Poemas Góticos de Amor
Uma borboleta morta,
Não irá mais enfeitar o jardim,
Você não irá mais vê-la
E nem irá mais se incomodar.
O que causou sua morte?
Ah, um pouco de cansaço talvez,
Ou um coração partido.
Pode ser até apenas dor.
Quem sabe o motivo?
Só ela,
A borboleta morta.
Que pediu pela última vez
Uma ajuda e foi pisada,
E humilhada.
Ninguém sentirá falta dela,
Nem sabiam que ela existia,
Apenas uma figurante
Que era protagonista
Da sua própria dor.
Não deixe para amanhã que deveria ter feito a vida toda.
É um fio tênue que nos permite ir tocando a vida até encontrarmos a temida morte.
Um carro sem direção, um ignorante atrás dela, um escorregão de mau jeito, um mergulho no rio errado.
Rápida e nem sempre indolor, a morte não acrescenta, ela sempre tira. Tira de nós quem amamos e um dia vai nos tirar de quem nos ama.
Doenças novas ou hereditárias, Zyca, colesterol, o temível Alzheimer, tardam mas não falham e a vida ainda pode ser abreviada por delinquentes, que se dão ao luxo de gostar mais das nossas coisas do que nós mesmos, não exitando em tomá-las à bala.
Mas não devemos nos preocupar demais com as coisas materiais pois só vamos usá-las por um breve tempo, tempo que sobretudo não pode ser negado a quem amamos e por quem somos amados.
A vida deve ser mais do que trabalhar, dormir e sonhar.
Será que é preciso um susto para a gente acordar?
E tem o tempo que a gente reclama que demora passar até o final de semana, até chegarem as férias, o tempo que a gente quer que passe logo para chegar o dia do pagamento. Esse é o mesmo tempo que pode fazer falta afinal na nossa estada nesse mundo, tempo para a gente criar laços, tempo que não pode faltar para vivermos enlaçados.
A morte é o final de uma batalha sem trégua, onde o destino sempre ganha e a gente sempre perde.
Não perca tempo com o que tem pouca importância, faça agora o que deveria ter feito sempre, use bem o tempo, não deixe que no futuro você tenha sentimento de arrependimento por sentir que o seu tempo foi mau usado.
Estava observando a lua agorinha no céu. E notando que vez por outra ela estava sendo coberta por nuvens cinzas... então comecei a pensar que as vezes a nossa vida é assim, as nuvens cinzas da vida tentam cobrir a nossa alegria de viver, mas se pararmos para refletir ela ainda continua lá, ainda que escondida por nuvens cinzas, mas esta lá!
Acredite que essa nuvem cinza vai passar e você voltará a refletir a alegria de viver. Não olhe para as nuvens olhe para alem delas. E mais uma coisa a lua reflete o brilho do sol, entenda que você não é auto suficiente.
Autor: Eliseu Fernandes Laurindo
Data: 10/09/2016
Uns porquês invadem minha mente,
Enlouqueço mais a cada nova tentativa de entendê-los.
Tento compreender o incompreensível, Seus Planos.
E quanto mais tendo, mais as respostas de esvaziam.
Vejo os anos escorrendo pelos meus dedos, e o que fiz, além de respirar?
Sonhos sem oportunidades, estão adormecendo.
Medo é meu companheiro noturno, e as noites vem se tornando mais sombrias. Acordo em desespero, tenho que enfrentar mais um dia.
E surgem novos porquês, e mais uma vez, sem respostas.
Traga-me a tal felicidade que os livros de princesas diziam.
Tira-me dessa impiedosa realidade, que a vida me sucumbiu.
Cobranças! preciso ser, preciso ter, preciso existir.
Mas ninguém sabe os porquês, que existem ali.
Você se foi
porque você quis
Se foi você
Me deixou infeliz...
Atrás da porta
Tem alguém que não existe
Atrás da porta da rua
Está minha poesia tão triste.
