Poemas Góticos de Amor
LAMENTO, CRIANÇA
Trancado neste sótão há um mês inteiro,
apenas algumas borboletas celebram o reflexo do sol por aqui.
Haja gritarias vindas da minha única janela,
a qual só cabe meus olhares, que não posso tirar fotos.
Disseram-me que uma tal de guerra começaria,
pelo menos eu tenho alguém que olha por mim neste lugar.
Acho que vou crescer carregando estas correntes,
com pão e água vindos todos os dias pelo buraquinho da porta.
Sinto-me um cachorro com dentes espumados,
louco para explodir todas coisas que surgem diante de mim.
Há muito tempo não ouço a voz dos homens.
Há muitos dias minha boca convive com a incerteza da alimentação.
Barulho de ferros e mapas jogados,
perfazem o cenário e tudo que vejo deste chão.
Há muito tempo quero sair daqui e brincar com meus carrinhos,
mas os soldados não queriam que eu saísse.
Me protegeram, mas estou mais preso que um assassino.
E o fim de tudo isso como será, ninguém me disse.
Há muito tempo eu choro com os ratos,
e nem a lua resolveu surgir pela madrugada.
Mas vou esperar o soldado voltar para me libertar daqui,
e dizer que toda esta batalha será sanada.
Um novo dia e mais um pão será oferecido a mim,
mas que estranho, a porta finalmente foi aberta.
Um soldado carregando um chocolate.
Minha esperança cresceu como uma criança pequena e esperta.
Perguntei a ele se tudo havia terminado,
finalmente os homens pararam com discussões e batalhas inúteis.
Até que enfim conseguiram vencer o respeito,
e viverem de maneira a fazer coisas realmente úteis.
O soldado abaixou a cabeça e começou a chorar.
Deu-me o chocolate, pediu perdão e desfalecido ficou.
Olhei para ele e percebi que a guerra realmente teve seu fim,
apenas deu tempo de ouvir algo que ele me falou:
Lamento, criança, ninguém voltará.
Lamento, criança, seu futuro, a humanidade a Deus dará.
ILUSÕES DO COTIDIANO
"O que os olhos consentem em alarde
Nossa mente insisti em fazer
Sempre e sempre a calar-se
O que sem razão insisti em dizer.
Que dos embrulhos que a vida nos trás
A surpresa está no entender:
Sou desmerecido do presente
Ou do passado pertence o meu ser?
O que os olhos insistem em mostrar
Nosso consciente se contorce sozinho
O que parece é
O que não é, é só um pouquinho.
POEIRAS DE MIM
"Oh, poeiras de mim
Se desvais do meu corpo
E me deixas assim.
Oh, brilho de mim
Se apagas de meu corpo
Me desmorono daqui.
Oh, grãos solitários, Caim
Sozinho vagas a pé
Meros fragmentos de mim.
Vais, resto, perdi!
Partes numa penugem só
Sobram ruínas apenas, resumidas a pó.
Fico, agora poeira sou
Pertenço ás paredes e ao chão
Me desfaço num só voo.
Vou-me, enfim, oh
De lembranças serei eterno
Mas de saudades morro só.
" Diferentes "
"As pessoas são realmente muito diferentes ...
Por mais que você conviva estará longe de entender o verdadeiro sentimento ...
Por alguns moveras montanhas , atravessarás mares , dará sua própria vida e não significaras de nada ...
Por outro lado , outras tu darás apenas um sorriso ...
E verás uma super nova se formar ao seu redor sendo , tão intenso seu brilho que iluminará a todos ao seu redor ..."
A alma mais bela do mundo, a mais doce, terna, carinhosa, fiel, amorosa, amiga... não significa nada afinal, se não houver uma bela aparência.
Mais pesado que o peso corporal, é o peso da dor no coração.
Mais pesadas que o peso corporal, são as lágrimas derramadas ao longo de toda uma vida lutando contra preconceitos.
