Poemas Melancólicos

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Hoje ainda estou com aquela sensação do domingo. Frio na barriga, olhos melancólicos e um gosto amargo na boca ao ler cada palavra.
O que possivelmente me magoou não foi o que você disse, da forma que foi dita. Não, você não foi primeira pessoa a dizer.
Mas as lembranças que aquelas palavras me causaram, me chocaram muito mais. Me senti há alguns anos atrás, escutando cada uma delas e morrendo por cada uma delas.
Não era nostálgico, não tinha aquele gosto de saudade, não era uma lembrança boa. Não, não era.
O pior de tudo, é que depois de ouvi-las me identifiquei com todas elas, porque no fundo aquilo era a verdade sobre mim.
Sobre o espaço que nunca me dou, sobre o fato de excluir milhares de coisas da minha vida. Só faltou a parte em que deixo as pessoas 'mendigando' minha atenção.
A culpa não é sua e também não é raiva, tá mais pra uma tristeza, tô é decepcionada comigo mesma.
É que esse meu dom de estragar as coisas, francamente.
Vejo que não mudei em nada, vejo que continuo mesmo é estragada por dentro e por fora.
Enfim.

Bipolar Nata


Sou melancolia que abraça,
sou pureza que acalma,
sou sedução que queima.


Troco de pele como quem respira:
uma hora sou cura,
outra hora ferida aberta.


Minhas fases assustam,
meus abismos contagiam,
minha intensidade pesa.


Mas não sei ser menos.
Nasci assim:
bipolar, inteira,
sempre demais para caber em pouco.

O que eu sou


Sou melancólica,
às vezes pura,
às vezes sedutora.


Minhas fases escuras
contaminam os outros:
ficam tristes,
se enojam de mim.


E eu pergunto:


que mal eu fiz


por ser assim?

"A Melancolia Que os Alunos Carregam Dentro Deles.”


As salas de aula parecem cheias de vozes, risadas e movimentação, mas, se olharmos com atenção, veremos algo escondido por trás dos cadernos abertos e das telas iluminadas: uma melancolia silenciosa que muitos alunos carregam.
Ela não é sempre visível. Às vezes se esconde num olhar cansado, num suspiro diante de uma prova, na falta de entusiasmo para responder a uma pergunta simples. Outras vezes aparece no corpo que está presente, mas na mente que vaga para bem longe.
Essa melancolia nasce de muitos lugares: da pressão em ser perfeito, do medo de decepcionar, da comparação constante, da falta de tempo para viver fora da escola, do peso das expectativas. Nasce também da solidão disfarçada, da sensação de não ser ouvido, de que suas dores são pequenas demais para importar.
No fundo, cada aluno carrega uma batalha invisível. E a escola, que deveria ser espaço de descoberta e crescimento, tantas vezes se torna palco de ansiedade, cobrança e silêncio forçado.
A melancolia dos alunos é um pedido de pausa, de escuta, de acolhimento. É o coração dizendo que aprender não pode ser apenas decorar fórmulas e datas, mas também encontrar sentido, encontrar lugar, encontrar-se.
Porque só quando a escola aprender a enxergar o que os olhos não mostram, os alunos poderão estudar sem sentir que precisam esconder dentro deles a parte mais humana que possuem: a fragilidade.

melancolia


Não há quem queira ouvir o que eu tenho pra falar.


Sob o céu cinza, as sombras que me acompanham, dançam silenciosamente à minha volta, ecoando a melodia triste da minha solidão.


As memórias desaparecem como folhas secas ao vento, deixando um vazio profundo no coração.


Entre choros e risos, o tempo me faz escrever saudades que soam como murmúrios melancólicos na alma, enquanto o crepúsculo se despede em tons alaranjados.


Na consciência, os ecos do passado ressurgem como fantasmas silenciosos. Sussurram lembranças entrelaçadas com tristeza.


As lágrimas, deslizam pelas linhas do rosto da criança interior, carregando consigo o peso das despedidas não ditas, dos abraços não aproveitados, dos beijos não dados.


Entretanto, a liberdade tece sua teia, envolvendo o coração em sombras de um lamento eterno.

Olá, eterna melancolia.
Semelhante a um pranto frio,
Que espanta toda alegria
Deste amor sóbrio e vazio.


No caminho sem razão,
Perdendo-se dor
Manchando a visão
De um olhar sonhador

A canção entoada melancolia se amontoa nos cantos e se esvai nas paredes... pintura cansada que chora tinta antiga… e de fora vem correndo para dentro o vento... desalinhando cortinas, soprando memórias, sacudindo á alma estendida no varal...
O sol já ameno um amarelo febril quase amendoado mesclando ao claro vermelho tímido da tarde, que se vai devagar,
tingindo se alaranjando entre nuvens enferrujadas...
Solidão enjoada entoa som rasteiro que faz lágrima rasgada se tivesse som... entoa um som rasteiro, quase um ruído de asas quebradas, tal som seria um fio metálico cortando no frio do silêncio singular... entre ecos fabricados
o meu peito nu largado no chão da sala... à noite escorrega na saliência da terra; a lua mingua como um sinal como um presságio lento e antigo que só o coração decifra... o luar ah o luar sempre foi você ... hoje a luz amarelada arranha-me
A poesia já pronta demoro levantar e vou perdendo os pedaços das palavras pelos caminhos e versos estilhaçados fossem migalhas
caindo do bolso rumo à escrivaninha distante, onde o bloco de rascunhos repousa como um pássaro de papel fenix esperando renascer.
Em cada nota baixa e nos momentos que troca á canção e tão fácil escutar o som da própria respiração... no meio copo de vinho falante... a emoção neutraliza a beleza poética do concerto da mente... o coração se desfaz e faz assim

