Poemas Góticos de Amor
neoplatônica
a boca é o lugar onde se engendra
o silêncio e se proferem sentenças
de morte e colhem blasfêmias
e serpenteiam sortilégios
e se enfunam as flores da fala
até forjar a ficção de outra boca
de onde se extrai a idéia do beijo
ENFADO (soneto)
O quarto penumbroso e triste. Meu viver!
Um silêncio na alma que ela parece morta
Eu num olhar vago, uma pujança absorta
Não tenho ânimo, nem uma reação sequer
Rabisco gestos pálidos que a nada importa
O mundo lá fora a passos largos. Ouço dizer
O meu aqui dento de solidão põe a embeber
O vazio lânguido, num isolamento que corta
E neste enfado, no enfado inquieto do ser
Que é que me interessa além desta porta?
Se sempre é o mesmo, o mesmo parecer
Aqui neste útero meu sonho se transporta
Que diga a sorte, e o destino o que quiser
Aqui poeto quimera, que abre comporta... (do meu envelhecer!)
Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Dentro do silêncio que há em mim, saem gemidos de tristeza e apreensão , mas também saem sons maravilhosos de esperança e fé, que só eu tenho o previlégio de ouvir...
Bom dia queridos amigos!!!
mel - ((*_*))
SILÊNCIO SAUDOSO
Naquela noite
Os olhos tristes nevaram...
Pois lembrou
De tudo que vivenciou....
E no silêncio saudoso as lágrimas
Transformaram-se em pingos de neve.
Deixando
O chão embranquecido de recordações
Doloridas, sonhos que terminaram em nada!
E entre o sopro dos ventos
Os ganhos iluminados pelos céus anunciavam...
Uma madrugada longa, gélida e tristonha.
Naquele coração
Que um dia pulou de alegria e que hoje só lacrimejavam...
Um passado presente que chegará novamente
Naqueles olhos amiudê
Que contemplava o brilho do natal
Sentido um vazio sem igual
Pulsando vida em seu peito carregado de dor
Que agora descansava pedindo à DEUS
Para que o dia ali amanhecesse outra vez!
A angústia do silêncio que se faz resposta.
A certeza da ausência que se faz tristeza.
O abismo do orgulho quando corta a alma.
A saudade da inocência que trás a pureza.
A verdade da distancia que é desafio.
A intensa dor que emana dessa incerteza
De perde a flor mais bela.
De restar abandonada nesse teu vazio
Sem saber que passo dar nesse silêncio escuro.
Sem saber qual o caminho para a saída...
UM ANO SE PASSOU, naquela madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia...
Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças nós acolhia.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
ANONIMATO
Grato ou ingrato seu anonimato?
Teu silêncio tem cor da sombra
Que propícia aos crimes, e aos amores,
Hoje seremos felizes...
longe, temores, paúra e lascívia
Longe, fantasmas, ilusões do medo.
Somente ilusões de terror por amor
Grato ao ingrato anonimato ....
_____________ Maria Izabel Sá Ribeiro
Já escondi tristezas em um sorriso,
Já escondi o sorriso em alegrias,
E já fiquei em Silêncio muitas das vezes Feliz.
Silêncio sombrio
Uma única vontade
Nas sombras da lua sob as núvens
Sombria e sem limiar
É tempo de espera
Portas cerradas
Calor incômodo
Nada importa
Faço das sombras
Espectros lunares
Desenhados na imaginação
Do meu cérebro ainda pulsante
Se confrontando em raios
Feito tempestades de verão
Passa o tempo
Que enfraquece o colágeno
Pressionado pelo fumo
Exposto no espelho
Onde a pele acinzentada
Se dobra em rugas
Delatoras em excesso
De uma idade mentirosa
Que nem sei se é pra menos
Mas que parece bem mais
Ressecada pelo álcool
Lagartixando sob o sol
Mais um dos meus prazeres
A contenda que me resta
Me deixa sem perspectivas
Nada quero além disso
Só ver passar o tempo
Sem com mais nada me preocupar
Além do que está por vir
Quando meus olhos se fecharem
E não mais se abrirem
Ficará uma só certeza
Num derradeiro e sincero pensamento
Ninguém além de nós há de saber
Que junto à mim se encerrará o gosto amargo
Do meu amor nunca poder anunciar
(Nane - 04/09/2014)
Abro os olhos
Mas só vejo a minha sombra
Tento escutar o silencio mas
Só me oiço a mim
Tento mover-me mas não consigo
Sinto-me presa nas trevas.