Mais pesado do que o peso de um corpo, é o peso do julgamento e condenação, sem direito à defesa, das pessoas que você ama.
Que a humanidade deixe cair o véu da hipocrisia, a mim não enganam mais...
Uma massa de carne não tem direito ao amor.
Chegará o dia em que todos nós seremos, realmente, apenas uma massa de carne sem vida e então... o que terá restado?
A existência humana é realmente muito triste.
A dor da perda é realmente algo insasiavel
é algo tão estranho é um sentimento imutavel
não imaginamos essa dor até sentirmos de verdade
porque nunca queremos que as coisas boas acabem
o fim, pode significar um novo recomeço
novos erros, novos acertos, nova vida!
a vida nem sempre é servida como o prato mais caro daquele restautante chique
como também nem sempre é sofrida como a guerra do vietnã
não pense no amanhã como um compromisso, muito menos como um serviço
pense nele como o recomeço que não pode ser feito hoje
nunca é tarde para mudar, nunca é tarde para perdoar, nunca é tarde para sorrir
mas como irei sorrir, se não estarei mais aqui?
carrego a solidão e todo seu peso em meu corpo
e como a escultura de "David" de Miguel Ângelo
corro o risco de ruir e desabar por esse peno não aguentar
são tantos anos sem resposta achando que vivo numa icognita
pouco tempo me resta até encontrar a resposta
pois esse peso, está fechando minha porta.
Mas como será?
tão jovem a me conqusitar
chegou, mexeu e saiu
olhou e sorriu, mas não voltou
não hesitou em abandonar
agora aos cantos fica a chorar
24 horas querendo me ligar
sabendo que para ela estarei lá.
"O mundo é perigoso, um rapaz como este
jamais será para você"
palavras ditas por pessoas que a amam
Certas ou Erradas jamais saberão
pois sobre o mundo correto estão
sobre o rapaz não tenho a mesma opinião
como este rapaz poderá provar o quão bom pode ser?
se nem uma chance ele poderá receber
vai saber o que o futuro irá fazer
a incógnita do tempo poderá...Só o tempo lhe dirá.
E o meu telhado se mantem sustentado pelos alicerces de uma casa deserta de cores mas cheia de memórias, que escorrem pelas janelas que batem incessantemente me lembrando que ainda estou viva ainda que tudo tenha se esvaído.
Então, em meio à ausência, vou domesticando a dor, ensinando bons modos à angustia, buscando saídas de emergência pra me abrigar de mim mesma.
Lentamente, suas cinzas escrevem em minha pele...
Debaixo de feridas expostas a libertinagem do que eu julgava ser um espectro, escorre pela Iris , doendo, enfraquecendo,jorrando, feito sangue que esvai, rebentando o que vê pela frente, sem clemência, lembrando o quanto o transbordo em ódio pela minha casa vazia, partida em pedaços espalhados, cujo o peso, o vento não consegue não leva embora, e não me faz voar pra longe de mim, onde tem tanto de você.
Ceticismo: nada mais do que o estado de dúvida, descrença, sobre algo ou sobre alguma reflexão ou opinião. (...)
Sensação essa, a qual descrevo aos momentos das relações superficiais a qual nossa "geração", nem se toca (?), mas passa.
Não direcionado para as "relações" conjugais, amorosas, mas em um geral, profissionais, pessoais, até mesmo familiares.
O faça o que eu falo, não faça o que eu faço, nunca esteve em tamanha acensão.
Uma hora se gosta, se identifica, quer por perto, se vomita muita superficialidade, sem o real e absoluto sentimento de ser. Ou será que se sente realmente tudo isso, mas não agregamos "status" duradouros??
Tolos são os que acreditam, se envolvem, ou os que propagam essa liquidez e um turbilhão de sentimentos e emoções voláteis?
