Poemas Góticos de Amor

Cerca de 264690 poemas Góticos de Amor

No Cálice da Alma, cada fragmento, cada sombra e cada silêncio se tornam armas de coragem, força e destino.




— Purificação

Entre sombras e estilhaços, o silêncio corta e o vazio incendeia o destino.




— Purificação

Entre Sombras e Luzes


Retirei as cores
para que o silêncio falasse.
Deixei a luz tocar a pele da paisagem
e a sombra contar o que o tempo esconde.


Montanhas respiram em tons de cinza,
o mar sussurra sem azul,
as cidades guardam memórias
em cada contraste.


Aqui, o olhar não corre.
Ele para.
Ele sente.


Porque entre sombras e luzes
existe um lugar
onde a alma reconhece
o que os olhos ainda aprendem a ver.


Tchesco Marcondes

A morte não é o fim,
é apenas o silêncio
que finalmente compreende tudo.

⁠No vasto oceano do silêncio profundo,
Navega a alma solitária em seu mundo.
Entre sombras frias e noites eternas,
A solidão traz suas dores internas.

Em terras vazias, o coração se perde,
Ecoando sua tristeza, tão imenso alarde.
Cada suspiro é como uma brisa fria,
Em meio à escuridão que tudo cobria.

Os passos solitários, sem companhia,
Seguem por caminhos de melancolia.
No horizonte distante, uma miragem ilusória,
A esperança brilha, mas se torna efêmera história.

O vazio preenche cada canto do peito,
Enquanto os sonhos dançam em desafeto.
As lágrimas são gotas que caem no abismo,
Um grito mudo, aprisionado no egoísmo.

Mas em meio à solidão, há um lampejo,
Um fio de luz que corta o despejo.
É o amor que surge como estrela brilhante,
Desfazendo a escuridão, trazendo um instante.

Pois a solidão é apenas uma estação,
Que prepara o coração para a transformação.
E na solitude, aprendemos a nos encontrar,
A valorizar a presença, a aprender a amar.

Portanto, ó solitário, não te deixes abater,
Pois em cada desafio há algo a aprender.
Encontra na solidão um elo de sabedoria,
E transcende a tristeza em pura poesia.

A solidão, embora pareça sombria,
Pode ser uma jornada de auto-harmonia.
Encontra-te em ti mesmo, no mais profundo ser,
E descobre a verdadeira essência do viver.

no silêncio da noite
só pensamento triste
não me deixa e insiste
em roubar minha paz

essa cama vazia
hoje está tão fria
antes ela ardia
da gente se amar

o suor virou lágrimas
uma dor no meu peito
discussão, desrespeito
e perdão não dou mais

você sempre vai embora
se arrepende e chora
sou sua vida e implora
pedindo pra voltar

me diz que é a última vez
foi um erro o que fez
que não vai mais errar
e eu acreditei que um dia
seríamos felizes
e não mais brigar
mas foram só promessas vazias
em um mês e uns dias
foi pra não mais voltar.

A minha maior tristeza não é o choro/grito dos filhos, mas o silêncio dos pais.


Esses filhos são crianças que têm fome da Palavra de Deus; e os pais são professores evangelistas que se calam com a Palavra de Deus.

A sombra.


Nos recessos da minha alma,
Onde as sombras gritam em silêncio,
Você é a lembrança que me assombra,
A dor que me consome, o amor que me matou.


Teus olhos, dois túmulos de esperanças,
Onde eu enterrei meus sonhos,
Teu sorriso, a imagem que me persegue,
A saudade que me devora, que me aniquila.


As noites são eternas e frias,
Quando você não está ao meu lado,
As estrelas são lágrimas de um amor morto,
E a solidão é o meu destino.


Eu te amo, mas você se foi,
Deixando apenas um vazio infinito,
Um buraco no meu peito,
Que nunca mais será preenchido, que nunca mais terá vida.


Você era o meu tudo, meu nada,
Meu amor, minha vida, meu fim,
Agora, você se foi,
E eu sou apenas um fantasma, uma sombra do que fui.

Há um inverno em mim,
triste como o silêncio das estrelas.
O calor amarga,
mas o frio é canto que consola.
Que estranha oposição,
como se o tempo fosse espelho quebrado.
Não é ausência de amor:
é apenas o pouco que resta,
esmola de eternidade.

Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.

O DESPERTA DO SER
​A espiritualidade não habita no que reluz,
mas no silêncio que a sombra produz.
É no escuro do peito, longe do vitral,
que pulsa a verdade, crua e visceral.
​Não és o que vêm, nem o que dizes ser.
És o espaço imenso entre o querer e o fazer.
​Quebre o vidro. Deixe a poeira entrar.
A essência só respira quando para de encenar.
O propósito não é ser o melhor espelho do mundo,
mas mergulhar no próprio abismo, calmo e profundo.
​Só quem desiste de ser vitrine para os outros,
consegue, enfim, ser templo para si mesmo.

A dor é ferida, mas também é portal. É silêncio, mas também é grito. É sombra, mas pode ser aurora. E talvez seja justamente por isso que ela nos humaniza: porque nos lembra que viver é atravessar, e que cada cicatriz é também uma inscrição de resistência, uma marca de que seguimos, apesar de tudo.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Entre Luz e Sombras


Na vida...
às vezes sou mocinha.
Outras vezes... vilã.
E no silêncio entre um papel e outro,
me pergunto:
quem sou eu… afinal?


