Poemas Melancólicos

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Minhas melancolias são minhas verdades que tanto me preocupam de não estar mais aqui convivendo com a inércia das migalhas jogadas pelas más influências;
Pensamentos contrários que fortalece o próprio desdenho, e faz se perder do que não deseja, tentando escrever com palavras um tanto poética para disfarçar a falta que eu sinto;
Meus entendimentos estão por um fio em meu coração se mostrando pelas enfermidades que tanto perturbam a consciência;
Já não tenho paciência de esperar, me sinto preso em liberdade que no varejo rever os medos que não vêem horizontes de esperanças em sonhos desfeitos;

TANKA 001


Ah como te sonho!
Como te cobiço em mim!
És minha alegria,

prazer e melancolia,
no calor do pôr-de-mim!

Não posso sucumbir à melancolia — esse monstro noturno que nos vigia sem descanso, esperando o mínimo gesto de fraqueza para invadir o que ainda resta inteiro em nós. Sei que ele ronda. Sei que respira atrás de mim quando caminho pela casa silenciosa. Mas não lhe devo reverência. A melancolia exige joelhos; eu ofereço coluna.


E há dias em que o desespero se insinua no corpo como febre: o amanhã se esconde, o dia seguinte perde o rosto, a existência inteira parece um quarto escuro. Mas sigo. Não por esperança — essa palavra envernizada — mas por teimosia. Por força. Por desafio. O futuro não precisa prometer nada para que eu avance. Basta que exista.


Poeta ou homem comum, não importa: todos carregamos a mesma condenação. A consciência — essa lâmina autônoma que nos enfrenta sem pedido, sem permissão, sem dó. Ela não nos observa: nos disseca. E cobra de nós o sentido que nunca lhe devemos.


Ela pergunta, com insolência: por que continuar? Onde repousa a coragem humana? O que sustenta o passo no meio do caos?


E a resposta não está no conforto, nem na fé, nem em algum alicerce secreto. Está no movimento. Na recusa em tombar. No ato bruto e insubordinado de permanecer, mesmo quando nada, absolutamente nada, garante o chão.


O caos é vasto. A consciência é cruel.
Ainda assim, eu existo.
Isso basta. Isso é tudo.

A melancolia é o eco silencioso das histórias que nossa alma esqueceu de contar — e que insiste em sussurrar nas noites vazias.⁠




EduardoSantiago

Compêndio de Chuva


Cai a chuva, melancólica e lenta, como um grito que o tempo inventa.
Em cada gota, um som, um tom, que o vento leva — e traz o teu batom.
O teu rosto vem, em bruma e luz, como se o céu em ti se traduz.


Enquanto o mundo se desfaz em água, o meu peito arde, embora os meus olhosse alaguem em frágua. O teu toque é sinfonia de chuva,
que compõe a minha alma, e acende lua turva . E eu, perdido entre trovões eos relâmpagos do meu silêncio, encontro-te em cada canto da minha pele em compêndio.


Que chova, amor — que o mundo escorra, que o tempo pare, nesta dor de masmorra. Pois se é na chuva que te penso e vejo, então que chova, só para te ter no beijo.Chove, e o meu mundo sopra o teu véu, as ruas das minhas veias choram sob o cinza do céu. No vidro, escorre o teu nome, lento, feito melodia, feito tormento.

Canto da sala


⁠No anoitecer encontro a solidão no canto da sala gelada e melancólica mas também calma e aconchegante.


O que no dia encontrei felicidade e diversão com amigos.


Agora me encontro numa melancolia em um canto gelado da sala.

Ela só queria um abraço, em meio a melancolia que emanava em seu semblante.


Então, eu a abracei.

Jogo de azar

Era doce a maneira de como ela via o amor. Para ela a melancolia era uma palavra bonita, uma forma romântica de ficar triste. Tanto quanto a solidão e a ingratidão. Palavras que já conhecia muito bem. O tempo a tranquilizava, dava uma certa paz. Ela sempre soube que o amor era um jogo de azar, nunca apostou nele . Apenas o amor não realizado poderia ser considerado como romântico e belo. Ela vivia aquele amor, sem jamais ter a pretensão de receber algo em troca, da pequena janela branca via a vida passar admirando a distancia. Com brilho nos olhos, um livro na mão e o cigarro na boca, ela seguia.
E a vida?
A vida era uma longa e surpreendente aventura do qual ela jamais desperdiçou.