Ela foi embora — e o Estio, melancólico, partiu com ela.
O beijo que me deixou é cândido, e ela, uma verdadeira beldade.
É como Aldebarã: morena dulcífera, radiante, com o coração espraiado em ternura.
Faz meiguices que adoçam a alma,
mas partiu para um lugar onde a aragem canta sobre os campos silenciosos.

[...] absorto
Corpo e mente
esmorecidos
Amigos de outrora
já não existem...



melancolia.

Os minutos serão eternamente melancólicos e carnavalescos sem a sua presença.
Minh'alma chora com a sua ausência; os planetas do meu universo se desalinham sem teu amor, ainda que seja por um segundo sequer.
Sentirei sua falta, por favor não crie caos onde te cedi morada, por favor, volte para o mundo que jurou governar e que por ti as terras sangram.

Canto da sala


⁠No anoitecer encontro a solidão no canto da sala gelada e melancólica mas também calma e aconchegante.


O que no dia encontrei felicidade e diversão com amigos.


Agora me encontro numa melancolia em um canto gelado da sala.

Humanidade melancólica, vives na escuridão do seu universo barato e medíocre. Pobre humanidade insana e egoísta, por isso que sofres a consequência das suas inconsequências.
Vá, e deixes florescer a dor de um futuro incerto, com a certeza de que irá frutificar a dor e a vergonha, de pensamentos baratos, que de nada serviram.
Humanidade, esse é o seu nome por enquanto, porque quando vier a coleta, será para prestar contas dos centavos que deixaram de pagar, e então o seu nome não mas será.
A porta do abismo já esta se abrindo, e é para lá que a humanidade esta partindo.
Não ficará ninguém para continuar essa história.

Mandalas & Tapetes Burgueses

Melancolia
De fado
Português

Regado à vinho
E
Dissolução do fermentado

Pagando os pecados
Com o suor do cansaço

Metabolizados
No calor do fígado


Tristeza
De nobreza
Sem causa

Escutar
De coisas
Não ditas

"Minha casa minha vida
Sua casa é meu problema"

De certeza

Somente
A presença
De sua
Ausência

Passeando
Meus
Anseios
Desajeitados


Nas ladeiras em ruas
De muita pedra

Nos vales profanos
Da dissonância

Esculpidos em vales
Da tradição

A ambição do pecado
Fermentado em vinho

E a solução
É dissolução

Sem solução
Em ruas
De Tradição

Ai melancólica não se apegue a quem quer bem viver !


Estrada de hélio.
Leticia 17

"O som que tem ecoado em meus ouvidos
Vem de dentro e não é mais um som melancólico com tons de saudade
Sinto uma vibração mais alegre e armoniosa que alegra meu coração e acalma minhas mente. Notas que embalam o sonhos estão surgindo fazendo com que eu me lembre de escutar só da vida dos pulmões e coração fazendo de cada dia um novo refrão..."


PauloRockCsar

O fim da melancolia?
Doce morte sombria,
Nevoeiro da primazia,
Suprassumo da apatia.

Ríspido rasgar psicossomático,
O mundo tem sido monocromático,
Amargo é o pensamento dramático,
O resplendor do ser errático.

O falso sorriso neurotraumático,
As sequelas do passado fático,
O algoz do presente lunático,
Sem um futuro fanático.

Aqui jaz o ser do meu eu,
Tal qual dizer o que doeu,
Aquele homem em mim morreu!
A silenciosa dor apareceu.

A estrondosa morte bateu,
O dia de fim aconteceu,
O eu lírico morreu,
Esvai-se o eu.

Que a manhã venha mas que demore
Para que a lua ainda nos abrace
E a melancólica flor do disfarce
O orvalho na relva molhe.

A chuva traz o silêncio.
Minha alma se acalma,
os sentimentos se aguçam.
Na melancolia, chega também o entusiasmo,
e o alento me compensa
com momentos tão bons.


O pingo na telha…
e um coração em paz.


Otávio Mariano.

TANKA 001


Ah como te sonho!
Como te cobiço em mim!
És minha alegria,

prazer e melancolia,
no calor do pôr-de-mim!

Minhas melancolias são minhas verdades que tanto me preocupam de não estar mais aqui convivendo com a inércia das migalhas jogadas pelas más influências;
Pensamentos contrários que fortalece o próprio desdenho, e faz se perder do que não deseja, tentando escrever com palavras um tanto poética para disfarçar a falta que eu sinto;
Meus entendimentos estão por um fio em meu coração se mostrando pelas enfermidades que tanto perturbam a consciência;
Já não tenho paciência de esperar, me sinto preso em liberdade que no varejo rever os medos que não vêem horizontes de esperanças em sonhos desfeitos;