Nunca sei quem fui
nos olhos de quem me viu partir.
Nunca sei quem sou
no reflexo de quem insiste em me definir.


Se faço o bem...
me julgam mal
Se tropeço no mal...
alguém encontra em mim um bem que nem sei explicar.


Que lógica é essa
que me atravessa
e me desfaz?


Eu erro…
tentando desesperadamente acertar.
E acerto…
quando já não me preocupo mais em errar.


Ironia essa...
Como se a vida risse
da minha tentativa de controle.


Sou luz?
Ou sou escuridão?


E por mais que eu procure respostas,
a verdade me escapa…
como água entre os dedos.


Porque, no fundo,
quem diz quem somos
não somos nós.


É o olhar que nos acolhe,
ou o julgamento que nos corta.
É quem nos vê…
que nos inventa.


E eu?
Eu me desconheço.


Sou verdade?
Ou sou invenção de versões
que criaram de mim?


O que escondo…
até de mim mesma?


Há mistérios no meu peito
que nem minha coragem alcança.
Sentimentos que existem…
mas nunca tiveram permissão para nascer em palavras.


E assim eu sigo…
fragmentada…
contraditória…
humana.


Sendo mil em uma,
e ainda assim… incompleta.


Talvez…
a grande verdade
não seja descobrir quem somos.


Mas aceitar…
que somos feitos de perguntas.
E não de respostas.

Silêncio, a arma invisível

É triste a traição contida e inesperada.
Às vezes, o silêncio pode golpear.
É uma erosão de humilhação e, ao meu ver, o silêncio é uma arma — uma arma muito poderosa — capaz de marcar você para sempre.

Na sombra fria do entardecer,
Ouço o silêncio da noite crescer,
As estrelas escondem seu brilho no ar,
E o vento parece querer me avisar.


Carrego em segredo um doce temor,
Mistura estranha de sonho e amor,
Enquanto meu peito insiste em bater
Por alguém que talvez nunca vá perceber.


Caminho entre dúvidas pelo luar ausente,
Tentando sorrir, fingir ser valente,
Mas o futuro dança como névoa no chão,
Confundindo esperança e solidão.


E se o destino mudar meu caminho?
E se a dor for meu único carinho?
Mesmo assim guardo essa chama acesa,
Frágil, inquieta, cheia de incerteza.


Porque amar também é se perder,
É cair no escuro sem saber
Se ao final da noite haverá amanhecer
Ou apenas saudade para sobreviver.


Ainda assim, em silêncio, eu espero,
Mesmo com medo, mesmo sem saber ao certo,
Que um dia duas almas possam se encontrar
E juntas, enfim, aprendam a sonhar.

Morri no fogo da noite,
no silêncio cruel da prisão,
meu corpo jazendo em sombras,
na véspera de São João.

Três dias de trevas e ausência,
três dias de luta invisível,
mas Deus soprou sobre mim a vida,
e fez do impossível, possível.

Acordei no dia da promessa,
no aniversário da irmã querida,
renasci como quem nasce de novo,
com a alma lavada, vestida.

As marcas não foram em vão,
foram cicatrizes de libertação,
pois quem sobrevive ao abismo
carrega no peito a ressurreição.

Hoje caminho só com Deus,
meu guia, meu norte, meu chão,
e quem quiser andar comigo
precisa ter fé maior que a razão.

⁠
Tem dor que vira casa.
A gente decora o vazio,
rega silêncio, inventa flores na sombra.

Fica.
Por medo. Por costume. Por não saber partir.
Até que o corpo pesa, o peito chama,
e a alma, paciente, sopra:
abre a janela.

A cura não faz barulho.
Chega no banho demorado,
no café que abraça as mãos,
numa lágrima que lava o que ficou esquecido.

De repente, o que doía já não sangra.
É história — não ferida.
É marca — não prisão.

Quem te ama entende teu tempo.
O sol não some — ele espera.
E você também vai.
Ninguém mora pra sempre onde dói.

— Edna de Andrade

Quando a Lua Sussurra


No silêncio da sombra,
uma luz se ergue serena.
Não chora pelo que fere,
sua força é calma que acena.


Caminha por noites densas,
mas sua presença ilumina.
Se veste de simplicidade,
sorri como quem guarda aurora.


Quando a Lua sussurra segredos,
ela brilha em brilho raro,
e cada passo deixa traços de encanto
onde antes havia apenas silêncio.


Estrela de brilho infinito,
que floresce na sombra,
transforma a vida em beleza
e dá ao mundo seu calor calmo,
silencioso, eterno.

A chuva traz o silêncio.
Minha alma se acalma,
os sentimentos se aguçam.
Na melancolia, chega também o entusiasmo,
e o alento me compensa
com momentos tão bons.


O pingo na telha…
e um coração em paz.


Otávio Mariano.

Carrego em mim pecados que nem o silêncio consegue esconder,
sombras que não vieram do mundo… nasceram em mim.
E quanto mais eu tento fugir dessa parte, mais ela cresce, mais ela domina.
Talvez o erro nunca tenha sido o mundo ser cruel,
mas sim perceber que a pior maldade sempre encontra um jeito de nascer dentro da gente.


DeBrunoParaCarla