma e seduz,
faz meu peito dançar sem música,
faz meus olhos sorrirem sem razão.
Dentro de mim floresce teu amor,
sutil, mas forte como raiz de árvore antiga, e mesmo que o tempo tente apagar, ele cresce, silencioso,
sempre encontrando caminho até você.
Fria noite
Caminho pela rua à noite. A luz mortiça se refletindo nas lajes. Ó meu querido papel que aceita tão docemente a minha mágoa, o que não encontramos na noite, lar do sonho e da imaginação? Enquanto abro caminho na névoa, os espectros tomam forma, passam por mim protegidos pela escuridão. O escuro contém algo que eu perdi, que não me deixa encontrar. Foi a luz do dia, a clareza e a certeza da compreensão. A certeza da morte ao final. O breu do meu sonho cria vagos lampejos de nebulosidades. Durmo e vivo num mundo em que não há memória, que não tem passado nem futuro, ele existe sem termos consciência. Não quero, não posso voltar, a noite me seduziu e me tomou como posse. Só quero imaginar e isso acontecerá.
O que há de me esperar?
Nada? Nem o luar?
Não há brilho da lua na noite fria e crua.
Cadê minha amiga?
Tão distante... Será inimiga?
Cadê a socialização?
Sempre fico nesta solidão.
Por que ainda penso em melhoria da vida, ainda que ela já está partida?
Como posso ter a brandura se minha mente surra a amargura?
Por que sofrer se com um gatilho posso dar um epílogo nesse meu viver?
Senhor, é madrugada ainda!
A noite está fria e silenciosa!
Meus pensamentos se misturam... meus pensamentos vagueiam!
A Tua presença me abraça!
O calor de Teu amor me aquece!
Senhor, enquanto muitos dormem tranquilos, outros se reviram nas calçadas entorpecidos pelo frio!
Envia Teus anjos, Senhor!
Coloca Tuas mãos sobre cada um deles, transmita-lhes o calor da esperança e confiança em Ti, Senhor!
Fortalecidos na vossa presença, com certeza terão força suficiente para enfrentar as agruras da vida e caminhar confiante de que dias melhores virão! Assim seja!
15 de Junho 2016
Camisa estampada e simples,
Noite fria, com ventos gelados de bater na espinha,
Na loja, o meu primeiro tênis preto de marca cara e considerável,
Na volta para casa a pé,
a descida foi tranquila, pois o frio foi derrotado pelos sorrisos de felicidade pela conquista tão plural para aquele momento.
Passos curtos, na noite fria
Uma luz que me guia
Sombra e som, na mesma estrada
Na batida acelerada
Te sinto chegar, sinto a pressão
É a voz da Lina na tua mente
Dominando o teu coração
Ecoa na alma, bate no peito
Nesse grave, que é perfeito
Efeitos no espaço, sons que vão girar
Estéreo puro pra te dominar
Sente a Lina cantar ...
Ecoa, ecoa, sente o grave bater
Sente a Lina cantar
No estéreo, até o amanhecer
Frequência alta, mente aberta
Essa é a hora certa
Acordes que grudam e não vão sair
Efeitos especiais pra nos conduzir
Sussurros que vêm e vão
Lina comanda essa pulsação
Ecoa na alma, bate no peito
Nesse grave que é perfeito
Efeitos no espaço, sons que vão girar
Estéreo puro pra te dominar
Sente a Lina cantar
Ecoa, ecoa, sente o grave bater
Sente a Lina cantar
No estéreo, até o amanhecer
Vozes se perdem no infinito
O grave mais bonito
Efeitos finais...
Estéreo...
Linaaaaaaaaaa aaaaaaa
O ÚLTIMO HÁLITO DO ATAÚDE.
Marcelo Caetano Monteiro.
Corri a ti, vencendo a noite fria,
Na vã esperança da derradeira voz;
Que teu último hálito ainda me diria
Os velhos segredos sepultados entre nós.
Mas o Tempo - carrasco de mãos geladas,
Sorriu por detrás dos relógios sem luz;
Roubou-me as promessas jamais reveladas,
E apagou meu caminho onde a saudade reluz.
Teu ataúde, tão belo, tornou-se altar,
Vestido de lírios, veludo e luar;
Minha mística dor o fez florescer,
Como um templo proibido onde aprendi a morrer.