Inserida por MariaLouise

Para hoje eu precisava menos do vazio.
A decepção e a melancolia já não me significam.
O silêncio e a solidão não me são boas companhias.
Talvez a sua voz, acho que é isso...
As suas palavras me fariam bem.
Talvez a sua presença, acho que é isso...
O seu calor me faria bem.

Inserida por demetrioMDS

Que eu não me arraste, melancolicamente, para o passado,
nem ouse adivinhar as eventualidades futuras,
quero apenas viver, com espontaneidade,
o momento que passa.

Inserida por NeiaLambert

Faz saber que o insensato ato
Da fases inconcretas do seu perdão
Melancolizo o favor de teu eu
Minha relicaria carência que translude
Transforma e ilumina assim
vida regressa dos meus teus

Inserida por geisonguedes

Domingo cinzento
Dia nublado
Tarde de chuva
Pela janela passa o vento
E a melancolia mora ao lado

Inserida por marcuspatrick

Esse silêncio que a melancolia trás
Acalma e me faz sentir o que eu não sentia mais
Alivia a alma
E deixa o coração respirar em paz

Inserida por marcuspatrick

Chega de palavras tristes, versos sem cor,
frases sem magia e poemas cheios de melancolia.
Ainda compro um monte de baldes de tintas e saio
pintando letra por letra para os meus escritos alegrar.

Inserida por lauramello

Eu pirando
Entre dedos, medos e rum.
Eu alcoolizada
Entre a melancolia e a solidão.
Eu devolvida
Suficientemente estragada
Eu viva
Desviada e corroída
Eu ferida
Apunhalada destruída
Eu pirando...

Inserida por RebecaMelo

Sentei numa calçada qualquer e me afundei numa melancolia de dar gosto, levantei meu olhar para o céu, invejando as nuvens que conseguem aparecer todos os dias de uma forma tão mágica. Quem dera eu fosse assim, tivesse meu brilho próprio para espantar qualquer mal que ousasse me atingir. Lamentável essa vida de solidão, lamentável ainda mais é a incompreensão das pessoas, que ao meu ver, parecem muito mais osso do que carne.

Reparei no balançar das folhas de uma árvore enquanto eu refletia. O quanto a natureza carrega um mistério só dela, e feliz era quem conseguia transpirar essa essência.

Dei de ombros e puxei um ar quente que tinha em suas extremidades uma poluição genuina, quase que imperceptivel. Mas como de costume, eu sentia intensamente todas as sensações que me eram involuntáriamente enviadas.

Fechei meus olhos e desenhei em minhas palpebras o contorno do seu rosto, pra que aquele frio dentro do espaço do meu corpo se aquecesse com a ilusão de que onde quer que você esteja, há alguma parte sua que sempre estará em mim.

Só me questiono, ou melhor, me contesto... Quem será meu cigarro? Agora que pretendo parar de fumar...

Inserida por srtagobeth

Das pluralidades

De versos melancólicos,
De fatos inevitáveis,
De amores catastróficos,
De paixões incomparáveis.

De prazeres indiscutíveis,
De decepções inesperadas,
De palavras tão difíceis ,
De duvidas tão dramáticas.

De decepções irreparáveis,
De consequências claras,
De atitudes incabíveis,
De fins inconsoláveis.

De dores irresistíveis,
De ilusões inconcebíveis,
De tantos sentimentos..
E por fim, de alguns arrependimentos.

Inserida por DanielMonteiros

melancolia...
sinto meus sonhos,
surpreendo com seu olhar,
deveria ser forte,
já saber que melhor que seja
nunca estará em derradeira do teu querer,
porque as coisas são difíceis,
no caminho que escolhei a tristeza do peito
é cruel no dia estou... suspirando... por você.

Inserida por celsonadilo

Teus olhos verde-mar,
olhos tristes e melancólicos
parecem sempre chorar
lágrimas ou saudade sem fim
Quando acordo os vejo
nas flores do jardim,
quando durmo os percebo
nos sonhos, perto de mim
Teus olhos verde-mar,
dos quais tanto gosto,
por que não querem me olhar?

Inserida por neusamarilda

"Do tempo que passou, a melancólica lembrança pelo que em outrora o sorriso brotou, sem razão, apenas surgiu, bem esticado no existir, sendo agora, presente, mesmo que sutil, mas muito mais dentro da alma, do que na janela da face que o mundo nos implora a expelir. Quanta saudade, aquela, que o peito aperta e nos faz viajar por tudo que o tempo levou!"

(Mettran Senna)

Inserida por MettranSenna