Poemas Góticos de Amor
morte nem sempre chega em silêncio.
Às vezes ela cresce devagar
dentro dos olhos cansados,
nos sonhos abandonados,
na parte da alma
que desaprende a sentir.
Há mortes invisíveis
que ninguém enterra.
A da esperança,
a da inocência,
a daquela versão nossa
que um dia acreditou demais.
Helaine machado
Em meio, a um dia de tristeza me escondo atraz do canto
E num grito silencio por atenção
Encontro, a voz de um anjo
que apenas o som do seu sorriso
Desperta e mim, uma paz uma alegria
Mas o medo, ainda se faz presente
pois ao me apegar, me afasto vagarosamente
Mesmo com o coração em protesto
Nao paro, pois o medo da dor de outro amor impossivel
e mas dolorosa, do q me afastar ao me apegar
"Voz fofa, voz de um anjo distante "
Quando estou em silêncio, eu sempre estou inspirado;
Quando estou triste, sou reservado à esperança;
Quando estou enciumado, sou calculista para com o que é irônico;
Quando amo, sou corajoso e audacioso para com quem me permite amar;
MADRUGADA DE NATAL
Ouve -se ao longe gemidos
O silêncio no corredor impera
A vida, a morte em atritos
Mas é o bem que se espera.
Noto pessoas, famílias, fatos
Cada um com seu problema
Somos complexos mas fracos
A soberba: nosso maior dilema.
Do maior ao dito desprezível
Desejamos a mesma sorte
Aqui não existe status nem nível
Toda máscara cai diante da morte.
Levy Cosmo Silva
A Morte do Caráter
O caráter adoeceu em silêncio,
foi perdendo a voz nas esquinas do interesse, trocou a espinha por atalhos e aprendeu a sorrir com dentes emprestados.
Enterraram princípios como quem varre poeira, cobriram a verdade com tapetes caros, e a honra virou um objeto antigo guardado num quarto que ninguém visita.
Hoje o caráter é lembrança em retrato amarelado, uma árvore cortada que ainda insiste em sombra, morreu de pequenas concessões diárias
— não por um golpe, mas por abandono
Ele vem na sombra do silêncio,
um sussurro que congela a alma.
Cada passo seu é uma promessa de dor
e um alívio que só ele pode trazer.
Seus olhos são tempestades contidas, suas mãos,
veneno e remédio ao mesmo tempo.
No toque, a vida se dobra e se curva,
como se obedecesse à lei do medo
e da entrega.
Mas há beleza na destruição
que oferece,
um equilíbrio cruel entre
ferida e cura.
Painkiller,
lenda urbana do próprio tormento,
aquele que dói para que possamos, enfim, respirar.
Hoje não é um bom dia pra mim...
A tristeza me abraçou o dia inteiro...
Meu silêncio foi o meu melhor amigo...
E o choro foi o meu companheiro...
"Só queria achar meu lugar de sossego
no silêncio, sem lágrimas e tristeza.
Só queria contemplar a calma na alma que nunca tive.
Voar como um pássaro e poder escolher onde pousar."
Ah! Tristes olhos
Por que chora em silêncio a dor que ninguém ver?
Por que deposita tuas lágrimas no oculto do teu vazio?
Por que corre?
Por que foge?
Por que se esconde?
Por que se disfaça?
Quando escuridão cobrir teus olhos e não enxergar mais nada, porque não volta seus olhos ao criador?
O SILÊNCIO NÃO TRANSMITE SOMBRAS.
Referente em apoio a questão 459 de O Livro Dos Espíritos
Dizem que o umbral infiltra-se nos fios invisíveis da tecnologia, que percorre o ar como um sussurro maligno, que atravessa o Wi-Fi como se este fosse um portal aberto às trevas. Mas tal ideia não resiste ao exame da razão serena.
O mal não necessita de antenas, tampouco de roteadores. Ele se aloja onde sempre habitou: na consciência indisciplinada, no pensamento viciado, na inclinação moral que se desvia de si mesma. Transferir à matéria o poder que pertence ao espírito é apenas um modo elegante de fugir à responsabilidade íntima.
O Wi-Fi transmite dados, não intenções. Propaga sinais, não consciências. Não há frequência tecnológica capaz de substituir a sintonia moral, pois esta não se mede em hertz, mas em escolhas.
Se algo atravessa o invisível, não são entidades conduzidas por ondas digitais, mas pensamentos que se afinam por afinidade. E essa lei não depende de dispositivos humanos, mas da estrutura profunda da própria alma.
Atribuir ao umbral o uso de ferramentas materiais é reduzir o espiritual ao mecânico, o que constitui um equívoco conceitual grave. O espírito não precisa de meios físicos para influenciar, assim como a luz não precisa pedir licença à escuridão para existir.
Portanto, não é o Wi-Fi que abre portas ao invisível, mas a mente que se abre ao que cultiva. Quem disciplina o pensamento não teme redes, sinais ou conexões. Pois a verdadeira conexão, esta sim inevitável, é aquela que cada ser estabelece com aquilo que escolhe sustentar dentro de si.