Em cada canto escuro
Vejo minha solidão
À espreita
Esperando minha volta pra casa
Aonde ela não se esconde
Me abraça
Me toma
E me domina
Porque eu já à conheço
E ela...
E ela já me tem!
Nem a mesma rua,
Nem as mesmas casas,
nem as mesmas flores na janela.
As flores eram agora outras,
e outro também eram o seu perfume.
Meus pés pisavam outra rua,
Meus olhos, contemplavam outras faces.
Eles também eram outros.
Talvez mais duros, talvez mais frios.
Talvez por que não viu sua face,
Talvez por que não viu suas flores.
Senti areia sobre minhas córneas,
espinhos no meu coração,
e sob meus pés, paralelepípedos.
Ela é
Ela é linda é magnífica
Bela imponente, atraente e sedutora
Ela não é a exclamação, ela não é a interrogação e nem as reticências,
Ela, é o ponto final,
É o letreiro do filme que sobe,
É a mão que solta o aperto,
É o fim da dor, é o fim do desprezo,
Ela é o assunto que apaga o sorriso escrito a lápis,
É a batida que tine ao soar do gongo,
É o tênis largado sem pé,
A caneta sem ter quem a faça bailar,
Ela é,
Não foi e nem será,
Ela é o uivo do cão sem dono,
O fim das mãos nas costas de quem não cabe no berço da honestidade,
Ela é linda, ela é a atrocidade,
Ela é a mãe é o pai da chamada saudade,
Ela é
Clayton Milanez
A carruagem
A carruagem está por vir,
A carruagem vai chegar,
Imponente, tenebrosa, invisível e majestosa,
Com espaço contado, tamanho medido,
Assento assinado e acesso impedido,
Ela vem marcar seu lugar,
Impedido pra quem já foi,
Impedido pra quem tem data de outro dia,
No galopar na madrugada,
Sombria e desertada,
Que propositalmente deixa todas as gentes desavisadas,
Na noite sem lua,
Sem gente na rua,
Sem quem espere,
A carruagem chegar,
Aquela que tem espaço mesmo pra quem não quer viajar,
Pois nela a farra, o sorriso, a paz,
Depois que ela passa,
Por tempo estarão por se findar,
Carruagem que se sabe que veio, depois que já foi e levou quem desaparece,
E que mesmo que não se espere lá vem ela, a qualquer instante nos arrancar.
Não sei se hoje,
Amanhã ou daqui a muitos anos,
Só sei que nela vou viajar,
Mas a questão já não é mais a carruagem,
Que se sabe que todos há de experimentar,
A questão é o destino,
Se existe, se é feio ou é lindo,
Porque mesmo que muitos se atrevam,
Até agora, com propriedade e certeza,
Ninguém pôde ou soube explicar.
Texto de: Clayton Milanez
►Meu Monstro Diferenciado
Me use e jogue fora
Estarei na lata de lixo a qualquer hora
Não tenho preferência, pode ser na cesta da escola.
Escuto sempre tantas pessoas me chamarem de idiota
E sempre que sofro uma derrota, fecho minha porta
A pessoa não se importa, naturalmente se comporta
Sou alguém que quer animar
E com sorrisos e alegria o mundo conquistar
Memórias do passado eu recobro
Tristonho no chão me dobro
E, sozinho procuro algo para me confortar
Qualquer coisa, da mais simples, para me aliviar
Talvez até uma boia para me salvar
Buscando desesperadamente me recuperar.
As vezes digo não, em termo para proteção
Mas como o médico e o monstro, ninguém me entende
Mas o meu tal monstro é bem diferente
Ele se mostra frágil e dependente de companhia
Teme a solidão sombria
Assumo ser um monstro realmente lamentável
Não posso, em nenhum momento, dizer que é admirável
Os meus defeitos tornam minhas qualidades invisíveis
São ocorrências irreversíveis
Meu erro frequente é dizer que quero te ter
Mesmo dizendo que incomodo está a ser
Mostrarei como está enganado, ser humano
Mostrarei como te amo e como sofro pelo abandono.