Cada pessoa a qual conheço, tento ver o seu lado mais agradável e positivo. Aprendo com cada um. Posso não ter afinidade com algumas pessoas, mas não quer dizer que eu não possa ver qualidades nesse ser, que não possa sugar o que for positivo de cada um.
Não se pode ser um tolo, sem papas na língua. O coração pesa. Se balbucia e se faz o que quer, se brinca e manipula relações, para no momento seguinte, agir com total negligencia ao ser que ouviu e acreditou nas tamanhas falacias.
Realmente há seres, que merecem ser esquecidos, apagados pela sua insignificância. Pois de forma tão hipócrita, propaga o bem, fala de uma forma, se age de outra e as vidas vazias seguem...
Cada um se mata sua maneira, seja pelo peso do coração, da alma ou da mente...
Além do véu da tempestade há o mundo em que sonho
O fervor da pequena estrela vermelha
que emanava algo que busquei durante 145 anos-padrões
Algo que não deveria ter encontrado nunca, ou nunca deveria ter me encontrado
Quando fui para lá me vi passando sobre as águas claras do rio que cortava o solo seco
Por conta dos três anéis de estrelas que se formavam no céu todos os dias
Lembrava-me dos dias que olhava para o céu nas noites,
Noites em claro.
Torres tocavam sinos e canções em cordas
Sem destino ou motivo
Apenas por cortesia
A luz alaranjada transpassava as montanhas
As árvores mortas pelo ardor do sol se desprendiam da terra
Os rios se transformavam em riachos do dia pra noite
Assim como nossa esperança
Deixei-me de lado por um momento
Vi as pedras vermelho-alaranjadas brilhando sobre a mesa
Moldadas no cabo de couro durksiano,
Refletindo os pôr dos sois que se foram há horas.
A noite era clara, não tanto quanto o dia
As luzes piscavam e as pedras emanavam calor
Diminuindo a nossa dor na noite, que sempre se transformavam em sonhos
para esquecermos nossa realidade.
Quase morta.
Ela se foi há tempos, mas a esperança ainda a revivia
Em alguns momentos a chuva caía, aos poucos molhava a terra
que encharcava a pequena estrela e a deixava viva novamente.
As estrelas pareciam mais claras, os sóis mais escuros
O planeta chorava de novo, e nós sofríamos.
De repente me vi sem rumo, abandonado
As estrelas estavam cada vez mais perto dos meus olhos
Podia ir a qualquer lugar que desejasse
Momentos importantes passavam rapidamente
Minha mente parava
Sentimentos iam e voltavam, sem rumo
A dor se fora há muito tempo
O amor ficou
As luzes tomaram formas em minha frente
Não podia descrever o que era
Era apenas ... maravilhoso.
A noite nunca foi tão clara como antes
Agora conseguia ver-me
Sem nenhuma noção do que a superstição me fez.
Mais um dia onde sonhos, esperanças e surpresas já não me acompanham o imortal sono e frustrado despertar. Nada mais excita, surpreende os humanos são, apesar dos séculos os mesmos que desfilavam outrora: vaidades, torpezas, frivolidades e crueldade! Sempre foi divertido caçá-los e extinguir vidas tão desnecessárias; absorver o doce licor de suas pulsantes veias, saborear o apagar do brilho de seus olhos... Porém, assim como seco suas veias e descarto o corruptível corpo, os séculos drenaram minha ansiedade e a sede já não se satisfaz! A insatisfação e monotonia de todo esse tempo passado e, àqueles que sucederão, me enchem de tédio e anorexia. Nada, ninguém que valha o esforço, a atenção, o cuidado... a chamar atenção real, para saborear aquele rubro e quente derramar de vida! Então, um riso meigo e olhar gentil aguça meu desejo e arde minha sede... alvíssima pele em roliço e macio pescoço de jovem vendedora de flores, Em seus longos e ruivos cabelos resquícios de minúsculas flores brancas qual grinalda de prometida noiva... nas veias o sangue em rápida e enlouquecedora marcha! Enfim sinto a ânsia retornar e crescer a tal ponto de não suportar perdê-la. Preciso de sua essência dentro de mim revigorando-me, alimentando-me! Alguém compra-lhe as flores enquanto eu aguardo nas sombras aquele instante perfeito onde a caça cai nas garras do caçador, um momento único de união perpétua. Ao findar seu estoque retira-se satisfeita à caminho de casa. Acompanho seus movimentos sinuosos ardendo em chamas de loucura! Num instante arrebato-a para afastado jardim e entre os arbustos sugo o sangue tão avidamente desejado e necessário ao refazimento de minha personalidade carcomida. Seu macio e perfumado cabelo ruivo tinge-se do rubro de seu sangue enquanto viajo no sabor único de sua vitalidade enchendo-me à luz de indefinível luar.
