Poemas Melancólicos
Se não nos cuidarmos,
qualquer pequena farpa será motivo de sofrimento...
Antes é preciso pesar os fatos
para sabermos diferenciar o que é importante
e o que tem importância nenhuma.
Cika Parolin
E a pesar de tudo, amo.
Amo viver
Sentir
É fogo
Fogueira
Amo viver
sentir
O sol a lua
Amo te olhar de longe
Te querer perto
Amo sonhar
Viver
Músicas te trazem pra mim
Tardes
Chego a beijar teus olhos
Sentir tua pele
Vejo tuas mãos nas minhas
Incendeio
Me fantasio de Julieta
Te vejo Romeu
E provo do veneno
E bebo na tua boca.
24/09/2017
.
Choro do morro
"Em seu mais íntimo âmago
O pesar se faz notar:
Curva-se o morro; chora a flora
E sem demora fez derramar!
Ebulindo em lamento intenso
Trouxe um veio em sua face
Fez morada n´outras vidas
Solidárias, sem guarida
Num estrondo rouco e denso
No silêncio sucedâneo
como em líquido amniótico
Surgem fênix, filhos de antônio
pós evento tão caótico!"
Iusão
E quando a vida se fez pesar
Eu triste, machucado a chorar
Não hesitei em me reinventar
Fiz da mágoa, da tristeza, uma arte
Uma personagem
Em defesa do meu coração
Fiz-me forte e confiante
Mera e pura ilusão
Logo eu, um ser amante
E com tão pouca razão
Assim sigo vivendo
Escravo dessa amarga solidão
Quando a vida tende a machucar
Minha personagem continua a gritar
Essa fictícia vida de satisfação
A lágrima que por vezes brota nos olhos
Luta, faz de tudo para cair
Porém, a mente amarga e egoísta
Faz a lágrima retrair
Dando força a ilusão de não sentir
Mesmo sentido
E assim continuar sorrindo
Dando vivência ao ser que mente
E sempre sorrindo mente pensando que é feliz.
Herdeiro de Roma
De sangue latino
Ouça o clamor da carne
Antepassados gritam
Em pesar pela cultura
Que agoniza deprimente
Sempre que se manifesta
Herdeiro de Roma.
Com pesar, comunico que minha estrutura está parciamente comprometida!! #helpme
(Frase criada para fanpage ARQUITETA INDELICADA)
Estão pululando no Facebook postagens de pesar referentes aos doutores e estudiosos na Pesquisa de Cura e Combate à AIDS que estavam no fatídico voo da Malaysia Air Lines.
Não consigo mensurar a vida nesses parâmetros. Não mesmo. Sério.
Lamentemos todos. Pelos que se foram. Pelos que ficaram.
A vida é valiosa em todos os seus sentidos.
Então eu aprendi – embora não sem pesar – mais uma coisa sobre o amor: que a gente não consegue controlá-lo... nem mesmo fazendo uso da razão. – Chronos o Tempo
(Trecho de "A História Esquecida da Hospedaria na Estrada")
TEm dias que ficar sozinho é um refúgio
Diante de tanda dor, de tanto pesar
Estou aqui neste lugar
E a única certeza é que não quero aqui ficar
Minha cabeça roda
Meus sentidos estão loucos
Já não sei o que sinto
Estou num labirinto
Todos dizem que amanhã é novo dia
Mas a cada dia tudo fica mais difícil
E tudo que passamos
Cada fez está mais perdido
Estou perdida em mim
Não sei o que faço
Ja quis um abraço
Mas logo lembro e disfarço
Quero me encontrar
Tentar ficar
Te amar
Mas preciso me achar.
Duas e meia.
Não vou atribuir à má sorte este ardor.
A beira da estrada o sol queima sem pesar.
São apenas duas e meia e calor,
Piso solo quente pra a areia me castigar.
Pra alma não há árvores sombrias
Nem portas pra ventilar.
Prevalecem às tristezas sobre as alegrias
E tempestades dignas de penar.
Elevo-te ao ponto mais alto vida,
Sorria-me ao menos em alguns segundos.
Vejo a esperança tingida
Afundando sonhos e mundos.
Azula-me céu límpido de raios acalorados
Este sol perpassa meus íntimos desejos.
Onde estão as nuvens densas enamoradas,
Que trarão chuvas abundantes de festejos?
Socorrista ou taxista do Universo,
Ouça meus gritos ou leia meu versos.
Tudo aqui é pesar,
Por sorte, ainda posso fazer o apelo: venha me buscar!
O conflito generalizou,
Entre raças, etnias e classes
Já nem sei quem eu sou
O de que lado tenho ficar.
Muito azar, não?
Eu que tanto já mudei,
Do mel do fel, já provei.
Não sei, logo pensei
Em provar uma nova dimensão.
Já que nessa não há mais solução.
No aguardo da resposta,
Desta liminar!
REN HONJO
As correntes encadeadas em seu pescoço
Podem até pesar, Mas não é tão difícil
‘Ele tem o poder de quebrá-las’
Mas não
Ainda espera novamente encontrar
Em algum lugar do mundo
As chaves que pertencem aquela mulher
Afinal, não era ela tutora de culpa
Não era ela quem deixou tudo pra traz?