A minha diferença não me torna um sujeito legal
Mas tudo bem, está chegando o Natal.
Se uma pessoa experimentar não receber Jesus como Salvador, ela vai morrer sem ele; então, na hora exata da morte, no momento derradeiro, ela saberá o que é morrer sem Cristo, e num átimo saberá o que seria ser salvo, mas aí já será tarde demaixxx.
Uma das maneiras de saber o que é ser salvo é justamente morrendo. E outra coisa muito importante: na hora da morte não haverá mais nenhuma discussão, nenhuma polêmica... não haverá tempo a perder... quem sabe nesta última hora, ao ver a coisa começar a escurecer, vc tenha tempo suficiente para aceitar Jesus como teu Salvador e salve a sua pele, oops, alcance a salvação da tua alma?
Livro: "scr@ps.com.JC" de Monica Campello, pág. 302
A vingança no coração faz mal
Diminui os seus dias,e encurta a sua vida.
Não se combate o ódio com o ódio.
Até quando às nossas mães vão chorar.
A minha última lágrima caiu agora
Elá brilha nos seus olhos...
Transforme-a em sorriso estou em paz!
enquanto a tinta não falha,o coração não falha
eu continuo por aqui.
enquanto a inspiração vier,enquanto meu pensamentos não chapar.
eu continuo por aqui
enquanto meus inimigos não tramarem o meu fim, enquanto os mesmos não derramarem o meu sangue ...
eu continuo por aqui.
até quando?
até quando a tinta não falha
até quando o coração não falha
a inspiração vier o pensamento não chapa
até quando os meus inimigos não tramarem
o meu fim!!
Ao que trabalha,
Um dia não basta.
O dia passa, sem que veja,
pois, quando acorda os braços,
já estão dormindo, os olhos.
Eles não se cansam de morrer
todo dia.
Não importa se está quente,
ou frio,
Não importa se está doente,
febril.
Faça chuva ou faça sol,
você tem que estar lá,
às 4, 5, 6, 7...
da manhã, que seja !
A gente morre a cada dia,
do mesmo jeito.
Contudo, os preguiçosos
ah... os preguiçosos,
Não tem pressa...
Nada a declarar,
quanto aos preguiçosos,
afinal, a vida é um Fred !
Violáceas as piscadelas da lua.
Cheia, clara, insinuante.
Todos os lobos uivam enquanto
as sutilezas do seu olhar
perfuram o meu fígado.
Viscosidades que lambem o desejo.
Sorrateiros entumescem bicos
e vidraças inexpugnáveis.
Tão perto,
tão longe.
Geladas inutilidades.
Te abraçar salvaria algumas
das minhas almas.
Seus beijos me mandariam para
o inferno.
Resta nada,
quase nada.
Um último tubo de ar
na profundidade do oceano
ocre.
Um derradeiro olhar
de soslaio
nas sombras
agigantadas pela lua.
Um último querer
escondido entre meu copo
e o impossível.
As vezes a loucura me consome de certa maneira , que me sinto a loucura sendo consumida por um humano!
Ai começo a negar que ela exista, que eu talvez exista que tudo que faço e real! Sinto a falsidade nos menores movimentos, sinto os menores movimentos, deixo-me florescer de pensamentos em meio a uma terra de pesadelos.
Mas de uma hora par outra surgem aqueles olhos vermelhos, aquele sorriso maldoso, aquelas rajadas de ódio saindo de minha boca ferindo todos, principalmente aqueles que tem sentimentos. É muito perigoso ter um coração hoje em dia.
É aquele sentimento de liberdade quando tudo que engoli e regurgitado ,um reboot emocional que me diz que posso ser outro novamente!