Ariadne
Há quem se enriquece por meio de privação e economia, e acaba ganhando isto: Quando ele pensa que já pode descansar e aproveitar seus bens, não sabe que logo vai chegar o tempo de morrer e deixar tudo para os outros.
(Eclesiástico 11, 18-19)
SAUDADE
Desviei o que pude das esquinas da noite,
Porém, na encruzilhada da saudade,
Me deparei com a madrugada triste, solitária, fria e embriagada.
(Arnaldo Toni)
"Cartas para Ela:
Vai-te então. Se tens que ir, adeus.
Perdão por não poder ser quem necessitavas que eu fosse.
Mas não posso mudar por um amor inventado.
Ou me amas tal qual sou, ou vai-te.
Eu hei de sobreviver.
E tu hás de encontrar teu utópico amor.
Seja nos amassos ou nos maços.
Seja na mesa com um par ou na mesa de um bar.
Seja na festa ou sofá.
Seja!
Seja feliz!
Seja infinita!
Seja menina!
Seja mulher!
Seja amada!
Seja você!
Seja passarinho, e voe!
Voe rumo a felicidade.
Voe para longe.
Voe alto.
Voe até o fim!
E deixe-me sozinho, com minha tristeza.
Para que eu possa me afogar na minha dor enfim. "
SONETO SOLENE
Memorar. Um ano. Que importa o ano? Talvez
somente para lembrar os suspiros de tua ida
do silêncio invasor na casa após a tua partida
pra morte, igual, desfolho outonal em palidez
Fatal e transitório, a nossa viveza é vencida
pelo sopro funesto, ao sentimento a viuvez.
Julho, agosto, setembro, vai-se mês a mês
ano a ano e outro ano a recordação parida
Da saudade filial, que dói numa dor doída
de renovação amarga e de vil insipidez
que renasce na gelada ausência sofrida
No continuar, o vazio, traz pra alma nudez
chorada na recordação jamais esquecida...
Neste soneto solene: - a bênção outra vez!
Luciano Spagnol
julho, 2016
Cerrado goiano
Um ano de morte de meu pai.
►Parte do Ciclo, Aproveite
E se você descobrisse
O ano que ia morrer?
Me diga, o que iria fazer?
O que acabaria por resolver?
Apenas agradeceria pelo término de seu sofrimento?
Afinal a vida é difícil, eu comento
Por algum motivo já pensei sobre
Cessaria as dores
E por fim, em um caixão cercado de flores
Também acabaria as dores dos amores
Acabariam também as cores
Acabariam também os temores
Partiria desse mundo de horrores.
A morte é algo a se pensar
Pode a conhecer enquanto estas a caminhar
"Não a temo", alguns ouço falar
Mas será mesmo que não?
Choras-te a morte de teu irmão
Descreio na vida após a morte
A pessoa atropelada não teve sorte
Acredito que ela é o fim
Se a encontra-se, lhe diria sim
Será que ela precisas de mim?
Será ela capaz de matar até mesmo um serafim?