Com os olhos brilhando
Diante das oportunidades
Melhores, mais ricas e em outro lugar
Bem longe do seu coração
E tudo que lhes restaram
Eram seus nomes gravados
Nas correntes de metal
Os ensaios
E a última ducha
A SOLIDÃO QUE INQUIETA (soneto)
A solidão que inquieta, pesar repicado
Da distância, que a lamentar me vejo
Não basta o choro por estar separado
São infortúnios do fado que lacrimejo
Tão pouco é saber que sou amado
Nem só querer o teu olhar: o quero
Muito. Este sentimento tão delicado
Onde os versos rimam no teu beijo
São saudades que no peito, consomem
Que não me acanham, e é tal pobreza
Do vazio, por eu não ao teu lado estar
Mas eleva o afeto dum piegas homem
Ser de erros sempre e, na maior pureza
Existir no amador e humanamente amar...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, agosto
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Moça
O amor é algo leve
Se pesar não adianta carregar
Se te rasga mais que sara
Não é amor é cilada
Se tirar o seu brilho
Não é amor é egoísmo
Porque amor é te oferecer o sol
Toda vez que a chuva cair
Se tentar cortar suas asas
Não é amor é prisão
Amor é dar liberdade
E levar no coração
Abrir os olhos pode até doer
Mas no final sempre há uma razão
Quem nasceu para ser de luz
Não à de sobreviver sem emoção
Se até a imensidão da noite
Leva um universo coberto de estrelas
Porque você haveria de se cobrir dessa triste escuridão
Girassol que é feliz
Tem liberdade para tocar a luz do sol
E quando o sol vai dormir
Girassol toca girassol
Porque amor é soltar as mãos
Mas continuar dentro do coração
Não se despedace moça
Pra caber em falsa ilusão
Só fique onde encontra casa
Inocentes não merecem prisão
#Poesia autoria: #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 21/03/2020 às 15:00 horas
Manter créditos de autoria original #Andrea_Domingues
O MEU PESAR
Tenho pesar da solidão numa vida
Da sensação que o carente sente
Dum amor que assim de repente
Sai do querer, e vai de partida...
Da ilusão que da alma é fugida
Do olhar ingrato frente a frente
Dos que ostentam toda a gente
E os que não aquietam a ferida
Tenho pesar do senso dividido
De não estar sorrindo à revelia
Contente de um dia ter nascido
Pesar de mim, de quem sofreu
De não ser mais e mais alegria
E, de ter posposto o meu eu!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/10/2020, 09’36” - Cerrado goiano
Também queria ser imaginário
Sumir quando estiver dando tudo errado
Sem pesar na consciência
Ser adulto não é fácil
D2
Sinto a felicidade emanar
Só de te sentir perto
Causa alento sem pesar
Causa frio sem esfriar
É causa, efeito, reflexo
É simplesmente me ver no seu olhar
Amo tudo, falo tudo em um minuto
Pois é simples meu modo de amar
E não é difícil, posta sua pessoa
Imprevisível e sensível
É impossível não me apaixonar!
Luz Oriunda
Ei,
Para no agora,
É ela quem vai recitar!
Eu sei,
É tanto pesar,
É mesmo tão óbvio,
O fardo de se sentir
O meu nome,
É que tanto insiste em ecoar,
E rouba mesmo sem titubear,
a felicidade momentânea da sua memória,
Cansou de estufar toda a sua glória,
Enfim parou de tecer mais alguma lorota?!?
Bate tanto na tua mente,
O cansaço, eu sei
Não é assim tão aparente,
Mas,
Sabe que o mais triste,
Foi sacar que a moça ainda,
Mente que nem sente,
Sabe a Luz que cê achou,
Que um dia estava a carregar?
Sinto muito em te informar,
Sabe toda essa dor,
Que te devora o pensar,
Que te sacode,
Que tu não sabe se explode??
Que não se cansa de fazer sangrar?
É a matança dessa,
Desvairada palhaçada,
Que de ti eu cansei,
Um dia de tanto escutar,
É, meu caro,
Chegou a hora,
E fazer o que?
Será que você vai saber?
Compreender?
Que esta na hora de,
Finalmente me esquecer,
Chegou a hora de se despedir,
Pare de gritar,
É a hora do desligar,
Melhor tu se conscientizar,
Ela,
Nunca vai cessar,
Desista de tentar,
Desesperadamente a estancar,
Deixa que tudo se vá,
Deixa,
O teu querer em a querer amar,
Deixa de vez,
Ela seguir o caminho dela,
Ela quer saber de triunfar,
Ela já disse,
Já não quer mais te amar,
Recobre o teu juízo,
Deixe de vez o teu coração buscar a paz e por toda a eternidade descansar.
Poema de Madam Avizza em 09/08/2020 as 17:01 na cidade de Santos
LUPERCALE
Noite adentro seguindo o rastro prateado
Oculto pelo medo presente, lembranças do pesar diurno
Sons bestiais e guturais da alma perseguida
Matilha desnuda ante a deusa nua
Qual a certeza no olhar vazio da insanidade?
Por entre os caminhos vagam as feras que devoram a mente
Correr, correr, correr... Sou o que mais temo.
Brindamos na companhia da Lua Negra
A vida e a morte do ser liberto.
Poupando palavras.
- Porque você nunca me escreveu?
Ingadava ela.
E com enorme pesar eu respondia:
- Qualquer resposta que eu dar, vai te magoar.
Então vou responder com o silêncio, que também machuca, mas do silêncio você vai esquecer, as palavras não.