Então vejo que posso tentar ser melhor, posso inverter o fluxo ,minha natureza sendo outro dentro de outro, como um boneco russo apático que sorriso após sorriso esconde o vazio.
E nessa caminhada vou matando e apodrecendo tudo que toco, ando tanto pelo vale das sombras que nem necessito mais de cajados, já moro nele sou apenas uma sombra daquilo que poderia ser!
Sigo sentindo aquele doce cheiro de putrefação, vejo todas as vezes que me reinvento e morro em mim, todas que fui caídos pelo chão.
Sinto que sou apenas isso o cavaleiro da triste figura que corre atrás de rodamoinhos dentro de si, e fora sou o cavaleiro da lua cheia aquele que e o mal necessário, o senhor odiado, o fim de todas as coisas.
Queria ser rasa
Manter minha breve existência na superfície
Não queria me afogar em agonia
Ignorar fatos que só me levam a uma infeliz constatação
Que me causa imensa melancolia
Sem a ilusão da fé o que fica nítido
É a ausência da justiça
Uma vida sem sentido
Onde com sorte se vive
Sem ela se sobrevive...
VAZIO
Quem intentará contra si
dizendo de sua força
negando a tua bravura?
Se és tu,
amargo feito sonhos não vividos
e transbordante de lampejos de dor
que embriagam a alma tua, de tristeza.
São feito tiros disparados a esmo na escuridão
almejando alvos possíveis,
irrompendo medos com violência bruta
fragmentada em momentos de pura ira.
Porque não consegues viver plena a tua vida?
Tens dois lados...
Serão esses os monstros que se alimentam de si?
Onde está a sua alegria, porque não vives plena as tuas duas vidas?
Se olvidastes os sonhos teus, descobriria que sonhas os sonhos meus.
E aí... Talvez ao fazê-lo, rache por dentro!
E talvez se encha de alegria,
e talvez sinta um pouco menos de dor.
Por que quando tudo está bem, nós acabamos estranhando? Achando que “tudo está bem demais e, claro, logo algo ruim deve acontecer”?!
O ser humano passa a vida a toda lutando pra se sentir bem e feliz, aí então, quando se depara com esta realização, desacredita.
Acho que, no fundo, temos um grande medo de sermos felizes.
O “felizes para sempre” parece mais um “tédio para sempre”.
Somos motivados pela dor. A alegria será um alvo eterno, porque quando a encontramos, simplesmente ficamos sem motivação para prosseguir.
É como se felicidade alguma fosse boa o bastante para suprir esse desejo infinito de lutar por algo.
Às vezes, eu aprecio tanto os momentos de tristeza que mal consigo apreciar a alegria em sua plena essência. Estou tão acostumado a me sentir triste que ser feliz é estranho.
Comodismo.
Eu tenho medo de ser assim pra sempre. Como também tenho medo de encontrar a felicidade plena.
Talvez o sofrimento em excesso cause calos no coração da gente. Enrijece-o.
Isso é não é bom.
Espero que um dia esta inversão de valores possa findar. E, a partir daí, ser feliz será a coisa mais comum de todas. Acordar e ter sobre mim o céu mais azul de todos, mesmo em dias chuvosos. Sorrir com o coração.
"Tenho pressa"
Tenho pressa em dizer que te amo,
Sair do casulo... dar vida ao que existe apenas em sonhos
Ousar ser feliz, correr riscos, levar tombos
Pois de nada vale uma vida de dias tristes , mornos, enfadonhos.
Tenho pressa em te abraçar e dizer todas as coisas que o coração ditar
Sorrir ou chorar ... me dar o direito de errar
Viver intensamente como faz o condenado que não sabe se verá o sol acordar.
Tenho pressa...
Tenho pressa em viver alegrias
Fazer loucuras sem querer saber o que os outros vão pensar
Traçar planos, apagar mágoas
Viver em emoção o que as palavras não conseguem expressar.
Tenho pressa..