Olhei-me nos olhos, tão negros, tão fundos,
E encontrei o sadismo da própria aflição;
Vi desertos eternos, eclipses profundos,
Bebendo em silêncio meu pobre coração.
As sombras beijavam meu rosto sem nome,
Enquanto o silêncio vestia o jardim;
A morte tem sede, mas nunca consome
Quem morre primeiro por dentro de si.
Só os invisíveis ouviram meu canto,
Quando a última brisa beijou minha voz;
Os vivos passavam, cobertos de espanto,
Sem perceber que a noite rezava por nós.
A lua bordava teu mármore antigo,
Com fios de prata e perfumes do além;
Eu era somente um espectro contigo,
Amando o impossível que ninguém detém.
Então expirei, sem que o mundo soubesse;
Nenhum sino chorou minha lenta partida.
Somente os invisíveis ouviram a prece
Da última respiração perdida.
E, desde essa hora, caminho calado,
Guardião das ruínas que o tempo esqueceu;
Pois quem ama um sepulcro jamais foi deixado:
A morte levou meu corpo... mas nunca o que é meu.
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EIS A FRIA.
Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.
As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.
Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?
Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.
E será ela, agora, o deslumbre do universo?
Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.
Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.
Ainda lembro da nossa última vez...
Você estava distante e fria como a noite lá fora...
Sem uma palavra, me disse adeus...
Procurei por seus abraços
Mas seus braços já não estavam lá ...
Busquei encontrá-la em seus beijos...
Mas seus lábios já não eram meus...
Tentei te esquecer em outras camas...
De olhos fechados
Sonhava estar contigo...
E sofri...
E morri em mim...
Pois não existe mais
Eu e você...
Noite fria
A relva serena sob meu corpo descansa.
A noite passou com todo seu segredo.
E me resta agora a triste lembrança
De uma noite, sozinho, de dor e de medo.
No escuro da noite, um canto sombrio.
Uma névoa que cai no meu rosto gelado.
A saudade me alcança em um arrepio,
De lembrar que não posso estar mais ao seu lado.
E, mesmo tão só, eu ainda almejo
De novo, deitar no seu colo macio.
E, sem medo, mostrar todo meu desejo
E saber que jamais passarei mais frio.
Lágrimas caem devagar,
como chuva em noite fria,
levando tudo o que eu queria
e aquilo que não pude falar.
Cada lágrima guarda um segredo,
uma dor que ninguém consegue ver,
um coração cheio de medo
de amar e outra vez sofrer.
Chorei por quem não ficou,
por palavras que nunca ouvi,
por todo amor que eu entreguei
e que nunca recebi.
Mas minhas lágrimas também ensinaram
que até a tristeza pode passar.
E, depois de tanto chorar,
meu coração aprendeu a se levantar.
Hoje, quando uma lágrima cai,
eu já não penso que é o fim.
Talvez seja só a minha alma
dizendo: “cuida mais de mim”. caem devagar,
como chuva em noite fria,
levando tudo o que eu queria
e aquilo que não pude falar.
Cada lágrima guarda um segredo,
uma dor que ninguém consegue ver,
um coração cheio de medo
de amar e outra vez sofrer.
Chorei por quem não ficou,
por palavras que nunca ouvi,
por todo amor que eu entreguei
e que nunca recebi.
Mas minhas lágrimas também ensinaram
que até a tristeza pode passar.
E, depois de tanto chorar,
meu coração aprendeu a se levantar.
Hoje, quando uma lágrima cai,
eu já não penso que é o fim.
Talvez seja só a minha alma
dizendo: “cuida mais de mim”.
Noite fria sobre o Guapuruvu
florido neste mês de Agosto,
No meu destino com toda
a poesia tenho escrito
Versos Intimistas com afinco,
Para quem sabe conhecer
o teu amor em pleno gozo,
e contigo tocar o infinito,
De nós já é tudo ou nada,
é coração, corpo e espírito,
No nosso caminho o amor
por si só já tem sido escrito.
*** Ardente...Insano... ***
E se a noite esta fria....
O coração esta quente..
Uma música agradável, muitos gestos pra encantar... A hora vai passando e nem da tempo de pensar no tempo... Falta espaço pra ser perder no espaço..
Não há medidas, nem consolo..somos pura entrega... Desejos, malícias...
somos fogo ardente... Derretendo especulações do não saber... Somos o que basta pra não bastar...
E ai... O amor deixa marcas... Que nada vai apagar...