E é nessa soberania silenciosa da consciência que se decide, sem ruído e sem cabos, o destino das próprias influências.
O Silêncio do Tempo e a Ilusão do Mundo
A morte nos revela a face mais realista da nossa passagem por este plano. Quando partimos, os primeiros dias são cheios de lamentações, homenagens e palavras bonitas. No entanto, o tempo é um rio que não para de correr. Passada uma semana, alguns meses ou um ano, o mundo segue o seu curso, os sorrisos voltam e a nossa existência vai sendo lentamente guardada nas gavetas do esquecimento. Quase ninguém mais fala ou lembra que um dia estivemos aqui. As raras exceções são os nossos pais, cujo amor sagrado desafia a própria morte e nos acompanha para sempre. Compreender essa efemeridade é o maior despertador para a alma: se o mundo nos esquece tão rápido, por que passamos a vida inteira abrindo mão de quem somos para tentar agradá-lo? De que adianta viver para os outros, se no final o que resta é apenas a prestação de contas entre a nossa alma e o Criador? Viva para Deus, viva para quem te ama de verdade e pare de se anular por um mundo que amanhã não se lembrará do seu nome.
Melancolia da Alvorada
"E nesta solitude vazia, interrogo-me se a paz do silêncio supera a sinfonia de violinos ao amanhecer, tempo em que o espectro sob
os lençóis simulava o sono.
Afinal, qual o tributo de me manter inabalável, vertendo sangueante os espinhos de um jardim desprovido de rosas e um deserto
de fantasmas?"
Jorge B Silva
Silêncio de Lobo
"O mundo lá fora ecoa em ruídos,
Sombras projetadas na parede do ser.
Hábitos moldados, propósitos perdidos,
Na pressa constante de fingir viver.
Alimentam a dor que o peito carrega,
Com aplausos vazios de luz mineral.
O homem se entrega, a mente se nega,
Refém de uma farsa que julga real.
Mas a tua lucidez finalmente inicia
Quando há coragem para o silêncio abraçar.
Calar o barulho que a carne emitia,
E deixar a essência, por fim, governar.
Apuram-se os olhos, o tato, os ouvidos,
O fio do pensamento volta a cortar.
O que era disperso ganha sentido,
Na calmaria que o mundo quer sufocar.
Tornas-te um sensitivo no plano material,
De ossos e sangue, mas livre da teia.
Onde o efêmero tenta ser imutável,
Tua mente firme o espaço clareia.
Rompeu-se a corrente do falso desejo,
O véu da ilusão desabou no chão friamente.
E o que antes era apenas vislumbre ou lampejo,
Agora é o mundo que vês claramente.
[O título]
"O Silêncio do Lobo": O lobo representa o indivíduo que se afasta da "alcateia" barulhenta, não por fraqueza, mas por soberania, astúcia e necessidade de observar o território com clareza absoluta. É a imagem exata da resistência e da lucidez solitária."
Marcelo HB
“O tempo corre em silêncio
E ninguém pode nos ver
Somos apenas sombras perdidas,
Caminhos entrelaçados, eu e você.”
Na pegada dessas coisas tristes.
Na calada da noite, eu não escuto mais a tua voz,
E o silencio se fez por completo.
Na mania de versos cabisbaixos
Eu vou escrevendo sobre o nada que me rodeia.
No pensamento, faltam-me boas palavras para expressar,
O todo que se faz presente.
Todo o sentimento que anda morando em mim,
Sem a minha permissão.
Na vontade de permitir,
Coisa tão absurda,
Aos poucos eu vou me rendendo.
E o nada que havia em mim,
Faz-se tudo e puro,
E o silencio que havia em mim,
Faz-se barulho.
Para hoje eu precisava menos do vazio.
A decepção e a melancolia já não me significam.
O silêncio e a solidão não me são boas companhias.
Talvez a sua voz, acho que é isso...
As suas palavras me fariam bem.
Talvez a sua presença, acho que é isso...
O seu calor me faria bem.
Escondo de todos meu câncer,
e me silencio solitáro.
Nisso faço a tristeza de uns e alegria de outros.
A carne permanece crua e sã, porem vazia.
Já não são os mesmos rostos estampados
nos espelhos.
Assim como jovens envelhecendo e,
os velhos fortalecendo.
Ás rugas se comprimen ao ritmo
dos corações dilatados.
O ar é puro
A noite é calma
Sombras se escondem no escuro
O silêncio é assombroso
O medo diz olá
As horas não passam
E o tempo é um mentiroso
Esse silêncio que a melancolia trás
Acalma e me faz sentir o que eu não sentia mais
Alivia a alma
E deixa o coração respirar em paz
O oco
É o eco
Que matamos.
É o sufoco,
É o beco
Onde caímos.
É o silêncio triste
De um canoro harmonioso.