✿╯¸.•¨.¸.•*¨*.•*¨. ¸.•*¨* (¸.•¨
Trago-te
uma face magoada
trago-te
a sombra de minha face.
A boca guarda em silêncio os gritos interiores
e os ocasos se sucedem
nos meus olhos.
Sinto meus dedos que rompem as grades
das janelas
e se ferem de azul.
Mas as mãos,
(que desejariam voar)
estão quietas..."
Silêncio
O que significa silêncio?!
Tristeza ou solidão?!
Para muitos, as melhores coisas
São ditas no silêncio de um olhar
Mas se ficarmos em silêncio, com o passar da vida,
Que histórias iremos contar?!
Com o silêncio viajamos em nossas lembranças
Refletimos sobre nossas esperanças
E assim mantemos vontade
De continuar a sonhar
Alimentamos a saudade
Do que fizemos, e de quem aprendemos a amar.
À sombra do silêncio fico a espreitar...
a esperar uma canção que me faça lembrar
e permita eu te amar
mesmo sabendo que não posso mais te tocar.
Neste silêncio que deixa esta noite longa
tão muda muda, que eu escuto o barrulho da minha sombra
E o meu coração palpitar enlouquecido
A te buscar em vão nas minhas fantasias
silencio,
sou contradições...
estou ouvindo o mundo gritar,
estou triste... cala se,
por que vai embora?
se ainda o mundo ainda não terminou...
sou culpado por cometer um crime,
saiba que tudo o quis acabou quando acordei...
esta noite está partindo... ninguém quer saber,
e dai o quero apenas um momento que posa ter,
particularmente sinto que ainda quero...
tudo que tenha sentido passe neste instante...
ainda estou aqui, toda a magia quando sorri...
Lugar onde toda a tristeza mora
Onde minh'alma grita e chora
Em silêncio, não vejo passar o tempo
O escuro apagando os meus sentimentos,
Escondendo as certezas
Transformando defesas em fraquezas
Cobertores lutando contra minha frieza
Meu travesseiro está salgado
Meu urso cansado de ser abraçado
Tristes meus lençóis, esperam ser trocados
A porta apodrecendo, a maçaneta a berrar
Só irá destrancar quando o sofrimento acabar
Se acabar..
Eu posso fechar a cara;
Ficar em silêncio;
Não te responder;
Aparentar tristeza...
Mas quando eu abaixar a cabeça
Aí moça, se preocupe.
Meu epitáfio será o vento, o silêncio, a maré vazante.
A morte vai ficar chateada
Porque não haverá carpideiras
Nem lágrimas no meu velório.
Ninguém precisará ficar triste,
Porque tudo que existe
Será como o vento, o silêncio e a maré vazante.
Quando eu morrer, quero música.
A tristeza constante dessa cidade
Onde o silêncio é minha melódia
Suporto o vazio que tornou parte de meu ser
De minha rotina pacata
Tranquilo em andar no deserto
Deserto de lutas passadas
Sereno ando com a vivência
De poeiras da vida
Que são só passado.
Dor impermeável
As mortes menosprezados
recebem os gritos dos pequenos
e o silêncio dos grandes .
todo sangue se mistura entre nós,
todos abaixo do céu e acima da terra,
todos cobridos por terra e desdém
A dor é impermeável,
onde se insistem passagens
de promessas jogadas ao vento
A crise hoje é do amor,
Todo amor que se foi trocado
Trocado por bens e dor.