O que nasce, morre, isso é de lei
Sobre esse ciclo eu sei
Não adianta temer morrer
Não faz sentindo correr
Não faz sentindo esconder
Como já disse, só devemos viver
E a cada dia mais, aprender
Não posso dizer que não iras se arrepender
Pois eu mesmo posso dizer
Que me arrependo por coisas que fiz
Me arrependo por não fazer coisas que quis
"Viver sem arrependimentos" eu discordo
"Viver bem" concordo.
A sua vida pode acabar rapidamente
O seu tempo aproveite radicalmente
Porém não seja imprudente
Aproveite ela usando sua mente
Da melhor maneira possível
Da melhor maneira cabível
Faça valer a pena cada segundo
Se assim desejar, viaje pelo mundo
Se quiser, leve alguém junto
Faça da vida uma experiência em conjunto
Você verá que terá vivido muito.
SE EU MORRESSE HOJE...
Por Rita Coruripe
Se eu morresse hoje, confesso que iria por falta de opção, e não antes de ter argumentado muito com a morte.
Gosto da vida, apesar das incertezas que desanimam, das reviravoltas e das reticencias.
As ausências então, doem muito, mas ainda assim, eu amo viver.
Seu eu pudesse escolher?
Não morreria nunca
Não deixaria para trás, tudo que tanto me faz feliz.
Mas como não tenho escolha, quando chegar a minha hora de partir, irei com a certeza de que minha vida não passou em branco, e que vivi extremamente, cada momento, cada situação, tenha sido ela boa ou ruim.
Irei agradecida pelos bens que aqui recebi:
Por ter tido um Pai que me amou incondicionalmente, e que junto com minha avó e com minha mãe me fizeram a pessoa que sou (ou fui), pelos filhos que gerei em meu ventre e pelo neto que gerei em meu coração, pelos amigos que tão calorosamente, me acompanharam na difícil arte de viver.
Grata pelos amores vividos até a última gota de paixão
Pelas conquistas, pelos "nãos" que me obrigaram, tantas vezes, a dar passos para trás antes de continuar a caminhada.
Pelos meus irmãos, que compartilharam comigo uma infância PERFEITA, pelas experiencias e principalmente, por ser proprietária de um coração que jamais conseguiu guardar mágoas, ou desejar o mal de alguém, ainda que tenha sido tantas vezes ferido e tripudiado.
Levarei comigo a única coisa que a morte não me tomará:
As lembranças deliciosas de tudo que vivi neste plano, e que mesmo sendo tragada pelo mortífero sono, não se apagarão, pois em algum lugar do meu espírito elas docemente adormecerão, mas nunca deixarão de existir.
Então eu a vi, não estava mais como antes
Olhei para ela e foi como se eu visse o presente, passado, e o futuro, mas que pena, a melancolia tomava conta dela, foi a cena mais triste que já pude presenciar
fui cada vez mais se aproximando e conforme ia, ela corria, e lá estava ela, a vida, dando adeus a mim e lá se foi, correndo sem paradeiro, olhei para trás e vi andando calmamente a morte e não dava mais tempo, então, morri!
►Um Homem Sem Objetivo
Trancafiado no meu quarto
Estou ficando farto
Não tenho visão do que fazer
Sem razão, não consigo ver
Um objetivo o homem deves ter
Para assim, um futuro merecer
Mas não sei onde ir
Não enxergo um caminho para seguir.
É estranho pensar sobre
Ontem aquela ideia, neste papel coube
As dedicatórias que escrevi
Me fazem ver como deveria estar feliz
Bem que eu queria estar assim.
As distrações já não distraem mais
Algo sem sentido tornaram-se tais
Sei que passarei por cima
Não importa o caminho que siga
Nem mesmo reclamações que eu diga
Pelo menos a caneta é minha amiga.
Agora que estou perdido
Melhoraria muito ter um abrigo
As vezes é isso que sinto
Revelando isto, não minto.
